Olá!
Queria pedir-vos Milhões de Desculpas, porque demorei imenso tempo para voltar a publicar, mas sinceramente não tenho tinho quase tempo nenhum para escrever nem para passar o que já tenho para o computador! Peço mesmo imensas desculpas!
Bom, mas então aqui está mais este capitulo! Espero que gostem e que deixem os vossos comentários, que são muito importantes para mim.
Queria ainda agradecer todas as visitas e agradecer por me seguirem e me deixarem todos estes lindos comentários que me fazem! Sem vocês, nada tinha ainda conquistado!
Muito obrigada, Beijinhos*
Mónica
VISÃO RODRIGO
Quando acordei a minha minina já tava si mexendo pra despertar, nos meus braços.
-Bom dia, meu amor - disse eu pra ela.
-Bom dia - respondeu, si espreguiçando.
-Dormiu bem?
-Muito. E tu?
-Com você nos meus braços durmo sempre. - Ela sorriu e si levantou pra ir buscar a roupa e si vestir. Mi deixei ficar deitado observando ela. Ela vestiu um vestido roxo, de gola alta, de lã, depois foi buscar as botas pretas e sentou juntos dos meus pés pra si calçar.
Quando terminou ela si virou pra mim.
-Importaste? Estou a sentir-me muito observada, e não gosto - pediu com uma careta.
-Porquê? Não posso olhar o qui é meu? - brinquei.
-Assim não. Não gosto de me sentir observada assim.
-É muita pressão, eu sei...
-Oh, vai gozar com o caraças! - riu, si levantando.
-Não, não, não, vem aqui - pedi.
-Anda cá tu - respondeu, indo no banheiro.
-Cê quer mesmo qui eu levante da cama? Olha qui eu vou fazer o dobro da sua altura.
-Oh amor! Primeiro, o dobro da minha altura não fazes, és só uns centimetros mais alto que eu, e segundo, eu não tenho medo dos grandes.
Levantei e fui até junto dela. Ela tava terminando de escovar o cabelo, na frente do espelho.
-Mas devia - respondi.
-Ai devia? - perguntou, virando costas ao espelho e ficando de frente pra mim.
-Devia - respondi, avançando mais pra ela de modo a fazê-la olhar pra cima e notar mais a diferença de alturas. Ela ficou mi olhando, enquanto eu tinha colocado uma mão de cada lad dela, na bancada do lavatório.
-Hm. Está bem, podes intimidar um bocadinho, mas mesmo assim não tenho medo de ti. Não te esqueças que os pequeninos têm muitas vantagens que os grandes não têm - respondeu, batendo na minha barriga.
-Tá bom, cê tem razão. Os piquininos têm vantagens sim - sorri, sengurando a cintura dela e avançando pra beijá-la.
-Então não abuses, se não queres experimentar as minhas vantagens - avisou, consiguindo si escapulir de novo pró quarto.
-E não vai mi dar nem um beijo? - perguntei, chegando novamente junto dela. Ela mi puxou pra baixo pela camisola e mi deu um beijo rápido. - Qui beijo foi esse qui nem beijo foi? Eu quero um beijo bem grande e bem gostoso. Vem aqui qui eu ti mostro - reclamei, mi colando a ela. Abraçei ela forte pela cintura com o meu braço esquerdo e segurei a cara dela com a mão direita, enquanto qui a mão direita dela passava pelo meu cabelo e a mão esquerda segurava a minha camisola.
-Bem, eu vou descer para ir pondo a mesa e preparar as coisas para o pequeno-almoço - disse ela, assim qui eu a soltei.
-Não. Espera por mim. Eu mi visto num instantinho e a gente já desce.
-Está bem... - si sentou na ponta da cama. Eu fui pegar umas calças de ganga escura e uma camisola de malha branca. - Também quees que fique a olhar para ti? - perguntou, brincando.
-Cê é qui sabe si quer ver ou não. Mas pode olhar, claro - ri. Ela riu também.
Mi vesti, mi calçei e terminei de mi arrumar e depois descemos até à cozinha. Arrumámos a mesa e entretanto os nossos pais e as nossas irmãs chegaram também.
-Bom dia! - cumprimentou a minha irmã com um enorme sorriso.
-Bom dia, maninha - respondi, dando um beijo na sua testa.
Dei um beijo também nos meus pais e dei os bons dias ao pai e à irmã da Mónica. Depois sentámos todos na mesa, eu no topo, a Mónica do meu lado esquerdo, e começámos comendo e conversando.
-Ontem à noite parecia qui tava chovendo pra caramba. A gente acordou de noite e ouviu. Mas agora tá um sol tão bom... - comentou a Mariana.
