terça-feira, 26 de junho de 2012

Capitulo 17 (parte I)

Olá a todos!
Bem, eu sei que disse que não ia conseguir postar durante um bom tempo agora, mas entretanto consegui arranjar uma maneira e afinal vou conseguir ir publicando! :D
Agora deixo-vos aqui mais um capitulo e espero que gostem e deixem os vossos comentários!
Beijinhos

Mónica




(visão Rúben)

Coloquei-me à frente do espelho a fazer o nó da gravata. Roxa. A Andy tinha pedido. De tão nervoso que estava apertei demais, então, irritado, tirei-a e voltei a fazer um nó, com mais calma. Este já saiu bem. Já estava a ficar atrasado com esta história. Acabei de me arranjar e saí até ao carro, para ir buscar a Andy a casa. O Rodrigo chegou ao mesmo tempo que eu, para ir buscar a Mónica. Estacionámos em frente da casa delas.
-Então, nervoso puto? - perguntei, encostando-me ao meu carro.
-Um pouco. E você? - perguntou ele, imitando-me o gesto, mas no seu carro.
-Também.
-Gravata roxa?
-Foi o que a Andy me pediu.
-È, a Mónica também pediu pra eu usar uma vermelha. Calhou bem.
-Pois foi... È pá, eu não vou esperar mais. Vou tocar à campainha - disse eu.
Toquei e endireitei-me à frente do carro, expectante, à espera que elas saíssem. De repente, abriram a porta. Era a Andy. Estava com um vestido roxo, simples, até ao joelho, uns sapatos de salto alto cinzentos, a condizer com o meu fato, e tinha o cabelo num apanhado de lado, também simples. Estava linda. Simplesmente linda...
-Não baba, Rúben. A gente não trouxe babete no carro - riu o Rodrigo. Eu não falei. Fiquei apenas a olhar para ela, que estava agora ao meu lado.
-Estás linda - elogiei, ainda meio embasbacado.
-Obrigada - sorriu. - Também estás muito senhor.
-O que é que queres dizer com isso?
-Que estás muito bem assim - sorriu novamente.
-Ah, então obrigado - sorri também.
Voltei a olhar para a porta. A Mónica estava a sair. Também estava muito bonita. Vestia um vestido vermelho sem alças, e se eu estava a ver bem, na parte de trás tinha um efeito que, ui, já estava mesmo a ver, o Rodrigo ia passar-se... Sapatos de salto alto pretos e o cabelo estava meio ondulado com um pequeno apanhado simples com duas mechas de cabelo. Bom, e obviamente o Rodrigo estava a babar-se. Segurei a mão da Andy e pedi-lhe que viesse comigo, sem fazer barulho, até junto dele.
-Então e quem é que precisa de um babete agora hã, oh cara de cú! - ri, colocando a mao livre no seu ombro.
-Não zoa, vai Rúben - reclamou ele a rir.
-Meu amigo, cá se fazem cá se pagam - ri. - Mas eu vim aqui para cumprimentar a minha cunhadinha que, bem, tu estás linda hã - disse eu, dirigindo-me à Mónica na última parte e cumprimentando-a.
-Obrigada Rúben. Tu também estás muito bem - agradeceu a Mónica, sorrindo.
-De nada - sorri. - Bem, tu já cumprimentaste a minha na... A minha acompanhante para a Gala, por isso, até já - disse eu, dirigindo-me ao Rodrigo, e engasguei-me no meio da frase. Segurei novamente a mão da Andy e fomos para o meu carro. Mas mesmo saindo primeiro, chegámos depois deles. Talvez porque eu passei mais de metade do caminho a apreciar a beldade que estava no lugar do passageiro do meu carro. Nem por isso, começou a dar uma música na rádio que a Andy começou a cantar baixinho e que eu tantas vezes ouvia.
-I can't explain, What is gotting into me, My insanity is in the passenger seat, I let it drive, She is my guide, We're flying reckless tonight, Direct me to the floor, And turn it up some more...
-Cantas super bem - elogiei.
-Obrigada - sorriu. - Mas, até parece que nunca me tinhas ouvido cantar muitas outras vezes, antes.
-Não, claro que já. E sempre adorei, mas agora ainda soou melhor - sorri.
-Oh.
Chegámos ao recinto para irmos estacionar os carros na garagem privada do clube. Respirei fundo.
-Pronta para passar por um exército de fotógrafos e sair nas revistas amanhã? - perguntei.
-Sim, acho que sim.
Depois de estacionar, saí do carro, abri-lhe a porta e ela segurou o meu braço para passarmos pela passadeira vermelha. E voltámos a ficar em primeiro, embora preferissemos que assim não fosse. O Rodrigo e a Mónica ficaram atrás do Nélson (Oliveira) e da Patrícia (namorada do Nélson), que estavam atrás de nós. Assim que pisamos o tapete vermelho, caiu-nos logo em cima uma chuva de flashes. E os jornalistas bombardearam-nos também.
-Rúben, é a sua nova namorada?
-Então e a Inês? O que é que aconteceu?
A Andy apertou levemente o meu braço.
-Não, não tenho namorada nova - respondi, depois de nos tirarem umas quinhentas fotos e continuarem insistentemente com as perguntas. - È a minha melhor amiga.
-Mas então porque é que trouxe a sua melhor amiga no lugar da sua namorada? - voltaram a perguntar.
-Não tenho mais nada a declarar. Conlicença. - Encaminhei-nos para a entrada e fugimos da confusão e das perguntas chatas. - Está tudo bem? - perguntei à Andy, quando já estavamos lá dentro.
-Sim. Porque é que não haveria de estar?
-Não sei, por causa daquelas perguntas. Podias não te sentir bem, não sei.
-Eu já estava à espera deste tipo de perguntas, Rúben. Não trouxeste a tua namorada para trazeres a tua melhor amiga, estavas à espera do quê? Vais me dizer que não tinhas pensado nisso.
-Por acaso não. Estava tão contente por teres dito que vinhas comigo que nem pensei em mais nada.
-Está bem. Mas já passou e está tudo bem.
-Vamos ver é amanhã nas manchetes...
-Não te preocupes com isso agora.
Acenei que sim, sorri e fomo-nos juntar a quem já tinha chegado.


