quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Capitulo 7




 
VISÃO ANDREIA


Subimos para o andar de cima e fomos até ao quarto do Rúben. Ele pegou no telemóvel, colocado de baixo da almofada, provavelmente para abafar o toque de chamada que se fartava de tocar.
-Vê isto – pediu-me o Rúben.

De: Inês
       Três dias é muito para mim. E para ti também deve ser
      suficiente, pelo menos para arranjares alguém mais
     interessante que eu e que não te chateie tanto… E
    sinceramente, ainda não percebi porque é que continuamos a
    discutir este assunto de tu ires ou não embora.
   Não foste tu que disseste que estavas cansado dele? Mas bom,
   se soubesses o que é melhor para ti escolherias ir… Não sei se
  aguento três dias. Estou cheia de saudades! Beijinhos.

-Isso é a resposta à mensagem que lhe mandei ontem à noite. É a que está antes. – informou-me para que fosse lê-la também.

Para: Inês
         Olá Inês. Olha, daqui a 3 dias volto para Portugal, por isso,  
        por favor, pára de me ligar. Prometo que quando eu aí 
       chegar  combinamos alguma coisa. Precisamos de conversar.
       Beijos

Acabei de ler e devolvi-lhe o telemóvel.
-Rúben, desculpa lá dizer isto, mas ela é estúpida, é burra ou é o quê? – Ele deu uma gargalhada.
-É complicada.
-E desconversa.
-E é insegura.
-E eu não devia estar a opinar. Afinal ela é a tua namorada e eu não a conheço, mas que lê uma coisa dessas, uma resposta estúpida a uma mensagem simples, o que é que vai pensar?
-Tens razão. Ela está a complicar tanto isto! Já não sei o que hei-de fazer!
-Acho que a única coisa que te consigo dizer é para seguires o que sentes. Acho que só o teu coração te pode dar a resposta. Às vezes a razão não tem palavras suficientes para te responder tão certeiramente como ele. – Ele ficou a olhar para mim, com cara espantada e um pequeno sorriso.
-Estamos inspirados, hã? Quem é a tua inspiração?
-A inspiração não se tem, a inspiração ganha-se.
-É pá, Londres está a fazer-te bem! – sorriu.
-Portugal faz melhor.
-O quê?
-Portugal faz-me melhor. Tem as pessoas que amo e tem o clube do meu coração. – Ele ficou a olhar-me com um enorme sorriso na cara.
-Grande orgulho – comentou.
-O que é nacional é bom.
-Ok, desarmaste-me! Os argumentos foram-se! – riu ele, levantando as mãos em sinal de rendição. Eu ri também.
-Bom, vamos lá para baixo?
-Claro! Estou a morrer de fome!
Desatámos a rir e saímos do quarto em direcção às escadas.


VISÃO MÓNICA


Depois de tomarmos todo o pequeno-almoço o David e o Rúben foram levar-nos a casa. À tarde, eu e a Andy vimos o treino do Benfica no BenficaTV, treino esse a que o Rúben não foi, pois estava lesionado, e por isso tinha decidido vir recuperar para junto do David. À noite recebi uma mensagem do Zach, a dizer que dali a 20 minutos queria ouvir a minha voz. Estava a acabar de lavar os dentes quando a Andy me disse que o meu telemóvel estava a tocar. Despachei-me e fui atendê-lo.
-Hey! – cumprimentei.
-Hey, angel! How are you? – respondeu-me o Zach.
-Fine, fine. And you?
-It’s everything fine. Hey, ahm, I called ‘cause I wanted to invite you to lunch with me tomorrow. What do you say?
-I say yes. But it has just to be the lunch. Then I have something to do with Andy, okay?
-Yeah, ‘course. I just need to be with you, even if it’s just an hour. – Eu ri.
-Okay. So, what time, where?
-I’ll catch you at home, at 11.30 a.m., can be?
-Hm, yeah, it’s fine.
-Great. Well, I just called to invite you, ‘cause I really need to go sleep…
-Yeah, I’ve already noticed in your voice.
-Sorry angel, but the sets and all…
-It’s okay, Zach. I get it. We talk tomorrow. I’m going to sleep too.
-Okay. See you tomorrow, then. Bye, angel.
-Bye Zach. – Desliguei e coloquei o telemóvel na mesa-de-cabeceira.
-Então, planos para amanhã? – perguntou-me a Andy, enquanto eu desviava os lençóis da minha cama para me deitar.
-Vou almoçar com o Zach. Mas venho logo a seguir para ir contigo e com o David levar o Rúben ao aeroporto.
-Está bem. Diverte-te.
-Pff… - ri. Ela riu também e deitou-se na sua cama.
-Bem, até amanhã. – disse ela.
-Até amanhã.
Levantei-me e a Andy já estava vestida.
-Bom dia – disse eu.
-Bom dia.
-Já estás vestida? – perguntei, sentando-me.
-Já. Daqui a nada vou ter a casa do David, com ele e com o Rúben. Vamos almoçar lá. Tu vais almoçar com o Zach, senão vinhas também.
-Hm. Ficaste muito amiga do Rúben. Quer dizer, não há mal nenhum, só que foi super rápido, e como tu estavas sempre super relutante quando se falava nele.
-Oh, olha, se fiquei assim tão amiga do Rúben a culpa é tua e do David. A vossa ideiazinha ontem…
-Vossa?! Do David! Se queres reclamar com alguém é com ele.
-E tu não podias ter ido abrir a porta?
-Eu fui, só que vocês já lá não estavam.
-Oh, está bem. Bem, eu vou-me embora. Bom almoço.
-Obrigada, e para vocês também. E olha, não se esqueçam de mim! Eu também vou com vocês levar o Rúben!
-Sim, mas vais ter a casa do David ou ao aeroporto?
-A casa do David. Quer dizer, pode ser não pode?
-Estás a perguntar-me a mim? A casa não é minha.
-Está bem, então eu mando uma mensagem ao David a perguntar.
-Está bem. Bem, até logo! – disse ela saindo a porta do quarto.
-Até logo! E não se esqueçam de mim, hã!
-Sim! – ela ainda respondeu.
Depois de tomar banho, de me vestir e tomar o pequeno almoço fui ver os meus e-mails e fiquei um pouco no computador. Depois desliguei-o para me sentar na cama a ler, mas o meu telemóvel tocou. Era o Zach.
-Hi! – cumprimentei.
-Hey1 What are you doing?
-I was going to read a little. Why?
-Can I catch you at 11.00 a.m.?
-Ah, yeah, okay. But there’s something wrong?
-No, no. I just want to be with you more time.
-Oh, oh, okay then.
-Okay. Well, I’ll be there. Bye.
-Bye Zach.
Eram dez e meia, por isso tinha meia hora até ele me vir buscar, então decidi ir ler um pouco.
De repente ouvi a campainha.
-Zach! – sorri ao abrir-lhe a porta.
-Hey! Are you ready?
-Yeah.
-All right, then, let’s go! – Sorri. Peguei na minha mala, nas chaves e no telemóvel e saímos.


