sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Capitulo 19 (parte II)

Olá!
Bem, consegui vir aqui deixar-vos  mais um capitulo! Espero que gostem e deixem os vossos preciosos comentários! :D
Beijinhos*  e muito obrigada por todas as visitas e todos os comentários!
Mónica

VISÃO MÓNICA

-Então, gostou do presente? - perguntou-me o Rodrigo, sentado do meu lado direito. Tinha acabado de abrir a prenda dele para mim: um relógio ONE, da SWATCH, da coleção ''Love Is Precious''. O relógio que eu tinha gostado, quando tinhamos ido passear até ao Colombo, um dia destes.



-Muito! Sabes que gostei do relógio assim que o vi! - sorri.
-Ainda - sorriu-me também.
-Agora abre a minha - pedi. As nossas prendas tinham ficado para o fim, por serem as que tinham mais curiosidade em abrir.
-É muito bonita, meu amor! Obrigado - sorriu-me, colocando a pulseira de prata que eu tinha acabado de oferecer-lhe.



-Gostaste? - perguntei.
-Tudo o qui você mi dá eu amo! - sorriu e depois deu-me um pequeno beijo. Foi contido e breve devido às presenças que estavam connosco, pois era a primeira vez que estavamos todos juntos, então ainda não nos sentiamos muito confortáveis, apesar de serem família e de estarmos todos a dar-nos muito bem. O meu telemóvel tocou.
-É a Andy. Já venho, está bem? - informei, levantado-me.
-Tá bom. Manda um beijo pra ela - respondeu o Rodrigo.
-Está bem. -Fui até à cozinha. - Estou? - atendi.
-Olá. Desculpa estar a chatear-te agora, melhor amiga, mas precisava de falar contigo.
-Oh, não faz mal. O que é que se passa?
-O Rúben.
-O que é que tem o Rúben? Ele voltou a ligar-te?
-Voltou.
-E tu atendeste?
-Atendi.
-E então?
-Combinámos que amanhã eu abria-lhe a porta de casa para falarmos sobre o que se passou depois da Gala... - respondeu-me, com uma voz um pouco perdida.
-E já sabes o que é que vais dizer-lhe?
-Não. Preciso que me ajudes. O que é que eu lhe digo?
-Se lhe dissesses a verdade era bom, não?
-Sim, eu sei, mas não quero que ele fique chateado comigo nem triste.
-Chateado? Porquê?
-Porque lhe vou dizer de uma vez para ele parar de me beijar e que não gosto dele dessa maneira.
-Desculpa, mas com isso vais fazê-lo rir. A quem é que tu queres enganar, Andreia Filipa? Ao Pápa, só pode, e mesmo assim não sei se o convencias. Tu ama-lo, Andreia! Podes para de negar, por favor?
-Mas negar o quê?! Negar, negar, negar o quê? Se eu já disse que gost, que não gosto dele é porque não gosto.
-Tens razão, tens razão. O que ias dizer primeiro é o que tu realmente sentes. Tens razão, desculpa - gozei, tentando apanhá-la em falso.
-Eu disse-te. Se é isso que eu sinto não há volta a dar e... Calma, o quê? O que eu ia diz... Não! É pá, tu és lixada! Uma pessoa não se pode enganar!
-Foi isso ou foi a boca que te fugiu para a verdade.
-Já chega, vai!
-Ahah, está bem. Olha, é verdade, obrigada pelo presente. Gostei muito.
-Eu sei que gostaste, eu vi-te a olhar para ela no outro dia, na montra.
-Obrigada - sorri.
-Olha lá, e o que é que está na pen que me oferecste?
-Depois vês.
-Oh, está bem. E gostei da carta, apesar deseres uma grande lamechas.
-Oh, deixa ser. Mas eu não fui assim tão lamechas, só escrevi o que é verdade.
-Está bem - riu.
-É verdade. Eu prefiro que me chamem lamechas, mas eu digo a verdade, agora, há aqueles que parecem uns grandes durões e só dizem mentiras.
-Está bem. Mas olha, em relação ao Rúben, ele veio a casa dos meus pai.
-Fazer o quê?
-Trazer umas prendas.
-Hm, e o que é que ele te ofereceu?
-O CD dos JLS ''Only Tonight - Live from London''



-Estás a ver, ele já te conhece...
-O pior nem foi isso.
-Então foi o quê?
-Ele ia-me beijando, outra vez.
-E tu ias deixar...
-A minha irmã apareceu mesmo a tempo.
-Se ela não aparecesse tu ias deixá-lo beijar-te?
-Não. Eu desviei a cara antes de ela aparecer. Só que se ela não aparecesse o Rúben ia insistir e ia começar a falar sobre o que aconteceu depois da Gala, e eu não queria.
-Hm.
-Hm o quê?
-Nada, nada. Estava só a pensar.
-A pensar no quê?
-Numa coisa que o Rodrigo me disse.
-Uma coisa que o Rodrigo te disse? Sobre o Rúben?
-O Rúben? Não - desmenti, apesar de na verdade ser exactamente sobre o Rúben. - E tu dizes que não e que não,mas a primeira pessoa que te veio à cabeça foi o Rúben.
-Oh, foi o Rúben porque estávamos a falar dele. Então e tu, como é que está a correr o jantar?
-Bem. Ao principio estava super nervosa, mas agora já estou bem. Os pais dele são super simpáticos e divertidos e a irmã dele também, apesar de no principio me ter pregado um susto.
-O quê? Ela pregou-te um susto? Explica lá isso.
-Quando eles cá chegaram ela estava com uma cara super séria e armou-se em irmã super protecionista, mas era só para me testar. Ela queria ver se eu ficava tão assustada e com medo e fugia, do tipo largava o Rodrigo, ou se mesmo com medo eu ficava ao lado dele.
-E a miúda assustou-te mesmo?
-A miúda chama-se Mariana. E sim, fiquei um bocadinho assustada, mas eu não ia arredar pé de perto dele de maneira nenhuma.
-Iiih, já defendes a cunhada e tudo - riu ela.
-Oh, ela é simpática. Acho que me vou dar bem com eles. Acho que aquela alegria e aquela maneira de ser são de família!
-Isso é bom, ainda bem que se dão bem. Então e o teu pai e a tua irmã, o que é que estão a achar?
-Eles? Já falam com o Rodrigo como se o conhecessem há muito tempo! E conspiram todos com piadas contra mim! O meu namorado aliou-se ao meu pai e à minha irmã para mandarem piadas e bocas contra mim!
-Ahaha, estás feita!
-Pois, pois estou. E a minha irmã diz que não quer sair daqui de casa. Ficou tão apaixonada pela casa que agora já não quer ir embora. E o Rodrigo disse-lhe que ela pode cá vir sempre que quiser.
-Ainda bem. Quer dizer, ainda bem que eles se dão bem. E o que é que eles acharam dos pais e da irmã do Rodrigo?
-Pelos vistos gostaram, e muito! Estão fartos de rir uns com os outros e falam-se todos muito bem, como se já fossem amigos antes. E a minha irmã não larga a Mariana.
-Bem, estou a ver que está a correr tudo muito bem, então. Eu disse-te que não precisavas de estar tão nervosa!
-Eu sei, só que os nervos apoderaram-se de mim.
-Ai, ai... Bom, mas vá, amanhã falamos. Volta lá para junto da família que eu vou fazer o mesmo.
-Amanhã, hoje, não é?
-Ou isso.
-Está bem - ri. - Então depois falamos. E pensa na parte da conversa que falámos do Rúben. Eu acho que devias dizer-lhe a verdade. E é a verdade que tu sabes que é a verdade, não a verdade que tu dizes que é a verdade.
-Vou pensar no vosso caso.
-Vosso?
-Teu e do Rúben.
-Ah. Mas é para pensares mesmo.
-Sim.
-Espero bem que sim.
-Está bem. Vá, olha, tchau, beijinhos.
-Beijinhos.
Ela desligou. Porque queria mais uma vez fugir à conversa.
-A conversa já terminou? - perguntou o Rodrigo, entrando na cozinha.
-Sim.
-E tá tudo bem com ela?
-Está. E se não estiver vai estar em pouco tempo.
-Cê tá falando do Rúben?
-Estou. Mas eu depois conto-te. Já demorei bastante tempo, é melhor voltarmos para a sala.
-Espera. Vem aqui - pediu, estendendo-me os braços. Fui até junto dele e ele abraçou-me pela cintura. - Vamo aproveitar um pouquinho... - sugeriu, dando-me um beijo. Eu encostei as minhas mãos no seu peito e continuei a beijá-lo.



