VISÃO RÚBEN
Cheguei a casa do Rodrigo e ele andava em limpezas. Ainda tentei convencê-lo a ir limpar também a minha, porque pelo que via o serviço era bem feito, mas como ele exigia ordenado achei melhor esquecer a ideia.
-Limpar a minha casa custa - disse eu.
-Quer cuidar da minha?
-Não. Mas também, escolheste uma casa tão grande.
-Pensando no futuro, amigo.
-Pensando no futuro? Vais-me dizer que sonhas ter uma equipa de futebol?
-Tanta criança assim não, mas vem o qui vier.
-Tens é de encontrar a mulher certa - comentei. Por breves segundos voei e na minha mente apareceu a imagem da Andreia, sussurravam o nome dela na minha cabeça.
-É, a mulher pefeita... Então e... você e a Inês, como é qui tá?
Pronto, penso na Andreia e falam-me na Inês!
-Pior. Muito pior. Eu vim mais cedo por isso - acabei por responder, sinceramente.
-É, bem parecia qui ainda não tinha passado da hora do almoço.
Acabei por pedir-lhe para passar uns dias em casa dele, pois precisava de descansar e reorganizar as ideias, pedido esse a que ele disse que sim. Decidimos ir almoçar a um restaurante que eu conhecia, na Costa da Caparica. O restaurante era agradável e deu para descontrair um pouco com o puto. Conversei bastante com ele e soube-me bem, no entanto ainda não tinha conversado com quem eu melhor conseguia. Depois de almoço fomos dar uma volta. Entretanto o Rodrigo apercebeu-se que eu precisava ficar um bocado sozinho, então argumentou que tinha uma coisa rápida para fazer e dali a uma hora estaria de regresso. Fui dar uma volta pela praia e acabei por ficar sentado na areia, a encarar o mar. Olhei para o telemóvel. Quem me faltava agora podia falar, por isso...
-Atende, Andy, vá lá... - comecei a reclamar baixinho, pois já tinham dado cinco toques e ela costuma atender ao segundo toque... Entretanto ouvi um ''Olá'' do outro lado da linha. - Olá linda - sorri ao ouvir a sua voz. - Tudo bem?
-Sim, tudo. E contigo?
-Mais ou menos...
-Então, o que é que se passou?
-Eu e a Inês voltámos a discutir...
-Outra vez, Rúben?
-Sim, outra vez. Mas agora eu não quis saber. Sai porta fora e fui para casa do Rodrigo. Vou lá ficar por uns dias.
-Ficaram mesmo mal, então.
-Já estávamos mal há bastante tempo... Apesar de detestar discutir com a Inês agora já não vou dar o braço a torcer, ou aceitar uma noite de amor e meia-dúzia de carinhos por algum tempo como um pedido de desculpas. Estou farto destas coisas, estou farto de ser parvo a esse ponto e acreditar que ela não vai voltar a repetir as cenas de ciúmes ou os escândalos por nada.
-Pois...
-Achas que faço bem?
-Não sei Rúben, não sou eu que vivo com a Inês. Mas se te sentes um ''parvo'', como tu dizes, se te fizer sentir bem, acho que sim, fazes bem.
-É por isso que gosto de falar contigo. Sabes sempre o que me dizer - sorri.
-Oh, eu só te digo o que penso.
-Mesmo assim. Fazes-me ver melhor as coisas.
-Oh, está bem. Mas então, precisavas de dizer-me mais alguma coisa ou era só isso?
-Precisava de desabafar contigo. Falei como o Rodrigo, mas foi meio vago. Só consigo falar assim contigo.
-Ok. Bem se isso é uma espécie de elogio, obrigada.
-De nada - voltei a sorrir. - Bem, então se calhar é melhor desligar, não te quero roubar mais tempo.
-Pois, eu não quero ser desmancha-prazeres, mas daqui a pouco tenho de ir acabar um trabalho para a Faculdade.
-Ok não faz mal. Vai lá acabar o trabalho. Achas que posso ligar-te logo à noite?
-Sim podes. Bem, então até logo.
-Até logo. - Ela desligou.
Soube-me bem falar com ela. Fiquei mais leve. Tal como todas as vezes que desabafava com ela. Levantei-me e fui dar mais uma volta.
-Estou, puto. Podes voltar. Já desanuviei - disse eu assim que o Rodrigo atendeu o telemóvel.
-Tem certeza?
-Sim. Já estou completamente novo. Pronto para treinar a sério!
-Ahaha! Tá bom, então pode voltar pro parque de estacionamento qui eu não sai de lá não!
-Ok - desliguei. Dei uma corridinha e cheguei ao parque. Encontrei o carro dele e entrei.
-Isso é qui é milagre! Cê tava ai todo de cabeça pra baixo e de repente já tá todo cheio de energia outra vez e com um sorriso de todo tamanho!
-Estive a falar com a Andreia. Sobre isto da Inês. E soube-me mesmo bem! Não vou pensar mais na Inês durante uns tempos, senão fico maluco!
-Hmm... Cê sabe qui ela não vai ti deixar, né?
-Vou ter de ignorar. A minha paciência já deu o que tinha a dar para aturar as crises de todo o tipo que ela me faz todos os dias!
-Cê é qui sabe.
-Bem, mas já chega! Vamos embora para o Caixa ou como é que é?
-Vamo!
Seguimos para o Caixa e quando lá chegámos ainda faltava meia hora para começar o treino, mas como eu estava cheio de energia fomos ''brincando'' com a bola enquanto o mister não dava ordem para o inicio do treino. Ele ficou apenas a observar-nos.
-Cheio de energia hoje! - disse o mister chegando junto de nós.
-Claro mister! Assim o treino até corre melhor! - respondi a rir.
-Acho muito bem, é pena é não virem todos assim e todos os dias!
-Ah, mas o mister vai ver, ele agora durante uns dias vai tar sempre assim! - comentou o Rodrigo.
-Espero que sim, assim é que dá gosto ver! - respondeu o mister, afastando-se de nós em seguida.
-Olha lá, o que é que quiseste dizer com o ''ele agora durante uns dias vai estar sempre assim''?
-Ué, cê não vai ficar lá em casa?
-Vou, e então?
-E então qui você não vai ter qui aturar mais crises da Inês e vai poder si preocupar mais com os treinos e os jogos e vai-se divertir, não vai ficar moendo o juízo a toda a hora!
-É tens razão. Vai ser mesmo bom. Obrigado por me ajudares, puto!
-Não tem qui agradecer, tem é qui deixar de se preocupar tanto com pessoas qui já têm idade pra botar a mão na consciência e perceber qui tão errando.