VISÃO RODRIGO

-Nós entramos a seguir.
-Hm-hm - respondeu ela, fixando o Nélson e a Patrícia.
-Cê tá nervosa?
-Um bocadinho - respondeu ela com um sorriso nervoso. Eu segurei a mão dela. Ela apertou a minha mão.
-Si houver perguntas, eu posso dizer qui a gente tá junto?
-Sim - sorriu.
-Tem certeza? Depois não vão largar nem a gente nem você.
-Tenho.
-Tá bom - sorri, respirando fundo.
-È agora, não é? - perguntou ela.
-È. E... - ela olhou pra mim. - você tá linda. Muito linda - sorri. Ela colocou um enorme sorriso.
-Tu também - disse ela pra mim.
Entrámos na passadeira sorrindo. As nossas mãos tavam firmes. Ela tava deslumbrada e eu mi deslumbrei com o sorriso dela. Parecia uma minina com um fogo nos olhos e uma paixão num corpo perfeito pra mim. Os flashes já tavam disparando e as perguntas começaram também.
-È a sua namorada? Como é que se chama?
-Como é que se conheceram?
-Sim, é a minha namorada - respondi.
-Como é que se conheceram? - voltaram a perguntar.
-Há quanto tempo é que estão juntos?
-Faz pouco tempo - voltei a responder.
-Rodrigo! Rodrigo! Um beijo para a fotografia! - pediu um fotógrafo.
Olhei pra minha namorada. Ela não si opôs, então eu comecei aproximando o meu rosto do dela.
-Ti amo - sussurrei no ouvido dela. Ela sorriu.
-Eu também te amo - respondeu ela, sussurrando no meu ouvido também. Depois eu recuei.
-Não. A gente não vai fazer isso - disse eu, sorrindo.
-Por favor! Só uma fotografia! - voltou o fotógrafo a pedir.
-Hoje não gente. Conlicença - respondi, levando a gente lá pra dentro. Parámos, já lá dentro, pra ver quem tinha chegado.
-È lindo - sorriu ela.
-Pois é - concordei.
-Olha - olhei pra ela. - Chega aqui - disse ela, pedindo pra eu mi baixar.
-Qu'qui cê quer? - perguntei.
-O meu beijo. Aquele que não me deste lá fora.
-Claro. Mas, você percebeu porqui é qui eu não ti dei aquele beijo, não percebeu?
-Sim, claro que percebi, não te preocupes com isso. Só quero o meu beijo - sorriu ela.
-E eu ti dou. Esse e muitos mais - disse eu, beijando ela.
-Hm-hm - disseram atrás de nós. - Oi. Desculpa tar interrompendo, mas, Rodrigo, toma cuidado, si o mister passa aí ele não vai ficar calado - avisou, brincando, o Luisão. Ao lado dele tava a mulher dele, a Brenda, e a filha dele, de 5 anos, a Sofia.
-Tá bom, a gente toma cuidado - respondi sorrindo e cumprimentando ele. - Oi Brenda - cumprimentei ela. - Oi Sofia. Tudo bom? - mi agachei e dei um beijo nela e ela mi deu um a mim.
-Tudo - respondeu a Sofia, acenando com a cabeça e sorrindo pra mim. Voltei pra junto da Mónica.
-Bom, deixa eu apresentar vocês. Mónica, é o Luisão, qui você já sabe quem é, a Brenda, a mulher dele e a Sofia, a filha deles - apresentei, apontando cada um deles. Depois virei pra eles. - È a Mónica, a minha namorada - sorri.
-Oi, Mónica - disse a Brenda, cumprimentando ela.
-Olá - sorriu a minha namorada.
-Oi, Mónica. Tudo bom? - cumprimentou o Luisão.
-Tudo - voltou ela a sorrir.
-Sofia, dá um beijo na namorada do Rodrigo, filha - disse a Brenda.
Ela ficou olhando, meio curiosa prá gente e depois foi junto da Mónica.
-Olá - sorriu a Mónica. - Estás boa?
-Sim - respondeu a Sofia, meio envergonhada.
-Dás-me um beijinho? - voltou a perguntar a minha garota. A Sofia acenou qui sim com a cabeça e deu um beijo bem doce na minha namorada, qui deu um também nela. - Obrigada - sorriu a Mónica, fazendo uma festa no cabelo da Sofia.
A minina foi pra junto da Brenda e do Luisão com um sorriso meio envergonhado. Eu tava deslumbrado vendo a cena.
-Bom, vamo indo prá mesa? - disse o Luisão.
-Vamo! - concordei. Segurei a mão da minha namorada e seguimos todos prá mesa.
-A nossa mesa é essa - disse a Brenda, apontando prá sua direita.
-E a nossa é essa - respondi, apontando prá mesa do lado esquerdo.
-Calhou bem, mesmo do lado da nossa - disse o Luisão.
-Pois é - concordei.
Eles si sentaram na mesa deles e a gente foi prá nossa, onde tava o Nélson e a Patricia, conversando.
-O Rúben e a Andy não ficam na mesma mesa que nós? - perguntou a Mónica pra mim.
-Ficam. Eles devem ter ido dar uma volta pra encontrar com alguém.
-Está bem. - De repente, eu peguei o rosto dela e roubei um beijo a ela. - Então?
-Mi apeteceu.
-Ah, então se me apetecer bater-te também posso, não é?
-Não, isso não pode.
-Pois, pois. Tu sabes muito - sorriu.
-Oi galera! - disseram, chegando de trás de nós.
-David! - sorriu a Mónica, assim qui o David e a Sara chegaram na nossa frente, seguidos do Rúben e da Andreia. A gente si levantou e ela deu um abraço no David.
-Ôbá! Já não via você faz tempo! - sorriu o David, falando pra ela.
-Pois era.
-Oi Rodrigo - mi cumprimentou ele.
-Oi David - respondi.
Depois ele olhou prá Sara qui tava olhando prá gente.
-Desculpa amor - disse ele pra ela, a abraçando. - Mónica, essa é a Sara, a minha namorada, qui vocês já ouviram tanto falar. Amor, é a Mónica, a garota qui eu também falei pra você.
-Olá - sorriu a Sara, cumprimentando a Mónica.
-Olá - respondeu ela, sorrindo também.
A Sara mi cumprimentou também.
-Tudo bom? - disse eu pra ela.
-Tudo - sorriu.
-Vocês duas capricharam, viu - disse o David prá Mónica e prá Andreia. - Cês dois si cuidem, hã? Si não pegam elas de vocês. E si vocês perderem essas duas grandes mulheres, vocês não vão achar igual mais - terminou ele, falando pra mim e pró Rúben.
-Estás a dar muitos elogios, David. Isso é tudo das saudades que tinhas de nós? - disse o Rúben sorrindo.
-Cê não concorda comigo?
-Concordo, concordo. Mas diz lá, já estavas a morrer de saudades.
-Tá bom, tava sim. Cê sabe qui eu amo você. Já tava ficando maluco! - riu o David, abraçando o Rúben. Todo mundo riu. - Desculpa, ainda não tinha cumprimentado vocês - disse o David, falando pró Nélson e prá Patricia. Depois saiu prás outras mesas com a Sara, cumprimentando todo mundo.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Informação! :c