-Desculpa, mas eu tinha mesmo qui vir aqui, gente - disse a Mariana ao entrar na cozinha. Eu encostei a cara no peito dele e sorri ligeiramente e ele olhou para a irmã, a sorrir também, mas sem me largar. - Eu não tou aqui, podem continuar. Já tou saindo, olha só! - disse a Mariana saindo da cozinha.
-Não precisa ficar envergonhada assim, cê sabe qui não há problema nenhum com eles. Eles ficam é felizes por ver a gente assim.
-Eu sei, mas fico sempre um bocadinho, não é.
-Tontinha. Não precisa, meu amor - sorriu e deu-me um beijo.
-Vamos lá para dentro, então? - perguntei.
-Vamo sim - respondeu. Colocou um braço à volta da minha cintura e encaminhámo-nos para a sala. O meu olhar cruzou com a irmã dele e esta sorriu-me. Os pais dele sorriram assim como o meu pai.
-Tanto tempo? O que é que estiveram a fazer? - perguntou a minha irmã.
-Ôh garotinha, não tá querendo saber demais, não? - respondeu-lhe logo a Mariana a sorrir.
-Não. Eles demoraram tanto tempo.
-Mas você nao qui sabe qu'qui eles tiveram fazendo. Isso é com eles.
-Tu sabes. Tu foste à cozinha e viste.
-Eu? Eu não tou sabendo de nada. Eu só fui na cozinha pegar o qui tinha pra pegar e vim embora.
-Viste sim!
-E si tiver visto? Não vou contar na mesma! - riu.
As duas continuaram a desconversar dessa maneira, sempre a rir.
-Então, tá gostando? - perguntou-me o Rodrigo.
-Muito. Amo a vossa energia e a vossa alegria.
-Ainda bem. Agora o qui você vai mais ter por perto é isso mesmo. Alegria. Eu tou muito feliz por tar com você. Muito mesmo. Ti amo - disse-me, fazendo-me uma festa no rosto e encostando a sua testa à minha. Ficou a olhar-me durante algum tempo e depois olhou de relance para os meus lábios.



-Ôh meu filho, cê pode beijar a moça logo! Não é por a gente tar aqui qui vocês não podem fazer isso! - disse o pai dele.
-Eu sei, pai. A gente já conversou sobre isso - respondeu o Rodrigo olhando para mim em seguida. Olhámo-nos durante um tempo e depois sorrimos.

sábado, 4 de agosto de 2012

Capitulo 19 (parte I)

Olá!
Peço desculpa pela demora a postar, mas mal tenho parado em casa!  Espero que gostem de mais este capitulo e deixem o vosso comentário! :)
E já agora, mais uma vez (desculpem dizer sempre o mesmo, mas gosto imenso de agradecer, pois é com os vossos comentários que sorrio e tenho maismotivação para escrever!), muito obrigada pelos comentários e visitas! :D
Beijinhos
Mónica

VISÃO ANDREIA

Depois da Mónica e do Rodrigo terem ido embora fiquei sozinha. E sentia-me sozinha. Sentia-me incompleta sem poder ouvir a vo... Não. O dia de Natal não era para pensar no... Dia de Natal é dia da família, Andreia Filipa! Não é para se pensar em pessoas que também têm Filipe como segundo nome e é importante para ti e... Porqueé que o Rúben não me sai da cabeça! Ele não é da tua família, por isso, trata de desamparar-me a cabeça e o juízo, Rúben Filipe! De repente o meu telemóvel tocou. Abençoada a pessoa que me fez sair desta confusão que me tinha prendido mentalmente!