-Pois foi. Mas não me parecia chuva - disse a irmã da Mónica. Eu terminei de dar um gole no meu suco e cruzei o olhar com a Mónica, qui tava com a cabeça baixa prá taça de cereais mas os olhos dela tinham levantado pra mim. Ela tava tentando não si rir, tal como eu.
A Mariana ficou olhando pra gente, sorrindo ligeiramente. Não sei porquê, mas não tava gostando muito desse sorrisinho dela. Aquele assunto terminou por ali, mas ficámos conversando até terminarmos o café da manhã.
-Pai, cês ficam pró almoço? - perguntei.
-Não meu filho. A gente vai ter com o Adélio (pai do Nélson Oliveira), já tinhamos combinado em almoçar lá com eles. Mas só eu e sua mãe, si sua irmã quiser ficar aí - respondeu o meu pai, olhando prá minha irmã.
-Ah, eu posso ficar sim, mas só até às onze.
-Ai é? E porquê? - perguntei.
-Ah, ela vai almoçar na casa da Dona Bela - respondeu a minha mãe.
-Dona Bela? - perguntei, meio confuso.
-A mãe do Rúben, Rodrigo.
-Ah, sim. Mas, pera ai, porqui é qui cê vai almoçar com a Dona Bela sozinha? - perguntei prá Mariana.
-Porqui não é só a Dona Bela qui vai tar lá, não. O Mauro também vai - disse a minha mãe.
-Ai, Dona Andreia, não tá muito metidinha, não? - comentou a minha irmã.
-Eu? Eu não. Você é qui tá com medo de falar - respondeu a minha mãe.
-Não tou não - falou a minha irmã.
-Ah não? Então porqui é qui cê tá aí toda nervosinha? - continuou a minha mae.
-Eu não tou nervosa, mãe! Cê é qui tá enchendo meu saco com essas bobeiras!
Começámos todos nos levantando da mesa.
-Ah é? Hm, tá bom, tá... - voltou a minha mãe a dizer, com um sorrisinho.
-O qui é qui tá acontecendo aqui, hein mininas? - perguntou meu pai com ar meio desconfiado, falando prá minha mãe e prá minha irmã.
-Ah, nada pai. A mamãe é qui tá zoando com a minha cabeça. Mi larga, vai mãe!
-Ah, bom, tá bom - sorriu a minha mãe. - Mas já agora dá um beijo na Dona Bela.
-E um abraço no Mauro, também - acrescentou o meu pai.
-Pode deixar qui eu dou.
-Você diz - corrigi, zoando com a minha irmã.
-Não zoa também não Rodrigo! - mi respondeu ela. Eu ri.
-Bom, e vocês ficam ou precisam qui eu leve vocês? - perguntei pró pai e prá irmã da Mónica.
-Não, nós vamos embora. Só precisamos que nos leves a casa, se faz favor - pediu o Sr.António.
-Claro, eu levo vocês daqui a pouco então. Vão indo todos prá sala qui a gente vai só arrumar a cozinha num instante.
Eles foram saindo da cozinha.
-Vens para ao pé de mim, Mariana? - pediu a irmã da Mónica.
-Tou indo, linda. Primeiro tenho qui dar uma palavrinha com eles dois.
-Está bem - respondeu a minina, saindo prá sala também. Eu e a Mónica começamos tirando as coisas da mesa.
-Qu'qui cê quiria falar com a gente? - perguntei.
-É sobre o chuveiro qui andou correndo essa noite... - sorriu a Mariana. Eu tinha parado atrás da Mónica, colocando umas taças no lava-loiças qui ela tava enchendo pra lavar a loiça. Ela tava ficando envergonhada, e eu não quiria falar disso agora com a minha irmã.
-Chuveiro? Primeiro era chuva, agora é o chuveiro. Cê não sabe qui é qui cê tá dizendo.
-Ah cês pensam qui eu não sei qu'qui cês andaram fazendo? Eu não sou burra não gente.
-Ih, Mariana, chega tá - pedi, tentando não embaraçar mais a minha namorada, qui já tinha começado a lavar a loiça. Eu mi juntei a ela, passando a loiça por água.
-Cês não precisam ficar tão envergonhados, isso é normal entre namorados tá, eu sei. Mas vocês podiam ter tido mais vergonha na cara, cês tinham visitas gente, e não eram umas visitas quaisqueres não, eram os pais de cada um e as irmãs, e olha qui uma delas é menor...
-Mariana, já chega, por favor. Ou você quer qui eu vá dizer pró pai qui você gosta do Mauro?
-Tá bom, eu paro. Mas, eu não gosto do Mauro! Ôh gente, vai encher o saco de outra pessoa, pelo amor de Deus!
-Ah não gosta? Então porqui é qui cê fica sempre tão zangada e agitada quando a gente fala isso, hein?
-Porqui é mentira!