Obrigada pelos comentários! É bom saber que estão a gostar do que escrevo! Espero que consiga continuar a cativar o vosso interesse pela minha fic!  Beijinhos :D

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Capitulo 6




VISÃO RÚBEN


Depois de deixar as raparigas no quarto fui para o meu e voltei a ligar o telemóvel, depois de vestir o pijama. Tinha mais chamadas da Inês… Estava mesmo a ficar cansado disto. Por mais que gostasse da Inês, este assunto estava a saturar-me e já começava a dar cabo da nossa relação… Por mais que eu quisesse lutar, as forças iam desaparecendo cada vez mais…
Apesar de já ser tarde e de já todos termos ido deitar-nos, eu precisava da ajuda da Andreia, por isso levantei-me da cama e fui até ao quarto onde ela e a Mónica estavam. A porta estava encostada, tal como eu a deixara e as luzes estavam apagadas. Entrei e a porta fez um pouco de barulho. Cheguei perto da cama da Andreia e ela mexeu-se e abriu os olhos ao sentir-me lá.
-Rúben? O que é que estás aqui a fazer? – sussurrou ela.
-Desculpa, acordei-te… – sussurrei também.
-Não, eu já estava acordada. Mas o que é que vieste aqui fazer? – perguntou ela, sentando-se na cama. Sentei-me ao seu lado.
-É a Inês… Ela não pára de me ligar. O que é que eu faço?
-Rúben, eu já te disse, atende. Conversem com calma. Vocês estão a deixar que uma coisa dessas vos afaste e isso não é bom. Se vocês gostam mesmo um do outro conversem e vão ver que se vão entender.
-Tenho medo de magoá-la com alguma coisa que eu diga.
-Rúben, às vezes precisamos de ouvir algumas verdades, por mais que doam e que nos magoem. Tens de ser sincero com ela. Eu acho que se ela gosta mesmo de ti ela devia perceber mais o teu lado… – Sorri. Falar com a Andreia fazia-me muito bem. Sentia-me sempre melhor, mais leve depois de conversar com ela.
-Obrigado, Andreia. Ajudaste-me bastante – agradeci.
-Sempre que precisares – prontificou.
-Obrigado. – Ela sorriu. – Bem, vou voltar para o meu quarto.
-Está bem. Até amanhã.
-Até amanhã. – levantei-me da cama e saí do quarto.
Cheguei ao meu quarto e tinha mais uma chamada da Inês. Resolvi mandar-lhe uma mensagem.

          Para: Inês
                   Olá Inês. Olha, daqui a 3 dias volto para Portugal, por isso, por favor, pára
                   de me ligar. Prometo que quando eu aí chegar combinamos alguma coisa.
                  Precisamos de conversar. Beijos.

Esperava que ela atendesse ao meu pedido. Até regressar a Portugal queria descansar a cabeça e aproveitar as férias com o David e as raparigas.


VISÃO MÓNICA


Ouvi o Rúben entrar no nosso quarto a meio da noite. Fingi que estava a dormir. Eu sei que não se ouve as conversas das outras pessoas, mas fosse o que fosse não ia sair nada da minha boca. E para ser sincera, eu estava curiosa para saber o que é que aqueles dois tanto conversavam, e visto que a Andreia não me dizia nada…
-É a Inês… – disse o Rúben. Apesar de eles falarem baixo, com o silêncio que estava, eu conseguia ouvi-los. – Ela não pára de me ligar. O que é que eu faço? – Quem seria a Inês?
-Rúben, eu já te disse, atende. – respondeu-lhe a Andreia. – Conversem com calma. Vocês estão a deixar que uma coisa dessas vos afaste e isso não é bom. Se vocês gostam mesmo um do outro conversem e vão ver que se vão entender. – Pelos vistos era a namorada do Rúben…
-Tenho medo de magoá-la com alguma coisa que eu diga.
-Rúben, às vezes precisamos de ouvir algumas verdades, por mais que doam e que nos magoem. Tens de ser sincero com ela. Eu acho que se ela gosta mesmo de ti devia perceber mais o teu lado… - Houve silêncio durante algum tempo.
-Obrigado, Andreia. Ajudaste-me bastante – agradeceu o Rúben.
-Sempre que precisares – respondeu-lhe a Andreia.
-Obrigado – voltou ele a agradecer. Depois disse que ia voltar para o seu quarto e saiu. Agora já sabia o que é que se passava. Não era nada do que eu pensava. Se calhar a Andy tinha razão, eu faço muitos ‘’filmes’’. O Rúben só precisava de falar, e a Andy estava ali, disposta a ouvi-lo e a aconselhá-lo. A partir de agora ia chateá-la menos. Não queria correr o risco de me chatear com a minha melhor amiga por causa de uma coisa que já sabia que não se passava. Casamentos a mais, é o que faço…

Desci até à cozinha com a Andy, onde o David já estava a preparar o pequeno-almoço.
-Bom dia – dissemos as duas.
-Bom dia, mininas! Então, dormiram bem? – respondeu-nos o David com um enorme sorriso.
-Sim, dormimos – disse a Andy.
-E os pijamas improvisados também nos serviram – ri.
-Desculpem ter de ser assim, mas molhadas do jeito qui cês tavam não podiam ficar. E como vocês não tinham roupa pra trocar teve de ser assim. E a minha roupa ia ficar bem maior pra vocês do que a do Rúben.
-Oh, não faz mal, serviu. E também foi só para dormir.
-Bom dia. – cumprimentou-nos o Rúben ao entrar na cozinha, ainda a espreguiçar-se.
-Bom dia – dissemos os três.
-Então manz, dormiu mal?
-Mal e pouco.
-Então? – perguntou a Andy.
-A Inês… - disse o Rúben.
-Uuuii… - comentou o David.
-Andreia, podes chegar aqui, por favor? – pediu o Rúben, parecendo sentir-se mal por chatear tanto a Andreia.
-Claro – respondeu ela, levantando-se da cadeira ao meu lado e dirigindo-se com o Rúben para o andar de cima. Virei-me para o David.
-David, a Inês é a namorada do Rúben, não é? – as palavras saíram-me da boca sem que eu conseguisse pará-las.
-É.
-E eles estão chateados, não estão? – não conseguia evitar que as palavras continuassem a sair, no entanto, parecia que até o meu inconsciente, que me fazia lançar estas palavras pela boca fora sem conseguir pedir o livro de reclamações nem antes nem depois, estava a ser cuidadoso.
-É, eles tão meio brigados sim. Porquê?
-Por nada. O Rúben e a Andreia dão-se super bem agora, não é?
-É. Parece qui o castigo de ontem serviu – riu ele.
-Pois foi. Vai na volta ainda se vão tornar melhores amigos.
-Já não deve faltar muito não. O Rúben tem falado bastante dela. Acho qui eles ficaram mesmo grandes amigos.
-Isso é bom, não é?
-Claro! O Rúben tava precisando de mais alguém pra animar ele, não posso ser só eu né?
-Exactamente.
Podia parecer, mas agora eu não estava a tentar ‘’casar’’ ninguém. Apenas sentia qualquer coisa que me dizia que o lugar daqueles dois era para além dos melhores amigos que pudessem ficar. Algo me dizia que tinham sido feitos um para o outro.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Capitulo 5