Olá a todos!
Hoje venho aqui apenas para vos dar uma noticia, apesar de não ser muito boa e de não me agradar muito!
Agora com a escola a acabar e com a época de exames não vou conseguir voltar a publicar tão cedo!
O único sitio onde consigo aceder à Internet é na escola, e agora com o fim das aulas não vou poder continuar a aceder, por isso, não conseguirei publicar durante algum tempo!
No entanto, depois das fases de exames voltarei a publicar, pois vou mudar-me e aí já poder aceder à Internet a partir de casa! Não sei se vou ter de ir à 2ª fase (tomara que não precise!), mas se tiver de ir, só depois de dia 1 de Agosto, infelizmente, é que vou poder voltar a publicar!
Queria pedir-vos que apesar de eu ficar este tempo sem publicar, não desistam das minhas fics!
Eu prometo voltar a publicar assim que conseguir!
Obrigada por todo o apoio e todos os comentários e visitas e pelo interesse que demonstram!

Beijinhos, e já agora, boa sorte para os exames, quem os for fazer!

Mónica

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Capitulo 16 (parte III)





(visão Rodrigo)


-Vá, agora enquanto eu lavo a louça podes ir para o jardim lá atrás. Tens lá uma bola, entretém-te.
-Cê parece qui tá falando pra uma criancinha.
-E não estou?
-Você também não pode falar muito.
-É pá, vai mas é lá para fora antes que leves com a esponja da louça na cara!
-Ahaha! Tá bom, tá – ri, mi dirigindo prá sala, qui tinha acesso ao jardim na parte de trás da casa.
O dia tava frio mas havia um lindo sol iluminando o céu. Encontrei a bola e comecei dando toques.
-Essa bola ainda vai rolar no meu pé – ouvi uma voz atrás de mim, na porta da sala. Mi virei, deixando a bola no chão. Os meus olhos encontraram uma garota de metro e cinquenta e oito de altura, cabelo castanho escuro corrido um pouco depois do ombro, olhos castanhos qui pareciam os de uma mocinha doce e qui mi envolviam, o sorriso dela era perfeito e inconfundível. Tava usando umas calças de ganga escura qui moldavam bem a perna, uma camisola larga branca e um casaco de malha preto, assim como uns ténis brancos. Ela tava encostada na porta e sorrindo pra mim.
-Qu’qui cê tá fazendo aqui? – perguntei, deixando a bola e envolvendo ela nos meus braços. Depois beijei a minha namorada durante um bom tempo. Ela si afastou, precisando de ar.
-Vim tirar-te a bola dos pés  -respondeu ela já normalmente, enquanto passava as mãos pra cima e pra baixo no meu peito.
-Fala a sério.
-Eu estou a falar a sério. Vamos ver se eu não te consigo tirar essa bola dos pés.
-Ai é? Quero ver isso! – disse eu, largando ela e colocando a bola novamente a rolar no meu pé. Ela veio atrás da bola e a gente jogou um pouqunho. – Não acredito qui você mi tirou a bola!
-Sim, até parece que não foste tu que deixaste.
-Não fui. Quer ver como eu vou tirar a bola de você rapidinho?
Ela começou correndo com a bola e eu corri atrás dela. Tirei a bola dela e deixei a bola rolando. Puxei a minha garota pela cintura e a abracei. A gente caiu e rebolou na relva e quando paramos ela tava por cima de mim e tavamos rindo os dois. Quando parámos de rir eu sentei e ela sentou entre as minhas pernas, de lado. Segurei o rosto dela e a comecei beijando. Tava morrendo por um beijo daqueles fazia duas semanas.