-Hm-hm. Mi diz só mais uma coisa: quem é qui vem pegar você pra ir na casa da Dona Bela?
-O Mauro...
-Ah, tá bom, mi esclareceu... - ri.
-Ah, encheu, viu! Vou prá sa pra ver se você mi esquece!
-Vai lá, vai. A mamãe também tá lá, viu!
-Ah, não zoa Rodrigo! - respondeu a minha irmã, saíndo da cozinha.
-Pronto, já pode respirar - disse eu prá Mónica, rindo.
-E tu riste!
-Ah, tem qui ser! Ou quer qui eu chore?
-Que piada - ironizou. - Deves ter gostado das bocas da tua irmã.
-Ah, gostar, gostar, não gostei, mas também mandei ela lá pra dentro num instantinho. Basta falar no Mauro qui ela fica logo mal
-É, eu acho que tens de começar a pôr olho nisso, se não, qualquer dia ficas sem a tua irmãzinha.
-Minha irmãzinha nunca vai deixar de ser a minha irmãzinha. Eu e o meu pai não vamos ser os únicos homens na vida da minha irmã, eu sei qui não vai durar pra sempre.
-Ah, então vê se te deixas de armar em guarda-costas. A rapariga já sabe o que faz e parece ter bom gosto, por isso.
-Bom gosto? Mau,qui eu não tou gostando. Qu'qui cê quis dizer com isso, hein?
-Então, se ela ficar com o Mauro fica bem servida, ele é um rapaz decente.
-Ai é? E onde qui eu fico?
-Tu ficas ao pé de mim.
-Fazendo o quê? De vela ou segurando o babete?
-Também já aprendeste a do babete! Ai o caraças!
-Já, cê sabe qui o convivio com o Rúben tem dessas coisas. Mas vá, mi diz, qu'qui cê prefere?
-Está bem, já que queres mesmo que eu escolha, prefiro que sejas o candeeiro.
-Essa opção não tá em aberto.
-Nem a opção de ficares em outro sítio que não seja ao meu lado e para sempre, mas mesmo assim deste-me essas opções.
-Calma, o quê? Não escutei, repete - brinquei, segurando ela pela cintura e a virando pra mim.
-Não tens outra posição na minha vida sem ser a que tens como estado civil: meu namorado. Eu não te quero longe de mim, seu tontinho. Por mais que as pessoas da familia Amorim sejam atraentes e pessoas decentemente fantásticas, a única atração que eu quero és tu, a única pessoa decentemente fantástica que eu amo és tu - mi respondeu sorrindo e fazendo uma festa na minha cara antes de colocar os braços atrás do meu pescoço.
-O Rúben si ouvisse você já tava cantando e dançando a ''I'm sexy and I know it'' - ri. Ela deu uma gargalhada e encostou a cabeça no meu peito.
-Ainda bem que tu não fazes isso - desabafou rindo.
-Por enquanto...
-Mau! Tu vê lá! - levantou o rosto pra olhar pra mim. - Eu não quero assistir a figuras dessas!
-Ah, vai mi dizer qui você também não dança de vez em quando.
-Se eu soubesse dançar, talvez o fizesse.
-Não acredito qui você não sabe dançar nada.
-Mas não danço.
-Não dança mas vai dançar. Um dia desses eu ti ensino qualquer coisa.
-Não sei se vai valer a pena.
-Claro qui vai - sorri. Depois ficamos alguns segundos nos olhando apenas e balançando devagarinho. - Eu acho qui se eu procurasse eu não ia encontrar você.
-Isso é suposto ser um elogio, já percebi, e obrigada, mas agora diz-me lá o que é que querias dizer exactamente com isso - riu ela.
-Ahah. Por exemplo, tá vendo essa sua atitude agora, foi natural e botou piada num momento em qui eu ia tentar começar uma declamação.
-Declamação?
-Sim. Aê, eu não sei como é qui cês dizem aqui, mas eu ia dizer pra você qui eu tou gostando muito de você, eu ti amo e você é uma das pessoas mais fantásticas qui eu conheço, cê é maravilhosa, eu amo a sua maneira de ser, amo a sua energia, as suas brincadeiras, as caras qui cê faz... Você é única e por isso eu ti amo.
-Eu não sou única, sou igual a muitas pessoas.
-Não, não é. Você é qui não vê, porqui cê é assim desde sempre, mas quem vem de fora, quem não conhece você... Não é dificil ficar encantado - sorri. - Você é alegre e cativa todo mundo.
-Já terminaste a tua declaração? Já posso beijar-te? - perguntou.
-Claro qui pode. Pode sempre. Mas, mi deixa dizer só mais três palavras? - Ela acenou qui sim. - Ti amo muito - sorri, avançando pra tocar os seus lábios com os meus.
