Olá a todos!
Hoje venho aqui apenas para vos dar uma noticia, apesar de não ser muito boa e de não me agradar muito!
Agora com a escola a acabar e com a época de exames não vou conseguir voltar a publicar tão cedo!
O único sitio onde consigo aceder à Internet é na escola, e agora com o fim das aulas não vou poder continuar a aceder, por isso, não conseguirei publicar durante algum tempo!
No entanto, depois das fases de exames voltarei a publicar, pois vou mudar-me e aí já poder aceder à Internet a partir de casa! Não sei se vou ter de ir à 2ª fase (tomara que não precise!), mas se tiver de ir, só depois de dia 1 de Agosto, infelizmente, é que vou poder voltar a publicar!
Queria pedir-vos que apesar de eu ficar este tempo sem publicar, não desistam das minhas fics!
Eu prometo voltar a publicar assim que conseguir!
Obrigada por todo o apoio e todos os comentários e visitas e pelo interesse que demonstram!
Beijinhos, e já agora, boa sorte para os exames, quem os for fazer!
Mónica
quinta-feira, 14 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Capitulo 16 (parte III)
(visão Rodrigo)
-Vá, agora
enquanto eu lavo a louça podes ir para o jardim lá atrás. Tens lá uma bola,
entretém-te.
-Cê parece qui
tá falando pra uma criancinha.
-E não estou?
-Você também não
pode falar muito.
-É pá, vai mas é
lá para fora antes que leves com a esponja da louça na cara!
-Ahaha! Tá bom,
tá – ri, mi dirigindo prá sala, qui tinha acesso ao jardim na parte de trás da
casa.
O dia tava frio
mas havia um lindo sol iluminando o céu. Encontrei a bola e comecei dando
toques.
-Essa bola ainda
vai rolar no meu pé – ouvi uma voz atrás de mim, na porta da sala. Mi virei,
deixando a bola no chão. Os meus olhos encontraram uma garota de metro e
cinquenta e oito de altura, cabelo castanho escuro corrido um pouco depois do ombro,
olhos castanhos qui pareciam os de uma mocinha doce e qui mi envolviam, o
sorriso dela era perfeito e inconfundível. Tava usando umas calças de ganga
escura qui moldavam bem a perna, uma camisola larga branca e um casaco de malha
preto, assim como uns ténis brancos. Ela tava encostada na porta e sorrindo pra
mim.
-Qu’qui cê tá
fazendo aqui? – perguntei, deixando a bola e envolvendo ela nos meus braços.
Depois beijei a minha namorada durante um bom tempo. Ela si afastou, precisando
de ar.
-Vim tirar-te a
bola dos pés -respondeu ela já
normalmente, enquanto passava as mãos pra cima e pra baixo no meu peito.
-Fala a sério.
-Eu estou a
falar a sério. Vamos ver se eu não te consigo tirar essa bola dos pés.
-Ai é? Quero ver
isso! – disse eu, largando ela e colocando a bola novamente a rolar no meu pé.
Ela veio atrás da bola e a gente jogou um pouqunho. – Não acredito qui você mi
tirou a bola!
-Sim, até parece
que não foste tu que deixaste.
-Não fui. Quer
ver como eu vou tirar a bola de você rapidinho?
Ela começou
correndo com a bola e eu corri atrás dela. Tirei a bola dela e deixei a bola
rolando. Puxei a minha garota pela cintura e a abracei. A gente caiu e rebolou
na relva e quando paramos ela tava por cima de mim e tavamos rindo os dois.
Quando parámos de rir eu sentei e ela sentou entre as minhas pernas, de lado.
Segurei o rosto dela e a comecei beijando. Tava morrendo por um beijo daqueles
fazia duas semanas.
-Bem, isso é que
é sentir a minha falta – sorriu ela ainda respirando um pouco mal.
-Isso não mata
nem metade. - Ela sorriu e si levantou. - Onde é qui cê vai? – perguntei,
segurando a mão dela.
-Vamos lá para
dentro. Está frio.
-Tá bom. –
Levantei e depois a abracei. – Mas eu posso aquecer você também.
-Sim – sorriu
ela.
Entrámos na sala
e o Rúben e a Andreia tavam vindo da cozinha. Fechei a porta qui dava pró
jardim e fui dar um abraço na Andreia.
-Tudo bom? –
perguntei.
-Sim. E contigo
já nem pergunto. Dá para ver pelo teu sorriso – riu ela.
Eu ri também e
fui abraçar novamente a Mónica.
-Então, a surpresa
foi boa, não foi? As saudades eram tantas que já não a largas, hã? – riu o
Rúben.
-Ah você tava
armando isso com elas? Você vai ver só!
-Está bem, está.
Estou à espera, vá – disse o Rúben, rindo.
VISÃO MÓNICA
-Tu estás à
espera, mas eu estou à mais tempo, por isso…
-segurei a mão do Rodrigo e puxei-o em direcção à cozinha.
-Então?! – ouvi
o Rúben reclamar.
-Isso é tudo
saudade minha? – perguntou o Rodrigo, enquanto eu o puxava pela mão, atrás de
mim.
-A maior parte é
– sorri.
Encostei-me à bancada
e ele ficou à minha frente.
-Então e a parte
qui não sou eu é o quê?
-É deixar a Andy
e o Rúben sozinhos.
-Você não vai
desistir, né?
-Claro que não.
Até eles se entenderem de vez não vou desistir.
Ele sorriu.
-Você é uma
amiga muito legal, sabia?
-É, acho que sim
– ri.
-E namorada
também.
-Então assim já
sou muito boa, não é?
-Perfeita.
Eu sorri e ele
deu-me um abraço.
-Tive muitas
saudades de você – disse ele ao meu ouvido.
-E eu tuas.
Muitas – respondi, falando ao seu ouvido também.
Ficámos mais um
pouco abraçados mas depois ele recuou, rodeou a minha cintura e eu o seu
pescoço.
-O qui é qui cê
acha qui aqueles dois tão fazendo lá dentro?
-Não sei. Podem
estar a fazer muita coisa.
-Hm. Agora a
gente podia era aproveitar prá namorar um pouquinho, né?
-É – sorri.
Ele retribuiu o
sorriso e beijou-me. Um beijo rápido mas doce.
-Hm. Espera –
pedi. Sentei-me na bancada, de modo a ficar mais à sua altura, e depois puxei-o
para mim.
-Tentando ficar
da minha altura, baixinha? - gozou ele, assim que voltou a envolver-me com os
seus braços.
-Baixinha mas tu
gostas, meu bem.
-Não disse qui
não gostava. Eu amo.
-Também te amo –
sorri.
-Você é linda,
sabia?
-Já me tinhas
dito – ri. Ele deu-me mais um beijo.
-Então e você já
sabe qual é o vistido qui você vai levar na Gala, amanhã?
-Não. Estava a
pensar ir comprá-lo hoje.
-Cê sabe o
código, ou vou ter qui desenhar de novo na sua mão? – riu ele, exibindo o
cartão de crédito dele, que eu lhe tinha devolvido antes de voltar a Londres.
-Sim, ainda sei
qual é.
-Cê não tá
reclamando?
-Não posso. Ru
prometi. Eu disse que podias pagar-me o vestido. Embora meio que obrigada, não
é? Mas prometi, por isso.
-Tou gostando de
ver - riu.
-Ai é? Vê lá. È
quE podes deixar de ver num instante.
Ele riu.
-Tinha saudade
disso.
-Eu tenho saudades
da tua boca - disse eu com um sorriso, puxando-o mais para mim.
-Ah, mas isso a
gente resolve já - sorriu. Eu sorri também e ele começou a beijar-me.
VISÃO ANDREIA
Depois da Mónica
e do Rodrigo terem ido para a cozinha, o Rúben sentou-se no sofá, ainda a
''reclamar''. Sentei-me também.
-Aquele gajo
safa-se sempre, pá! - disse ele.
-Oh, mas agora
tens de dar um desconto. Eles estavam desesperados para ficar sozinhos, tipo a
morrer de saudades - ri.
-Pois, eu sei o
que isso é.
Olhei para ele,
pois percebi que aquele comentário era directamente para mim.
-Então e o que é
que tens feito? - perguntei, tentando deixar passar o que ele tinha dito.
-Estive à espera
de hoje.
-Então porquê?
-Para tu
voltares.