 Ou então não... Era o Rúben... Não ia atender. Não conseguia e não podia, afinal hoje é dia da família... Pus o telemóvel ao meu lado, no sofá, deixando-o a tocar. Finalmente parou. Acalmei-me, mas fiquei a martirizar-me por não ter atendido a chamada. O telemóvel voltou a tocar. Olhei-o de esguelha, na esperança que fosse ele novamente, mas não era.
-Não consegues ficar sem falar comigo durante muito tempo ou só precisas de desapertar os nervos? - atendi.
-São mesmo os nervos - respondeu a minha melhor amiga.
-O que é que foi agora, M&M?
-O Rodrigo foi buscar os pais e a irmã...
-E os nervos já te subiram à cabeça!
-E se eles não gostarem de mim? Ou se a irmã dele implicar comigo?
-É pá! Mas tu importaste? Quantas vezes é que já falámos sobre isso?Eles vão gostarde ti sim! Não têm porquê não gostar, e se tu fazes o filho dele feliz é o que importa! E a irmã... A irmã é um ano mais velha que tu...
-Obrigada por me lembrares - ironizou.
-Oh, vocês vão e dar bem, vais ver.
-Achas?
-Já te disse que sim.
-Está bem... - respondeu, porém um pouco hesitante.
-E tira-me essa cara de ''o mundo vai acabar´´.
-Como é que sabes que cara é que eu estou a fazer se não estás aqui?
-E é preciso? Eu conheço-te, não preciso estar aí para saber as caras que fazes quando dizes as coisas.
-Está bem - riu.
-Vá, e agora desliga mas é, que daí a nada o Rodrigo está a chegar com os sogrinhos.
-Oh pá, não digas isso! - pediu meio a rir.
-Ahaha, está bem. Vá, Bom Natal, Boa Sorte e Muito Juízo - ri.
-Ahaha. Obrigada. Bom Natal para vocês também. E... da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...
-Hm-hm - respondi, pois tinha-me perdido quando ela disse o nome dele.
-Obrigada por me ouvires.
-Oh, sim, está bem.
-A sério.
-Sim.
-Adoro-te.
-Eu também te adoro, vá. Tchau.
-Tchau.
Desligou. A minha cabeça já estava a querer começar a divagar para o assunto Rúben, quando reparei nas horas. Tinha de ir espachar-me para ir para casa dos meus pais. Tinha prometido ajudar na cozinha. Subi até ao quarto, preparei as coisas para tomar banho e depois de já estar vestida agarrei no saco com as prendas que ia levar e juntei a que a Mónica me tinha dado, agarrei no telemóvel, nas chaves de casa e do carro e saí.
O jantar já tinha acabado, mas estavamos todos ainda à mesa, a conversar, enquanto não chegava a meia-noite. No princípio estava animada com a conversa e rimos um bom bocado, mas depois distraí-me a olhar para a televisão e quando dei por mim, a sensação de que me faltava alguma coisa já cá estava outra vez. De repente o meu telemóvel tocou. A primeira pessoa que me veio à cabeça foi o Rúben. E desta vez era ele. ''Da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...'' As palavras da minha melhor amiga vieram-me à cabeça... Não duvidava que ele me quisesse desejar um Bom Natal, mas sabia que ele iria tocar em outro assunto recente...
-Sim? - atendi.
-Andy!
-Rúben...
-Não me tens atendido o telemóvel, deixaste-me preocupado.
-Pois, mas não precisas de te preocupar, está tudo bem.
-Eu não acho que esteja. Acho que temos de conversar.
-Pois. Eu estava a pensar ligar-te, para te desejar um Bom Natal, A ti, à tua mãe e aos teus irmâos.
-Obrigado e para ti e para a tua família também. Mas não foi isso que eu quis dizer. Nós precisamos de conversar sobre o que aconteceu depois da Gala. - Calei-me. Como eu tinha previsto o assunto não era só o ''Bom Natal para ti, família e amigos''.
-Não acho que temos alguma coisa para esclarecer acerca disso.
-Eu não falei em esclarecer, eu disse conversar. Eu preciso de falar contigo.
-Rúben, é Natal, dá-me um desconto. Falamos depois - saí da mesa e fui para a cozinha.
-Dá-me um desconto tu, Andreia. Se não falarmos agora, só vamos voltar a falar quando tu decidires atender-me o telemóvel ou me deixares entrar em tua casa para conversarmos.
-Oh Rúben, não dramatizes!
-Ai é? Então porque é que não me atendeste o telemóvel durante este tempo todo?
-Não foi assim tanto tempo.
-Porquê?
-Não tem porquê. Não atendi e pronto.
-O teu ''pronto'' é fugir de mim.
-Não, não é.
-E eu sou o Pápa, Andreia Filipa!
-Rúben Filipe, não me chames isso! - ele deu uma grande gargalhada.
-Assim sim já reconheço a minha Andreia! - riu.
Vá, despacha-te lá a falar, Rúben
-Mudei de ideias. Vou falar contigo pessoalmente.Até orque ao telefone não tem piada nenhuma.
-Oh Rúben, nem penses que vens ter comigo agora!
-Só se prometeres que amanhã me abres a porta de tua casa.
-Oh Rúben...
-Promete.
-Pronto, está bem.
-Agora vê lá, não te esqueças. Prometes-te que me abrias a porta!
-Sim, Rúben, eu sei que prometi.
-Prometeste.
-Ai, que chato, pá! Já te disse ue sim! - ri. - Bem, eu tenho de desligar. Até amanhã.
-Tchau. - Desliguei.
Pronto, de amanhã não ia passar. E eu não sabia o que é que havia de dizer-lhe. Estava feita. Tão feita. Ou então ia ligar à Mónica. Ela tem sempre alguma coisa para me ajudar. Mas agora não. Mais logo. Voltei para a sala e sentei-me novamente à mesa, entrando na conversa que estavam agora a ter. Futebol.

VISÃO RÚBEN

Finalmente a Andy atendeu uma das minhas chamadas. Tentei falar com ela sobre o que se tinha passado depois da Gala, mas ela fugia sempre. Ao menos consegui fazê-la prometer que me abriria a porta de sua casa, no dia seguinte, para conversarmos. Mas mesmo assim não fiquei satisfeito. Eu tinha de vê-la. Tinha de ouvir a sua voz enquanto olhava para os seus olhos, muitas vezes colados ao chão. Para além de que tinha a prenda dela, assim como a da irmã e dos pais. Não aguentava estar mais esta noite sem ouvir a sua voz tão perto e ver a sua cara, nem que fosse a mandar vir comigo, quando eu fosse ter com ela. Peguei nos presentes, desliguei a televisão, vesti o casaco e pequei nas chaves de casa e do carro e saí. Fui até casa da minha mãe deixar as prendas dela e do Mauro e avisei que ia só dar um saltinho a casa dos pais da Andreia. Assim que cheguei ao portão respirei fundo. Depois entrei e toquei à campainha. Reconheci a sua voz no interlocutor.
-Quem é?
-É o Rúben, linda.
-Rúben?! Já não tinhamos combinado que só falavamos amanhã?
-Olha, uma pessoa já não pode armar-se em Pai Natal e vir entregar umas prendas! - brinquei.
-Prendas?
-Sim. Para ti, para a tua irmã e para os teus pais.
-Oh Rúben.
-Mas vais abrir-me a porta ou não? É que está frio aqui fora.
-Está bem...
Entrei e subi as escadas até à porta, que já estava aberta.


-Olá - sorri, ao chegar à porta e ver a Andy à minha espera.
-Não sei o que é que vieste fazer aqui a esta hora. São 23.30h, Rúben.
-Então, as prendas ainda chegaram a tempo. Para além de ue tu não me atendeste o telemóvel antes, ou atendeste?
-Não, mas disseste que conversavamos só amanhã.
-E láestás tu! Eu não vim aqui para conversar já, eu vim entregar as prendas.
-Não tenho tanta certeza.
-Pronto, está bem. - Dei um passo em frente e segurei o seu rosto com a minha mão direita, fazendo-a olhar para mim. - Também precisava de te ver... - começei a aproximar o meu rosto do dela, mas ela desviou-o.