-Eu também te amo muito - conseguiu dizer, antes de eu a beijar.
Pouco depois ouvimos alguém tossindo.
-Mãe, cê tava aí há muito tempo?
-O suficiente pra ouvir as coisas bonitas qui cês disseram - respondeu a minha mãe sorrindo e entrando na cozinha. Eu e a Mónica nos largámos.
-É, precisa de alguma coisa, mãe? - perguntei, meio envergonhado.
-Por acaso preciso, preciso qui vocês venham comigo na sala. Eu e seu pai vamos embora.
-Ah, claro. - Olhei prá minha namorada. - Vamo - segurei a mão dela e seguimos junto com a minha mãe prá sala.
-Então, ficaram conversando? - perguntou o meu pai.
-É, pode dizer qui tivemos sim - respondeu a minha mae, sorrindo ligeiramente.
-Hm. Bom, meu filho, a gente vai indo. Já nos despidimos de todo mundo menos de vocês dois - falou o meu pai, avançando pra mi dar um abraço. Depois deu dois beijos no rosto da Mónica. - Você tem aqui uma moça séria, não deixa ela escapar não.
-Pode deixar qui eu cuido disso, pai - respondi, trocando um rápido olhar e um breve sorriso com a minha namorada.
-Eu sei qui sim. Bom, Mónica, gostei muito de conhecer você, você é uma boa moça e faz muito bem pró meu filho - disse o meu pai.
-Obrigada, Sr.Adalberto - agradeceu ela.
-Ah, deixa dessas coisas. É Adalberto, por favor.
-Está bem, Adalberto - sorriu ela, pronunciando o nome do meu pai ainda meio esquisito.
-Bom e eu vou levar vocês, se vocês quiserem - disse eu, falando pró pai e prá irmã da Mónica.
-Sim, por favor - respondeu o pai.
Depois de todos si dispidirem, eu dei um beijo na minha namorada e um ''tchau'' prá minha irmã e fui com o Sr.António e a Vânia pró meu carro, pra levar eles em casa.
VISÃO MÓNICA
Depois do Rodrigo ter ido levar o meu pai e a minha irmã a casa e os pais dele terem ido embora, fiquei sozinha com a Mariana. Ficámos a ver um pouco de televisão e a conversar.
-Bem, eu vou arrumar o quarto. Se precisares de alguma coisa chama-me - disse eu.
-Tá muito bagunçado? - perguntou, sorrindo. Olhei para ela, breves segundos, tentando perceber se a sua pergunta iria servir para mandar alguma boca ou se era simplesmente uma pergunta, sem segundas intenções. Não pareceu que as tivesse.
-Não muito, mas vou dar um jeitinho. Não gosto de deixar as coisas desarrumadas.
-Ih, você e o meu irmão são mesmo iguais. Ele também detesta begunça.
-Eu sei, e ainda bem, assim não tenho de arrumar o que ele desarruma, porme ele já o faz.
-É, é bom sim. Mas agora eu acho qui deviam arrumar os dois. Os dois bagunçaram, os dois arrumam.
-Mariana, importaste de para com as insinuações, por favor?
-Não são insinuações, são factos. Eu já disse qui não sou burra.
-Ah é? Então sendo assim também posso dizer-te que eu também não sou burra nenhuma.
-Qu'qui cê quer dizer com isso?
-Já percebi que o Mauro mexe alguma coisa em ti.
Ela fitou o chão, meio embaraçada.
-Não mexe não. Até você já acredita nas brincadeiras do Rodrigo e da minha mãe?
-Não é questão de acreditar neles ou não, eu também sei ver. E, se não mexe, porque é que estás a olhar para o chão e não para mim, quando falamos nisso?
Ela ficou ainda mais envergonhada.
-Tá bom, pronto. Ele mexe um pouquinho, sim.
-Ah! Eu sabia. Então e gostas dele há muito tempo?
-Eu não disse qui gostava dele!
-Ah, está bem... Podes tentar enganar muita gente, mas comigo não funciona, ou queres que te traduza esse brilhozinho nos teus olhos de cada vez que se fala no Mauro?
-Posha, não convenço você mesmo, né?
-Não mesmo. Então mas diz-me lá, há quanto tempo é que gostas dele?
-Ah, sei lá... Faz um mês e pouco...
-Hm. E têm saido muito?
-Não, porqui eu tenho passado mais tempo no Brasil, mas agora eu tou pensando ficar por cá.
-A sério?
-Sim. Vou falar com o meu irmão pra ver se dá pra eu ficar aqui com ele até encontrar um sitio.
-Sim, obviamente que ele não te vai dizer que não.
-Sim, claro. E vou ter de vir prá Faculdade aqui também.
-Que curso é que estás a tirar?
-Tradução, também.
-Ah, então vais para a Nova, aqui em Lisboa?