-Oh, és mesmo
parvo! - ri.
-E tu gostas -
sorriu.
-Nada
convencido, menino Rúben Amorim.
-Eu? Claro que
não!
-Hm-hm.
-Ai tu duvidas?
-Não, não
duvido. Eu tenho a certeza do que disse - respondi, levantando-me fazendo
tenções de ir até ao jardim.
-Tens? Então eu
tiro-te essa certeza! - disse ele, começando a correr atrás de mim. Consegui
fazer com que o sofá se mantivesse entre nós durante bastante tempo, mas depois
ele conseguiu apanhar-me.
-Rúben... Wow!
Caímos em cima
do sofá. Ele caíu em cima de mim, e estava com o seu enorme sorriso na cara.
-Então, já
mudaste de opinião? - perguntou-me ainda a sorrir.
-Eu
respondia-te, se saísses de cima de mim. È que sabes, não és propriamente
levezinho, Rúben.
-Está bem... -
ele saiu de cima de mim, mas apenas de modo a deixar de fazer peso em cima de
mim. - Agora responde-me.
-Está bem, tens
razão, não és convencido, és só parvo.
-A sério, Andy?
Consegues melhor que isso? - respondeu-me, fixando-me.
-Sim, a sério,
Rúben. E olha quem fala. Também consegues melhor que essa cara de ''tentativa
de chateado''.
-Estás certa. Eu
consigo melhor. A questão é, deixas-me mostrar?
Ele estava sério
e fixo em mim, enquanto segurou o meu rosto com uma mão e fez pequenas festas
na minha cara. De seguida, começou a aproximar o seu rosto do meu e fez com que
os seus lábios tocassem os meus. Primeiro levemente e depois com mais certeza e
vontade. Ao principio não me mexi, mas depois os meus lábios responderam
movimentando-se harmoniosamente com os seus. Pouco depois ele separou-se um
pouco de mim.
-Desculpa, Andy.
Já devia ter aprendido a controlar-me. Ainda por cima agora que eu te ia
convidar para vires comigo à Gala de Natal do Benfica. Fogo, estraguei tudo -
começou ele a praguejar, olhando para o chão, com as mãos atrás da cabeça.
-Eu vou contigo.
Quer dizer, se tu ainda quiseres que eu vá - despejei. Ele olhou para mim, sem
acreditar.
-Estás a falar a
sério, Andy? - perguntou-me com um sorriso.
-Se tu quiseres.
-Claro que
quero!
-Bom, então
parece que vou mesmo contigo.
-Obrigado! -
agradeceu-me, dando-me um abraço.
Depois olhou para
mim, ainda a sorrir. Pareceu estar receoso de alguma coisa. Continuei a sorrir.
-Bem, vamos ter
com aqueles dois? Já tiveram um tempinho para eles - sugeri.
-Sim, vamos.
Ainda estou à espera para ver o que é que o Rodrigo me vai fazer - riu ele.
-Oh, deixa lá o
rapaz agora. Depois falas sobre isso.
Levantei-me do
sofá e fomos até à cozinha. Quando lá chegámos vimos a Mónica sentada na
bancada, abraçada ao Rodrigo e ele a ela, aos beijos. Ums imagem muito querida
até, mas...
-È pá! Poucas
vergonhas na minha cozinha, não! - disse o Rúben.
-Oh Rúben... -
comentei, dando-lhe uma pancada no braço direito.
-È verdade,
então - respondeu-me ele, já quase a rir.
-Deixa, Andreia.
Quando eu apanhar ele, ele vai ver só... - sorriu o Rodrigo.
A minha melhor
amiga sorriu meio envergonhada e desceu da bancada.
-Nunca me vais
encontrar a namorar pelos cantos – riu o Rúben.
-Não diz isso, Rúben.
Cê sabe qui cê não vai conseguir cumprir – sorriu o Rodrigo.
-Eu sei que não
va…
-Olha! Já chega.
Os dois – interrompeu a Mónica, surpreendendo-me, ao colocar-se à frente deles
e olhar para ambos enquanto falava, calando ao mesmo tempo o Rúben. – Não precisam
ficar tão calados, nem especados a olhar para mim. Eu disse já chega, mas era
essa discussão estúpida.
A seguir começámos
todos a rir.
-E se fossemos
fazer qualquer coisa os quatro? – sugeri.
-É, você tem razão.
Qu’qui cê tem aí prá gente fazer, Rúben?
-Aguentam a Move? – perguntou o Rúben.
-A quê? – disse
a Mónica.
-Playstation Move. Aguentam?
-A gente vai dar
uma abada em você! – riu o Rodrigo.
-Sonha puto,
sonha.
Todos rimos e
fomos para a sala. Fartámo-nos de rir durante os jogos, e por pouco não demos ‘’uma
abada’’ ao Rúben. É o que dá jogar contra viciados…
-Bem, são quatro
da tarde, por isso é melhor irmos andando – sugeri.
-Pois, tens
razão – concordou a Mónica. Deu um beijo ao Rodrigo e levantou-se para se ir
despedir do Rúben. Eu despedi-me do Rodrigo e eles os dois foram levar-nos à
porta. Despedi-me do Rúben com um abraço.
-Escolhe um
vestido giro. A Gala é amanhã – disse o Rúben ao meu ouvido.
-Amanhã?! –
disse eu, um pouco alto demais.
-Sim – sorriu ele.
– Por isso não tens muito tempo.
-Tudo em cima da
hora, Rúben Filipe!
-Não reclames.
Vais estar perfeita com muito ou pouco tempo. Agora vai-te embora, vá!
-Está bem. Até
amanhã.
-Até amanhã –
sorriu-me.
-Pois. Só que
ele quase que me obrigou a aceitar o cartão dele.
-Então, o rapaz
está entusiasmado, o que é que queres – ri. Ela abriu a porta de casa.
-Bom, mas era para
isso que eu queria que viesses comigo ao Colombo. Assim ajudavas-me a escolher
o vestido.
-Sim, claro. De
qualquer maneira eu também tinha de ir.
-Ai tinhas? –
perguntou, colocando a mala em cima da cama dela.
-Sim.
-Porquê?
-Porque eu vou à
Gala com o Rúben – respondi sentando-me na minha cama.
-Tu o quê? Tu
vais à Gala com o Rúben? – perguntou incrédula, sentando-se ao meu lado.
-Vou.
-Tens a certeza?
-Tenho.
-Absoluta?
-Sintética e
analítica.
-Andy, estás
mesmo a falar a sério?
-Estou. Não
percebo para quê tanto espanto.
-Eu pensei que
depois daquilo naquele fim-de-semana…
-Pensaste. Mas
sim, vou com o Rúben, por isso vou precisar da tua ajuda também.
-Conta comigo!
Rimos as duas. Pouco
depois saímos de casa. Peguei no meu carro e fomos para o Colombo. Foi
divertido ver e experimentar vestidos com a Mónica. E fazer figuras também,
coisa que já não fazíamos há muito tempo. Pelo menos sozinhas…
-O Rodrigo
vai-se babar, hã? – ri eu, metendo-me com ela.
-Pois. E o Ru… -
ela calou-se.
-Quem? –
perguntei, já meio desconfiada, interiormente, do nome que ela ia dizer.
-O Rodrigo. Não
sei se ele já comprou ou alugou ou lá o que ele vai fazer ao fato.
-Vai vesti-lo –
brinquei. Mas eu sabia que ela ia dizer algo diferente, e relacionado com o Rúben.
-Oh, tu
percebeste o que eu quis dizer! – sorriu ela.
Depois de
terminarmos todas as compras voltámos para casa.
VISÃO RÚBEN
-Oi! Rúben! –
chamou-me o Rodrigo, fazendo-me deixar de fixar a televisão, sem na realidade
estar a prestar a mínima atenção.
-Diz.
-Onde é qui cê
tava, hein?
-Não muito longe…
-Qu’qui houve
dessa vez?
-Uma coisa
esquisita.
-Fala aí.
-Eu beijei-a…
-A Andreia?
-Sim.
-De novo?
-Sim. Eu sei que
foi mau, devia ter-me controlado, mas, ela não fez nada.
-Não fez nada?
Como assim?
-Ela não me deu
uma chapada, não gritou comigo e nem sequer ficou calada sem dizer nada, nem
saiu daqui a correr…
-Então ela fez o
quê?