-É, isso mesmo. Obrigado.
-Lá tá você agradecendo! - riu. Depois continuámos a ''brincadeira''.
Pouco depois o mister deu inicio ao treino, que foi há porta fechada, mas nem por isso diminui a intensidade no treino, o que foi bastante produtivo. Depois de sairmos para os balnearios, tomámos duche, arranjámos-nos e fomos para casa do Rodrigo.
-Oh Rúben, já qui você tá cheio de energia hoje, porqui é qui você não faz o jantar pra gente?
-Tens cá uma piada, tu! Mas vá, hoje estás com sorte, eu faço o jantar.
-Ahaha, eu tava zoando Rúben, si você não quiser você não precisa fazer, deixa qui eu cuido.
-Deixa estar. Agora já disse que fazia, e não me importo mesmo, a sério.
-Tá bom, si você diz.
Fiz o jantar e depois de comermos fui buscar o meu portátil e sentei-me no sofá, enquanto nós os dois conversávamos e víamos televisão. A Andreia estava online e então aproveitei e meti conversa, em vez de lhe ligar.
Rúben Amorim diz: Olá linda :)
Andreia Silva diz: Olá Rúben
Rúben Amorim diz: Olha, vamos aproveitar que aqui estamos e falamos por aqui, assim escusamos de estar a gastar dinheiro
Andreia Silva diz: Sim, é melhor. Assim é mais fácil.
Rúben Amorim diz: Pois é. Então e o trabalho que tinhas de acabar já está feito?
Andreia Silva diz: Já. E tu, como é que estás?
Rúben Amorim diz: Óptimo! Fiquei bem melhor depois de falar contigo :D Tiraste-me um peso das costas!
Andreia Silva diz: Oh, também não exagere-mos. Só te disse o que pensava. E sabes que o faço sempre.
Rúben Amorim diz: Não é exagero, estou a falar a sério! Se não fosse a conversa que tive contigo agora andava aqui com cara de sei lá o quê! Até o mister notou que eu estava super bem-disposto hoje no treino!
Andreia Silva diz: Oh, está bem... Bom, mas ao menos fizeste um bom treino
Rúben Amorim diz: Se fiz! Correu muito bem!
Andreia Silva diz: Ainda bem :)
Rúben Amorim diz: Então e o que é que andas a fazer?
Andreia Silva diz: Estou a ouvir música enquanto a Mónica está a acabar de arrumar a cozinha. Ela depois precisa de vir ao computador. E tu?
Rúben Amorim diz: Ah, está bem.. Eu estou na sala com o Rodrigo a conversar e ver televisão.
Andreia Silva diz: Ah fazem bem.
Rúben Amorim diz: Por falar em Mónica e Rodrigo... Lembraste do que falámos ai, sobre eles os dois?
Andreia Silva diz: Lembro. O que é que tu estás a pensar?
Rúben Amorim diz: Que temos de arranjar uma maneira de eles se conhecerem. Ainda por cima eu agora vou passar aqui uns dias... E hoje até falámos de filhos e de mulheres, porque a casa dele é super grande e acabámos por dizer que para termos os nossos filhos precisamos de encontrar a mulher perfeita...
Andreia Silva diz: Ah... Pois, pois temos... Deixa lá que havemos de arranjar maneira de eles se conhecerem
Rúben Amorim diz: Eu até já estou a ter uma ideia...
Andreia Silva diz: Uma ideia? Ui, o que é que já estás a querer inventar?
Rúben Amorim diz: Qualquer dia fazemos uma vídeo conferência e pomos os dois um à frente do outro
Andreia Silva diz: E tu achas que vai ser fácil convencê-los? É que a Mónica vai logo perguntar o porquê e assim...
Rúben Amorim diz: Dizes que eu quero falar com ela também ou assim... E deixa estar que do Rodrigo trato eu.
Andreia Silva diz: Está bem, se tu o dizes... Bem, tenho de sair. A Mónica precisa de vir aqui.
Rúben Amorim diz: Está bem. Amanhã posso ligar-te antes de ir para o treino?
Andreia Silva diz: Porquê antes do treino?
Rúben Amorim diz: Porque assim consigo fazer um treino igual ao de hoje! :D
Andreia Silva diz: Oh meu Deus! Tu não existes Rúben! xD A que horas é o treino?
Rúben Amorim diz:É às 17.00h outra vez.
Andreia Silva diz: Não sei se te vou atender...
Rúben Amorim diz: Então porquê? Já estás farta de me ouvir, é?
Andreia Silva diz: Às vezes já cansas um bocadinho, porque de vez em quando falas pelos cotovelos, mas não é isso. Amanhã já não estou de folga, por isso se não atender é porque estou a trabalhar.
Rúben Amorim diz: Ah, está bem. Mas olha, estás a dizer que eu não me calo, mas não sou o único! O David também fala que se farta!
Andreia Silva diz: Oh, então vocês os dois juntos é mesmo... xD Bem, mas vá, amanhã falamos. Beijinhos.
Rúben Amorim diz: Ok, até amanhã então. Beijinhos.
Depois de desligar o messenger fechei o computador.
-Qu'qui cê tava ai sorrindo sozinho? - perguntou-me o Rodrigo.
-Estive a falar com a Andreia.
-Ah, tá bom, não precisa falar mais nada...
-Olha-me este! Cála-te mas é!
Ele riu-se. Ficámos a ver televisão mais um tempo, mas acabei por me ir deitar.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Capitulo 12 (parte I)
VISÃO RODRIGO
Tava terminando de arrumar a sala quando tocaram na minha porta.
-Rúben? - abri.
-Então puto, como é que estás? Posso entrar? - disse ele, mas tava com uma cara meio desanimada.
-Claro, entra!
-Limpezas? - perguntou, olhando prá sala, logo à entrada.
-É, tem qui dar uma arrumada, se não fica tudo numa bagunça, e isso eu não gosto.
-Ah, está bem. Então e quando é que podes ir lá a casa fazer a limpeza também? - gozou. Pousou as coisas qui trazia junto do sofá.
-Não sei, quanto qui cê paga? - brinquei também.
-Ai, eu pensava que para os amigos era de borla!
-Não quer mais nada não?
-Mas eu estou a falar a sério. Limpar a minha casa custa.
-Quer cuidar da minha?
Não! Mas também, escolheste uma casa tão grande.
-Pensando no futuro, amigo.
-Pensando no futuro? Vais-me dizer que sonhas ter uma equipa de futebol?
-Tanta criança assim não, mas vem o qui vier.