VISÃO ANDREIA


Nós os dois caminhavamos um ao lado do outro, de mãos nos bolsos. O telemóvel dele voltou a tocar. Ele voltou a deixá-lo tocar e a suspirar novamente.
-É a Inês outra vez? - perguntei.
-É.
-Atende.
-Não.
-Oh Rúben.
-Não insistas, Andreia. Enquanto ela não me perceber, as coisas não funcionam. - Eu queria perguntar-lhe qual é que era a discórdia, mas não tinha esse direito. Não podia meter-me assim na sua vida. Ficámos alguns segundos em silêncio mas continuámos a andar. - Tens paciência para me ouvir, ou achas que vai ser uma grande seca? - perguntou-me, exibindo porém um breve sorriso.
-Claro que não. Podes falar.
Enquanto tomavamos o caminho de regresso a casa do David, o Rúben contou-me o que se estava a passar para que ele e a Inês estivessem mal.
-Então mas ela quer que tu saias do Benfica?
-Não. Ela acha que estou muito bem no Benfica, só que acha que eu merecia estar num clube maior... Só que cada vez que começamos a falar sobre isso acabamos a discutir e eu estou farto disso.
-Mas tu não gostavas de jogar num clube maior?
-Acho que sim. Mas não quero pensar nisso. Sinto-me muito feliz e orgulhoso por estar no Benfica, e é onde pretendo ficar até ao fim da minha carreira. - Eu sorri.
Entretanto já estavamos novamente à porta da casa do David.
-Obrigado por me teres ouvido, Andreia. - agradeceu-me ele com um pequeno sorriso.
-Oh, não custou nada - respondi, sorrindo também.
De repente, abriram a porta da entrada e o David e a Mónica apareceram, com ar preocupado.
-Então manz, onde é qui cê se meteu? Eu ti ligo e seu telefone tá desligado.
-Calma! Está tudo bem. Só desliguei o telemóvel por causa da Inês. - tranquilizou o Rúben. Entrámos em casa.
-Então e tu, Andreia? Porque é que não me atendeste o telemóvel? Fiquei preocupada. - perguntou-me a Mónica.
-Ligaste-me?
-Liguei. Umas cinco ou seis vezes.
Tirei o telemóvel do bolso.
-Oh, desculpa, estava em silêncio, não ouvi.
-Pois.
-Mas vá, já cá estou e estou bem, não é?
-Depois falamos.
-Sobre?
-Várias coisas.
-Hm.
Fomos até à sala e sentámo-nos no sofá, junto deles. Ficámos um pouco à conversa até que o David se levantou.
-Bom gente, chama de minino se vocês quiserem, mas eu vou subir e cair na cama. Rúben, diz pra elas onde qui elas vão ficar.
-Mas nós vamos dormir cá? - perguntei.
-A menos que queiras ir a pé para casa a esta hora. Mas mesmo que queiras eu não vou deixar, por isso, sim, vais dormir cá - respondeu-me o Rúben.
-Cês têm três quartos pra escolher, por isso, fiquem à vontade. Boa noite, mininas.
-Boa noite - dissémos nós as duas.
-Eu não sou gente, né? - reclamou o Rúben na brincadeira.
-Ficou com ciúme Rú, foi? - gozou o David a rir.
-Cála a boca e vai dormir, mas é! - disse o Rúben, mandando uma almofada ao David e rindo a seguir. - Bem, vamos subindo para escolherem onde é que querem ficar?
-Sim - respondeu a Mónica.
Escolhemos o quarto e o Rúben apareceu lá com duas t-shirts na mão.
-Desculpem, mas vão ter de dormir com isto - estendeu-nos as t-shirts. - E estas são minhas, as do David ainda iam ficar maiores, assim como o resto da roupa, por isso...
-Não faz mal. Obrigada. - agradeci.
-De nada. Boa noite meninas. - disse o Rúben abandonando o quarto. DEpois de vestirmos os pijamas improvisados, sentámo-nos nas camas.
-Agora conta-me lá o que é que se passou quando tu e o Rúben ficaram sozinhos lá fora - pediu-me a Mónica.
-Já te disse que não se passou nada.
-Tens a certeza?
-Sim.
-Absoluta?
-Sim, chata.
-Sintética?
-É pá, Mónica, já te disse que não se passou nada!
-Analítica? - continuou ela.
-Cála a boca, mulequa! - ri eu, mandando-lhe uma almofada. Rimos às gargalhadas, mas depois acalmámos.
-Agora a sério. Andreia.
-Mau...
-Bom. Eu estou a falar a sério, agora. Passou-se alguma coisa entre ti e o Rú ou não?
-Ainda lhe chamas isso? Vê lá... - disse eu a rir. Ela deu uma gargalhada e encolheu os ombros. - Eu também estou a falar a sério. Sabes perfeitamente que não se passa nada. Eu queria era que me pudesses fazer a pergunta mas em relação ao Ricardo.
-O Quaresma?
-Não! O Pápa! - ri.
-Então, assim já é o Rú outra vez! - riu ela também.
-Oh! Claro que é o Quaresma! Havia de ser quem?
-Está bem, pronto! Mas olha, agora que falas nisso. Eles devem conhecer o Quaresma...
-Pois devem - concordei. Só agora é que tinha pensado nisso.
-Então, estás à espera do quê para falar com o Rúben? Vocês têm-se dado bem, e acho que não lhe vai custar nada apresentar-vos...
-Oh, achas que eu vou pedir isso ao Rúben?!
-Que mal é que tem? Eu acho que não tem mal nenhum, mas pronto, tu é que sabes.
-Vamos mas é dormir. Já é tarde. Amanhã pode ser sábado, mas não estamos na casa do meu primo, por isso.
-Sim, tens razão. - Apaguei o candeeiro. -Até amanhã, Andreia.
-Até amanhã.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Capitulo 4