-É, acho qui vou sim - sorriu.
-Está bem.
-E, eu quiria pedir uma coisa pra você.
-Pede.
-Não fala pró meu irmão qui eu falei pra você qui eu tou gostando do Mauro, por favor.
-Eu dizer não digo, mas, achas que o teu irmão é burro? Se ele já não percebeu, já está desconfiado.
-Acha?
-Acho. Mas não percebo muito bem porque é que estás com medo que o teu irmão saiba. Estamos a falar do Mauro, o irmão do Rúben, o Rodrigo conhece-os, sabe que eles são pessoas fantásticas e totalmente impecáveis.
-Ah, não sei...
-Não tens de ter medo de nada.
-É, vai ver e você tem razão.
-Tenho. Nem o teu irmão nem ninguém te vai impedir de nada. Já és maior e vacinada e sabes o que queres. Se o Mauro também gostar de ti, vocês têm é de aproveitar, vocês não estão a cometer nenhuma ilegalidade, só estão a tentar ser felizes.
-Obrigad pelas suas palavras, cê tá mi ajudando bastante. Acho qui vou falar com o meu irmão sim - agradeceu com um sorriso.
-Não tens de agradecer, acho que teria gostado que fizesses o mesmo comigo, se fosse eu.
-Pode crer qui fazia. Se os nossos pais não tivessem gostado de você eu ia buscar você na mesma, se bem qui o meu irmão não ia desistir de você tão fácil não. Amando você como ele ama, mesmo sendo os nossos pais, qui ele ama muito, ele não ia deixar você fugir- Ele pode já ter sofrido muito, mas agora, pr'além de os nossos pais e eu tarmos torcendo por vocês e termos gostado muito de você, tiranndo de parte a brincadeirinha qui eu fiz pra você no principio, o meu irmão sente , com mais certeza qui nunca, qui você é a garota qui vai ficar do lado dele pra sempre.
-Então e qual é o poeta que estás a reitar? - brinquei, sorrindo, no entanto, de todas as coisas boas de ouvir que ela me tinha dito agora, estraí uma parte menos boa que me estava a preocupar.
-Ah, poeta nenhum. É o romântico do meu irmão. A gente fala muito, e de tudo, por isso eu sei o quanto ele te ama.
Sorri.
-Então se partilham de tudo, já estás a preparar-te para lhe falar sobre o Mauro, certo? - brinquei.
-Olha, agora tou mesmo. Você mi ajudou e mi fez perceber qui não tem do qui ter medo. O meu irmão sempre mi escutou e ele sempre resolve as coisas conversando e com calma, por isso não tem do qui ter medo.
-É mesmo assim! - em seguida permaneci meio hesitante, mas eu tinha de perguntar, eu tinha de saber, e se fosse perguntar ao Rodrigo tinha medo de abrir feridas ou deixá-lo em baixo por lembrar o assunto. - Mariana, posso fazer-te uma pergunta sobre o teu irmão?
-Pode, agora eu não sei é se eu vou poder ou saber responder. Mas mi fala, qui é que cê quer saber?
-Há pouco, quando tu disseste que o teu irmão já tinha sofrido muito, estavas a referir-te ao quê» - perguntei, meio com medo, coisa que se deve ter evidenciado na minha cara. Ela suspirou, calmamente.
E agora, como correrá a conversa entre a Mariana e a Mónica? O que será tudo isto que tem dado imensas preocupações à Mónica?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Capitulo 20 (parte II)
Olá!
Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo! Queria pedir-vos descupa por demorar tanto a postar, mas agora tenho tido pouco tempo, para além de que tenho andado com uns problemas, mas nada que não se resolva!
Espero que gostem e já sabem, deixem a vossa opinião, que é muito importante para mim! :D
Beijinhos*
Mónica
(Mónica)
-Porque não, amor. Não me sinto bem com os teus pais e o meu pai e a minha irmã e a tua aqui ao lado...
-Ah... - lamentou-sepassando suavemente a mão pela minha perna. Arrepiei-me. - Tá bom. Eu percebo você.
-Não vais ficar chateado, pois não? - perguntei.
-Não, claro qui não. Mas devia. - Levantou-se da cama. - Cê tá me deixando mal pra caramba.
Coloquei-me de joelhos no fundo da cama, à sua frente.
-Desculpa, amor. Também não fiquei muito bem, mas não consigo mesmo.
-Eu sei, eu percebo você. Mas, não faz assim, então. Não posso ficar junto de você agora, senão não sei se vou segurar - respondeu-me, retirando as minhas mãos dos seus quadris. - Tenho de ir no banheiro. - Largou as minhas mãos e começou a dirigir-se para a casa-de-banho do quarto. - E olha, - virou-se de frente para mim, já à porta da casa-de-banho - se veste, por favor - pediu a custo. Depois entrou na casa-de-banho.