-Eu comecei a
despejar uma carrada de desculpas e disse que tinha estragado tudo, ainda por
cima agora que eu ia convidá-la para vir comigo à Gala e ela simplesmente disse
que ia comigo, logo a seguir. Como se eu não tivesse feito nada.
-Você tá falando
sério?
-Sim, claro que
estou. Eu só não percebo é porque é que ela reagiu assim. Da outra vez ela só não
correu para eu não ver, e agora ela disse que ia comigo à Gala depois de eu a
beijar…
-Cê já pensou
qui se calhar esse beijo não tenha incomodado ela? Ela ti beijou também?
-Sim. Quer
dizer, ela respondeu, mas… pois, ela respondeu.
-Então.
-Tu achas que
ela mudou de ideias? Quer dizer, achas que ela também queria beijar-me?
-Eu não falei
nada. Só sei qui ela mudou de atitude. Isso pode ser um começo.
-Então eu tenho
de tratar do resto…
-Vê lá qu’qui cê
vai fazer – avisou.
-Vou conquistá-la.
-Vai devagar.
-Devagarinho,
puto. Descansa.
-Tá bom – riu.
-Bem, como é que
é, vamos jantar? – propus, levantando-me do sofá.
-Si você fizer o
jantar – riu ele novamente, levantando-se também.
-É justo, é
justo. Fizeste o almoço, eu faço o jantar. Mas a louça fica por tua conta.
-Não quer mais
nada, você.
-É pá, já agora…
-Não. Nem pede.
Eu não vou fazer.
-Se fosse para a
namorada já fazias. Anda muito romântico, o menino – brinquei, enquanto íamos para
a cozinha.
-Não fala muito
qui cê é igual.
-A partir de
amanhã vou ser. Hoje à noite ainda não conta.
-É, cê sabe
muito…
Olá!
Bem, antes de mais queria pedir desculpa pela demora a postar este novo capitulo, mas não tenho tido muito tempo com o final das aulas e a preparação para os exames, mas já está aqui!
Espero
que tenham gostado de mais este capitulo e continuem a deixar os vossos comentários!
E estejam atentos, porque os próximos capítulos vão trazer muitas emoções!
Beijinhos :D
Mónica
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Novidades! :)
Olá a todos!
Bem, antes de mais queria pedir desculpa por ainda não ter postado novamente, mas ainda não consegui terminar o capitulo e queria agradecer-vos mais uma vez por todo o apoio e todos os comentários e visitas! Sem vocês nunca teria conseguido chegar onde cheguei!
Queria também comunicar-vos que criei um novo blog, com outra história e deixo-vos aqui o link: http://lovethewayyoudrawlife.blogspot.pt
Espero que gostem deste novo projecto e que gostem dele tanto quanto gostam deste!
Beijinhos, e prometo voltar a postar o próximo capitulo o mais rápido que conseguir!
Mónica
Bem, antes de mais queria pedir desculpa por ainda não ter postado novamente, mas ainda não consegui terminar o capitulo e queria agradecer-vos mais uma vez por todo o apoio e todos os comentários e visitas! Sem vocês nunca teria conseguido chegar onde cheguei!
Queria também comunicar-vos que criei um novo blog, com outra história e deixo-vos aqui o link: http://lovethewayyoudrawlife.blogspot.pt
Espero que gostem deste novo projecto e que gostem dele tanto quanto gostam deste!
Beijinhos, e prometo voltar a postar o próximo capitulo o mais rápido que conseguir!
Mónica
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Capitulo 16 (parte II)
(visão Andreia)
Depois de uma
manhã de aulas e de uma tarde a fazer trabalhos, tirei a noite, depois de
jantar, para pensar, a ouvir música. Sentei-me na cama, de olhos fechados, mas
pouco tempo depois ouvi o meu telemóvel tocar. Era o Rúben. Respirei fundo.
-Estou?
-Andy.
-Rúben.
-Chegaram bem?
-Sim.
-Então e como é
que correu o dia hoje?
-Normal. Tivemos
aulas de manhã e à tarde matei-me em trabalhos de casa.
-Que sorte… -
ironizou.
-Já me habituei.
Houve silêncio
de ambos os lados da linha.
-Eu queria
pedir-te desculpa pelo beijo de ontem… - disse-me ele.
-Tudo bem. Já
passou.
-Mas eu tinha de
te pedir desculpa.
-A Inês deixa-te
desorientado e eu é que levo por cima, não é? – disse eu, tentando aliviar um
pouco.
-Pois, foi isso,
desculpa… - mas a voz dele pareceu meio desanimada.
-Então e vocês,
tiveram treino hoje?
-Sim. Hoje à
tarde. Mas o mister foi bonzinho.
-Boa.
-Tens a certeza
que está tudo bem, linda?
-Sim, porquê?
-Pareces
distante. Tens a certeza que não ficaste chateada, nem nada?
-Sim.
-O que é que
sentiste quando te beijei? – perguntou ele repentinamente. Engasguei-me, sem
fazer barulho, e ainda bem, porque não queria que ele tirasse ideias das minhas
respostas.
-Foi esquisito,
Rúben. Quer dizer, tu eras o meu melhor amigo.
-Já não sou? –
perguntou, meio desconfiado, mas pareceu-me soar uma certa espécie de esperança
na sua voz.
-Não sei. Quer
dizer, não sei como é que nós ficamos a partir daqui…
-Como é que tu
queres ficar? – hesitei. – Andreia?
-Não sei, Rúben.
Só sei que não te, não quero perder a tua amizade…
-Sabes que nunca
a perderás, nem a mim, linda.
-Obrigada. – Do
outro lado ouvi uma pequena gargalhada.
-Então, sendo
assim, achas que voltas cá na mesma, nas férias de Natal?
-Obviamente que
sim, Rúben. Que pergunta!
-Boa… - notei
satisfação na sua voz. – Ainda bem que resolvemos isto.
-Não podia ficar
pendente…
-Claro que não.
-Bem, eu preciso
de ir dormir. Amanhã de manhã tenho aulas.
-Está bem,
linda.
-Até amanhã.
-Espera! Posso-te
dizer uma coisa?
-Claro, diz.
-Posso juntar
uma palavra no vocabulário que costumo usar contigo?
-É pá, o que é
isso Rúben?
-Posso ou não
posso?
-Pronto, podes.
-E prometes que
não vais ficar chateada?
-Não sei -
respondi, desconfiada.
-Promete lá.
-Está bem.
Prometo.
-Então, a
palavra é… - hesitou. – Amo-te.
-É o quê? -
engasguei-me.
-É o que eu
sinto. Sabes que eu te adoro.
-Sim, sei. Mas
não achas que a palavra tem um peso muito grande, por mais que me adores e eu a
ti?
-Nada é grande o
suficiente.
-Tu és.
-Eu o quê?
-Aah, eu acho
que não preciso de palavras grandes. Eu sei que gotas muito de mim
-A partir de
agora, amo-te é a palavra correcta e que vou passar a dizer-te sempre.
-Hm…
-Bom, precisavas
de ir dormir, não é?
-Aah, sim.
-Ok, então eu
ligo-te amanhã.
-Está bem.
-Beijos.
-Beijos.
-E, amo-te.
-Até amanhã –
disse eu rapidamente, desligando em seguida.
A Mónica tossiu
disfarçadamente ao entrar no quarto.
-Estavas a ouvir
a conversa, não estavas? – perguntei.
-Não fiz por mal
– respondeu ela, meio envergonhada.
-Está bem.
-Mas, já agora.
-Ui, o que é que
queres agora?
-Achas que
consegues continuar a estar com o Rúben como antes?
-Como antes não
vai ficar. Mas pode ser que não seja muito difícil. Agora ainda não se notou
porque foi a primeira vez que falámos depois do, daquilo que aconteceu, mas nós
vamos continuar a mandar bocas. Um para o outro e para os outros. Sim, porque
agora que falo nisso, lembrei-me. – Ela pôs uma cara de quem sabia o que eu ia
dizer mas não lhe agradava muito falar agora, por vergonha ou assim. Abriu a
cama e deitou-se, virando-se para a minha cama. Eu ri. –Eu sabia que andava qualquer coisa entre ti
e o Rodrigo.
-Oh.
-Ah agora estás
com vergonha? No aeroporto não tinhas, não é?
-Oh pá, eu ia
contar-te quando já tivéssemos voltado.