-Tens é de encontrar a mulher certa - comentou ele, parecendo meio longe.
-É, a mulher perfeita... Então e... você e a Inês? Como é qui tá?
-Pior. Muito pior. Eu vim mais cedo por isso.
-É, bem parecia qui ainda não tinha passado da hora do almoço.
-E queria pedir-te um favor.
-Fala.
-Achas que posso ficar cá uns dias? Só para descansar um bocado e clarear as ideias...
-Claro, pode sim. Cês tão mesmo mal, né?
-Na linha, puto. E é na de fundo.
-Tá bom, cê sabe qui cê pode ficar, desde qui cê pense com calma.
-Sim, vou ter tempo e descanso para fazer isso.
-É, é melhor fazer mesmo.
-Obrigado puto.
-Não precisa agradecer, Rúben. Então e cê quer comer aqui em casa ou quer ir comer noutro sitio?
-Podiamos ir a um restaurante que eu conheço. E depois queria passar pela praia. Estou a precisar.
-Claro. E si você precisar ficar sozinho é só dizer.
-Sim, se precisar eu digo. Obrigado.
-Vai, já chega disso. Vou só arrumar uma coisa lá em cima e a gente já sai.
-Está bem.
Quando voltei a descer a gente entrou no meu carro e o Rúben foi mi dizendo o caminho até ao tal restaurante.
VISÃO MÓNICA
Mais uma quinta-feira de aulas. Tinha de levantar-me cedo, mas o meu horário era bom porque só tinha aulas de manhã. À tarde podia dormir. Tive de chamar a Andy porque estava dificil el acordar sozinha. Provavelmente tinha-se distraido com as horas, enquanto falava com o Rúben, na noite passada.
-Andy - chamei.
-Hm...
-Hm, dois. Levanta-te, senão chegas atrasada.
-Hã? Atrasada onde? - perguntou com voz sonolenta e sem abrir os olhos.
-À Faculdade. Se não te levantares agora, logo à noite vou reclamar com o Rúben!
-À Faculdade?! Que horas são?
-São horas de levantares o cú da cama e despachares-te.
-Ahaha, que piada - ironizou. - E em relação ao Rúben, podes dizer o que quiseres. Acho que não vais ser bem sucedida - sorriu.
-Depende do que eu disser. Eu consigo ser persuassiva - brinquei.
-Olha que eu consigo mais - gozou ela também, semicerrando os olhos, mas com um sorriso. Não consegui aguentar sem me rir.
-Oh pá, não faças essa cara! - ri. - Assim não vale!
-Ahahah, temos pena!
-Frase... - comentei. Ela sorriu, meio que envergonhada. - Ok, pronto, ganhaste! Agora vai lá despacharte!
Ela riu e saiu para a casa de banho. Enquanto ela se arranjava eu preparei o pequeno-almoço e depois de comermos seguimos para a Faculdade.
Estavamos a sair da sala onde tinhamos acabado de ter a última aula quando recebi uma mensagem do Zach.
-O Zach está lá fora à minha espera.
-Lá fora, à porta da Faculdade?
-Sim.
-Então pelos vistos vou sozinha para casa.
-Parece que sim.
-Está bem.
Chegámos ao portão e vi a carrinha dele.
-Bem, então até logo - disse eu.
-Até logo. Diverte-te.
-Obrigada - sorri. Depois fui até à carrinha. A janela do lado do pendura estava aberta. - Hey! What are you doing here? - perguntei, entrando e sentando-me no lugar do pendura. Ele deu-me um beijo no rosto e eu dei-lhe um a ele.
-I missed you, and you didn't called me, so I though I could came here and invite you to lunch with me.
-Oh, yeah I acept and I missed you too. I just didn't called you 'cos I have been bussy.
-No problem. Now you're here with me - sorriu.
-Yeah.
Seguimos viagem até casa dele. Depois de ele fazer o almoço e eu pôr a mesa sentámo-nos a comer.
-You've been busy, you said - comentou.
-Hm-hm.
-School stuff?
-Not also, but mostly.
-Not also?
-I've been doing somethings with Andy.
-Hm, okay... - Ele ficou a olhar para mim. - Let's raise the table?
-Yeah - levantámo-nos e levamos a louça para a cozinha. Depois de arrumarmos tudo fomos para a sala e sentámo-nos a ver televisão.
-So I think today is my lucky day.
-Why?
-'Cause you got nothing to do, so you have time for me.
-Ahaha, yes, today I'm all yours! - ri.
-It sounds good - disse sorrindo. Ele pregou os olhos em mim e isso estava a incomodar-me.
-So, what are we going to do? 'Cause I don't want to be just here, watching movies. It sounds borring.
-Oh! Are you insulting our favourite programs? 'Cause I felt your words hurting my heart now - fingiu-se ofendido.
-No!It's not it! I mean, I love our programs, I love the tea, the cookies and the company, but, now I need someyhing to distract me, not to make me sleep.
-You're full of energy today, ahm?
-Well, yes, you can say it - sorri.
-Okay, so, how do you want to spend all that energy?
-I don't know... Ahm, do you have video games?
-Yeah. What kind do you prefer?
-Let me see what do you have - ele passou-me uma caixa com os jogos que tinha. Escolhi um de futebol, está claro.E ntre nós os dois não sei qual é que jogou pior, apesar de eu andar a aprender, ou pelo menos tentar, alguma coisa com a Andy e o David e também com o Rúben, quando estavamos com ele. Mas o facto é que nos divertimos com as figuras um do outro e de nós próprios. Quando reparámos já eram 17.30h.
-Ah, I need to eat something! Too much hours without eat, let's stop with this embracing game!
-Oh, so you're shamed? - perguntei, fingindo inocência.
-'Course I am! I'm losing with a girl! . riu.
-It must be my lucky day, 'cause normaly I can't do that goals.
-My lucky day just refers to you. I missed this moments, this moments of us...
-Hm, you're beeing so sweet, but I'm hungry, so let's go to the kitchen. But no tea or cookies today!
-Not fair!
-C'mon, let's do something different today!
-But I...
Fomos para a cozinha e preparámos um lanche. Eu preferi fruta. Ficámos na sala a conversar enquanto lanchavamos. Quando terminámos, peguei no tabuleiro e levantei-me para ir pô-lo à cozinha.