-Mana, quem... Rúben! - ouvi a voz da irmã dela, a Adriana. Baixei a mão e voltei a recuar um passo.
-Olá pequenina, estás boa?
-Sim. O que é que vieste aqui fazer?
-Ele veio só entregar umas prendas. Levas lá para dentro, por favor amor? - disse a Andy à irmã, entregando-lhe o saco que tinha as prendas que eu tinha trazido.
-Está bem. Adeus, Rúben.
-Adeus pequenina.
A Andy encostou a porta e ficou de lado de fora comigo.
-Acho que é melhor ires embora, Rúben - pediu-me.
-Queres mesmo que me vá embora? É que a mim não me apetece muito ir.
-Quero - vinculou, com um nervosísmo notório, mal disfarçado pela força com que entoou a palavra. - Até amanhã, Rúben.
-Até amanhã, linda. E, espero que gostes do presente.
-Tchau - entrou em casa e fechou a porta. Saí a sorrir.
Por mais incoscientemente que ela tenha agido, no momento depois da Gala, era o inconsciente que me dizia a verdade, ajudado pelo nervisismo que sentia nela, sempre que falava comigo ou que estava junto a mim. Eu não lhe era indiferente de todo. Com sorte, ela desejava tanto ou mais que eu admitir isso mesmo. Eu só tinha de dar uns empurrõezinhos e puxar um bocado por ela. Ressei a casa e faltavam 10 minutos para a meia-noite. O Mauro e a nossa mãe estavam sentados no sofá a conversar anumadamente.
-O que é que foste a casa dos pais da Andreia fazer, maninho? - perguntou-me o Mauro, com um sorriso gozão.
-Entregar umas prendas - respondi, no entanto o sorriso que tinha desde que entrara no carro não desaparecera, apesar de não querer dar mais motivos ao Mauro para mandar bocas.


-Hm, prendas... Então e houve alguma entrega especial? - perguntou com o mesmo sorriso.
-Mauro, deixa o teu irmão sossegado! - interveio a nossa mãe. - Filho, onde é que está a toalha que ias buscar a tua casa? - perguntou-me.
-Ai mãe, ficou lá! Desculpa!
-Ai Rúben, essa cabecinha tem andado muito no ar! - resmoneou ela, mas sorriu-me levemente no fim.
-Desculpa mãe, a sério! Foi sem querer. Se quiseres vou lá agora num instante.
-Não filho, deixa estar. Vais lá amanhã.
-Está bem. Desculpa, a sério.
-Não faz mal. É só uma toalha. O que faz mal é teres essa cabecinha desnorteada, Rúben Filipe!
-Mãe... Esse nome...
-É o teu nome.
-Eu sei mãe, mas...
-Mas faz-te parecer um menino, não é? - riu o meu irmão.
-E tu não fales muito Maurinho, que eu sei que também não gostas que te chamem assim.
-Mãe... - reclamou ele.
-Toma! - ri. Ele resolveu-se responder com ações então mandou-me uma almofada. Falhou.
-Bem, é meia-noite, vamos aos presentes! - disse ele, levantou-se para ir até à arvore de Natal. - E a primeira vai para a mãe! - disse ele, estendendo um embrulho à nossa mãe.
-É o nosso presente para ti, mãe - disse eu.
-Mas depois cada um dá o seu também - completou o Mauro.
-Obrigada meus filhos.
Ambos sorrimos. Era tão bom ver o sorriso da nossa mãe...

domingo, 29 de julho de 2012

Capitulo 18 (parte II)

Olá!
Bem, espero que gostem de mais este capitulo e que deixem os vossos comentários!  Agradeço uma vez mais, porque acho que nunca é demais, a todos os visitantes e seguidores e agradeço todos os comentários, pois todos vocês e todas essas coisas me deixam mais motivada cada dia para continuar esta fic! Muito obrigada! :D
Beijinhos
Mónica


(Mónica)
Já dentro do carro, enquanto ele guiava, eu liguei ao meu pai a avisar que estavamos a caminho. Durante a viagem conversámos e notei que o Rodrigo estava um pouco mais nervoso.
-Vira na rua a seguir, à direita - indiquei.
-Tá bom.
-Amor, podes acalmar-te. Não precisas ficar nervoso, a sério. O meu pai vai gostar de ti. Se eu te amo desta maneira o pai vai adorar-te.
-Hm... E essa maneira qui você mi ama é como? - perguntou-me, estacionando o carro na rua do prédio onde morava o meu pai e a minha irmã.
-É gigante! - sorri e depois dei-lhe um beijo apaixonado e um pouco demorado. Siceramente, também estava um pouco nervosa, apesar de ter quase a certeza que o meu pai ia gostar dele, porque mesmo ele sendo jogador de futebol do Benfica, clube que o meu pai não gosta, a personalidade do Rodrigo era cativante e tinha muitos aspectos que o meu pai admirava. Ele sorriu assim que nos separámos.
-Cê quer qui eu suba com você ou quer qui eu fique esperando aqui?
-Vens comigo, claro. - saímos do carro. Toquei três vezes seguidas à campainha, como combinado com o meu pai. Ele apertou a minha mão. A porta do prédio abriu-se. - Rodrigo - chamei, olhando para ele.
-Hm - respondeu, olhando para mim, nervoso.
-Amo-te, está bem? - Ele abriu-se num enorme sorriso.
-Eu também amo você.
Depois entrámos no prédio e o meu pai abriu-nos a porta de casa.
-Olá pai! - sorri, entrando em casa e puxando o Rodrigo para dentro também. Aminha irmã já nos esperava, super ansiosa, na cozinha. Fui até lá com o Rodrigo a segurar a minha mão e o meu pai atrás de nós. Dei um beijo e um abraço à minha irmã e depois voltei para junto do meu namorado e segurei a minha mão. - Bom, ah, pai, ah, eu tinha-te dito que tinha namorado e que hoje iamos jantar a casa dele, para vocês conhecerem os pais dele também, por isso... Pai, mana, é o Rodrigo o meu namorado, amor, é o meu pai e a minha irmã.
Pronto, agora os nervos estavam a dar cabo de mim! Já não sabia bem o que havia de dizer!
-Prazer - cumprimentou o meu pai, estendendo-lhe a mão e esboçando um pequeno sorriso.
-O prazer é todo meu! - cumprimntou o meu namorado apertando a mão ao meu pai, sorrindo também.
-Olá! - sorriu a minha irmã, avançando para o Rodrigo.
-Oi, tudo bom? - sorriu-lhe também o meu namorado, dando-lhe dois beijinhos no rosto.
Eu estava super envergonhada mas meso assim tive de falar.
-Bem, é melhor irmos embora. O Rodrigo ainda tem de ir buscar os pais.
-Ai é? Está bem, filha onde é que está o saco com as prendas? - perguntou o meu pai à minha irmã.
-Está em cima da cama. Eu vou lá buscar.
Em seguida, saimos do prédio e fomos para o carro. A minha irmã fartou-se de elogiá-lo e de dizer que o Rodrigo tinha bom gosto.
-Ah, mas nisso você pode ter certeza, se não eu não tava com a sua irmã - respondeu-lhe ele, sorrindo muito e olhando rapidamente para mim. Desfiz-me num enorme sorriso. Durante a viagem até à casa do meu namorado, ele, o meu pai e a minha irmã fartam-se de trocar impressões, e por sinal, boas. Os portões da casa abriram-se e o Rodrigo deixou o carro no caminho de acesso à garagem. Saímos do carro com eles ainda a conversar e entrámos em casa.
O meu pai e a minha irmã ficaram a admirar a casa e o Rodrigo puxou-me para a cozinha.