-Porquê? Não me
podias ter dito logo?
-Não. Senão o
Rodrigo ia dizer ao Rúben e aí, em vez de ouvir bocas de um ouvia bocas dos
dois.
-Pois. Sabes que
o Rúben não se cala.
-E tu também.
-Eh, até parece
que mando muitas bocas.
-Podem não ser
tantas como o Rúben, mas mandas.
-Está bem. – O
telemóvel dela tocou. Ela olhou para o visor e sorriu. – Ai o meu Rodrigo… -
suspirei, gozando com ela, enquanto ela se levantava da cama. Mandou-me uma
almofada e saiu do quarto.
VISÃO RODRIGO
-Oi.
-Olá – mi
respondeu ela.
-Acordei você?
-Não. Ainda
estava a conversar com a Andy.
-Desculpa só tar
ligando a essa hora, mas não consegui antes.
-Oh, não faz
mal.
-Então e vocês
chegaram bem ontem?
-Claro.
-E a Andreia?
Como é qui ela tá?
-Bem.
-Tem certeza? É
qui o Rúben não tava muito concentrado no treino, hoje.
-Sim, tenho.
Pois, mas ele já deve estar melhor agora. Ele e a Andreia estiveram a falar à
bocado e está tudo bem.
-Qui bom. Depois
eu falo com ele, então.
-Sim, depois ele
expõe-te a perspectiva dele – riu ela.
-Eu acho qui as
perspectivas deles não são muito diferentes, não. Acho qui são muito parecidas,
eles qui não querem ver. Quer dizer, ela…
-O quê?
Explica-me lá isso.
-Eu explico, mas
só si você não disser nada prá Andreia. Eles qui vão desenvolvendo à medida
deles.
-Está bem, eu não
digo.
-Mas não diz
mesmo.
-Não, não digo.
Se é para ajudá-la e fazê-la feliz eu não digo.
Sorri. Elas
gostavam muito de cuidar uma da outra. Melhores amigas de verdade.
-O Rúben gosta
dela. E não é brincadeira nem confusão da cabeça dele. Ele sabe o qui ele quer.
E nesse caso é ela.
-Eu sabia! A
Andreia é que é um bocadinho teimosa, mas eu vou ver se dou um jeito para ela
admitir isso ao Rúben. Sem comprometer nada, prometo. Eu já estava a tentar
fazer isso antes, por isso.
-Tá bom. Agora
vamo deixar eles. Vamo falar da gente. Já tou morrendo de saudade.
-Eu só vim
embora ontem – riu ela.
-Pra mim é
muito. Nem devia ter ido.
-Sim, sim. Não és
tu que perdes as aulas. Olha se fosses tu a faltar aos treinos.
-É diferente.
-Pois, pois é. Tu
nem faltavas. O mister não deixava.
-Tá bom, vai, cê
tem razão. Mas eu não aguento ficar longe de você. Si eu pudesse, nesse momento
tava abraçando e beijando você.
-Eu também, mas
não dá. E é bom começarmos a habituar-nos porque agora são duas semanas, mas
depois vai ser mais tempo.
-Muito mais, né.
Isso ainda é só o primeiro ano…
-Não vamos falar
disso, por favor. Daqui a duas semanas já estou aí outra vez. E fico quinze
dias, não três.
-É, cê tem razão.
Vamo aproveitar aquilo qui a gente vai tendo. Desculpa.
-Oh, não tens de
pedir desculpa. Por mim estava contigo agora.
-Tou deitado na
cama, ti esperando. Vem correndo – ri.
-Hmm. Se eu
pudesse… Mas bom, tenho de ir dormir. Amanhã tenho de me levantar cedo.
-Tá bom. Ti vou
ligando, então.
-Sim. Para
passar mais depressa.
Eu ri.
-Ti amo.
-Também te amo.
-Beijo.
-Beijinhos.
Desliguei e
coloquei o telefone na mesinha de cabeceira. Fechei os olhos e fiquei pensando
nela. Em todos os momentos qui passei com ela, desde o primeiro olhar até à última
palavra qui tinha ouvido da boca dela, à poucos segundos atrás. Adormeci
pensando nela e pensando qui essas duas semanas iam passar voando.
-Rapaziada,
vamos lá começar a correr! – disse o mister prá gente.
-Rodri! – chamou
o Rúben, chegando ao meu lado.
-Oi.
-Então, já sabes
quando é que elas vêem?
-Não. Cê sabe?
-Não. Falei com
a Andy ontem e ela disse que não sabem se vêem amanhã ou na segunda. Depende
das coisas lá na Faculdade.
-Pois… -
respondi, meio desanimado.
-É pá, eu sei
que as saudades já apertam muito, mas no máximo faltam três dias. Já faltou
mais.
-Eu sei. Mas tão
apertando mesmo. – Ele riu. – Vai mi dizer qui também não tá rezando pra voltar
a ver a Andreia.
-Claro que sim.
-Então. – Ele sorriu.
– Mas não é só isso.
-Então é o quê?
-Eu ia levar ela
na Gala de Natal do Benfica, mas si elas não chegarem… A Gala é já amanhã…
-A Gala… É isso!
Ai, obrigado puto!
-Porquê? Qu’qui
cê tá pensando?
-Vou levar a
Andreia comigo. Eu sei que ela vai dizer que sim.
-Muito
convencido você, não tá não?
-Não.
-Tá bom. Então,
desculpa falar nisso, mas e a Inês? Vocês voltaram a conversar? É qui eu não
sei si ela vai gostar muito de você levar a Andreia e não ela na Gala.
-Da Inês eu
trato depois.
-Cê é qui sabe.
-Oh suas Amélias!
Menos de língua e mais dos pedais! – gritou o mister.
-Claro mister! –
riu o Rúben, acenando com a cabeça.
-Sempre o mesmo
você, hein.
-Claro que sim,
então. Temos de rir seja qual for a situação. Só vivemos uma vez, amigo.
-É isso aí.
-Olha, queres ir
almoçar lá a casa?
-Pode ser.
-Ai é? Boa, então
fazes tu almoço.
-Cê não quer
mais nada não? – perguntei rindo.
-Eu lavo a
louça.
-Ah, assim tá
melhor!
Espero que
tenham gostado de mais este capitulo e já sabem, deixem sempre a vossa opinião,
que é extremamente importante para mim! :D
Beijinhos
Mónica
terça-feira, 29 de maio de 2012
Capitulo 16 (parte I)

VISÃO ANDREIA
Eu e o Rúben
decidimos afastar-nos do Rodrigo e da Mónica para deixá-los despedirem-se.
-Vou ter
saudades tuas, linda.
-Eu também,
chato. Mas são só duas, passa rápido.
-Tomara que sim.
De repente,
olhei para a direcção onde estavam o Rodrigo e a Mónica.
-Eu sabia!
-Sabias o quê? -
perguntou-me o Rúben.
-Ela tem muita
coisa para me contar.
O Rúben olhou
para eles e depois virou-se para mim.
-Se quiseres
também podemos fazer o mesmo - disse-me. Fiquei parva com o que ouvi.
-Mas tu estás
parvo?! Tu namoras com a Inês e nós somos só melhores amigos!
-Nós demos um
tempo.
-Oh Rúben, cala-te!
Andaste a beber ou quê?
Ele deu uma
gargalhada.
-Estava a
brincar, linda. - disse-me ele, abraçando-me.
-Acho bem, Rúben
Filipe!
Conversámos mais
um pouco, mas depois chegou a hora de embarcar.
-Tenho de ir,
lindo.
-Já?
-Sim.
Ele abraçou-me e
depois comecei a caminhar para ir ter com a Mónica à porta de embarque.
-Andy! -
chamou-me o Rúben, depois de eu já ter avançado alguns passos. O Rodrigo estava
a vir da porta de embarque para junto do Rúben.
-Sim?
Ele veio ter
comigo.
-Quero mais um
abraço - pediu ele. Abracei-o.
-Parece que vais
chorar – ri. – Isto não é o fim do mundo! Daqui a duas semanas já cá estou
outra vez.
-Eu sei – disse ele
abraçando-me com força. – Mas… Eu adoro-te.
O abraço
terminou e eu segurei as suas mãos.
-Oh, eu também
te adoro lindo – sorri.