-I'll go! - disse ele, levantando-se e ficando à minha frente, com as mãos também a segurarem o tabuleiro. Não argumentei, como normalmente acontecia. Ele aproximou-se tanto que não consegui fazê.lo. Apenas observei a sua expressão, os seus olhos azuis, que alternavam entre os meus olhos e os meus lábios. Eu não conseguia reagir. A suaproximidade daquela maneira intimidava-me. Sentia-me pequena por ter de olhar para cima e ver que o seu rosto se aproximava cada vez mais. Os seus lábios tocaram os meus. Quando ele os afastou é que consegui reagir. Passei-lhe o tabuleiro para as mãos.
-I, I have to go to the bathroom! - desculpei-me, saindo a correr para a casa da banho do mesmo andar em que nos encontravamos. Assim que lá entrei, fechei a porta atrás de mim e encostei-me a ela. Tinha acabado de acontecer o que eu suspeitava que ele iria querer fazer... já me tinha passado pela cabeça a ideia, por causa da maneira como ele me olhava ultimamente, e coisas que ele dizia... Desde que o conhecera que sempre tinha sentido um enorme carinho por ele, mas, na verdade, não sabia se o que eu sentia chegava ao que ele parecia demonstrar que sentia por mim. Amava-o como o meu melhor amigo, aquele com quem eu podia desabafar, falar sobre tudo e saber que o teria a apoiar-me em qualquer circunstância, mas não sabia se queria mesmo iniciar outro tipo de relação com ele. Saí da casa de banho e voltei para a sala. Ele estava sentado no sofá. Cheguei e sentei-me ao seu lado.
-You're back... - disse ele, sem saber bem o que dizer.
-Yeah, I'm back...
-So... I think that, now you know how I feel about you...
-Hm-hm...
-I mean, I realy love you. I, I want to kiss you again and all days starting with today. I want to make you the happiest girl in the world and I want to feel the happiest guy ever becaus I'm with you...
-Wow, wow, wow! Hey, listen! I love you, I mean, you're my best friend, but I don't know, I, I need time to think in all this. Please. I need to unrstand what I realy feel, because I obviously don't wanna hurt you, or even me.
-All time you need. But promisse me you'll think about it carefuly - sorriu.
-I promise.
-You're amazing.
-And I want to ask you something.
-What?
-Please, I need our friendship to stay as this never happened, please. It will be easier for me.
-'Course. Normaly. Completly normaly.
-Yes. Well, I have to go. I have classes tomorrow, and my part-time job, so I need to go back home, do my homework and take some rest.
-Yeah, 'course, but I didn't knew you have a part-time job.
-It's recent. And today was my backlash.
-Oh, okay. Well I'll taje you home, then.
-Thanks.
Levantámo-nos, pegamos nas nossas coisas e saimos para a sua cozinha. Mesmo depois de conversarmos ele persistia em fixar o olhar em mim, e saiu para a carrinha com um ligeiro sorriso. Isto não ia ser fácil...
Olaa! Bem, antes de tudo, queria pedir desculpa pela demora na postagem de mais um capitulo, mas tive uns problemas com a Internet e não consegui publicar mais cedo :s Qqueria agradeçer o número de visitas que cresce a cada dia, queria agradeçer pelos comentário, queria agradeçer pela motivação. Muito obrigada :D Espero que tenham gostado deste capitulo e que continuem interessadas na minha história :)
Beijinhos
Mónica
terça-feira, 20 de março de 2012
Capitulo 11 (parte II)
VISÃO ANDREIA
Despedi-me do Rúben animadamente, mas percebi que a ‘’panela de pressão’’ não era o objecto mas sim alguém que não devia estar a gostar de ouvir a nossa conversa…
-Então? – perguntou-me a Mónica.
-Acho que a Inês ouviu a conversa e não ficou muito contente.
-Porque é que achas que ela ouviu?
-Porque o Rúben referiu-se à ‘’panela de pressão que já estava a ferver’’.
-E o vosso código para falar da Inês é a ‘’panela de pressão’’ ? – perguntou ela a rir. Eu dei uma gargalhada.
-Não. Mas só podia ser ela. Estávamos a falar dela e pela voz dele… Para além de que ouvi passos.
-Ah, está bem.
-E olha lá, o que é que te leva a crer que eu tenho um código para falar com o Rúben, de quem quer que seja?
-Porque vocês já se dão tão bem e falam tanto… Podiam ter, não sei.
-Oh, está mas é calada oh abécula! – ri. Ela desfez-se a rir.
VISÃO RÚBEN
Acordei cedo. Já não estava habituado a dormir em outra cama senão a minha. A minha mãe já estava a pé, na cozinha, a preparar o pequeno-almoço.
-Bom dia mãe – cumprimentei-a, dando-lhe um beijo no rosto.
-Já estás a pé filho?
-Já. Senti a falta da minha cama – sorri.
-Está bem – sorriu. – Vai sentar-te que isto está quase pronto.
-Deixa-me ajudar-te – ofereci-me.
-Rúben, não me estragues a minha cozinha! – riu – E tu estás doente filho. Vai lá sentar-te.
-Eu já estou bem mãe.
-Rúben Filipe, se eu sei que tu pioras!...
-A sério mãe. Já estou bem. O teu chá e os teus miminhos fizeram milagres! – sorri.
-Está bem está. Então leva lá o açúcar para a mesa, que é o que falta.
-Está bem.
Fomos para a mesa e tomámos o pequeno-almoço calmamente. Depois ajudei a levantar a mesa e pôr a louça na máquina.
-Bem, eu vou a casa buscar o fato de treino e assim. Vou ligar ao mister a avisar que já vou ao treino. Hoje é só à tarde, tenho tempo.
-Tens a certeza que já estás bem filho?
-Sim mãe, não te preocupes. Eu já estou bem.
-Bem, se tu dizes que sim. Mas já sabes que se precisares de alguma coisa eu estou aqui.
-Eu sei mãe. Eu sei que estás sempre aqui para mim. – sorri.
-Ai, o meu menino já está tão grande…
-Oh mãe, vá lá, sabes que vou estar sempre contigo, então…
-Eu sei, filho, eu sei… Mas, só de pensar que qualquer dia tu e a Inês podem estar casados…
-Ai mãe, não exageres! Até porque as coisas como estão entre mim e a Inês não dão casamento tão cedo, de certeza.
-Ela ainda está em tua casa?
-Não sei. Não sei se ela foi embora, se ficou, não sei. Só espero não chegar a casa e voltar a discutir.
-Tem calma filho.
-Eu tenho, mãe, eu tenho. Bem, eu vou andando. Tenho de ligar ao mister e quero ligar ao Rodrigo para ir ter com ele.
-Está bem filho. Fazes bem. Até logo.
-Até logo mãe – dei-lhe um beijo na testa e abri a porta de entrada. – Adoro-te – sorri-lhe.