-Bem, isso é que é sentir a minha falta – sorriu ela ainda respirando um pouco mal.
-Isso não mata nem metade. - Ela sorriu e si levantou. - Onde é qui cê vai? – perguntei, segurando a mão dela.
-Vamos lá para dentro. Está frio.
-Tá bom. – Levantei e depois a abracei. – Mas eu posso aquecer você também.
-Sim – sorriu ela.
Entrámos na sala e o Rúben e a Andreia tavam vindo da cozinha. Fechei a porta qui dava pró jardim e fui dar um abraço na Andreia.
-Tudo bom? – perguntei.
-Sim. E contigo já nem pergunto. Dá para ver pelo teu sorriso – riu ela.
Eu ri também e fui abraçar novamente a Mónica.
-Então, a surpresa foi boa, não foi? As saudades eram tantas que já não a largas, hã? – riu o Rúben.
-Ah você tava armando isso com elas? Você vai ver só!
-Está bem, está. Estou à espera, vá – disse o Rúben, rindo.  


VISÃO MÓNICA


-Tu estás à espera, mas eu estou à mais tempo, por isso…  -segurei a mão do Rodrigo e puxei-o em direcção à cozinha.
-Então?! – ouvi o Rúben reclamar.
-Isso é tudo saudade minha? – perguntou o Rodrigo, enquanto eu o puxava pela mão, atrás de mim.
-A maior parte é – sorri.
Encostei-me à bancada e ele ficou à minha frente.
-Então e a parte qui não sou eu é o quê?
-É deixar a Andy e o Rúben sozinhos.
-Você não vai desistir, né?
-Claro que não. Até eles se entenderem de vez não vou desistir.
Ele sorriu.
-Você é uma amiga muito legal, sabia?
-É, acho que sim – ri.
-E namorada também.
-Então assim já sou muito boa, não é?
-Perfeita.
Eu sorri e ele deu-me um abraço.
-Tive muitas saudades de você – disse ele ao meu ouvido.
-E eu tuas. Muitas – respondi, falando ao seu ouvido também.
Ficámos mais um pouco abraçados mas depois ele recuou, rodeou a minha cintura e eu o seu pescoço.
-O qui é qui cê acha qui aqueles dois tão fazendo lá dentro?
-Não sei. Podem estar a fazer muita coisa.
-Hm. Agora a gente podia era aproveitar prá namorar um pouquinho, né?
-É – sorri.
Ele retribuiu o sorriso e beijou-me. Um beijo rápido mas doce.
-Hm. Espera – pedi. Sentei-me na bancada, de modo a ficar mais à sua altura, e depois puxei-o para mim.
-Tentando ficar da minha altura, baixinha? - gozou ele, assim que voltou a envolver-me com os seus braços.
-Baixinha mas tu gostas, meu bem.
-Não disse qui não gostava. Eu amo.
-Também te amo – sorri.
-Você é linda, sabia?
-Já me tinhas dito – ri. Ele deu-me mais um beijo.
-Então e você já sabe qual é o vistido qui você vai levar na Gala, amanhã?
-Não. Estava a pensar ir comprá-lo hoje.
-Cê sabe o código, ou vou ter qui desenhar de novo na sua mão? – riu ele, exibindo o cartão de crédito dele, que eu lhe tinha devolvido antes de voltar a Londres.
-Sim, ainda sei qual é.
-Cê não tá reclamando?
-Não posso. Ru prometi. Eu disse que podias pagar-me o vestido. Embora meio que obrigada, não é? Mas prometi, por isso.
-Tou gostando de ver - riu.
-Ai é? Vê lá. È quE podes deixar de ver num instante.
Ele riu.
-Tinha saudade disso.
-Eu tenho saudades da tua boca - disse eu com um sorriso, puxando-o mais para mim.
-Ah, mas isso a gente resolve já - sorriu. Eu sorri também e ele começou a beijar-me.