Terminámos as aulas à hora de almoço e como não tinhamos mais aulas fomos dar uma volta depois de irmos almoçar a casa. O tempo começou a ficar cada vez mais escuro.
-Daqui a nada vai começar a chover - comentei.
-Pois vai. Uma boleiazinha é que dava jeito, agora.
Assim que ela acabou de falar começou a chover, e não foi pouco. Tivemos de por-nos de baixo de uma varanda.
-Awesome. Agora vamos ter de esperar para ir para casa.
-Para a próxima é melhor trazer o carro.
-Também acho, Andreia.
-Olha! Porque é que não vais tirar a carta? Ao menos assim já não dependes de mim nem do meu carro! - riu ela.
-Andreia! - ouvimos uma voz a chamar. Vinha do carro que tinha parado à nossa frente. - Entrem! - disse o Rúben. - Por incrível, a Andreia não hesitou, e corremos para dentro do carro. - Então pintainhos, estão bons? - perguntou-nos o Rúben, a rir, assim que entrámos.
-Agora melhor. - respondi. - Obrigada, David.
-Não fui eu qui vi vocês não. Foi o Rúben.
-Obrigada, Rúben - respondeu a Andreia pelas duas.
-De nada.
-Cês tavam indo pra onde? - perguntou o David.
-Estava-mos só a dar uma volta - respondeu a Andreia.
-Manz, achas que elas podiam...? - perguntou o Rúben ao David.
-Por mim podem. - O Rúben sorriu.
-Então, mais quentinhas? - perguntou-nos o Rúben olhando para trás.
-Hm-hm - respondemos as duas.
-Ainda bem... Olha, vocês não querem vir jantar connosco? - perguntou-nos novamente o Rúben.
Fiquei surpreendida e olhei para a Andreia. Ela estava normal e depois notei um leve sorriso no seu rosto.
-Porque não? - disse ela. A principio nem acreditava que tinha mesmo ouvido a Andreia dizer aquilo.
-Só quero pedir uma coisa pra vocês. Não mete o Rúben na cozinha, não! Si não ninguém janta! - riu o David.
-Eh! Vê lá! Até faço algumas coisas, então!
-Tava brincando com você, manz! - riu novamente o David. Eu e a Andreia rimos também.
-Pode ser que agora connosco na cozinha ele aprenda alguma coisa - riu a Andreia.
-Se quiserem ensinar - disse o Rúben.
-É, mas vocês vão ter qui ensinar pra ele como si vocês tivessem ensinando um néném - riu o David.
-Ahah - disse o Rúben ironicamente. - Hoje estás muito saidinho, ai estás estás! Vê lá se queres que eu ligue à Sara!
-Pode ligar. Ela vai mandar você dar uma volta.
-Então, manz?!
-Tá bom, tá bom. Eu paro. - disse o David ainda a rir.
Quando voltei a prestar atenção, vi que estavamos a abrandar a velocidade, até pararmos em frente de uma casa super grande
-Vais pôr o carro na garagem? - perguntou o Rúben ao David.
-Melhor. A chuva parou agora mas mais logo vai vir pior.
-Está bem. Então, - virou-se para nós as duas - meninas, nós os três vamos entrando e o David já vem.
Saimos do carro e seguimos o Rúben até ao interior da casa. Depois de o David estar já connosco fomos até à cozinha e pusemos todos um avental.
A cozinha estava...
-Uma bagunça!É assim qui essa cozinha fica sempre qui você vem pra qui, né Rúben? - disse o David.
-Isto está mesmo sujo! - ri eu.
-E a gente não tá melhor não, viu.
-Despachem-se lá, antes que o que está ao lume queime - disse a Andreia.
-Sim, vá, vamos lá despachar-nos que eu estou cá com uma fome... - concordou o Rúben. Todos rimos.
Depois de limparmos a cozinha eles subiram para os quartos para trocarem de roupa e eu e a Andreia tirámos  os casacos, que estavam super sujos. Pouco tempo depois eles já estavam a descer as escadas.
-Casacos limpinhos - disse o Rúben, mandando um casaco para a Andreia e outro para mim, mas, obviamente, o que ele me mandou foi parar em cima do sofá, que estava ao meu lado.
-Então, cadê esses reflexos, hein garota? - brincou o David.
-Ela? Isso já é normal! - juntou a Andreia.
-Os teus pouco falham, não é? - disse o Rúben metendo-se com ela.
-É - respondeu a Andreia ao Rúben, com um sorriso.
-Bem, podemos pôr já a mesa, hã? - propus.
-É isso ai. - concordou o David.








VISÃO ANDREIA


Depois de termos posto a mesa, enquanto o jantar acabava de fazer, o David e o Rúben decidiram ir jogar playstation. Ia ser bonito vê-los a jogar...
-Estás muito receptivel hoje... - disse-me a Mónica, enquanto eles preparavam as coisas para irem jogar.
-E é mau?
-Não, não. Só não estava à espera de te ver tão recptivel a estas coisas e com o Rúben.
-Apesar de no inicio não ter achado piada nenhuma, no final do dia com o Rúben percebi que não preciso ser tão teimosa...
-Ah, então admites que estavas a ser teimosa.
-Um bocadinho.
-Ah - sorriu. Voltámos para junto deles.
-O jantar já está pronto. Quando quiserem ir comer... - disse a Mónica.
-A gente vai só terminar esse jogo - respondeu o David. Quando eles terminaram jogo fomos para a mesa.
-Nã, nã, nã. Ganhaste por sorte! - disse o Rúben para o David.
-Chama o qui cê quiser. Ganho sempre pra você.
-Não ganhas nada. Foi só agora, ou estás a esquecer-te das vezes que foste corrido da minha casa depois de perderes? É que se estás eu posso pôr-te lá fora outra vez.
-Cê tá esquecendo qui essa casa aqui é minha, né.
-Bem, vamos comer ou quê? - disse o Rúben, a desviar o assunto e a tentar não se rir. Eu, a Mónica e o David desatámos a rir e ele acabou por se rir também.
-Tá bom. Vamo deixar você comer e depois a gente ti bota lá pra fora - gozou o David.
-Desde que me deixes comer - respondeu o Rúben a sorrir.
Jantámos num ambiente divertido e a Mónica e o David foram até à cozinha buscar a sobremesa.
-Então, preparada para provar a sobremesa que eu e o David fizemos? - perguntou-me o Rúben.
-Não sei. Acho que fizeram um bom trabalho?
-Claro que sim! Já vais ver.
Entretanto o David e a Mónica chegaram.
-Cês tavam ai conspirando ai, hein? - perguntou o David trazendo a taça com a mousse de chocolate que ele e o Rúben tinham feito.
-Estava aqui a dizer à Andreia que ela vai adorar a sobremesa que nós fizemos - respondeu o Rúben.
A Mónica e o David serviram todos e depois todos ganhámos coragem para meter a colher à boca.
-Ai! Está bom! Vês, vês Andreia, eu disse que estava bom! - disse o Rúben. Começámos todos a rir da figura dele. - Riam à vontade! Eu fiz um doce que saiu bem!
-Tá bom, Rúben. Agora faz uma pausa e ri de você, vai! - disse o David entre gargalhadas. E foi o que o Rúben fez, coisa que já não faltava muito mesmo que o David não tivesse dito nada. - Bom, mas agora qui a gente já comeu e a gente já riu um pouquinho, a gente tem qui cumprir a nossa promessa - disse o David com um sorriso, olhando para a Mónica e para mim. Captámos o objectivo. - Botar você pra fora de casa! - agarrou no Rúben e nós os três começámos a empurrá-lo até à porta de saida.
-Então manz! Eu estava a brincar! - disse o Rúben.
-Mas eu não! - respondeu o David abrindo a porta. Quando o Rúben já estava do lado de fora, pegou na minha mão.
-Posso ir, mas sozinho eu não fico!
-Cê tá com medo, é?
-Não David. Simplesmente quero a companhia - respondeu o Rúben mais sério.
-Tá bom. Só uma coisa. Cê só volta a entrar em casa à meia- noite, por isso, aproveita bem qui depois acaba.
-Fecha mas é a porta e cála-te! - riu o Rúben.
A porta fechou-se e ele sentou-se nas escadas da entrada da porta.
-Porque é que eu tenho de estar aqui?
-Porque eu quero que estejas.
-Bela resposta, Rúben Filipe.
-Ahah. Voltamos à teimosia, Andreia Filipa?
-Se for preciso volta. - De repente, o telemóvel do Rúben tocou. Ele olhou para o visor e suspirou profundamente. - Quem é?
-A Inês.
-Quem é a Inês?
-A minha namorada.
-A tua namorada... Então porquê essa cara? Não vais atender?
-Nós não andamos muito bem...
-Então, por isso mesmo. Atendes e pode ser que resolvam.
-Não me parece .
-Ok, tu é que sabes.
-Pois é. Eu é que sei. Vamos dar uma volta?
-A esta hora? Já não é suficientemente mau o David ter-te posto cá fora, eu ter vindo por acréscimo e só podermos voltar a entrar à meia-noite?
-Oh, anda lá. Deixa a teimosia guardada nos arbustos e vamos passear, Senhora Resmungona.
-Senhora quê?
-Nada. Anda- respondeu ele, puxando-me com ele.