-Eu também te adoro meu filho. Até logo.
Enquanto ia para casa liguei ao Rodrigo a avisá-lo que hoje já treinava com o plantel e perguntei-lhe se podia ir ter com ele depois de almoço. Ele disse logo que sim. Quando cheguei a casa, estava um silêncio que já não se ouvia à algum tempo nela. Subi até ao quarto e encontrei a Inês a dormir, de baixo dos lençóis da minha cama, tranquilamente. Parecia perfeita neste estado, mas cada vez lhe encontrava mais defeitos. Não sei se por me sentir cada vez mais afastado dela e por discutirmos tanto ultimamente, ou se… Não sabia a razão, mas cada vez tinha mais a certeza que a Inês por quem eu tinha ficado encantado me mostrava cada vez mais a sua faceta do lado mau. Um lado de que eu não gostava, porque estava a levar a Inês doce e compreensiva que eu conhecera. Deixei-me ficar sentado na beira da cama, a observá-la.
-Rúben – disse a Inês ao acordar e ver-me ali sentado.
-Bom dia.
-Já voltaste.
-Cheguei mesmo agora.
-Hm – sorriu e rodeou o meu pescoço para me beijar. Recuei. – Ouve Inês, nós temos de conversar – disse-lhe.
-Outra vez? Gostas muito das palavras – resmoneou, sem no entanto me largar. Chegou-se para mais junto de mim.
-As coisas têm de ser faladas. E a melhor maneira de esclarecer e resolver as coisas é a conversar.
-E o que é que tu queres esclarecer?
-Quero saber porque é que tens tido estas atitudes.
-Que atitudes?
-Embirrares com tudo, reclamares com tudo e com nada… Já reparaste à quanto tempo é que não conseguimos terminar uma conversa civilizada?
-Eu não estou a ter atitudes nenhumas, Rúben Filipe – falou calmamente. – Tu é que não me tens ligado nenhuma – fez uma cara inocente e depois passou a sua perna esquerda para o meu lado direito, sentando-se em cima das minhas pernas, virada de frente para mim.
-Até posso estar a dar-te menos atenção, mas a culpa não é só minha. Estas discussões só nos têm afastado.
-Então, vamos mimar-nos um ao outro e resolver esse assunto – sorriu, dando-me um beijo. Afastei-a e levantei-me da cama.
-Inês, não é ao fazermos amor que as coisas vão resolver-se. Não é ao dizermos ‘’Pronto, vamos esquecer isto!’’ que as coisas ficam bem. Os erros estão cometidos, as coisas estão ditas e nada as vai apagar. Podemos resolver-nos, desculpar-nos sem ressentimentos, mas não vamos esquecer – calei-me um instante e ela nada disse, pois sabia que eu ainda ia falar. – Eu quero ter o menor número dessas coisas contigo, desses momentos maus e estúpidos, porque foram causados sem a mínima necessidade. E tu és uma pessoa fantástica, Inês. Pelo menos eras, quando me apaixonei por ti, e eu quero guardar essa Inês, percebes? Quero guardá-la para sempre porque ela é uma pessoa muito importante para mim e vai ser sempre. Agora, será que ela ainda cá está, ou já foi embora e eu nunca mais vou poder tê-la ao meu lado?
-A Inês não se foi embora, o Rúben é que não a procura.
-Ok Inês, ah, nós tivemos uma discussão feia ontem e eu estou cansado demais para ter outra agora. Já percebi que agora não consegues conversar e assim não chegamos a lado nenhum, por isso, quando te sentires capaz para conversarmos e acentarmos de uma vez por todas, avisa-me – disse-lhe, sem conseguir continuar a tentar. Era demais e a minha paciência estava no limite. Vesti o casaco, pus o telemóvel no bolso, agarrei as minhas chaves e o portátil e tirei o saco de treinos, já preparado para o meu regresso aos treinos, do armário. Abri a porta do quarto.
-Onde é que vais? – perguntou ela, agora preocupada, desnecessariamente, pois a parte mais difícil ela tinha ultrapassado na maior calma.
-Ter com o Rodrigo. Hoje vou ao treino e não esperes por mim porque não sei a que horas venho. Nem sei se durmo cá hoje.
-Oh Rúben… - tentou falar, enquanto me seguia a descer as escadas.
-Não Inês, não quero ouvir nada. Estou farto de ouvir e até agora não ouvi uma coisa boa, por isso não fales. Não desperdices tempo porque não vai valer de nada neste momento. Tchau. – fechei a porta de entrada atrás de mim e não me importei com o barulho que fiz ou se a deixei a chorar. Eu tinha vontade de gritar e não gritei por respeito e consideração, coisas que não fizeram nem sombra de presença em todas as palavras que ela me tinha dito. Doía, e dói cada vez mais em cada palavra que saia da sua boca. Eu ainda não tinha crescido o suficiente para me conter e aguentar sem explodir. Mesmo sendo o homem Grande a que me afiguravam, era muito para esse homem.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Capitulo 11 (parte I)
VISÃO RÚBEN
Estava com três casacos vestidos e a colher de pau na mão. A lareira estava acessa e a Inês estava no quarto. Ela estava com dores de cabeça por isso foi deitar-se enquanto eu fiquei a fazer o jantar. O meu telemóvel tocou. Era a Andreia.
-Olá linda.
-Olá lindo.
-Então, estás boa?
-Estou. E tu, que vozinha é essa?
-Estou doente.
-Doente? Então porque é que eu estou a ouvir os tachos e panelas tão perto?
-Estou a fazer o jantar. Mas o telemóvel está em alta voz para podermos falar. A Inês está lá em cima.
-A fazer o jantar, Rúben Filipe?! Devias era estar enfiado na cama!
-Iih, mais mães não! Até o Mauro já tentou imitar a nossa mãe! - Não consegui deixar de rir.
-Mas eu estou a falar a sério Rúben. Se a Inês está ai porque é que não é ela que está a fazer o jantar?
-Ela está com dores de cabeça.
-E tu estás doente, posha!
-Oh.
-Oh nada Rúben. Olha, eu vou tratar do que preciso e sexta-feira estou ai. - Ouvi os passos da Inês nas escadas e quando olhei para cima ela estava perto do sofá, à frente da bancada onde eu estava, a olhar para mim super irritada.
-Ah, não, Andreia, não venhas. Não precisas vir. A sério.
-Rúben, alguém tem de cuidar de ti. Que eu saiba, essa é a função dela, não a minha, mas já que ela não a cumpre, eu existo. Sabes que estou sempre aqui para quando precisares.