VISÃO ANDREIA

Depois da Mónica e do Rodrigo terem ido para a cozinha, o Rúben sentou-se no sofá, ainda a ''reclamar''. Sentei-me também.
-Aquele gajo safa-se sempre, pá! - disse ele.
-Oh, mas agora tens de dar um desconto. Eles estavam desesperados para ficar sozinhos, tipo a morrer de saudades - ri.
-Pois, eu sei o que isso é.
Olhei para ele, pois percebi que aquele comentário era directamente para mim.
-Então e o que é que tens feito? - perguntei, tentando deixar passar o que ele tinha dito.
-Estive à espera de hoje.
-Então porquê?
-Para tu voltares.
-Oh, és mesmo parvo! - ri.
-E tu gostas - sorriu.
-Nada convencido, menino Rúben Amorim.
-Eu? Claro que não!
-Hm-hm.
-Ai tu duvidas?
-Não, não duvido. Eu tenho a certeza do que disse - respondi, levantando-me fazendo tenções de ir até ao jardim.
-Tens? Então eu tiro-te essa certeza! - disse ele, começando a correr atrás de mim. Consegui fazer com que o sofá se mantivesse entre nós durante bastante tempo, mas depois ele conseguiu apanhar-me.
-Rúben... Wow!
Caímos em cima do sofá. Ele caíu em cima de mim, e estava com o seu enorme sorriso na cara.
-Então, já mudaste de opinião? - perguntou-me ainda a sorrir.
-Eu respondia-te, se saísses de cima de mim. È que sabes, não és propriamente levezinho, Rúben.
-Está bem... - ele saiu de cima de mim, mas apenas de modo a deixar de fazer peso em cima de mim. - Agora responde-me.
-Está bem, tens razão, não és convencido, és só parvo.
-A sério, Andy? Consegues melhor que isso? - respondeu-me, fixando-me.
-Sim, a sério, Rúben. E olha quem fala. Também consegues melhor que essa cara de ''tentativa de chateado''.
-Estás certa. Eu consigo melhor. A questão é, deixas-me mostrar?
Ele estava sério e fixo em mim, enquanto segurou o meu rosto com uma mão e fez pequenas festas na minha cara. De seguida, começou a aproximar o seu rosto do meu e fez com que os seus lábios tocassem os meus. Primeiro levemente e depois com mais certeza e vontade. Ao principio não me mexi, mas depois os meus lábios responderam movimentando-se harmoniosamente com os seus. Pouco depois ele separou-se um pouco de mim.
-Desculpa, Andy. Já devia ter aprendido a controlar-me. Ainda por cima agora que eu te ia convidar para vires comigo à Gala de Natal do Benfica. Fogo, estraguei tudo - começou ele a praguejar, olhando para o chão, com as mãos atrás da cabeça.
-Eu vou contigo. Quer dizer, se tu ainda quiseres que eu vá - despejei. Ele olhou para mim, sem acreditar.
-Estás a falar a sério, Andy? - perguntou-me com um sorriso.
-Se tu quiseres.
-Claro que quero!
-Bom, então parece que vou mesmo contigo.
-Obrigado! - agradeceu-me, dando-me um abraço.
Depois olhou para mim, ainda a sorrir. Pareceu estar receoso de alguma coisa. Continuei a sorrir.
-Bem, vamos ter com aqueles dois? Já tiveram um tempinho para eles - sugeri.
-Sim, vamos. Ainda estou à espera para ver o que é que o Rodrigo me vai fazer - riu ele.
-Oh, deixa lá o rapaz agora. Depois falas sobre isso.
Levantei-me do sofá e fomos até à cozinha. Quando lá chegámos vimos a Mónica sentada na bancada, abraçada ao Rodrigo e ele a ela, aos beijos. Ums imagem muito querida até, mas...
-È pá! Poucas vergonhas na minha cozinha, não! - disse o Rúben.
-Oh Rúben... - comentei, dando-lhe uma pancada no braço direito.
-È verdade, então - respondeu-me ele, já quase a rir.
-Deixa, Andreia. Quando eu apanhar ele, ele vai ver só... - sorriu o Rodrigo.
A minha melhor amiga sorriu meio envergonhada e desceu da bancada.
-Nunca me vais encontrar a namorar pelos cantos – riu o Rúben.
-Não diz isso, Rúben. Cê sabe qui cê não vai conseguir cumprir – sorriu o Rodrigo.
-Eu sei que não va…
-Olha! Já chega. Os dois – interrompeu a Mónica, surpreendendo-me, ao colocar-se à frente deles e olhar para ambos enquanto falava, calando ao mesmo tempo o Rúben. – Não precisam ficar tão calados, nem especados a olhar para mim. Eu disse já chega, mas era essa discussão estúpida.
A seguir começámos todos a rir.
-E se fossemos fazer qualquer coisa os quatro? – sugeri.
-É, você tem razão. Qu’qui cê tem aí prá gente fazer, Rúben?
-Aguentam a Move? – perguntou o Rúben.
-A quê? – disse a Mónica.
-Playstation Move. Aguentam?
-A gente vai dar uma abada em você! – riu o Rodrigo.
-Sonha puto, sonha.
Todos rimos e fomos para a sala. Fartámo-nos de rir durante os jogos, e por pouco não demos ‘’uma abada’’ ao Rúben. É o que dá jogar contra viciados…
-Bem, são quatro da tarde, por isso é melhor irmos andando – sugeri.
-Pois, tens razão – concordou a Mónica. Deu um beijo ao Rodrigo e levantou-se para se ir despedir do Rúben. Eu despedi-me do Rodrigo e eles os dois foram levar-nos à porta. Despedi-me do Rúben com um abraço.
-Escolhe um vestido giro. A Gala é amanhã – disse o Rúben ao meu ouvido.
-Amanhã?! – disse eu, um pouco alto demais.
-Sim – sorriu ele. – Por isso não tens muito tempo.
-Tudo em cima da hora, Rúben Filipe!
-Não reclames. Vais estar perfeita com muito ou pouco tempo. Agora vai-te embora, vá!
-Está bem. Até amanhã.
-Até amanhã – sorriu-me.