VISÃO  MÓNICA


Depois de o Rúben e a Andreia estarem fora de casa, eu e o David fomos levantar a mesa.
-Coitados, David. Vais deixá-los lá fora a congelar.
-Eles si aguentam.
-Mas qual é que é a ideia? Pensava que estavas a brincar.
-O Rúben tá precisando.
-Está a precisar do quê?
-De falar.
-Com a Andreia?
-Ele confia nela.
-Espero que não de para o torto... - disse eu preocupada
-Não vai dar não. Pode ficar descansada - respondeu-me o David, colocando um braço sobre os meus ombros. - Agora vamo tratar dessa loiça!
Enquanto eu lavava o David passava por água.
-Então e cê gosta de futebol? - perguntou-me ele.
-gosto. Agora já gosto.
-Agora? Cê não não gostava antes?
-Não ligava.
-Ah, então cê conheceu o Rúben e eu e ai cê passou a gostar, é? - riu ele.
-Não! Não. Eu já gostava antes - ri também.
-Hm. E qual é o time qui cê torce?
-Benfica!
-Ah bom! - demos uma gargalhada. - Cê tem qui ir conhecer o plantel. Você e a Andreia. - Ao ouvi-lo, deixei cair a esponja. -Ôbá! - disse ele apanhando-a. - Seu equilibrio não tá muito bom não. Cê tem qui vê isso viu - sorriu.
-Acho que não vai valer muito a pena.
-Vale sim. Nem qui seja só pra rir um pouquinho.
-Rir de mim.
-Oh, tem vezes qui não dá pr'aguentar mesmo.
-Eu sei..
De repente tocou o telemóvel dele.
-Ôbá! Pode continuar qui eu já volto - disse-me ele antes de pegar no telemóvel. - Fala. Oi amor! - começou ele a dizer, enquanto se dirigia para a sala.




Eram onze e meia e eu e o David estávamos na sala a ver televisão.
-Só falta meia hora. Não achas que eles já podem voltar para dentro? Já devem ter conversado tudo - sugeri.
-Tá bom. Acho qui já devem ter terminado a conversa. - O David levantou-se e foi abrir a porta. Espreitou lá para fora e voltou a vir para dentro.
-O que é que foi? - perguntei.
-Eles não tão aqui não.
-Não estão? - levantei-me e fui até à porta.
-Qui é qui será qui o Rúben foi fazer... - disse ele, um pouco mais baixo.
-O quê?
-Deixa pra lá. Eu vou ligar pró Rúben, pra vê onde qu'eles tão.
-Sim, faz isso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Capitulo 3



VISÃO MÓNICA


-The tea is here... - disse o Zach, estendendo-me uma caneca bem quentinha, chegando atrás do sofá. Em seguida deu a volta e veio sentar-se ao meu lado, bem em frente da lareira acessa.
-Thanks. Now I just need your company to everything be perfect - sorri. Ele ofereceu-me um enorme sorriso e em seguida abraçou-me.
-So... Tell me things... - perguntou o Zach.
-What kind of things?
-Something. Your mom, your dad, sister, brother... I don't know. Something. I want to know you better... - senti um nó a formar-se na minha garganta. Nestes últimos tempos tinha adquirido uma sensibilidade em relação à  palavra mãe, fosse em que lingua fosse... - What's wrong?- perguntou ele preocupado.
-It's just... My mom died when I was nine... - respondi, pousando a caneca que ele me dera na pequena mesinha ao lado do sofá.
-Oh. I... I didn't... Sorry, angel! Really sorry! I didn't want to remind you or to make you suffer or something. I swear...
-I know. Don't worry... Everything is fine...
-Everything excluding you...
-Zach, it's been a long time. I have to accustom myself by living the days without thinking about her. I can't be every single time of my day missing her. I can remind her but I can't be prisoner of her for the rest of my life.
-But you don't need to be so hard with yourself.
-I'm not beeing hard with myself.
-Yes, you are. But you shouldn't. I don't want that for you. You can't live all this alone, so, I'm here and you can cry on my shoulder every night, but I'm not leaving you.
Assim que ele acabou de falar, abraçei-me a ele e as lágrimas inundaram os meus olhos, brotando dos mesmos no instante a seguir. Depois de algum tempo afundada no seu peito a chorar consegui acalmar-me até as lágrimas cessarem, mas mantive-me abraçada a ele, enquanto ele me abraçava e fazia pequenas festas no cabelo.
-Sorry... - desculpei-me, ainda abraçada a ele, mas sem emoção na voz.
-Do it everytme you want. I'm your friend and I'm here for everything.
-Thanks.
-You're welcome.
Ficamos mais algum tempo assim e em silêncio. Eu já não pensava em nada. Estava ali apenas a sentir-me confortável envolvida no abraço dele, enquanto olhava para a lareira e ouvia o lume a estalar...
-Well, I think I should go. Can you take me home, please?
-Do you really want to go? I don't want to leave you alone.
-If I need something, Andy will be there for me...
-You shared this with me. Now I'm on your wave... And I'm liking to hug you.
Fiz um pequeno sorriso meigo.
-Okay. I'll stay. - respondi.
Ele fez o mesmo sorriso que eu, voltou a abraçar-me e deu-me um beijo no cimo da cabeça.
-I'll always be here for you.
-I know.


Na manhã segunte, acordei com o Zach, no sofá.
-Good morning. - disse-me ele.
-Good morning... - respondi-lhe ainda meio ensonada.
-How are you feeling today?
-I waked up now... But I'm feeling better... The hug and the company helped. Thanks. - sorri. Ele tinha realmente sido inalcansável na noite anterior. Ele sorriu-me abertamente.
-Well, I'm hungry. And you? - Abanei a cabeça afirmativamente. - Good. Let's do the breakfast. - sugeriu, levantando-se do sofá e agarrando a minha mão para que fosse com ele para a cozinha.