-Seu pai e sua irmã são bem legais. Gostei deles - sorriu.
-E eles gostaram e ti - sorri também.Beijou-me calmamente e de maneira a que pudesse tocar todos os cantos dos meus lábios com os seus. A minha cabeça já só nos sentia a nós os dois, mas tive de parar, pois o meu pai e a minha irmã estavam na sala.
-Amor, o meu pai e a minha irmã estão lá dentro. Já chega.
-Tá bom, cê tem razão. Eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. Cê mostra a casa pró seu pai e pra sua irmã?
-Sim.
-Se quiser bota algumas coisas já na mesa pra eles irem comendo, tá?
-Hm-hm.
Voltámos à sala. O meu pai e a minha irmã já conversavam.
-Bom, eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. A Mónica mostra pra você a casa. Fiquem à vontade - disse o Rodrigo.
-Está bem, está bem. Obrigado - respondeu-lhe o meu pai.
Fui com ele até à porta.
-Volto rapidinho, tá? Ti amo - disse ele, dando-me um beijo rápido. - E não precisa ficar nervosinha assim! Eles vão adorar você! - encorajou-me, segurando o meu rosto.
-Achas?
-Eu tenho certeza, meu amor! Relaxa, vai.
-Só se me deres mais um beijo - pedi.
-Ah... - sorriu. Depois deu-me um beijo. - Até já - sorriu-me, entran do no carro.
-Até já.
Voltei para a sala e o meu pai e a minha irmã permaneciam de pé.
-Podem sentar-se, sabem - disse-lhe. Eles sentaram-se e eu liguei a televisão e sentei-me no sofá também.
-Oh mana, porque é que não disseste mais cedo que o teu namorado era o Rodrigo?
-Oh, porque... Sei lá. Porque não calhou...
-Mas tu achas que eu ainda não tinha percebido? - disse o meu pai.
-Como? Como é que percebeste?
-Oh mana, isso agora não interessa!
O meu pai riu.
-Está bem... - deixei passar, mas mais tarde tinha de fazer umas perguntas. Ficámos a ver televisão e a conversar.
Eram 20.00h quando o Rodrigo chegou com os pais e com a irmã numa clara animação. Eu levantei-me, automaticamente, e o meu pai e a minha irmã também se levantaram. O Rodrigo olhou para mim e sorriu.
-Bom, mãe, pai, mana - começou ele a dizer, olhando-os e indo para junto de mim. Abraçou-me suavemente contra si. - Essa aqui é a Mónica, a minha namorada - sorriu.
O meu coração tremia e o meu estômago estava às voltas. Estava com medo que os pais e a irmã dele não gostassem de mim.
-Olá Mónica - sorriu-me a mãe dele, avançando para me cumprimentar com dois beijinhos. Respondi cumprimentando-a com dois beijinhos e um ''OLÁ'' meio tremelicado.
-Então, pra quê essa tremura toda? A gente não vai fazer mal pra você - sorriu-me simpaticamente o pai, cumprimentando-me também com dois beijinhos. Eu sorri ainda um pouco nervosa, mas tentando disfarçar.
-Então foi você qui põs o meu irmão ainda mais chato durante um tempo... - disse a irmã dele, num tom sério.




-Ah, Mariana! Não faz assim, vai! Não assusta a minha namorada! - riu o Rodrigo. A irmã dele riu também, assim como os pais sorriam.
-Tá bom, desculpa. Mas você nunca apresenta namoradas prá gente por isso eu tinha de meter medo pra ver se ela fugia ou se ela ficava do seu lado.Eu não quero o meu irmão com qualquer uma, tá?
-Não apresento porquê não tenho, né? Cês sabem qui eu não ia deixar ela sem conhecer as pessoas qui eu mais amo no mundo. E você pode ficar descansada maninha, ela não é qualquer uma não - terminou a frase e fez-me uma pequena festa na cara, enquanto eu olhava para ele. Sorri timidamente e ele fez um enorme sorriso.
-É, acho qui tou vendo qui não é não... - sorriu a sua irmã. Depois veio até junto de nós. - Mi desculpa si eu ti assustei, mas eu tenho qui olhar pelo meu irmão, né? - Deu-me dois beijinhos enquanto sorria. - Mariana - apresentou-se.
-Iiihh, já chega, vai! Pra galinha já chega a mamãe! - A mãe olhou para ele espantada e lançando-lhe um olhar repreendedor. - Tou brincando, mãe! Tou brincando! - riu ele. A mãe sorriu-lhe.
-Agora diz qui tá brincando! - picou a irmã.
-Já chega, vai caçula! Não zoa mais não, tá! - Ela piscou-lhe o olho e botou-lhe a língua de fora. - E agora falta apresentar pra vocês mais duas pessoas - sorriu. - Venham aqui, por favor - pediu ele, falando para o meu pai e para a minha irmã. Eles foram para junto de nós. - Esse aqui é o pai da Mónica, o Sr. António, e essa daqui é a irmã dela, a Vânia - apresentou-os. Eles cumprimentaram-se.




-Então e que é qui fez o jantar? - perguntou a irmã do Rodrigo.
-Nós os dois - respondeu ele, referindo-se a mim e a ele.
-Hm... vamo ver si você si saiu bem.
-Vamo já ver isso. Vamo jantar, gente! - disse ele. Respondemos todos que sim e dirigimo-nos para a mesa.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Capitulo 18 # parte I #




Olá!
Bem, queria pedir-vos imensas desculpas pela enorme demora deste capitulo, mas, com as mudanças e tudo mais não tenho conseguido escrever! Mas bom, aqui está o capitulo, espero que gostem, e deixem os vossos comentários e opiniões, que são muito importantes!
Beijinhos  :)
Mónica