De repente ele
ficou sério e olhou-me profundamente, para a seguir me surpreender com um
beijo. Se calhar ele não estava a brincar tanto quanto parecia quando sugeriu
que o fizéssemos à minutos atrás… Quando separou os nossos lábios ficou a
segurar a minha cara enquanto me olhava fixamente. Retirei as suas mãos da
minha cara.
-Eu… tenho de
ir, Rúben. Depois falamos – disse-lhe eu, meio atrapalhada. Ele não disse nada,
ficou simplesmente parado a olhar para mim enquanto me afastava. O Rodrigo
tinha parado a meio do caminho e estava incrédulo a olhar para o Rúben. A
Mónica mostrava-se expectante.
-O que é que foi
aquilo? – perguntou-me quando cheguei ao pé dela.
-Não me faças
perguntas, por favor… - consegui pedir, quando passei por ela. Nem eu sabia o
que é que tinha sido. Simplesmente tinha-me surpreendido, mas também afectado
de alguma maneira, porque a minha cabeça ficou numa confusão total.
VISÃO RÚBEN
-Vou ter
saudades tuas, linda – disse eu à Andy, sinceramente.
-Eu também,
chato. Mas são só duas semanas, passa rápido.
-Tomara que sim.
Ela olhou para o
Rodrigo e para a Mónica e quando olhei vi-os aos beijos. Eu sabia que ele
gostava dela…
-Se quiseres
também podemos fazer o mesmo – disse eu, gozando com a Andy, no entanto,
senti-me meio esquisito de pensar na possibilidade de tal coisa.
-Mas tu estás
parvo?! Tu namoras com a Inês e nós somos só melhores amigos!
Tinha de falar
na Inês…
-Nós demos um
tempo.
-Oh Rúben,
cala-te! Andaste a beber ou quê?
Eu ri para
tentar reprimir uma sensação que estava presa na minha garganta.
-Estava a
brincar, linda – acabei por dizer, tentando porém meter isso na minha cabeça,
que nesta altura estava tão desorientada do nada. Abracei-a e senti-me
diferente por envolvê-la nos meus braços.
-Acho bem, Rúben
Filipe!
Continuámos a
conversar durante mais um tempo, no entanto, a sensação não desapareceu e
estava ainda mais bloqueado.
-Tenho de ir, lindo.
-Já? –
perguntei, sentindo uma espécie de aflição no meu interior.
-Sim.
Puxei-a
novamente para os meus braços. Não queria que ela fosse embora. Ela afastou-se
dos meus braços e começou a ir em direcção à porta de embarque.
-Andy! – chamei.
-Sim? – disse
ela, parando e olhando para trás. Caminhei apressadamente até ela.
-Quero mais um
abraço.
Ela abraçou-me.
-Parece que vais
chorar – disse ela a rir. – Isto não é o fim do mundo! Daqui a duas semanas já
cá estou outra vez.
-Eu sei –
respondi, apertando-a mais. – Mas… Eu adoro-te – acabei por dizer. Não sabia ao
certo porque é que estava a ser assim neste momento, mas sentia que tinha de
dizer-lhe o quanto gostava dela. Ela segurou as minhas mãos e disse-me que também
me adorava. Fixei-me no seu rosto e nos seus olhos meigos, e não sei se foi um
impulso ou um desejo reprimido não conhecido, mas senti que me faltava fazer
alguma coisa. No instante seguinte já me tinha lançado, sem sequer tomar consciência,
e estava a beijá-la. Foi um beijo tímido e meigo que me fez revolver alguma
coisa no peito. Não queria sair dali. Não queria que o momento acabasse. Ela não
reagiu totalmente bem mas também não reagiu mal de todo. Tirou as minhas mãos
do seu rosto e disse que tinha de ir-se embora, prometendo no entanto que falaríamos
depois. Fiquei paralisado, a observá-la apenas. Estava incrédulo com o que eu
próprio fizera, mas sobretudo com o que tinha percebido dentro de mim…
-Ei! Rúben, ela
já foi embora. Vamo pró carro, vai – despertou-me o Rodrigo, dando-me uma
pequena pancada no ombro. Virei-me e fomos para o carro dele, sem algum de nós
dizer alguma coisa. Eu ainda estava meio atordoado. Durante os primeiros
minutos da viagem de regresso a casa continuámos em silêncio, mas depois ele
acabou por falar.
-Qu’qui cê foi
fazer, hein Rúben?
-Acho que foi o
que tu viste – respondi apaticamente.
-Porquê?
-Nem eu sei.
-Por alguma razão
teve de ser. Vai ver e foi porqui cê tá mal com a Inês e ela tem ti dado maior
força.
-Eu nem sequer pensei
na Inês. Só conseguia pensar na Andreia… Parecia que eu queria ter feito aquilo
à séculos! E, quando eu lhe disse ‘’adoro-te’’, as palavras que iam sair da
minha boca eram outras. Eu ia dizer ‘’amo-te’’…
-Eu ia dizer qui
você tá confuso e tá confuso e tá carente, mas agora eu sei qui não é isso não.
Você tá é gostando dela. E pra valer, pelo visto.
-Pois, até pode
ser verdade, mas não sei se ela sente a mesma coisa.
-Vai discobrir!
-E como é que eu
vou fazer isso? – perguntei, meio confuso.
-Sei lá. Cê pode
ligar pra ela.
-Ai é? E vou
dizer o quê?
-Mi deixa
terminar e depois você fala.
-Então fala lá.
-Eu vi qui ela
ficou meio balançada. Você podia ligar pra ela, não hoje, deixa passar um
tempo, pedir desculpas e depois na conversa você tentava perceber o qui é qui
ela sente.
-Tens razão. Aí,
obrigado. Já não estava a conseguir pensar.
Ele deu uma
gargalhada.
-Não tem qui
agradecer.
-Então e tu,
puto? Porque é que não me disseste que era a Mónica, hã?
-Ela quis
esperar.
-E achas-te que
iam conseguir esconder durante quanto tempo? Olha que eu não sou parvo.
-A gente só ia
esperar até elas irem embora agora.
-Está bem. Eu
sabia que ela não te era indiferente. Depois daquele beijo nos treinos, até o
mister ficou a falar sobre isso, vê lá.
-O mister?
-Só disse a
algumas ‘’galinhas’’ para pararem de cochichar, que tu é que sabias da tua vida
– ri.
-Ah – riu ele
também. – Bem, cê tá entregue – disse ele, parando o carro à porta da minha
casa.
-Obrigado, puto.
Acho que estava a precisar de falar.
-Iihh, não chora
no meu ombro, não. A parte de consolar você já passou, vai – riu ele.
-Eu estou a
falar a séri, meu.
-Tá bom. Sempre
qui você precisar cê sabe qui eu tou aqui, por isso não precisa mi agradecer
toda a vez.
-Ok. Bem, vou
embora, então. Até amanhã, puto.
-Fica bem.
-Tu também.
VISÃO ANDREIA
Até nos
sentarmos e levantarmos voo eu a Mónica permanecemos ambas caladas, mas eu
sentia o olhar e a hesitação dela.
-Andreia… -
tentou ela, meio com medo de me estar a chatear. Este tempo calada deu-me tempo
para me acalmar e tirar nuvens da confusão em que tinha ficado a minha cabeça.
-Já podes fazer
as perguntas. Mas com calma – disse eu, calmamente.
-Ok – hesitou um
pouco. – Sabes explicar-me o que é que foi aquilo entre ti e o Rúben? Eu sei
que foi um beijo, mas, como é que aquilo aconteceu? Tu não me contaste nada.
-Olha quem fala!
Passa-te o fim-de-semana praticamente fora e mesmo quando me podias ter
contado, não contaste nada, foi preciso virmos embora para eu ver o que é que
se andava a passar.
Ela sorriu.
-Está bem. Mas
explica-me lá o que eu te pedi – pediu.
-Sinceramente, não
sei.
-Não sabes?
-Não. Foi
esquisito. Eu comentei que tu tinhas muito que me contar, quando te vimos aos
beijos com o Rodrigo, e ele deixou-me parva quando disse que eu e ele também podíamos
fazer o mesmo.
-Ele disse isso?
-Disse, mas
estava a brincar. Quer dizer, foi o que pareceu, só que quando eu me vinha
embora ele pediu-me mais um abraço, começou a dizer que me adorava e depois
beijou-me.
-Wow.
-Pois. Imagina
como é que eu fiquei.