-Eu sei que estás. Obrigado. Mas, a sério, não venhas. Estou a pedir-te.
-Vou pensar no teu caso.
-Bem, olha, tenho de desligar. A panela de pressão já está a ferver. Depois falamos.
-Ahaha, vê lá como é que deixas a cozinha!
-Está a salvo não te preocupes. - Talvez eu é que não esteja assim tão a salvo.
-Está bem. Então depois falamos. Beijinhos.
-Tchau. - Desliguei a chamada e olhei para a Inês.
-Então, porque é que não deixas-te a tua amiga vir? - perguntou-me amargamente.
-Inês...
-Ah não, espera, essa a minha função, tenho de começar a desempenhá-la melhor, assim ela não vem mesmo!
-Oh Inês...
-Oh Inês nada! - disse ela elevando mais a voz. - Eu não estava aqui porque me está a doer a cabeça, não por incompetência ou por não querer ''desempenhar as minhas funções'' Rúben!
-E eu estou doente caraças! Não posso ser sempre eu a fazer as coisas! - elevei também um pouco a voz.
-Ah agora estás a concordar com ela?!
-Queres saber? Estou! Ela tem razão! Eu não sou de ferro! Mesmo quando estou a ''morrer'' tenho de ser eu a fazer as coisas!
-Que lata! Ela deu-te uma volta tão grande, Rúben! - gritou.
-Diz-me uma coisa, se te está a doer a cabeça, porque é que estás aqui a gritar? - perguntei mais calmamente.
-Porque eu passo-me! Conheceste essa rapariga à tão pouco tempo e ela já mexe assim na tua cabeça!
-Tu passaste e eu não me posso passar? Por amor de Deus, Inês!
-Por amor de Deus?! Eu queria ver se fosse contigo! Se fosse eu a ser injusta contigo, porque um rapazinho que conheci à meia dúzia de dias, que mal conheço, me fez a cabeça!
-Eu não estou a ser injusto contigo! Estou a dizer-te a realidade! E sabes uma coisa? Acho que neste momento sou capaz de conhecê-la melhor a ela do que a ti!
-À quanto tempo é que estás comigo e à quanto tempo é que a conheces?
-À quanto tempo é que deixaste de ser a Iês por quem me apaixonei? - Ela olhou-me meio que ofendida.
-Eu não mudei, tu é que te tornaste muito influenciável.
-Não, eu só estou a abrir um bocado os olhos.
-Sinceramente Rúben...
-Sinceramente nada! Já estou farto desta porcaria! Estou farto das tuas cenas!
-Das minhas cenas?! Oh Rúben!
-Já chega Inês! Acabou! Esta discussão acabou aqui e agora! - Desliguei o fogão e pousei a colher de pau. - O jantar está feito. Se quiseres come, se não quiseres não comas. Eu vou a casa da minha mãe - terminei. Peguei nas chaves, no telemóvel e no casaco que estava no sofá e saí. Ela permaneceu estáctica onde estava, sem dizer nada.
Cheguei à casa da minha mãe e decidi tocar à campainha. Tinha a minha própria chave, mas, apesar de ainda ser hora de jantar, não queria assustá-la. Como estava a demorar um pouco a abrir a porta lá entrei com a minha chave.
-Mãe? - chamei ao entrar.
-Na cozinha! - informou.
-Olá - sorri-lhe, dando-lhe um abraço.
-Rúben, filho, o que é que estás aqui a fazer?
-Achas que ainda arranjas jantar para mim?
-Claro que sim, filho. Mas o que é que se passou? A Inês não ficou lá em casa?
-Ficou mãe, ficou. Só que nós discutimos - respondi, sentando-me num dos bancos que estavam junto à bancada.
-Então porquê?
-Ela ficou com ciúmes da Andy.
-Aquela rapariga que me falaste que conheceste quando foste ter com o David?
-Sim. Ela é a minha melhor amiga mãe. Eu sei que a conheço à pouco tempo, mas ela percebe-me como ninguém mãe. Eu sei que te tenho a ti, mas não é a mesma coisa e eu confio em ti, mas, é diferente.
-Eu sei como é filho, eu percebo-te. Mas a Inês não sabe que ela é a tua melhor amiga?
-Sabe mãe, só que não gostou do que ouviu, que é a verdade, e armou uma cena.
-Mas que verdade filho? - Contei a troca de acusações que tinha trocado com a Inês à minha mãe e ela ficou surpreendida com o que tinha ouvido. - Oh meu filho, vocês não estão a fazer bem um ao outro assim, só a discutir e a fazerem acusações dessas!
-Eu sei mãe, eu sei... E agora, o que é que eu faço?
-Oh filho, - encostou a minha cabeça ao seu peito e abraçou-me. - eu não te sei responder. Não sou eu que tenho essas discussões, e não devo conhecer a Inês tão bem como tu, por isso, o melhor é seguires o teu coração. A resposta pode demorar tempo a chegar, mas pelo menos tens a certeza que é a resposta certa. - Sorri ao ouvir as palavras da minha mãe.
-A Andy também me deu o mesmo conselho.
-Estás a ver? É o que tens de fazer filho. Ele é o teu melhor conselheiro.
-Ah, a minha mãe também! - sorri. Ela sorriu também.
-Bom, vamos pôr a mesa a contar com o teu irmão que ele vem cá ter.
-Está bem, vamos lá! - Levantei-me, enquanto a minha mãe já tinha aberto o armário para tirar os pratos. - E, mãe...
-Diz filho - olhou para mim.
-Obrigado. Amo-te muito mãe.
-Oh meu filho, não tens de agradecer, é do coração. Eu também te amo muito filho - sorriu-me, colocando uma mão na minha cara.
-Vais ser sempre a mulher que sempre amei e sempre vou amar - sorri, dando-lhe um beijo na testa e abraçando-a.
-Ai que o meu filho está tão carente! - riu ela. Eu sorri e depois ajudei-a a pôr a mesa.
-Mãe, posso dormir cá, hoje?
-Claro que podes filho.
-Obrigado - sorri. A campainha tocou.
-Deve ser o teu irmão.
-Eu vou mãe, deixa estar. - voluntariei-me.
-Maninho! Também jantas connosco, hoje? - perguntou o meu irmão.
-Sim, janto.
-Boa, boa! Mas então a Inês foi embora mais cedo?
-Não.
-Não? Então? Ninguém deixa uma rapariga daquelas sozinha em casa para vir jantar com a mãe e o chato do irmão!
-Ahaha, a parte do ''chato do irmão'' tens razão, mas nós discutimos, por isso é que vim para cá.