VISÃO ANDREIA
Depois de ter chorado enquanto a Mónica me abraçava, o choro cessou.
-Obrigada... - agradeci, com a voz meio apagada.
-Não tens de agradecer, Andy. - Tentei esboçar um sorriso, mas saiu algo fracassado. - Queres explicar-me agora o que é que aconteceu? - perguntou ela cuidadosamete.
Agarrei numa almofada e coloquei-a em cima das minhas pernas, cruzadas ''à chinês'' em cima da cama. Respirei fundo e entre esse respirar surgiu um pequeno soluço. Ela olhava para mim, pacientemete.
-Eu fui uma estúpida... - começei.
-Porquê?
-Porque deixei passar beijos que nem sequer deviam ter acontecido.
-Beijos? Tu e o Rúben voltaram a beijar-se? - perguntou, surpreendida. Respirei novamente fundo.
-Quando voltámos de férias, enquanto tu e o Rodrigo foram para a cozinha, ele beijo-me, e eu em vez de me chatear com ele, deixei passar e aceitei ir com ele hoje à Gala. - Ela ficou a olhar para mim com ar de quem não sabia sequer o que pensar. - E saímos mais cedo da Gala...
-Sim, tu foste avisar-me.
-Pois. Só que nós fomos para a Costa.
-Para a Costa? - perguntou, surpreendida.
-Sim, para a Costa. Estivémos a dançar e acabámos por nos beijar outra vez... E eu deixei. Eu deixei,percebes? Eu deixei! Não sei porquê, assim como deixei antes de dizer que ia com ele à Gala, mas deixei! - disse eu já um pouco irritada.
-Andy, tu gostas dele! Eu estou farta de te dizer!
-Não, não gosto! Não posso gostar e não gosto!
-Mas não podes gostar porquê?! Porque ele é o teu melhor amigo? Isso não tem nada a ver. Aliás, até é bom, porque antes de ser teu namordo tem de ser teu amigo.
-Não.
-Não o quê?
-E a Inês? Onde é que ela fica, hã?
-Fica como uma grande amiga do Rúben. Só isso. Porque ele acabou com ela e porque ele te ama. Até a Inês já percebeu isso e só quer que o Rúben seja feliz.
Fiquei calada, a pensar no que a Mónica tinha dito. Eu sabia que ela, tinha razão. Eu amava o Rúben, sim, e estava tudo a nosso favor, mas mesmo assim sentia medo de poder estragar alguma coisa entre nós, como cortar um fio que não voltará mais a fazer a ligação. Não queria perdê-lo, de maneira nenhuma. Mas ele iria cansar-se qualquer dia, e aí, provavelmente, perdê-lo-ia de todas as maneiras. Mas eu ainda me sentia como se um precipicio estivesse mesmo à minha frente, à espera que eu desse o passo em frente para me fazer cair...
-Bem, eu quero deitar-me, estou cansada - disse eu.
-Está bem. Boa noite - disse a Mónica, indo para a sua cama, buscar o pijama.

VISÃO MÓNICA

No dia que seguiu a Gala eu não importunei a Andy com perguntas nem sermões, decidi dar-lhe espaço. Mas eu sabia que apesar de ela se manter ocupada e parecer normal, ela estava a sofrer, o seu interior devia estar cheio de nós a sufocarem-na e deveria apetecer-lhe chorar a toda a hora. Eu conhecia a minha melhor amiga. Mas também eu estava com uns nervozinhos no estômago. Hoje à noite era dia de Natal, e era hoje que o meu pai e a minha irmã iam conhecer o Rodrigo e eu ia conhecer os seus pais e a sua irmã. Eram três e meia quando o Rodrigo tocou à nossa campainha.
-Olá! - sorri ao abrir a porta ao meu namorado.
-Oi amor! - sorriu ele entrando e dando-me um beijo.
-A Andy está aqui na sala. Mas, não lhe digas nada sobre o Rúben, por favor. Ela precisa de descansar e dar uma folga nesse assunto, está bem? - pedi.
-Tá bom, eu não falo nada.
-Obrigada. Bem, eu vu só lá acima buscar as minhas coisas.
Ele acenou com a cabeça e sorriu. Subi as escadas e fui até ao quarto. Peguei na minha mala, saco onde estava o vestido que ia vestir nessa noite e tirei de baixo da minha cama um embrulho. Desci as escadas e fui até à sala. A minha melhor amiga e o meu namorado estavam à conversa. Ela viu-me.
-Bem, vai-te lá embora que a tua namorada já está à espera - sorriu ela. O Rodrigo virou-se para trás e sorriu-me.
-Na verdade ainda teno de fazer uma coisa - disse eu. Fui até junto deles e estendi o embrulho à minha melhor amiga. - É o meu presente para ti - sorri-lhe.
-Oh, eu não acredito! Não era preciso! - reclamou ela a sorrir.
-Pára lá de resmungar! Claro que era preciso! És a minha melhor amiga. Para além de que já devias saber que eu faço sempre isto - sorri.
Ela aceitou o embrulho e colocou-o no sofá e tirou um saco de lado do mesmo.
-Está bem, então toma! - estendeu-me o saco. Aceitei-o. - Esta é a minha prenda para ti - sorriu.
-Obrigada - agradeci e em seguida abracei-a - Obrigada melhor amiga.
-Oh, de nada. Vá,agora vão-se lá embora.
-Oh pá! Mas tu estás a despachar-me, ou quê?
-Não, não estou! Mas vá, vão lá!
-Hm - franzi os olhos, mas em seguida dei uma gargalhada. - Está bem, nós vamos. - segurei a sua mão. - Bom Natal, melhor amia - disse-lhe com um sorriso sincero.
-Obrigada, melhor amiga - agradeceu-me ela com um sorriso igual. Depois olhou para o Rodrigo, que se tinha encostado à ombreira da entrada da sala e olhava para nós enquanto sorria. - E vocês, juízo! - sorriu a minha melhor amiga ao meu namorado.
-Olha, olha! - resmunguei. Depois rimos os três.
Eu e o Rodrigo despedimo-nos da Andreia e fomos para o carro dele.
-Então e o meu presente, não tem? - perguntou-me enquanto colocavamos os cintos de segurança.
-Tem sim, mas só to dou em casa e só abres quando chegar a hora!
-Tá bom, tá bom! - riu ele.
-Amor, a que horas é que vais buscar os teus pais? - perguntei já mais séria. Sentia um formigueiro no estômago só de pensar que ia conhecer os ''sogrinhos'', como a Andreia dizia para gozar comigo...
-Às 18.30h pego eles no aeroporto. Você pode se arranjar agora prá gente ir buscar o seu pai e a sua irmã antes.
-Sim...
-Já tá nervozinha você, hein.
-Oh... - disse, meio envergonhada.
-Não precisa, meu anjo. Meus pai são legais, e eu só falo bem de você pra eles - sorriu.
-Oh, está bem. Mas vais-me dizer que também não estás um bocado nervoso por ires conhecer o meu pai e a minha irmã?
-Ah, nervoso não... Tou um pouquinho curioso, só isso.
-Oh, está bem - rimos. Ele estacionou e entrámos em casa dele.
-Amor, eu vou tomar um duche rapidinho. Você pode ir pró meu quarto se arrumar... - pousei a minha mala no sofá - ou você podia vir comigo... - sugeriu, agarrando-me pela cintura.
-Pois, pois podia... Mas eu já tomei banho em minha casa e se eu fose contigo nunca mais saíamos de casa - ele fez um beicinho lindo. - Temos pena. É a vida, amor. Ocasiôes não hão-de faltar, por isso.
-Tá bom - respondeu, um pouco desanimado. Eu apoiei-me nos seus ombros e estiquei-me para lhe dar um beijo.
-Vá, se te despachares ainda somos capazes de ter tempo para namorar um bocadinho, antes de irmos buscar meu pai e a minha irmã.
-Então e a mesa pró jantar se arruma sozinha? - perguntou ainda meio amuadinho.
-Enquanto tu tomas banho eu trato disso. Só preciso de trocar de roupa e pouco mais, por isso dá tempo.
-Hm.
-És mesmo tolo.
-Quê?
-Quê o quebas. Vai, mexe-te, despacha-te! Ou precisas que te dê um pontapé no cú? - Ele de uma gargalhada.
-Você não existe, anjo! - sorriu-me. Sorri e dei-lhe mais um beijo rápido.
-Vamos lá subir para eu me ir arranjar também - disse-lhe, segurando o saco com o vestido numa mão e puxando-o com a outra.
Enquanto ele tomava banho eu vesti-me, prendi o cabelo numa trança simples e coloquei um pouco de perfume, depois de calçar os meus sapatos pretos de salto alto. Desci até ao andar de baixo e arranjei o que era necessário agora na mesa de jantar. Depois voltei ao quarto, onde encontrei o meu namorado a acabar de vestir as calças ainda de tronco nú.
-Ôbá, cê caprichou pra caramba! - sorriu-me ele.
-Obrigada - agradeci sorrindo também. Às calças de ganga escura e aos ténis da Adidas brancos juntou uma camisa branca e um pólo com decote em V cinzento. - Estás lindo, amor - disse-lhe.
-Eu sei qui não tou vestido pra nenhuma Gala, mas... - argumentou, vindo ao meu encotro.
-Não é preciso, amor. Estás perfeito assim - ele roubou-me um pequeno beijo. - Para além de que o meu pai vai gostar de ti pelo que tu és, não pela maneira com estás vestido nem pelas coisas que tens. - Ele fez um sorriso ainda maior que o anterior e depois deu-me um beijo apaixonado.
-Ti amo tanto... - disse-me, segurando o meu rosto.
-Também te amo muito - respondi-lhe, sorrindo muito.
-Bom, a mesa já tá pronta?
-Sim.
-Então vamo buscar seu pai e sua irmã.
-Estás com pressa, tu.
-E dessa vez não vou desapressar não. Quero conhecer a pessoa maravilhosa qui trouxe você pra esse mundo!
-Vais conhecer só o meu pai, amor...
-Ué, e daí? Se não fosse o homem a mulher não engravidava, por isso, o pai também coloca o filho no mundo! - Dei uma gargalhada.
-Tens razão, pronto, desculpa - ri. Ele sorriu-me.
-Bom, vamo então! - disse ele,segurando a minha mão e levando-me com ele.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Selo :)