VISÃO ANDREIA


Assim que abri a porta de casa e cheguei à sala vi o meu primo Bruno. Ele ficou a olhar para mim espantado, ao ver-me cheia de lama.
-Andreia Filipa, o que é que andaste a fazer para chegares a casa nesse estado?
Ao ver a cara do meu primo a dizer aquilo, não consegui evitar e começei a rir-me.
-Calma! Só estive a jogar futelbol!
Ele revirou os olhos e voltou a sentar-se no sofá, ao lado da Justine, a namorada dele.
-Só podia! Para que é que eu fui perguntar? - Ri-me.
-Bem, eu vou tomar banho. A Mónica já chegou?
-Não. - disse o meu primo.
-Ok. Até já.
Depois de tomar banho e de vestir, peguei no telemóvel e tinha uma mensagem.
     De: 91*******
          Gostei muito da tarde de hoje. É bom passar o tempo com pessoas que
          percebem e partilham os mesmos interesses que eu. Espero que possamos
         voltar a repeti. E espero que continues com o mesmo espirito com que hoje
         chegaste a casa. Ri. Porque a rir ficas mais bonita :D  Beijinhos. Rúben
        Amorim


Bem, se calhar a Mónica já iria ouvir umas coisas... Fui ter com o meu primo e com a Justine para pôr a mesa e irmos jantar.
-Então a Mónica não janta connosco, hoje? - perguntou-me o Bruno.
-Acho que não.
-But she didn't said anything to you? - perguntou-me a Justine.
-No. But I think she's in good hands, so we don't have to worry about it.- sorri.
-Está bem. Mas vejam lá que vocês amanhã de manhã têm aulas. - advertiu o meu primo.
-Está bem, Bruno. Se quiseres, eu ligo-lhe depois de jantar, para ficares mais descansado.
-Está bem.
E assim o fiz. Depois de ajudar a Justine a levantar a mesa, fui para o quarto e liguei à Mónica.
-Yeah? - Não me parecia que fosse ela a falar.
-Zach? - perguntei.
-Andreia?
-Yes. Is Mónica with you?
-Yes, but she's sleeping.
-Sleeping? What happened? - perguntei preocupada.
-Yeah. Long story. But she's fine.
-Oh, okay, better... When she wake up, could you please remind her that we have classes tomorrow at 9.30 a.m. ?
-Soure. And if I don't take her home tonight I'll make sure she'll be there at time.
-Okay. Thanks.
-You're welcome.
- Bye Zach.
-Bye.
Ela ia ter de me contar umas coisas. Mas pelos vistos ia ser só quando a voltásse a ver na Faculdade, na manhã seguinte. Era bom saber que eles se estavam a dar bem. E até tinha sido bom que ela tivesse mandado a mensagem ao Rúben. Eu tinha-me divertido e ficado a conhece-lo melhor. E pela mensagem dele, ele também tinha gostado e parecia precisar de fazê-lo mais vezes. Deu a entender que eram poucos os que percebiam e partilhavam com ele esse gosto... Arranjei as coisas para levar para a Faculdade no dia seguinte, li um bocado e depois fui dormir.




VISÃO MÓNICA


-You should better get fast, 'cause we have to pass at your house first. You need to get new clothes and the books. You have classes. - disse-me o Zach, enquanto acabava de lavar a louça que tinhamos sujo.
-Oh! The classes! I completly forgot!
-Yeah, I get it. So let's move on!
-Yeah.
-I'm just going to change my clothes and then I'll drive you at home. - disse ele, subindo as escadas até ao andar de cima.
Uns cinco minutos depois ele desceu e saimos para a carrinha. Cheguei a casa e já não estava lá ninguém. Fui até ao quarto, troquei de roupa, acabei de me arranjar, agarrei nos livros e corri de novo para a carrinha, onde o Zach me esperava.
-What would you do without me, hum? - riu ele.
-Beeing honest, almost everything.
-Almost.
-Yeah, almost. There's somethings I can't do without you...
-Great. Now I'm happy for the rest of the day. - disse ele, dando uma gargalhada a seguir. Ri também.
-Will you need me this afternoon? - perguntou-me quando parou a carrinha em frente à Faculdade.
-No. I mean, I have to talk with Andy and do other things. But you can call me or send me messages.
-I'll do it. - sorriu.
-Well, I have to go.
-Yeah, soure.
-Bye. - sorri, saindo da carrinha.
-Bye. And, hey!... - olhei para ele. - Be strong.
-I'll be. - sorri. Depois fechei a porta e entrei na Faculdade.
No meio do caminho encontrei a Andreia.
-Bom dia. - disse-me ela.
-Bom dia.
-Então isto agora é assim? Dormes fora de casa e não avisas ninguém...
-Ah... Desculpa.
-Olha que não sei.
-Oh, oh Andreia. Não foi de propósito.
-Eu sei. Eu estava a brincar!
-Sabes?
-O Zach atendeu o teu telemóvel ontem à noite. Eu pedi-lhe para ele te lembrar que tinhas aulas.
-Ah.
-E por falar em Zach... Estavas a dormir quando eu te liguei. Ele disse que era uma longa história. que história é essa?
-Ah... Sobre a minha mãe... Eu contei-lhe.
-Ah. - permanecemos um pouco em silêncio. - Mas olha, agora sou eu que tenho de dizer umas coisas.
-O quê?
-Era suposto eu estar a matar-te, Mónica Alexandra!
-Então porquê?
-Quem é que te mandou dizeres ao Rúben para me ir buscar?
-Ah, isso... - ri.
-Não tem piada! Tens noção de quantas vezes é que já me fizes-te passar vergonhas à frente dele? O que é que te passou pela cabeça para o mandares ir buscar-me?
-Oh. Não te divertiste? Não foi giro? Se não, foi porque não soubeste aproveitar.
-Cála a boca mulequa!
-Andreeiiaa...
Ela riu-se.
-Bem feita! - disse ela.
-Oh, má... Mas vá, agora a sério. Não foi giro?
-Foi.
-Entâo!
-Então nada! Não voltes a fazer.
-Também não vai ser preciso... - murmurei.
-O quê?
-Nada. - Notei que ela ficou pensativa. - então mas já agora, o que é que vocês fizeram? - perguntei.
-Futebol.
-Ah, muito bem... - ri.
-Oh, vai chatear outra!
Entrámos na sala e a conversa ficou por ali

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Capitulo 2 (parte VI)