Olhei para o relógio. Duas menos um quarto da manhã... E eu queria mesmo fazer a vontade ao meu menino, vontade essa que também era minha... Fui até à porta do quarto e rodei a chave. Fui até à porta da casa-de-banho e abri-a. Fechei-a e tranquei também a porta, sem fazer barulho. Aos meus pés estavam as calças dele. Sorri, ligeiramente envergonhada. Tinha deixado o meu menino mesmo mal... Fui até junto da banheira e ele estava de costas, de boxers, enquanto a água corria. Ele mexeu na torneira para regular a temperatura.
-Já tranquei as portas - disse eu. Ele olhou para trás, surpreendido.
-Amor, eu pedi pra você ficar de fora... - disse ele, não tomando muito sentido ao que eu tinha dito. Pus-me à sua frente.
-Eu disse já tranquei as portas. Entrar já não entram e, eu posso tentar esqueçer que eles estão lá dentro e descontrair. - Ele sorriu. - Mas, só se for ali - indiquei com o olhar para o chuveiro, atrás dele.
-Tem certeza? Eu posso ter ficado mal, mas eu não vou e não quero obrigar você a nada, amor.
-Eu sei, e não estás. Eu estou a dizer-te que sim, pode ser? - sorri, encostando-me ao seu peito.
-Pode, claro qui pode - sorriu, beijando-me em seguida.
-Mas prometes que me calas? - perguntei, meio envergonhada.
-Ahah, prometo. Claro qui prometo meu amor - sorriu-me, dando-me um beijo que reforçava as suas palavras.
A pouca roupa que ainda estava nos nossos corpos não lá permaneceu muito mais tempo. Entrámos para de baixo do chuveiro sem separarmos os nossos lábios um único centímetro. O seu beijo enebriava-me. Os seus lábios causavam-me uma sensação de completa redenção. As suas mãos requeriam a atenção do meu corpo enquanto os seus lábios faziam com que eu fervesse também por dentro. As minhas mãos percorriam as suas costas até onde podiam. O seu corpo musculado ofereciam-me uma sensação de proteção e segurança, mas também de preenchimento e prazer por algo tão bom e belo me pertencer desta maneira tão inacreditável. E o seu ser, alegre e bem disposto, a pessoa maravilhosa que ele é faz-me sentir confiante por ter alguém assim sempre do meu lado, faz-me ser alegre e bem disposta como ele, faz-me ver a vida com um sorriso sempre no canto dos lábios... Enquanto a água corria fizémos amor uma vez e voltámos a fazê-lo, cobrando o desejo de antes, o desejo de agora e o de3sejo que havia de vir. E todas as vezes que eu tencionava, não intencionalmente, fazer algum tipo de barulho que denunciasse o nosso momento de prazer, ele abafava-o, reprimia-o, sufocava-o com beijos e carinhos, tornando esse prazer ainda maior. Quando saímos enrolámo-nos cada um numa toalha, mas nem enquanto ele destrancava a porta da casa-de-banho os nossos lábios se afastaram. Eu andava para trás enquanto riamos baixinho e trocavamos beijos carinhosos. Ao chegarmos ao lado da cama ele sentou-se e sentou-me ao seu colo, colocando uma mão na minha perna e continuando a beijar-me, fazendo uma espécie de brincadeira entre os nossos lábios.
-Amo-te - disse-lhe, depois de nos desmancharmos a rir, terminando a brincadeira.
-Eu também amo muito você - sorri. Ele beijou-me. - Não foi tão dificil assim deixar si levar, foi? - perguntou-me, sorrindo ligeiramente.
-Não. Contigo não é.
-Comigo?! Ah você si deixa levar com mais alguém?
-Não! Claro que não!
-Ah! Agora cê me assustou!
-Oh, parvinho. Claro que não. Eu só te quero a ti.
-Acho bom qui sim. Não tava gostandomdessa conversa - sorriu.
-Eish, até parece. Sabes bem que não quero mais ninguém. Ou pelo menos devias saber.
-Eu sei. Tava zoando com você.
-Hm. Bom, é melhor vestirmos o pijama e irmos dormir. Já é tarde, e amanhã eles é que acordam primeiro que nós e não fica bem, não é.
-É, cê tem razão. Vamo dormir - concordou. - Levantei-me do seu colo e ele levantou-se também, agarrando-me pela cintura. - Obrigado - agradeceu, olhando-me.
-Porquê?
-Por ter me deixado ti amar e por ter me amado agora.
-Oh, até parece. Se eu também não quisesse achas que tinha ido ter contigo? Eu vi como é que te deixei, não ia pôr-te pior.
-Eu sei. Mas também sei qui você não se sentia bem com eles lá dentro.