-Mas ele nunca
te deu a entender nada, nem nada?
-Não. Tu sabes
que nós nos damos super bem e estamos sempre a picar-nos e assim, mas nunca
houve nada que desse a entender…
-Então mas tu achas
que ele gosta mesmo de ti?
-Não sei. Se
calhar não. Eu disse-te que ele e a Inês não estão bem. E eu tenho-o ajudado e
estado ao lado dele. Se calhar ele só está confuso.
-E tu?
-Eu o quê?
-Gostas dele?
Desta vez fui eu
a hesitar. Era uma pergunta difícil.
-Acho que… Não
sei.
-Consegues-me explicar
como é que te sentiste?
-Vais armar-te
em psicóloga? – brinquei.
-Eu estou a
falar a sério, Andy.
-Está bem… Foi
bom. Ele foi tímido, mas foi querido ao mesmo tempo. E a maneira como os lábios
dele tocaram os meus foi… Foi esquisito. Ele é o meu melhor amigo. Ou era. Não
sei como é que as coisas vão ficar.
-Pois… Sabes uma
coisa?
-O quê?
-É uma coisa que
eu já tinha adivinhado antes sequer de conhecer-mos o Rúben. – Olhei para ele,
desconfiada. – Tu vais ficar com ele. Por mais voltas que a vida e que a relação
entre vocês dê milhentas voltas, tu vais ficar com ele.
-Sim, sim.
Sonha.
-Foi exactamente
isso que eu fiz e consegui que se tornasse mesmo realidade. – Ela olhou para
mim, à espera que eu dissesse alguma coisa, o que não aconteceu. – Andy, o Rúben
é homenzinho suficiente para se aperceber que este beijo podia estragar muita
coisa entre vocês, mas se mesmo assim ele te beijou é porque ele gosta de ti. Não
interessa se é muito ou pouco. Não interessa o quanto. Mas ele gosta de ti –
voltou a olhar, expectante, para mim. – O que é que vais fazer? – perguntou-me.
Limitei-me a continuar a pensar. – Fogo, isto parece mais um monólogo que eu
sei lá o quê! Importaste de me dizer alguma coisa, Andreia Filipa?
-Filipe o quê? –
perguntei, abandonando o raciocínio que estava a ter.
-Eu chamei-te
Andreia Filipa.
-Ah. Mas o que é
que estavas a dizer?
-Estava a perguntar-te
se já sabes o que é que vais fazer.
-Ignorá-lo.
-Vais o quê?!
-Acho que é o
melhor.
-Tu estás é
parva! Tens noção do que acabaste de dizer? Então ele gosta de ti e tu dele e
vais ignorá-lo? Não estás é boa da cabeça!
-Eh, calma aí!
-Calma o tanas! Nem
penses que vais fazer isso!
-Está bem. Eu não
vou fazer isso. Mas também não lhe vou dizer que gosto dele, ou que estou a
começar a gostar dele, ou o que quiserem dizer. Já te disse que acho que ele só
está confuso por causa da Inês.
-E tu a dar-lhe.
-Oh.
Ela não disse
mais nada. Eu fiquei a pensar na nossa conversa.
Não ia deixar de
lhe falar, mas não ia admitir-lhe nada…
Olá! :D
Bem, espero que
tenham gostado!
Espero que
deixem os vossos comentários para saber a vossa opinião, que é muito importante
para mim!
Beijinhos
Mónica
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Capitulo 15 (parte III)
(visão Rodrigo)
-Eu fiz o almoço, por isso, tu
lavas a louça - disse ela pra mim, si levantando da mesa. Levantei também e
levei a minha louça pró lava-louça.
-Mas você pode mi ficar fazendo
companhia, né?
-Companhia ou a empatar-te?
-Companhia.
-Está bem.
Eu mi coloquei na frente do
lava-louça e ela si encostou na bancada, do meu lado esquerdo.
-Você alguma vez foi numa festa
de gente conhecida? - perguntei, terminando de lavar o último prato, depois de
a gente ter ficado só trocando olhares e sorrisos.
-Não. Porquê?
-Você gostava de vir numa
comigo?
-Não sei. Que festa?
-A Gala de Natal do Benfica -
peguei no pano e sequei as mãos.
-A sério?
-Claro. Então, cê quer vir
comigo?
-Quero! - respondeu, sorrindo
muito.
-Sério?
-Sim! - sorriu ela, rodeando o
meu pescoço e si encostando em
mim. Eu sorri.
-Cê quer qui eu vá com você
comprar o vistido ou cê quer ir com a Andreia?
-Eu vou depois com ela.
-Tá bom, então - tirei a
carteira do meu bolso de trás das calças. - toma. Ti dou já o código.
Estendi pra ela o meu cartão de
crédito, mas ela ficou olhando, surpresa.
-Estás-te a passar. Não me vais
pagar nada e muito menos dar-me o teu cartão de crédito.
-Cê pode parar? Você vai comigo
e eu quero ti pagar as coisas.
-Rodrigo...
-E tem qui fazer as compras
rápido. A Gala é dia 23.
-Faltam duas semanas...
-Sim. E...é melhor eu conhecer
os seus pais logo. Na Gala vão fotografar muito a gente.
Ela si engasgou.
-Mas a Gala é dia 23.
-E daí?
-Dia 24 é suposto estarmos com a
familia.
-È, os meus pais vêem cá... E
você mi deu uma ideia.
-Uma ideia? - perguntou ela meio
qui desconfiada.
-Bom eu tava pensando qui, eu
quero conhecer os seus pais e você vai ter qui conhecer os meus, não é? - ela
acenou meio a medo. - Então, dia 24,
a gente faz um jantar aqui em casa com os seus pais e os
meus.
-Hã?!
-È essa a minha ideia.
-Ah... Não, não achas que é um
bocado cedo demais? Quer dizer, eu amo-te, muito, mas, nós só começámos a
namorar ontem...
-Eu sei. Mas, na Gala não vão
largar a gente, e mesmo qui a gente diga qui não tá junto, você vai sair em
tudo quanto é jornal e revista como a ''Possível
dona do coração do jogador do Benfica, Rodrigo Moreno''. A gente não vai
conseguir evitar, por isso, si a gente apresentar logo os nossos pais é melhor.
Isso é o qui eu acho.
-Sim, tens razão.
-Para além de qui eu não tenho
dúvida nenhuma qui quero tar com você pra valer. - Sorri e abraçei ela.
-Eu também - sorriu ela, mi
beijando de seguida.
-Pronto. Então agora , você vai
aceitar isso - peguei o meu cartão de crédito e coloquei no bolso de trás das
calças dela - e não vai reclamar, viu - terminei dando um pequeno beijo nos
lábios dela e a soltei pra ir buscar uma caneta na outra bancada do nosso lado.
-Não posso dizer nada contra,
não é?
-Nem uma palavra.
-Está bem. Tens é de me dar o
código.
-Dá a sua mão aqui - pedi. Ela
estendeu a mão direita.
-Faz cócegas. Despacha-te - riu
ela enquanto eu escrevia na sua mão.
-Ah você tem cócegas...
-Sim... Muitas...
-Então já sei como qui vou mi
vingar de você - brinquei.
-Rodrigo, por favor, não. Se
fizeres eu não vou conseguir parar de rir… - sorriu ela, meio qui com medo.
-Tá bom. Agora eu não tenho nada
pra cobrar mesmo. Você aceitou ir comigo na Gala e mi deixou ti pagar as
coisas, por isso.
-Isso de pagar as coisas foi
meio que obrigada, mas está bem.
-Bom, vamo subindo?
-Para quê?
-Pra matar a saudade.
-Já é assim tanta?
-É.
-Mas não vamos demorar muito,
porque eu tenho de ir para casa… Oh, fogo! O meu telemóvel!
Ela saiu correndo as escadas e
eu segui ela até ao quarto. Ela pegou no telefone. Chamando.
-Hey!
Sorry, I completly forgot… Yeah. No, I’m fine, I just forgot to call you. Really
sorry… Okay… Zach, I need to… Yeah, but… Okay. Have fun. Yeah, then you tell
me. Love you. Bye.
Respirou fundo, enquanto eu via
ela, encostado na ombreira da porta. Chamando novamente.
-Estou? Andy, desculpa não ter
dito nada, só que aconteceu uma coisa e… Sim, está tudo bem… Não… Não, não,
falamos depois… É pá, não, chata! Depois… Não sei. Depois eu mando mensagem. Até
logo. Beijos.