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Selo :)


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Regras:
1) Dizer três factos sobre si.
2) Passar a cinco blogs.
3) Seguir o blog: http://talvezumdiatedigamote.blogspot.pt

1) – AMO escrever!
   - Não vivo sem música!
  - Tenho um pequeno fetiche em relação ao sitio para tirar fotogrfias.. :$

2) - http://thefuckyingroad.blogspot.pt

  - http://naotesquecasdemim.blogspot.pt/

- http://givemelove06.blogspot.pt/

- http://mariaainwonderland.blogspot.pt/

- http://mylove1414.blogspot.pt/

3) Já sigo e gosto bastante!. Sigam vocês também!
Beijinhos  :)

Mónica

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Olá1 :D

Bem, o que me trás aqui agora é divulgar a nova fic da Ana Laranjeira, uma das autoras da fic BARCELONA, LA CIUDAD DEL AMOR. Acho que vale a pena acompanharem-na, pois, como as outras histórias que escreve, está fantástica e merece ser lida!  Aqui fica o link:  http://givemelove06.blogspot.pt/

Espero que gostem!  Beijinhos

Mónica

Capitulo 17 (parte II)




VISÃO RÚBEN


Depois do jantar super animado e de nos termos rido um bocado dos ''Quê?'' do Javi (Garcia), o presidente do nosso clube, Luis Filipe Vieira, fez o seu discurso habitual.
-Já jantámos, já rimos, já estivemos com o David e o presidente já discursou. E eu já estou um pouco cansado de estar aqui. Que é que dizes de irmos dar uma volta? - perguntei à Andy, no meio do barulho.
-Pode ser.
-Boa. Vamos embora, então?
-Deixa-me só dizer à Mónica que vamos embora.
-Está bem.
Pouco depois já estavamos no carro.
-Então e vamos onde? - perguntou-me ela.
-Ainda não sei. Tens alguma sugestão?
-Hm-hm - sorriu. Não precisei que ela dissesse. O seu sorriso e o seu olhar disseram-me que ela tinha um único sitio em mente: a praia. Costa.
-Foi o que pensaste, não foi linda? - perguntei, assim que desliguei o carro.
-Sim. E acertas-te na praia.
-Eu já sei de cór.
Ela sorriu. Saímos do carro e fomos sentar-nos à beira-mar.
-Está friozinho, hã? - comentei, ao ver que ela estava com a pele arrepiada.
Tirei o casaco e coloquei-lho em cima dos ombros, deixando as minhas mãos nos mesmos. Ela colocou as mãos em cima das minhas e apertou-as.
-Parecemos uns malucos, vestidos de Gala na praia - riu ela. Eu dei uma gargalhada e juntei a minha cara ao seu ombro direito.
-Não me importo de passar por maluco, ao teu lado.
Ela sorriu.
-Pois, mas eu não gosto muito de passar por maluca.
-Nem ao meu lado?
-Não, nem ao teu lado.
-Ainda bem que dizes isso...
-Porquê? - perguntou ela, com a desconfiança na voz. Peguei-a ao colo e rodei uma vez. - Aahh! Rúben! Mete-me no chão!
-Só se dançares comigo.
-Eu não vou dançar contigo! Muito menos aqui!
-Ou danças ou ficas ao meu colo. Safaste-te a noite inteira, agora danças.
-Pronto, está bem! Agora mete-me no chão! - Pu-la no chão, mas abraçei-a logo de seguida para que ela não pudesse fugir e dançasse comigo. - Vamos mesmo dançar? - perguntou.
-Vamos.
-E onde é que está a música? - tentou escapar-se.
-Não seja por isso! - corri até ao carro, liguei o rádio e aumentei o volume para que ouvissemos.
-Tu és doido!
-Eu disse que iamos dançar, tu pediste música, aqui está ela - abraçei-a outra vez.
Começou uma música. A que ouvimos quando estavamos a ir para a Gala. Começámos simplesmente a rodar.
-Esta música não se dança assim - comentou.
-Não faz mal. Desde que possa ficar assim, abraçado a ti.
-Oh, se querias um abraço podias tê-lo pedido.
-Mas assim é mais giro. - Ela riu.
A música acabou.
-A música acabou, Rúben. Já chega de dançar.
-Porquê? Estou a gostar de estar assim.
-Mas eu não quero dançar mais. Já estou cansada.
-Mas já tiras-te os sapatos, por isso não te dói os pés, nem nada.
-Rúben... - pediu.
-Pronto, está bem - soltei-a e sentámo-nos novamente na areia. Ela vestiu o meu casaco. Rodeei-a com o meu braço direito. - Já te disse que estás linda hoje?
-O que é que queres, Rúben Filipe? Onde é que queres chegar?
-A lado nenhum. Só estou a dizer.
-Hm-hm. Engana-me que eu gosto. Vá, diz lá o que é que queres.
-Não quero nada, a sério.
-Quem não te conheça que te compre - disse ela, olhando para mim. Quando virou a sua cara, as nossas caras ficaram mais próximas. Fixei os lábios dela e impulsivamente uni os meus lá bios aos seus. Estava a tornar-se um hábito, mas se não tinha acontecido nada de mal no dia anterior quando eu a tinha beijado... Tinha esperança que ela não negasse mais este beijo. E não negou. Beijou-me e senti a sua mão no meu cabelo, enquanto eu pousava a minha nas suas costas. Ficámos deitados na areia e o beijo aumentou de intensidade. Eu nem acreditava que ela estava a deixar isto acontecer...