-Hey... Wake up... - disse o Zach enquanto mantinha a mão no meu braço.
-Hm...? Oh, sorry. I fall asleep...
-No problem. - sorriu. - You must be very tired, 'cause you talked a lot when you were sleeping.
-I, I talked? What did I said?
-I didn't understand. You must be dresming in portuguese or something.
Uff! Ao menos ainda sonho em português...
-Oh, okay. - Ele sorriu. - Where are we going? - perguntei.
-Do you mind if I say we're going to a place that means very much to me?
-It depends.
-On what?
-On the place, and the memories I suppose you're going to tell me.
-Yeah, you suppose well... - sorriu ele.
Passado pouco tempo parámos.
-It's here. - disse ele assim que parámos. Era a entrada para uma floresta.
-Let's get in! - disse eu, saindo da carrinha. Ele saiu também e veio para junto de mim. - You know the trades, right?
-Yeah.
-Are you soure?
-I came here everytime I can.
-Hm, okay.
-You're safe with me. - Sorri e ele sorriu também e depois rodeou os meus ombros com um braço e começámos a andar. Depois de andarmos um pouco pelo interior da floresta, chegámos ao pé de uma árvore enorme. O Zach levou-nos para baixo dela e sentámo-nos junto das suas grandes raízes.
-So, do you want to share your memories with me now? - sugeri.
-Yeah...
-You're free to start, when you want...! - disse eu, tentando pô-lo à vontade. Não sabia qual seria o tipo de assuntos que ele ia contar-me, mas tinha de preparar o terreno.
-Do you know my first kiss was here? - Fiquei espantada.
-And why you're telling me this?
-The girl was a very special one. She was the most special girl in my life, before my mom, of course. - Deixei-me ficar calada, a ouvi-lo e a tentar perceber onde é que ele queria chegar. - And now, you're so special as them... - disse ele, olhando directamente para mim.
-Thank you for putting me in this high position of your life... - repondi, meio atrapalhada, sem saber bem o que dizer mais.
-I know it will seem strange 'cause we just meet each other at not much than a week, but I feel it...
-What do you feel...?
-You're my best friend. I'm glad for meeting you and I don't want to be distant from you.
-Wow... Well, thanks. I, I really don't know what to say, I... like  you said, we meet just not much than a week, so, I don't know you so well to say you're my best friend, but I can say that I feel safe with you and I love spending my time with you. I mean, I nor give for the time passing... Okay, I'm talking too much... - disse eu meio envergonhada.
-No, no, no. I'm loving hearing you say all that good things. - sorriu, dando-me a mão. Sorri também.
-You know, now I want to ask you something.
-What?
-An hug. - Ele sorriu.
-Came here! - respondeu-me, estendendo um braço para que me abraçasse a ele.
-It's cold now...
-Yeah. But I'm here to warm you.
-I think I prefer a fireside and a mug of tea...
-Are you inviting me for that?
-Actually I'm expecting to go go to your house. I don't live alone, and I would like to proceed with this feeling of beeing just with my best friend. - Ele deu uma pequena gargalhada.
-Okay. Great idea, but we have to go to the supermarket first. I don't have tea in my cupboard. - respondeu ele a rir.
-No problem. We're going to fill it up with tea. I'll go there too much times.
-Not so much as that. I'll always be divided in some cities...
-I don't want to know. I just want to know about now, so up!Let's buy tea for you're cupboard! - respondi, levantando-me e estendendo a mão para que ele seguisse o gesto.
-So, now I'm your best friend? - perguntou-me.
-You're more close each moment I pass with you... - sorri.
Ele levantou-se e voltou a abraçar-me, e foi assim que fomos até chegarmos à carrinha.





VISÃO ANDREIA


Só consegui pensar que a Mónica ia estar morta quando voltasse a estar com ela.
-Então, no que é que estás a pensar, tão concentrada. - perguntou-me o Rúben. Eu tinha-me mantido calada desde que tínhamos começado a andar.
-Só estou a ter um pressentimento que alguém vai estar morto quando eu chegar a casa...
-Então porquê?
-Não tenho de te dar explicações.
-Ok! - respondeu ele, com um tom de voz de quem não voltava a ''pedir explicações''.
Ele parou o carro pouco tempo depois, ao pé de um descampado.
-Chegámos. - sorriu ele. Foi ao porta-bagagens e depois foi até à parte da frente do carro, com uma bola de futebol. - Anda! - chamou-me.
Eu sai do carro e assim que me virei, ele mandou-me a bola. Surpreendeu-me, mas consegui agarrá-la.
-Boa! Bons reflexos! - felicitou o Rúben. Voltei a mandar-lhe a bola e dei alguns passos na sua direcção, sem dizer nada. - Oh, vá lá Andreia! Não estejas com essa cara!
- É a minha cara.
-Não, não é. As pessas não têm só uma cara amuada de quem não quer estar aqui. Eu sei que no fundo tu estás a gostar de estar aqui comigo, e se deixasses de ser tão teimosa aproveitavas mais...
-Precisas de me estar sempre a chamar nomes?
-Preciso. Ao menos assim tu respondes-me.
-Não tem piada, Rúben Fil... - calei-me.
-Podes dizer o resto. - sorriu ele. Fiz uma cara meio envergonhada. - Está bem. Então e qual é a posição que gostas mais de jogar? - perguntou-me, mandando-me a bola novamente.
-Guarda-redes. - respondi, mandando-lhe a bola.
-Andreia Filipa, tira essa cara! E eu quero saber o resto do nome. - sorriu. Desta vez não consegui evitar e ri também. Ele sorriu mais abertamente. - Ah! Assim é que eu gosto! - Continuei a sorrir. Ele tinha razão. Eu estava a ser teimosa. Estava a gostar de estar ali, com ele, e tinha de aproveitar. - Então e será que podemos treinar um bocado, ou tens medo de te sujar? - riu ele.
-Eu vou sujar-me tanto que vais ter dificuldade em limpar os estofos do carro. - ri, desafiando-o.
Ele mostrou um grande sorriso.
-Vamos lá, então!
Ele começou com remates leves e eu conseguia defender sempre.
-Boa! É mesmo assim1 Mas podias fazer um bocadinho de batota e deixar entrar nem que fosse só uma vez. É só para eu ficar contente...
-Até parece que precisas que eu faça batota. Se quiseres, marcas. Tu és um excelente jogador.
Ele sorriu.
-Obrigado pelo elogio, mas mesmo assim, tu és uma excelente guarda-redes. É difícil marcar na tua baliza.
-Obrigada... Mas esta baliza nem sequer tem as medidas certas de uma baliza do estádio.
-Quando o guarda-redes é bom, é bom e pronto. Não importa se a baliza tem 2 metros ou 70 centímetros...
Ele estava a fazer-me um grande elogio...
-Obrigada... - disse eu, meio embaraçada.
-De nada. - sorriu-me, e em seguida fez um remate inesperado, e com a atrapalhação, ele acabou por marcar golo.
-Este foi oferecido... - gozou ele.
-E foi o único! - sorri.
Mais tarde voltámos para o carro para o Rúben me levar a casa.
-Sujaste-te mesmo. E agora vou ter de limpar o carro ao David... - riu ele, tentando ser dramático.
-Eu avisei-te.
-Está bem. Então, amanhã posso vir buscar-te para mais uma sessão de treinos, à porta aberta, do Rúben Amorim e do novo guarda-redes do Benfica? - gracejou.
-Acho que sim. - respondi com um pequeno sorriso.
-Achas ou tens a certeza? - perguntou-me, de braços cruzados, encostando-se à ombreira da porta, enquanto eu procurava as chaves na minha mala.
-Está bem, podes vir buscar-me. - sorri, e depois, ao tirar a mão de dentro da mala, deixei as chaves cairem ao chão. Ele baixou-se e voltou a erguer-se com as minhas chaves na mão.
-Os reflexos fora do campo também servem, jogadora.
-Eu tenho-os. Agora é que falharam um bocado...
-Assim também tem piada. - riu ele.
-Oh. Bem, eu tenho de entrar. Até amanhã.
-Até amanhã Andreia.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Capitulo 2 (parte V)