As caras dela enquanto falava
com a Andreia no telefone mi fizeram rir.
-Qual é que é a piada? –
perguntou ela, colocando o telefone em cima da cama.
-As suas caras são demais – ri,
indo pra junto dela e a abraçando.
-Pois, já me tinham dito.
-Você e a Andreia si dão mesmo
bem…
-Oh, damos, só que andamos
sempre a mandar bocas uma à outra e assim.
-É, no fundo, vocês si amam. É
como o Rúben e o David – ri.
-Não vamos comparar. Eles sim são
demais. É tão mau quando estão os dois – riu ela mi abraçando também.
-Não é assim tão mau, mas tá
bom. Agora, será qui eu posso cobrar o meu tempinho?
-Podes – ela sorriu e me começou
beijando. Coloquei a mão por baixo da camisola dela, e assim qui toquei a pele
das costas dela ela si arrepiou. – ‘Tás frio!
-Tive lavando a louça.
-Oh.
-Mas vem cá. Eu prometo qui não
faço mais isso enquanto não tiver quentinho.
Ela voltou a mi abraçar e eu mi
encostei a ela beijando o seu pescoço.
-Não venhas com ideias que tens
de me ir levar a casa…
Notei na voz dela qui ela quiria
a minha ideia, mas tinha de ir embora.
-Janta comigo e depois eu ti
levo em casa -pedi, continuando com os
beijos.
-Está bem.
-Então a minha ideia pode
voltar, né? A gente tem tempo de sobra…
Ela riu e depois mi beijou.
VISÃO ANDREIA
Estava na sala a ver televisão
quando tocaram à campainha.
-Quem é que será? – Levantei-me
e fui abrir a porta. –Rúben?
-Olá também para ti – disse-me o
Rúben com um enorme sorriso.
-Olá. O que é que estás aqui a
fazer?
-Vim te convidar para irmos dar
uma volta.
-A onde?
-À minha casa. Fui pôr o carro à
revisão, por isso não dá para irmos muito longe.
-Até parece. Os transportes públicos
eu sei que não é lá muito confortável, com toda a gente atrás de ti, mas eu
tenho carro.
-E vais servir de minha
motorista? Nem penses.
-Oh, que mal é que tem?
-Não quero, então. Mas não
gostas de ir a minha casa ou quê?
-Gosto.
-Então. Avisa os teus pais que
hoje não vais estar em
casa. Despacha-te .
-Estás com pressa, tu.
-Estou. Tenho de falar contigo.
-Falar comigo?
-Sim, vá.
Liguei aos meus pais a avisar para
não irem ter comigo a casa que depois eu passava por casa deles para me
despedir e fui ter com o Rúben lá fora. Começámos a andar para irmos para casa
dele.
-Então e o que é que precisavas
de falar comigo? – perguntei. Estávamos os dois encolhidos, de mãos nos bolsos,
enquanto descíamos a rua.
-É sobre a Inês – disse ele,
deixando de sorrir.
-Então, o que é que se passa? Ainda
não se resolveram?
-Não. Nós demos um tempo…
-Deram um tempo?
-Eu pedi-lhe um tempo. As coisas
não estão boas e se estivermos juntos as coisas vão ficar ainda piores.
-Rúben, tem calma. Se calhar foi
precipitado. Como é que ela reagiu?
-Mais ou menos. Ela ficou
chocada. E não pára de me ligar.
-E tu atendes?
-Não. Se fosse para isso nem
tinha pedido um tempo.
-E vão ficar assim para sempre?
-Não sei.
-Rúben Filipe, estás-me a
irritar!
Ele deu uma gargalhada.
-Sabes há quanto tempo é que não
me chamavas isso?
Ele abriu a porta e entrámos em
casa dele.
-Eu estou a falar a sério. Isso
não pode continuar assim.
-Sim… Agora mudando de assunto. Vocês
vão-se embora hoje à noite, não é?
-É. E a Mónica ainda não voltou
para casa. Ela esteve de fim-de-semana num fim-de-semana fora…
-O quê?
-Basicamente, ela não dormiu em
casa e passou os dias fora. E não me contou nada.
-Se calhar estás a querer saber
demais – disse ele, com um sorriso gozão.
-Estás tão parvinho, tu.
Passámos a tarde em casa dele, a
conversar, mas entretanto chegou a hora de eu me ir embora.
-Tenho de ir embora – anunciei.
-Já? Mas o voo não é só mais
tarde?
-Sim, é às 20.30h, mas eu ainda
tenho de passar por casa dos meus pais para me despedir deles e ainda tenho de
ir jantar, e ver se a Mónica janta…
-Ah, está bem. Queres que vá
contigo?
-Podes vir.
-E já agora podia jantar
contigo. Já que te vou levar.
-És um colas, Rúben – ri.
-Até posso ser, mas não reclames
que tu gostas. Mas vá, eu depois posso lavar a louça, vá…
-Mas vais mesmo!
-Está bem, está bem…
-Só falta abanares a cabeça.
-Olha quem é que se está a armar
em parvinha, agora.
Saímos de casa e iniciámos
caminho para casa dos meus pais. Depois de estar com os meus pais e de me
despedir deles, eu e o Rúben fomos para minha casa.
Quando chegámos, a Mónica e o
Rodrigo estavam a acabar de pôr a mesa.
-Bons olhos te vejam, não é Mónica
Alexandra? – disse eu.
-É… - respondeu ela, olhando
para a mesa.
-Então puto, já cá estás? –
perguntou o Rúben ao Rodrigo.
-Já. E a gente tá contando com
vocês – respondeu o Rodrigo, com a colher de pau na mão.
-Está bem, mas baixa lá a colher
que eu não fiz nada!
-Agora cê mi deu uma ideia…
-Nã, nã, nã. Não venhas com
ideias. Para além de que a casa não é para partir hoje, por isso…
-Nisso tens razão – concordei. –
Mas, oh Rodrigo, uns calduços eram bem acentes – sugeri a rir.
-Então?! Estás comigo ou contra
mim?!
-Agora contra. Andas a precisar
de uns calduços.
-Ai é? Vais ver.
Cheguei-me junto dele e coloquei
a mão no seu ombro.
-Oh Rúben, não fiques chateado. –
Ele olhou para mim, desconfiado. De repente, dei-lhe um calduço. – Mas estás
mesmo a precisar! -ri.
-Então! – disse ele, passando a
mão pela nuca. Começou a vir atrás de mim, então fugi e coloquei-me entre a
mesinha da sala e a televisão, enquanto que ele ficou entre a mesa e o sofá. –
E vocês aí a gozar! – reclamou olhando para trás. Também olhei para o Rodrigo e
para a Mónica, que estavam a rir-se. Ri também.
-Mas vá, já chega Rúben. Eu não
te dou mais calduços.
Ele sentou-se no sofá. Fui
sentar-me também, mas antes reparei que o Rodrigo e a Mónica estavam a trocar
uns olhares muito cúmplices. Ali havia coisa.
-Depois nós conversamos, menina
Andreia – disse-me baixinho o Rúben, quando me sentei ao seu lado. A Mónica e o
Rodrigo também se vieram sentar ao pé de nós.
-Cinco minutos e vamos comer –
disse a Mónica.
-Não podemos ir já? – perguntou o
Rúben.
-Não – respondeu ela.
-Esfomeado do caraças, pá! –
brinquei. Rimos os três e o Rúben tentou disfarçar um sorriso e não dispensou
uma boca para não ficar atrás.
-Não podes rir muito, puto! Também
estás sempre com fome!
-Mas eu sei esperar, agora você.
-Bem, vamos mas é para a mesa
antes que o Rúben comece a desesperar! -ri.
O Rúben saltou do sofá,
provocando a risada geral. Jantámos sempre com bocas e risos e o Rúben só dizia
disparates. Quando acabámos de comer levantámos a mesa.
-Olha, só para saberem, hoje
quem vai lavar a louça é o Rúben, por isso, podem-se sentar a ver televisão ou
a conversar. – Depois olhei para o Rúben. – Vá, eu ajudo-te – ri.
Lavámos a louça enquanto o
Rodrigo e a Mónica estavam muito animados a conversar no sofá.
-Sabes se se passa alguma coisa
entre eles? – perguntei baixinho ao Rúben.