-Pois. Só que ele quase que me obrigou a aceitar o cartão dele.
-Então, o rapaz está entusiasmado, o que é que queres – ri. Ela abriu a porta de casa.
-Bom, mas era para isso que eu queria que viesses comigo ao Colombo. Assim ajudavas-me a escolher o vestido.
-Sim, claro. De qualquer maneira eu também tinha de ir.
-Ai tinhas? – perguntou, colocando a mala em cima da cama dela.
-Sim.
-Porquê?
-Porque eu vou à Gala com o Rúben – respondi sentando-me na minha cama.
-Tu o quê? Tu vais à Gala com o Rúben? – perguntou incrédula, sentando-se ao meu lado.
-Vou.
-Tens a certeza?
-Tenho.
-Absoluta?
-Sintética e analítica.
-Andy, estás mesmo a falar a sério?
-Estou. Não percebo para quê tanto espanto.
-Eu pensei que depois daquilo naquele fim-de-semana…
-Pensaste. Mas sim, vou com o Rúben, por isso vou precisar da tua ajuda também.
-Conta comigo!
Rimos as duas. Pouco depois saímos de casa. Peguei no meu carro e fomos para o Colombo. Foi divertido ver e experimentar vestidos com a Mónica. E fazer figuras também, coisa que já não fazíamos há muito tempo. Pelo menos sozinhas…
-O Rodrigo vai-se babar, hã? – ri eu, metendo-me com ela.
-Pois. E o Ru… - ela calou-se.
-Quem? – perguntei, já meio desconfiada, interiormente, do nome que ela ia dizer.
-O Rodrigo. Não sei se ele já comprou ou alugou ou lá o que ele vai fazer ao fato.
-Vai vesti-lo – brinquei. Mas eu sabia que ela ia dizer algo diferente, e relacionado com o Rúben.
-Oh, tu percebeste o que eu quis dizer! – sorriu ela.
Depois de terminarmos todas as compras voltámos para casa.


VISÃO RÚBEN


-Oi! Rúben! – chamou-me o Rodrigo, fazendo-me deixar de fixar a televisão, sem na realidade estar a prestar a mínima atenção.
-Diz.
-Onde é qui cê tava, hein?
-Não muito longe…
-Qu’qui houve dessa vez?
-Uma coisa esquisita.
-Fala aí.
-Eu beijei-a…
-A Andreia?
-Sim.
-De novo?
-Sim. Eu sei que foi mau, devia ter-me controlado, mas, ela não fez nada.
-Não fez nada? Como assim?
-Ela não me deu uma chapada, não gritou comigo e nem sequer ficou calada sem dizer nada, nem saiu daqui a correr…
-Então ela fez o quê?
-Eu comecei a despejar uma carrada de desculpas e disse que tinha estragado tudo, ainda por cima agora que eu ia convidá-la para vir comigo à Gala e ela simplesmente disse que ia comigo, logo a seguir. Como se eu não tivesse feito nada.
-Você tá falando sério?
-Sim, claro que estou. Eu só não percebo é porque é que ela reagiu assim. Da outra vez ela só não correu para eu não ver, e agora ela disse que ia comigo à Gala depois de eu a beijar…
-Cê já pensou qui se calhar esse beijo não tenha incomodado ela? Ela ti beijou também?
-Sim. Quer dizer, ela respondeu, mas… pois, ela respondeu.
-Então.
-Tu achas que ela mudou de ideias? Quer dizer, achas que ela também queria beijar-me?
-Eu não falei nada. Só sei qui ela mudou de atitude. Isso pode ser um começo.
-Então eu tenho de tratar do resto…
-Vê lá qu’qui cê vai fazer – avisou.
-Vou conquistá-la.
-Vai devagar.
-Devagarinho, puto. Descansa.
-Tá bom – riu.
-Bem, como é que é, vamos jantar? – propus, levantando-me do sofá.
-Si você fizer o jantar – riu ele novamente, levantando-se também.
-É justo, é justo. Fizeste o almoço, eu faço o jantar. Mas a louça fica por tua conta.
-Não quer mais nada, você.
-É pá, já agora…
-Não. Nem pede. Eu não vou fazer.
-Se fosse para a namorada já fazias. Anda muito romântico, o menino – brinquei, enquanto íamos para a cozinha.
-Não fala muito qui cê é igual.
-A partir de amanhã vou ser. Hoje à noite ainda não conta.
-É, cê sabe muito…


Olá!
Bem, antes de mais queria pedir desculpa pela demora a postar este novo capitulo, mas não tenho tido muito tempo com o final das aulas e a preparação para os exames, mas já está aqui!
Espero que tenham gostado de mais este capitulo e continuem a deixar os vossos comentários! E estejam atentos, porque os próximos capítulos vão trazer muitas emoções!
Beijinhos :D

Mónica

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Novidades! :)

Olá a todos!
Bem, antes de mais queria pedir desculpa por ainda não ter postado novamente, mas ainda não consegui terminar o capitulo e queria agradecer-vos mais uma vez por todo o apoio e todos os comentários e visitas! Sem vocês nunca teria conseguido chegar onde cheguei!
Queria também comunicar-vos que criei um novo blog, com outra história e deixo-vos aqui o link: http://lovethewayyoudrawlife.blogspot.pt 
Espero que gostem deste novo projecto e que gostem dele tanto quanto gostam deste!
Beijinhos, e prometo voltar a postar o próximo capitulo o mais rápido que conseguir!