VISÃO ANDREIA


Depois de a Mónica ter saído,deixei-me ficar a ver televisão e a mandar mensagens à Patricia e à Isa pois não havia mais nada de jeito para fazer.De repente a Patricia deixou de me responder decidi enviar outra vez a mesma mensagem e quando chegou o relatório de entrega vi que estava lá um que não era suposto porque apago sempre todos.Só quando ia apagá-lo é que vi para quem é que estava direccionado.Para o Rúben...Reconheci o número de tanto olhar para ele...Mas eu não tinha o contacto dele guardado e muito menos tinha tido a coragem para lhe mandar uma mensagem...A MÓNICA!!! Por isso é que ela se tinha ido embora tão rápido.Ela ia ter troco.Mas agora tinha de pensar no que é que eu ia fazer...Comecei a andar de um lado para o outro da sala a tentar encontrar uma solução.
-Andreia??O que é que se passa?Estás bem? - perguntou o meu primo Bruno ao chegar à sala
-Hã??Sim,sim está tudo bem.Olha lembrei-me agora que tenho de ir ter com uma colega da Faculdade
Peguei na minha mala e vi o meu primo subir as escadas para o quarto.Voei para a porta.Com tanta pressa ia esbarrando contra uma pessoa...Que era o Rúben...
-Hey!!Então tanta pressa para quê?
-Para...para ir ter com uma colega - acabei por dizer meio atrapalhada
-Ter com uma colega?Tens a certeza? - perguntou não muito convencido.Ele era rápido.
-Tenho
-Não pareces muito convencida - disse ele com um pequeno sorriso
-Mas vou...-hesitei-Mas afinal o que é que estás aqui a fazer? - perguntei demasiado rápido.Ele voltou a sorrir
-Vim buscar-te
-Hã?Vieste o quê?Buscar-me?
-Pois parece que sim.Vamos?
-Vamos?Vamos aonde?Eu não posso.Tenho de...
-Tens,tens...Claro que tens.Tens é de vir comigo - disse ele interrompendo-me
-Mas...Mas quem é que te encomendou o sermão?Quem é que disse que eu queria sair contigo?
-Andreia Filipa não sejas teimosa.Anda lá comigo por favor
Fiquei de boca aberta...Ele tinha-me chamado pelos meus dois primeiros nomes...Ele tinha-os decorado
-Agora ficaste sem palavras?Óptimo.É isso que eu preciso.Preciso que deixes de argumentar e que venhas comigo.Olha que tu podes ser teimosa mas eu também sou
Continuei sem dizer nada.Ele falava comigo como se me conhecesse há anos.E continuava á minha frente,de braços cruzados,à espera.
-Há alguém que vai morrer quando chegar a casa - murmurei entredentes
-Disses-te alguma coisa?
-Que já entendi que não vale a pena argumentar contigo porque senão vamos ficar a fazer serão aqui á porta
- Escolhes-te bem.Vamos então embora?
Limitei-me a avançar mas ele não se mexeu .Ficou á minha frente a olhar para mim.Ficámos os dois a olhar um para o outro sem nada dizer.De repente ele colocou um sorriso de quem tinha ganho alguma coisa
-Então onde é que vamos? - perguntou dando-me passagem
-Não sei...Tu é que me vieste buscar - respondi
-Está bem.Então importas-te de me seguir até ao carro?
-Tu não me vais deixar ficar aqui.
-Pois não.Se não vieres eu agarro em ti e meto-te lá dentro
- Hai-de ti Rúben Filipe!!
-Rúben quê? - e fiz uma careta - Afinal sabes o meu nome
-Não
"Please não me perguntes se sei o resto..."-pensei para mim própria
-Então e sabes o resto?
-Não - menti.
-Sabes sim
-Onde é que está o carro, afinal? - perguntei, tentando safar-me.
-Anda comigo. - Ele pegou na minha mão e levou-me com ele. Esse toque fez-me perder o ritmo da minha respiração e o coração teve de começar a bater com mais força. - Mas vá, diz lá. Eu sei que tu sabes o resto. - Entrei no carro, coloquei o cinto de segurança e em seguida ele fez o mesmo. - Não sabes, Andreia?
-Não Rúben.
-Tens a certeza?
-Tenho. E agora cála-te e deixa-me.
Ele pareceu ficar sério.
-Ok. Desculpa Andreia. Não queria chatear-te. Só quero que te divirtas e quero divertir-me contigo também.  Prometo que vou tentar deixar as bocas de lado.
Sorri ligeiramente.
-Desde que não me ofendas podes continuar com elas. Acho que por enquanto ainda tenho resposta. - sorri.
Ele mostrou um grande sorriso, coisa que só consegui contemplar porque ele estava fixo na estrada, enquanto conduzia.





VISÃO MÓNICA


-So, where you want to run? - perguntou-me o Zach quando iniciámos caminho.
-I don't know. Somewhere. But it has to be distant from here, 'cause I don't want Andreia to kill me now. Or even listen her saying that she's going to kill me.
Ele sorriu.
-I didn't get what happened yet. - disse ele.
-She loves someone but she spends her live saying no, and well, I knew that she wanted to call that someone, but she didn't 'cause she's presistent, so, I send a message to that someone saying to go to our home and get a walk with her.
-Hm...You're running 'cause you don't want to ''die'' in Andreia's hands now, but have you though that when you arrive home, she'll be there at the same?
-Well, yeah... But now I just want to be with you.
-Do you?
-Yeah. Be happy as you want, but we need to talk...
-Do we?
-Stop saying that!
-Sorry.
-Yeah, we need.
-Why?
-Pull over. - pedi. Ele encostou.
-What's wrong? - perguntou-me.
-I need to clear what was going to happen, yesterday, when you take me home.
-Look, it was a mistake...
-Oh, you think it was a mistake?
-Yeah. I mean, you´re my fan...
-And you're datting me.
-Well...
-Zach, I want to clear the things, not make them more confuse.
-You're right.
-I know. - Ele sorriu.
-Would you like to start evaluating the situation?... - sugeriu.
-Well, you could have kissed me.
-Am I late now?
-Actually, no...
-Are you soure?
-Stop asking. Or you want me to change my mind?
-Course not. - respondeu ele, chegando-se mais perto e em seguida beijando-me...




Desculpem demorar tanto tempo a publicar novamente, mas não tenho conseguido aceder à Internet e não tenho tido muito tempo... Mas sempre que puder publicarei... Espero que estejam a gostar :)   Beijinhos