-Oh, de nada - sorri.
-E então, cê se deixa levar bem comigo, hein? - sorriu-me, com um ar meio convencidinho.
-Deixo. E muito bem - sorri-lhe.
-Sabe, eu também me deixo levar muito bem com você... - provocou, apertando-me contra si.
-Sei, sei. Sei muito bem, mas o único sítio onde te vou levar agora é para a cama.
-Vamo embora!
-Para dormir, amor. Dormir. Já tivémos o suficiente para hoje.
Virei-lhe costas e fui buscar o meu pijama. Ele deu uma gargalhada. Vestiu o seu pijama também e deitámo-nos. Ele abraçou-me.
-Quando eu agradeci a você, eu não tava me refirindo só do qui aconteceu à pouco. Eu tava falando de sempre. Eu sou o cara mais feliz do mundo por ter você do meu lado.
-Oh... Não precisas de agradecer. Fi-lo e faço-o porque quero, porque e amo.
-Pra mim não dá de outro jeito. Eu faço amor amando, não só por fazer. Quando eu ti amo, eu ti amo de verdade, eu quero qui você sinta o meu amor, e sinta qui tudo qui eu digo pra você eu digo do coração. Quero qui você sinta todo o prazer qui você me faz sentir. Quero qui você saiba o quão feliz você me faz só de dar um sorriso pra mim. Quero qui... - dei-lhe um beijo, calando-o.
-Amor, não precisas de continuar. Não precisas de enumerar tudo o que me queres fazer sentir. Eu sinto-o. Eu sinto e amo. Amo e amo-te, amo-te muito, por tudo, por nada e por mais alguma coisa. Eu sinto tudo o que quero sentir, sinto mais do que pensei sentir e sinto cada vez mais o quanto me amas. E isso satisfaz-me por dentro, por fora e para sempre.
Ele sorriu-me.
-Cê é linda, sabia? Linda, fantástica, maravilhosa. Você é perfeita - deu-me um pequeno beijo.
-Eish, grande mentiroso!
-Quê?!
-Eu nao sou perfeita.
-As mais pequinininhas coisas, os mais pequenos pormenores, os mais pequenos defeitos me fazem ti amar ainda mais, ti tornam na minha mulher perfeita, pra sempre, mas pra sempre de para sempre e não daquele pra sempre qui se jura e depois chega num fim. Tudo o qui é imperfeito em você me completa e ti torna perfeita.
Beijei-o. Não conseguia falar, por isso beijei-o. Tentei que com este beijo ele percebesse o que eu nã conseguia dizer por palavras.
-Vamo dormir, então? - disse ele, depois de me ter dado mais dois ou três pequenos beijos.
-Vamos - concordei. Acomodei a minha cabeça junto do seu peito enquanto ele me abraçava e me mexia no cabelo. O seu coração batia com força, a sua respiração estava calma. O seu perfume envolvia-me.
-Dorme bem, meu amor - disse-me.
-Tu também, amor - respondi-lhe, aspirando o seu perfume e dando-lhe um pequeno beijo no peito. Fechei os olhos e ouvi-o a sorrir. Sentia-me perfeitamente completa.
Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo! Queria pedir-vos descupa por demorar tanto a postar, mas agora tenho tido pouco tempo, para além de que tenho andado com uns problemas, mas nada que não se resolva!
Espero que gostem e já sabem, deixem a vossa opinião, que é muito importante para mim! :D
Beijinhos*
Mónica
(Mónica)
-Porque não, amor. Não me sinto bem com os teus pais e o meu pai e a minha irmã e a tua aqui ao lado...
-Ah... - lamentou-sepassando suavemente a mão pela minha perna. Arrepiei-me. - Tá bom. Eu percebo você.
-Não vais ficar chateado, pois não? - perguntei.
-Não, claro qui não. Mas devia. - Levantou-se da cama. - Cê tá me deixando mal pra caramba.
Coloquei-me de joelhos no fundo da cama, à sua frente.
-Desculpa, amor. Também não fiquei muito bem, mas não consigo mesmo.
-Eu sei, eu percebo você. Mas, não faz assim, então. Não posso ficar junto de você agora, senão não sei se vou segurar - respondeu-me, retirando as minhas mãos dos seus quadris. - Tenho de ir no banheiro. - Largou as minhas mãos e começou a dirigir-se para a casa-de-banho do quarto. - E olha, - virou-se de frente para mim, já à porta da casa-de-banho - se veste, por favor - pediu a custo. Depois entrou na casa-de-banho.