Mónica

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Capitulo 16 (parte II)




(visão Andreia)


Depois de uma manhã de aulas e de uma tarde a fazer trabalhos, tirei a noite, depois de jantar, para pensar, a ouvir música. Sentei-me na cama, de olhos fechados, mas pouco tempo depois ouvi o meu telemóvel tocar. Era o Rúben. Respirei fundo.
-Estou?
-Andy.
-Rúben.
-Chegaram bem?
-Sim.
-Então e como é que correu o dia hoje?
-Normal. Tivemos aulas de manhã e à tarde matei-me em trabalhos de casa.
-Que sorte… - ironizou.
-Já me habituei.
Houve silêncio de ambos os lados da linha.
-Eu queria pedir-te desculpa pelo beijo de ontem… - disse-me ele.
-Tudo bem. Já passou.
-Mas eu tinha de te pedir desculpa.
-A Inês deixa-te desorientado e eu é que levo por cima, não é? – disse eu, tentando aliviar um pouco.
-Pois, foi isso, desculpa… - mas a voz dele pareceu meio desanimada.
-Então e vocês, tiveram treino hoje?
-Sim. Hoje à tarde. Mas o mister foi bonzinho.
-Boa.
-Tens a certeza que está tudo bem, linda?
-Sim, porquê?
-Pareces distante. Tens a certeza que não ficaste chateada, nem nada?
-Sim.
-O que é que sentiste quando te beijei? – perguntou ele repentinamente. Engasguei-me, sem fazer barulho, e ainda bem, porque não queria que ele tirasse ideias das minhas respostas.
-Foi esquisito, Rúben. Quer dizer, tu eras o meu melhor amigo.
-Já não sou? – perguntou, meio desconfiado, mas pareceu-me soar uma certa espécie de esperança na sua voz.
-Não sei. Quer dizer, não sei como é que nós ficamos a partir daqui…
-Como é que tu queres ficar? – hesitei. – Andreia?
-Não sei, Rúben. Só sei que não te, não quero perder a tua amizade…
-Sabes que nunca a perderás, nem a mim, linda.
-Obrigada. – Do outro lado ouvi uma pequena gargalhada.
-Então, sendo assim, achas que voltas cá na mesma, nas férias de Natal?
-Obviamente que sim, Rúben. Que pergunta!
-Boa… - notei satisfação na sua voz. – Ainda bem que resolvemos isto.
-Não podia ficar pendente…
-Claro que não.
-Bem, eu preciso de ir dormir. Amanhã de manhã tenho aulas.
-Está bem, linda.
-Até amanhã.
-Espera! Posso-te dizer uma coisa?
-Claro, diz.
-Posso juntar uma palavra no vocabulário que costumo usar contigo?
-É pá, o que é isso Rúben?
-Posso ou não posso?
-Pronto, podes.
-E prometes que não vais ficar chateada?
-Não sei - respondi, desconfiada.
-Promete lá.
-Está bem. Prometo.
-Então, a palavra é… - hesitou. – Amo-te.
-É o quê? - engasguei-me.
-É o que eu sinto. Sabes que eu te adoro.
-Sim, sei. Mas não achas que a palavra tem um peso muito grande, por mais que me adores e eu a ti?
-Nada é grande o suficiente.
-Tu és.
-Eu o quê?
-Aah, eu acho que não preciso de palavras grandes. Eu sei que gotas muito de mim
-A partir de agora, amo-te é a palavra correcta e que vou passar a dizer-te sempre.
-Hm…
-Bom, precisavas de ir dormir, não é?
-Aah, sim.
-Ok, então eu ligo-te amanhã.
-Está bem.
-Beijos.
-Beijos.
-E, amo-te.
-Até amanhã – disse eu rapidamente, desligando em seguida.
A Mónica tossiu disfarçadamente ao entrar no quarto.
-Estavas a ouvir a conversa, não estavas? – perguntei.
-Não fiz por mal – respondeu ela, meio envergonhada.
-Está bem.
-Mas, já agora.
-Ui, o que é que queres agora?
-Achas que consegues continuar a estar com o Rúben como antes?
-Como antes não vai ficar. Mas pode ser que não seja muito difícil. Agora ainda não se notou porque foi a primeira vez que falámos depois do, daquilo que aconteceu, mas nós vamos continuar a mandar bocas. Um para o outro e para os outros. Sim, porque agora que falo nisso, lembrei-me. – Ela pôs uma cara de quem sabia o que eu ia dizer mas não lhe agradava muito falar agora, por vergonha ou assim. Abriu a cama e deitou-se, virando-se para a minha cama. Eu ri.  –Eu sabia que andava qualquer coisa entre ti e o Rodrigo.
-Oh.
-Ah agora estás com vergonha? No aeroporto não tinhas, não é?
-Oh pá, eu ia contar-te quando já tivéssemos voltado.
-Porquê? Não me podias ter dito logo?
-Não. Senão o Rodrigo ia dizer ao Rúben e aí, em vez de ouvir bocas de um ouvia bocas dos dois.
-Pois. Sabes que o Rúben não se cala.
-E tu também.
-Eh, até parece que mando muitas bocas.
-Podem não ser tantas como o Rúben, mas mandas.
-Está bem. – O telemóvel dela tocou. Ela olhou para o visor e sorriu. – Ai o meu Rodrigo… - suspirei, gozando com ela, enquanto ela se levantava da cama. Mandou-me uma almofada e saiu do quarto.