-Outra vez? Vocês andam a discutir um bocado demais,não?
-Sim, mas é inevitável. Quer dizer, ela não consegue evitar embirrar com tudo.
-Oh, oh mano, será que ela está naquela altura do mês que...
-Não tem nada a ver com isso, Mauro. Ela... ela só já não é a minha Inês...
-Ok...Aah, bem, vamos jantar? A mãe já deve estar à nossa espera.
-Sim, vamos. - saímos da sala de estar para irmos para a cozinha perguntar à nossa mãe se era preciso alguma coisa e depois fomos jantar.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Capitulo 10
VISÃO MÓNICA
As aulas terminaram e eu e a Andy fomos para casa almoçar. O Chelsea tinha tido treino de manhã, por isso, o David foi ter connosco depois de almoço.
-Oi mininas! - cumporimentou-nos ele, ao chegar junto de nós, na esplanada onde tinhamos combinado.
-Olá! - respondemos as duas.
-Vamo andando?
-Sim - respondeu a Andy. Fomos até ao carro dele e seguimos para casa do mesmo.
Ficámos algum tempo à conversa, na sala, sempre com muitas gargalhadas.
-E qu'qui cês dizem de um joguinho na playstation? Quem ficar em primeiro dos três paga a próxima chamada pro Rúben!
-Vamos a isso! - sorriu a Andy.
-Agora faltava aqui ele para saltar do sofá e agarrar primeiro o comando - comentei. Todos rimos.
-Cê tem razão. O manz é viciado pra caramba!
-Iihh, fala aquele que aprende a ficar viciado com o viciado! - sorriu a Andy.
-Que boca tão à Rúben, Andy - comentei a rir.
-É, cê já aprendeu umas coisinhas com ele. Já não chegava ele - gozou o David.
-Olha, vamos mas é jogar! - respondi.
Que ganhou foi o David, obviamente. A Andy até jogou bem, mas eu, simplesmente não joguei, estraguei o jogo. Só fiz uma ou duas coisas certas e já fui com sorte.
-Vá, agora liga lá ao Rúben e mete em alta voz - pediu a Andy. O David ligou.
-'Tou - atendeu o Rúbén com uma voz pachorrenta.
-Iihh, qu'qui cê andou fazendo manz? - riu o David.
-Nem venhas, David. O mister marcou o treino para hoje de manhã, por isso, assim que cheguei atirei-me para a cama. Até agora tu decidires chatear-me, né?
-Eish, uma pessoa já não pode querer fazer uma surpresa pra você!
-Surpresa? Eu estava a dormir.
-Tá bom, então, mininas, acho qui a gente vai só dizer um tchauzinho pro Rúben e deixar ele continuar dormindo, né - gozou o David, sorrindo para nós.
-Quem é que vai...? O quê? As raparigas estão ai?! - perguntou o Rúben, parecendo que despertado.
-Tão. E tão ouvindo todas as babuseiras qui você tá dizendo - riu o David.
-Ah, ok... Então isso está em alta voz... Olá meninas!
-Olá - rimos eu e a Andy.
-Eu não sabia que vocês também estavama ai... - disse o Rúben, meio embaraçado.
-Sim, nós percebemos Rúben - riu a Andy.
-Andreia! - exclamou o Rúben, transparecendo uma evidente alegria por ouvir a voz dela.
-Sim, sou eu!
-Como é que estás?
-Eu estou bem, e tu?
-Também, também. Olha, desculpa não te ter ligado onte, só que durante o dia não tive tempo nenhum e à noite a Inês passou por cá...
-Oh, não tens de pedir desculpas. Se não deu, não deu.
-Olha gente, eu qui tou gastando, e desculpa tá enterrompendo essa conversa a dois, mas eu também quero falar com esse babaca ai! - interrompeu o David.
-Cála a boca seu cara de cú! - respondeu o Rúben do outro lado da linha.
-Ai, agora eu qui não quero mais falar com ele não! Mónica, cê quer dizer alguma coisa pra ele? Não? Então tá bom. Andreia cê quer dar um tchauzinho pra ele antes de eu disligar? - disse o David, fingindo-se ofendido, mas fazendo um tremendo esforço para não se desmanchar a rir.
-Ai, não mano! Eu estava a brincar! Não desligues! - pediu o Rúben, meio aflito.
-Tchau, Rúben!
-David! - chamou o Rúben, pensando que seria a última palavra dirigida a nós os três neste telefonema.O David aguentou um pouco, mas depois desmanchamo-nos a rir e ele voltou a dirigir-se ao Rúben.
-Eu tava zoando com você, manz! - disse o David ainda a rir.
-Ai David! Isso não se faz, então!
-Assustou, foi? - riu novamente o David.
-Pois assustei, então! Mas vai, não estavas ai a querer falar comigo? Chuta ai, então!
-Era mesmo só pra chatear um pouco você! Cê pode ser o maior chato, mas você faz falta aqui manz!
-Ai, daqui a nada vais começar a chorar! - riu o Rúben.
-Tá bom, não digo mais nada!
-Então e não está ai mais ninguém? Mónica, estás boa?
-Estou.
-Estás ai tão calada! Não te deixam falar, não é? - Eu ri.
-Ai oh Rúben! - disse a Andy. Ouvimo-lo a rir também.
-Bom, é, gente cês vão mi desculpar, mas vou desligar mesmo, agora. Desculpa ai manz, mas cê sabe qui não fica barato não
-Olha lá, se fosses esperto tinhas ligado do fixo cá para casa e tinhas pelo menos uma hora para falar oh - disse o Rúben ao David.
-Agora já foi, né.
-'Tá bem 'tá. Então vá, adeus meninas.
-Adeus - respondemos as duas.
-Tchau manz - despediu-se o David.
-Tchau.
-Bem, e nós temos de ir embora, David - disse a Andy, levantando-se.
-Prá onde?
-Para o trabalho - respondi.
-Trabalho? Como assim? - perguntou ele, confuso.
-Sim. Arranjámos um part-time. Convém, senão quem é que nos paga as propinas, na Faculdade? - respondeu ela.
-Ah, tá bom. Mas cês sabem qui se vocês precisarem de alguma coisa, cês sabem qui podem falar com a gente! - ofereceu-se o David com um grande sorriso.
-Sim, sim - disse a Andy, revirando os olhos.
-Mas eu tou falando sério, mininas. Vocês sabem qui podem contar com a gente. Eu sei qui a gente si conhece faz pouco tempo, mas a gente confia em vocês. - disse ele com um sorriso sincero.
-Nós sabemos, David. E obrigada por confiarem em nós - disse eu sorrindo.