-Eu saber não sei, mas quase que
aposto. Aqueles olharezinhos… Ainda por cima depois do beijo no treino… De
certeza…
-Beijo? Estás a falar do quê?!
-Ela não te contou nada?
-Rigorosamente nada.
-Então vais ter de esperar que
ela te conte…
-Oh Rúben, não sejas mau! Fogo…
Eu disse-te que ela mal esteve em casa e não me tinha contado nada.
-Ihh… Então ficaste este tempo
todo sozinha e não me chamaste?
-Oh pá, vai passear! Olha, ela
subiu. Vou lá ter com ela para ver se ela me diz alguma coisa.
-Boa sorte!
Limpei as mãos e depois subi as
escadas para o andar de cima.
VISÃO MÓNICA
-Então e vai ser hoje que vou descobrir se sabes cozinhar? - perguntei, quando ele estacionou o carro em frente da minha casa e da Andreia.
-Si você deixar
-Só se tiveres a certeza que vai sair bem, porque eu não quero ficar sem cozinha e tenho um avião para apanhar às oito e meia.
Saimos do carro e entrámos em casa. A Andreia não estava.
-Não mi lembra disso. Não quero qui você vá embora.
-A mim também não me apetece muito ir, agora. Mas tenho de voltar. Tenho a Faculdade.
Ele abraçou-me.
-Volta rápido, viu?
-Assim que as aulas acabarem - Ele deu-me um beijo e continuou a beijar-me sem me largar. - Já chega. A Andreia ainda aparece.
-Você não vai contar pra ela?
-Sim, mas só depois de irmos embora. Prefiro. Para além de que se o Rúben souber vai mandar bocas até nos irmos embora.
-Tá bom. Mas, mi dá só mais um beijo.
Deilhe um pequeno beijo mas para ele não foi suficiente então arrebatou-me com um beijo forte, seguro e carregado de sentimento...
-Vá, vamos para a cozinha... - disse eu, ainda recuperando o ar perdido. - É melhor comecarmos já a fazer o jantar e contar com a Andreia e com o Rúben.
-Tá bom. Mi diz onde qui tão as coisas qui o resto eu faço.
-Fazemos.
-Não fica com medo qui cê não vai ficar com nada ditruido. Eu moro sozinho, esqueceu? Eu sei cozinhar.
-Não, não esqueci. Com os armários vazios.
-Eu não costumo deixar isso acontecer. Foi só dessa vez.
-Pois, está bem... -ri. Ele sorriu.
Enquanto o jantar estava ao lume, fomos pôr a mesa e entretanto a
Andy e o Rúben chegaram. Assim que o Rúben chegou à cozinha fez-nos logo rir e
rimos ainda mais quando a Andy deu um calduço ao Rúben. Enquanto eles estavam
ao pé da televisão e do sofá, eu e o Rodrigo ficámos ao pé do fogão para ver do
jantar, mas cada vez que olhávamos um para o outro tinhamos de fazer um enorme
esforço para tentar não demonstrar nada. Em seguida fomos sentar-nos junto da
Andy e do Rúben enquanto esperavamos para ir jantar e o Rúben demonstrou-se o
esfomeado de sempre, fazendo-nos rir quando saltou do sofá para a mesa. A Andy
e ele lavaram a louça do jantar e enquanto isso eu e o Rodrigo sentámo-nos no
sofá a conversar.
-Vou só lá acima
ao quarto e já venho - disse eu, levantando-me.
-Tá bom.
Cheguei ao
quarto e arrumei uma coisa na mala e a Andy entrou no quarto.
-Então... -
disse ela.
-Então o quê?
-Será que agora
me podes contar o que é que andaste a fazer este fim-de-semana?
-Agora não.
-Porquê?
-Eles estão lá
embaixo.
-Eles não te vão
ouvir daqui.
-Depois, Andy.
-Estás sempre a
fugir.
-Não, não estou.
-Está bem -
respondeu nem um pouco convencida. - E agora andas a dar-te muito bem com o
Rodrigo, não é? - perguntou.
Pronto, ela
estava desconfiada. Mas eu não ia dizer-lhe nada, por agora.
-E então? -
perguntei, tentando manter uma normalidade inexistente no meu interior.
-È que vocês
dão-se mesmo bem...
-Qual é que é o
problema? - prosegui.
-Nenhum... Só
que eu sei de uma coisa...
O meu coração
saltou com o susto, só não saltei eu para continuar a fingir que não era nada.
-Aí sabes? Ainda
bem - dirigi-me para a porta e ela veio atrás de mim.
-Eu sei que ele
te beijou no treino!
Calei-me e desci
as escadas a correr.
VISÃO RODRIGO
Toda vez qui eu
olhava ela, tinha qui segurar pra não chegar e a beijar. Tava sendo dificil,
mas ela preferia e eu tava respeitando. O Rúben e a Andreia ficaram lavando a
louça do jantar e eu e a Mónica sentámos no sofá, conversando e vendo
televisão. Eu tava dando em doido de tar tão perto e não poder tocar...
-Vou só lá acima
ao quarto e já venho - disse ela, levantando.
-Tá bom.
A Andreia subiu
atrás dela. Iam cochichar e si eu bem conhecia, o Rúben ia chegar pra mim daí a
pouco.
-Então puto? -
disse ele pouco tempo depois, mi dando com o pano da cozinha na nuca.
-Então?! Qu'qui
foi isso? - perguntei, passando a mão na nuca.
-A Mónica é
gira, né?
-Porqui é qui cê
tá perguntando isso?
-È gira ou não
é? - insistiu.
-È.
-E é
interessante, não é? Quer dizer, vocês estão fartos de falar.
-Pergunta logo
qu'qui cê quer saber.
Ele sentou no
braço do sofá, no meu lado direito.
-Tu gostas dela
- disse ele sem perguntar. Eu não disse nada. - Ficaste calado é porque gostas.
-Oh Rúben...
-Gostas sim!
Toma lá, tu gostas dela! Eu sabia.
-Cála a boca
Rúben! Elas tão lá em cima.
-Está bem -
respondeu ele, baixando o tom da voz. - Mas tu gostas dela... - de repente a
gente ouviu elas descerem pelas escadas, correndo. A Mónica vinha na frente e
si sentou do meu lado esquerdo. - Então, as crianças chegaram, foi? - riu o
Rúben.
-Cála-te Rúben
Filipe! - reclamou a Andreia dando um calduço no Rúben.
-È pá! - disse
ele passando a mão pela cabeça. Todo mundo riu.
-Vocês querem ir
já andando pró aeroporto ou querem perder o avião e ficar aqui com a gente? -
perguntei quando a risada acalmou. Eu quiria qui elas ficassem...
-Vamos -
respondeu a Andreia.
-Não é que
apeteça muito, mas temos de ir - acrescentou a Mónica.
-Então vá, Sr.
Motorista, levante-se lá - riu o Rúben.
-Não fala muito
senão cê fica em casa.
-Está bem. -
Depois olhou prá Andreia. - Eu quero levar-te ao aeroporto - sorriu ele, indo
pra junto dela.
-Grande
acontecimento... - disse ela, ironizando.
Depois de
arrumar tudo, apagar as luzes e a televisão saímos pró meu carro. Quando
chegámos no aeroporto ainda faltavam 15 minutos pra elas embarcarem. O Rúben e
a Andreia ficaram si despedindo, afastados de mim e da Mónica.
-Posso mi
despedir de você em condições? - perguntei pra ela mi chegando mais.
-Eles vão ver.
-E daí? A gente
não vai guardar isso pra sempre. E eles são os nossos melhores amigos. A gente
vai ter qui contar pra eles.
-E não te vai
expor muito nem nada?
-Eu vou ti levar
na Gala do Benfica no Natal... - Ela ficou pensando. - Posso mi despedir ou
não?
-Sim - respondeu
ela com um enorme sorriso. Puxei ela pra mim e a abraçei. Depois beijei ela sem
querer largar. Ia morrer de saudade dela nessas duas semanas.
Olá! :D
Bem, espero que
tenham gostado de mais este capitulo, que é um pouco maior!
Queria
agradecer-vos pelos comentários e pedir que continuem a comentar, pois é muito
significativo e motivador para mim!
E aproveito para
dizer-vos que no próximo capitulo vão ter uma surpresa!
Beijinhos
Mónica
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