VISÃO RODRIGO


-Oi.
-Olá – mi respondeu ela.
-Acordei você?
-Não. Ainda estava a conversar com a Andy.
-Desculpa só tar ligando a essa hora, mas não consegui antes.
-Oh, não faz mal.
-Então e vocês chegaram bem ontem?
-Claro.
-E a Andreia? Como é qui ela tá?
-Bem.
-Tem certeza? É qui o Rúben não tava muito concentrado no treino, hoje.
-Sim, tenho. Pois, mas ele já deve estar melhor agora. Ele e a Andreia estiveram a falar à bocado e está tudo bem.
-Qui bom. Depois eu falo com ele, então.
-Sim, depois ele expõe-te a perspectiva dele – riu ela.
-Eu acho qui as perspectivas deles não são muito diferentes, não. Acho qui são muito parecidas, eles qui não querem ver. Quer dizer, ela…
-O quê? Explica-me lá isso.
-Eu explico, mas só si você não disser nada prá Andreia. Eles qui vão desenvolvendo à medida deles.
-Está bem, eu não digo.
-Mas não diz mesmo.
-Não, não digo. Se é para ajudá-la e fazê-la feliz eu não digo.
Sorri. Elas gostavam muito de cuidar uma da outra. Melhores amigas de verdade.
-O Rúben gosta dela. E não é brincadeira nem confusão da cabeça dele. Ele sabe o qui ele quer. E nesse caso é ela.
-Eu sabia! A Andreia é que é um bocadinho teimosa, mas eu vou ver se dou um jeito para ela admitir isso ao Rúben. Sem comprometer nada, prometo. Eu já estava a tentar fazer isso antes, por isso.
-Tá bom. Agora vamo deixar eles. Vamo falar da gente. Já tou morrendo de saudade.
-Eu só vim embora ontem – riu ela.
-Pra mim é muito. Nem devia ter ido.
-Sim, sim. Não és tu que perdes as aulas. Olha se fosses tu a faltar aos treinos.
-É diferente.
-Pois, pois é. Tu nem faltavas. O mister não deixava.
-Tá bom, vai, cê tem razão. Mas eu não aguento ficar longe de você. Si eu pudesse, nesse momento tava abraçando e beijando você.
-Eu também, mas não dá. E é bom começarmos a habituar-nos porque agora são duas semanas, mas depois vai ser mais tempo.
-Muito mais, né. Isso ainda é só o primeiro ano…
-Não vamos falar disso, por favor. Daqui a duas semanas já estou aí outra vez. E fico quinze dias, não três.
-É, cê tem razão. Vamo aproveitar aquilo qui a gente vai tendo. Desculpa.
-Oh, não tens de pedir desculpa. Por mim estava contigo agora.
-Tou deitado na cama, ti esperando. Vem correndo – ri.
-Hmm. Se eu pudesse… Mas bom, tenho de ir dormir. Amanhã tenho de me levantar cedo.
-Tá bom. Ti vou ligando, então.
-Sim. Para passar mais depressa.
Eu ri.
-Ti amo.
-Também te amo.
-Beijo.
-Beijinhos.
Desliguei e coloquei o telefone na mesinha de cabeceira. Fechei os olhos e fiquei pensando nela. Em todos os momentos qui passei com ela, desde o primeiro olhar até à última palavra qui tinha ouvido da boca dela, à poucos segundos atrás. Adormeci pensando nela e pensando qui essas duas semanas iam passar voando.


-Rapaziada, vamos lá começar a correr! – disse o mister prá gente.
-Rodri! – chamou o Rúben, chegando ao meu lado.
-Oi.
-Então, já sabes quando é que elas vêem?
-Não. Cê sabe?
-Não. Falei com a Andy ontem e ela disse que não sabem se vêem amanhã ou na segunda. Depende das coisas lá na Faculdade.
-Pois… - respondi, meio desanimado.
-É pá, eu sei que as saudades já apertam muito, mas no máximo faltam três dias. Já faltou mais.
-Eu sei. Mas tão apertando mesmo. – Ele riu. – Vai mi dizer qui também não tá rezando pra voltar a ver a Andreia.
-Claro que sim.
-Então. – Ele sorriu. – Mas não é só isso.
-Então é o quê?
-Eu ia levar ela na Gala de Natal do Benfica, mas si elas não chegarem… A Gala é já amanhã…
-A Gala… É isso! Ai, obrigado puto!
-Porquê? Qu’qui cê tá pensando?
-Vou levar a Andreia comigo. Eu sei que ela vai dizer que sim.
-Muito convencido você, não tá não?
-Não.
-Tá bom. Então, desculpa falar nisso, mas e a Inês? Vocês voltaram a conversar? É qui eu não sei si ela vai gostar muito de você levar a Andreia e não ela na Gala.
-Da Inês eu trato depois.
-Cê é qui sabe.
-Oh suas Amélias! Menos de língua e mais dos pedais! – gritou o mister.
-Claro mister! – riu o Rúben, acenando com a cabeça.
-Sempre o mesmo você, hein.
-Claro que sim, então. Temos de rir seja qual for a situação. Só vivemos uma vez, amigo.
-É isso aí.
-Olha, queres ir almoçar lá a casa?
-Pode ser.
-Ai é? Boa, então fazes tu almoço.
-Cê não quer mais nada não? – perguntei rindo.
-Eu lavo a louça.
-Ah, assim tá melhor!


Espero que tenham gostado de mais este capitulo e já sabem, deixem sempre a vossa opinião, que é extremamente importante para mim! :D

Beijinhos

Mónica