-Vamos embora daqui... - sugeri, levantando-me e puxando-a pela mão. Abri-lhe a porta do carro e antes de a deixar entrar voltei a beijá-la. Depois fui para o lugar do condutor e começei a conduzir até minha casa.
Durante a viagem acalmá-mos e ficámos totalmente em silêncio, no entanto eu não conseguia deixar de pensar no beijo que tinha acontecido à pouco. Estacionei e saí do carro para lhe ir abrir a porta, no entanto, reparei que ela estava inquietantemente sossegada. Abri-lhe a porta e ela saiu, demoradamente, com uma cara de quem estava enormemente preocupada.
-O que é que se passa? - perguntei, fazendo uma festa no seu rosto. Ela segurou a minha mão e depois olhou para mim, com as lágrimas nos olhos. - Andy, fala comigo, por favor.
-Desculpa...
-Desculpa? Desculpa porquê?
-Porque isto não devia ter acontecido. Não devia, não podia. Não estava... Desculpa, Rúben! - respondeu ela já a chorar. Depois desatou a correr.
-Não! Andreia! - gritei, dando uns passos na direcção em que ela tinha seguido. Mas percebi que não iria valer a pena e que ela não iria ouvir uma palavra do que eu dissesse. Voltei para trás e entrei em casa, sem ter realmente vontade de ir para lá.


VISÃO MÓNICA


-Então, qu'qui cê tá achando? - perguntou-me o Rodrigo, enquanto dançavamos lentamente, bem juntinhos.
-Estou a gostar - sorri.
-Sério?
-Hm-hm.
Senti-o a respirar fundo.
-Você tá linda.
-Quantas vezes é que já disseste isso esta noite? - ri, descolando-me do seu peito para olhar para ele. Parámos de dançar.
-Muita vez. Mas eu não canso. Você é linda. -
Eu sorri e ganhei um beijo em seguida. - Cadê o Rúben e a Andreia? - perguntou ele.
-Ele e a Andy foram embora mais cedo.
-Mais cedo?
-Sim. Não me perguntes para onde.
-Você acha qui eles...
-Não sei. Eu gostava. Acho que já está mais que na altura, mas como não sou eu que mando. Se fosse...
-É, eu também acho qui já tá mais qui na hora de eles si resolverem. Mas...
-Mas...?
-Vamo pra casa?
-Desta vez levas-me para a minha casa - pedi.
-Não acredito qui você vai mi deixar dormindo sozinho hoje - disse ele, meio desanimado.
-Acredita, porque é verdade amor.
-Cê tá zoando comigo, só pode!
-Amor, é só hoje. Não percebo qual é a tua aflição. Dormes sem mim tantos dias.
Ele abraçou-me novamente, falando ao meu ouvido.
-Basta ser você, com esse seu sorriso lindo pra eu ficar mal, agora você tá usando esse vestido, aí você mi deixa ainda pior... - desceu a mão pelas minhas costas, parando na minha cintura.
-Ah é esse o teu problema? - ri.
-Eu tou falando sério - voltou a repetir ao meu ouvido.
-Temos pena. Aguente-se - ri eu, falando também ao seu ouvido e terminando com um beijo no seu pescoço.
-Ai é? Você não tá ajudando...
Despeguei-me do seu corpo e segurei as suas mãos.
-Vamos embora? - perguntei, sorrindo.
-Vamo, então.
Despedimo-nos dos que estavam mais perto de nós, incluindo o David, o Luisão e o Javi, e fomos até ao carro.
-Você não quer mesmo ir pra minha casa comigo?
-Não. Já disse que não.
-Ah, não faz assim. Vem comigo, vai.
-Vamos fazer uma coisa: se a Andy estiver em casa, eu fico lá; se não estiver, vou contigo. Pode ser?
-Pode.
Fizémos o caminho para minha casa a conversar e não demorou muito. Olhei para a janela do quarto. O candeeiro estava aceso.
-Cê não vai dormir comigo mesmo, né?
-Pois, parece que não.
-Você não pode voltar amanhã pra saber as novidades?
-Não.
-Tá bom, então - disse ele, meio desanimado.
-Mas não fiques assim, amor. Passa rápido, está bem?
-Remédio, né?
-Oh - pousei a mão na sua perna e dei-lhe um beijo.
-Você não vai mesmo mudar de ideias, né?
-Não. Vá, vou-me embora. Até amanhã.
-Mi dá mais um beijo?
-Dou.
Dei-lhe mais um beijo.
-Ti amo - sussurrou-me.
-Também te amo - sussurrei-lhe também antes de lhe dar mais um beijo e me ir embora.
Entrei em casa, subi as escadas e tirei os sapatos à porta do quarto.
-Olá – disse eu, segurando os sapatos na mão. Depois olhei para a cama da Andy, à espera que ela me dissesse um ‘’Olá’’, mas em vez disso vi a minha melhor amiga lavada em lágrimas. Pousei as minhas coisas em cima da minha cama e sentei-me na cama da Andy, abraçando-a.
-Ei! Calma! O que é que se passou? Porque é que estás assim? – perguntei-lhe.
-Eu… eu acho que… que estraguei tudo… tudo entre mim e… e o Rúben… - disse ela, entre soluços.


Bom, e agora espero que fiquem ''agarrados'', porque a partir daqui, muita coisa vai acontecer!
Espero que tenham gostado, e deixem os vossos comentários!
Beijinhos

Mónica