-Prometemos que vamos fazer os possíveis para não vos desiludir - prometeu a minha melhor amiga, falando pelas duas.
-Tenho certeza qui não vão disiludir - sorriu o David. Sorrimos.
Depois saímos para o carro da Andy e fomos embora.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Capitulo 9
Cheguei ao aeroporto e já lá estavam os jornalistas. Respondi apenas ao essencial, que já estava bem e tinha recuperado quase totalmente da lesão e tinha ido recuperar para junto do meu amigo David Luíz, visto que já não estava com ele à muito tempo. Depois consegui, finalmente, seguir para casa. A minha mãe e o meu irmão já estavam em minha casa à minha espera. E a Inês estava com eles.
-Filho, já chegaste! - correu a minha mãe a abraçar-me.
-Mãe! Que saudades! - abracei-a também.
-Então mano, esse joelho já está pronto para outra? - perguntou-me o Mauro, dando-me também um abraço.
-Claro! Já está pronto para outras!
-Aii, queres partir-te todo ou quê? - riu ele.
-Está descansado que se partir tenho quem fique ao meu lado - sorri.
-Como é que correu a viagem? - perguntou a Inês.
-Bem - respondi, e como pessoa bem educada que sou e também pelo bom sentimento que nutria pela Inês, mas que sinceramente, nesta altura já não tinha a certeza se era amor ou só uma grande afectividade derivada do amor que em tempos senti por ela tão acesamente, dei-lhe um beijo no rosto e um leve abraço. A minha mãe e o Mauro ficaram surpreendidos com aquele gesto, pois esperavam que nos beijássemos e nos abraçássemos fortemente, como costumava ser, mas disfarçaram, fazendo várias perguntas sobre as ''mini-férias''. Senti que a Inês se retraiu um pouco, mas conteve-se nas palavras. Entretanto a minha mãe teve de voltar para o spa e o Mauro tinha uns assuntos para resolver. A Inês ficou. Preparei um lanche para nós e ficámos na sala a conversar.
-Rúben, porque é que me cumprimentaste daquela maneira? - perguntou ela, após uma breve pausa na nossa conversa. Eu respirei profundamente.
-Porque acho que antes de tudo devemos conversar - respondi-lhe.
-Conversar sobre o quê?
-Vá lá Inês, não compliques.
-Eu não estou a complicar, Rúben. Não disseste que não querias conversar mais sobre esse assunto e que a tua decisão já estava tomada? Então acho que sobre isso não há mais nada que tenhamos de conversar - respondeu-me muito séria.
-Sabes perfeitamente que nunca ponderei sair sair. Sabes que é aqui que pertenço.
-É aqui que pertences?! Só se for com o cú colado aqueles bancos do Estádio! - ela aumentou o tom de voz. Era melhor pôr termo ao assunto, caso contrário voltaríamos a discutir forte e feio.
-Inês, eu percebo o que tu estás a dizer, e sim também acho que deviam dar-me mais utilidade, deviam deixar-me jogar mais vezes e deixar-me mostrar o que valho, mas acho que TU também devias tentar perceber mais o meu lado. Acho que já estás ao meu lado à tempo suficiente para saberes que não sou capaz de deixar o clube que me formou e passou a ser parte da minha vida e de mim.
-E eu percebo-te, Rúben - falou calmamente.
-Eu ainda acho que não, Inês.
-Oh amor, se eu não perceber totalmente tu ajudas-me.
-E achas que vais mesmo perceber, se eu te tentar mostrar?
-Sim.
-Não sei porquê, mas não estou tão confiante nisso, Inês. Já viste quantas vezes eu tentei fazer isso, e viste como é que isso terminou? Em discussões! E eu estou farto de discutir, Inês! Farto.
-Eu também, Rúben. - Ambos ficámos calados. Estas palavras, mesmo sendo poucas, tinham-me deixado exausto. Cada vez estas discussões me desgastavam e me destruíam mais interiormente. - Amor, podemos esquecer este assunto, por favor? Chegaste hoje e estou a morrer de saudades tuas. Por favor - pediu-me, sentando-se mesmo junto a mim.
-Não sei, Inês. Cada vez que ''esqueço'' o assunto discutimos ainda mais na vez a seguir.
-Eu prometo que não vou mais contestar-te nem falar sobre isto, se não quiseres.
-Todas as vezes que prometes não cumpres.
-Desta vez é diferente. - Respirei novamente fundo.
-Está bem... - acenti, embora não acreditasse verdadeiramente que não se voltasse a repetir. Ela sorriu.
-Obrigada, amor - disse ela, partindo para me beijar. Desviei-me. - O quê, agora vais continuar a negar-me um beijo?! - perguntou, indignada.
-Inês, por favor...
-Já não gostas de mim? Foi por isso que recusas-te o meu beijo?!
-Inês, não é nada disso...
-Não é o que parece!
-Inês... - voltei a tentar explicar-me, mas ela voltou a interromper-me.
-Se ainda gostas de mim, deixa-me beijar-te! - e voltou a tentar beijar-me. Não voltei a recusar. O meu interior estava confuso e eu precisava de perceber se ainda amava a mulher que estava agora sentada em cima de mim, da mesma maneira. Acho que isto foi a única coisa que ecoou na minha cabeça, enquanto deixava os meus lábios tocarem os dela e depois enquanto nos amávamos. Durante todo esse tempo e o decorrer da tarde mantive-me sempre num estado irracional inconsciente. Não conseguia pensar. O meu cérebro tinha bloqueado. Queria descobrir o que sentia. Procurava-o dentro de mim, mas estava difícil de encontrar a resposta. Talvez estivesse a procurar no sitio errado.
Desculpem ser tão pequeno, mas não consegui escrever muito esta semana :s
Espero que gostem :)
Beijinhos
Mónica
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
1.000!!
Queria agradecer por ter conseguido mais de 1.000 visitas em tão pouco tempo, coisa que não teria acontecido se vocês não tivessem visitado o meu blog, por isso, muito obrigada! É importante saber se estão ou não a gostar do que escrevo, por isso comentem a dar a vossa opinião e também podem dar sugestões para que possa modificar algo de modo a melhorar o meu blog. Muito obrigada a todas :D E já agora, mais uma vez, muito obrigada Diana! Ajudaste-me muito e tiveste muita pacência comigo :) E claro, obrigada à minha melhor amiga por me ajudar tanto e me fazer rir tanto com a nossa maneira de ver as coisas xD
Espero que continuem a visitar o meu blog e que continuem a gostar de acompanhar a minha história :)
Beijinhos
Mónica :)
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