Olhei para o relógio. Duas menos um quarto da manhã... E eu queria mesmo fazer a vontade ao meu menino, vontade essa que também era minha... Fui até à porta do quarto e rodei a chave. Fui até à porta da casa-de-banho e abri-a. Fechei-a e tranquei também a porta, sem fazer barulho. Aos meus pés estavam as calças dele. Sorri, ligeiramente envergonhada. Tinha deixado o meu menino mesmo mal... Fui até junto da banheira e ele estava de costas, de boxers, enquanto a água corria. Ele mexeu na torneira para regular a temperatura.
-Já tranquei as portas - disse eu. Ele olhou para trás, surpreendido.
-Amor, eu pedi pra você ficar de fora... - disse ele, não tomando muito sentido ao que eu tinha dito. Pus-me à sua frente.
-Eu disse já tranquei as portas. Entrar já não entram e, eu posso tentar esqueçer que eles estão lá dentro e descontrair. - Ele sorriu. - Mas, só se for ali - indiquei com o olhar para o chuveiro, atrás dele.
-Tem certeza? Eu posso ter ficado mal, mas eu não vou e não quero obrigar você a nada, amor.
-Eu sei, e não estás. Eu estou a dizer-te que sim, pode ser? - sorri, encostando-me ao seu peito.
-Pode, claro qui pode - sorriu, beijando-me em seguida.
-Mas prometes que me calas? - perguntei, meio envergonhada.
-Ahah, prometo. Claro qui prometo meu amor - sorriu-me, dando-me um beijo que reforçava as suas palavras.
A pouca roupa que ainda estava nos nossos corpos não lá permaneceu muito mais tempo. Entrámos para de baixo do chuveiro sem separarmos os nossos lábios um único centímetro. O seu beijo enebriava-me. Os seus lábios causavam-me uma sensação de completa redenção. As suas mãos requeriam a atenção do meu corpo enquanto os seus lábios faziam com que eu fervesse também por dentro. As minhas mãos percorriam as suas costas até onde podiam. O seu corpo musculado ofereciam-me uma sensação de proteção e segurança, mas também de preenchimento e prazer por algo tão bom e belo me pertencer desta maneira tão inacreditável. E o seu ser, alegre e bem disposto, a pessoa maravilhosa que ele é faz-me sentir confiante por ter alguém assim sempre do meu lado, faz-me ser alegre e bem disposta como ele, faz-me ver a vida com um sorriso sempre no canto dos lábios... Enquanto a água corria fizémos amor uma vez e voltámos a fazê-lo, cobrando o desejo de antes, o desejo de agora e o de3sejo que havia de vir. E todas as vezes que eu tencionava, não intencionalmente, fazer algum tipo de barulho que denunciasse o nosso momento de prazer, ele abafava-o, reprimia-o, sufocava-o com beijos e carinhos, tornando esse prazer ainda maior. Quando saímos enrolámo-nos cada um numa toalha, mas nem enquanto ele destrancava a porta da casa-de-banho os nossos lábios se afastaram. Eu andava para trás enquanto riamos baixinho e trocavamos beijos carinhosos. Ao chegarmos ao lado da cama ele sentou-se e sentou-me ao seu colo, colocando uma mão na minha perna e continuando a beijar-me, fazendo uma espécie de brincadeira entre os nossos lábios.
-Amo-te - disse-lhe, depois de nos desmancharmos a rir, terminando a brincadeira.
-Eu também amo muito você - sorri. Ele beijou-me. - Não foi tão dificil assim deixar si levar, foi? - perguntou-me, sorrindo ligeiramente.
-Não. Contigo não é.
-Comigo?! Ah você si deixa levar com mais alguém?
-Não! Claro que não!
-Ah! Agora cê me assustou!
-Oh, parvinho. Claro que não. Eu só te quero a ti.
-Acho bom qui sim. Não tava gostandomdessa conversa - sorriu.
-Eish, até parece. Sabes bem que não quero mais ninguém. Ou pelo menos devias saber.
-Eu sei. Tava zoando com você.
-Hm. Bom, é melhor vestirmos o pijama e irmos dormir. Já é tarde, e amanhã eles é que acordam primeiro que nós e não fica bem, não é.
-É, cê tem razão. Vamo dormir - concordou. - Levantei-me do seu colo e ele levantou-se também, agarrando-me pela cintura. - Obrigado - agradeceu, olhando-me.
-Porquê?
-Por ter me deixado ti amar e por ter me amado agora.
-Oh, até parece. Se eu também não quisesse achas que tinha ido ter contigo? Eu vi como é que te deixei, não ia pôr-te pior.
-Eu sei. Mas também sei qui você não se sentia bem com eles lá dentro.
-Oh, de nada - sorri.
-E então, cê se deixa levar bem comigo, hein? - sorriu-me, com um ar meio convencidinho.
-Deixo. E muito bem - sorri-lhe.
-Sabe, eu também me deixo levar muito bem com você... - provocou, apertando-me contra si.
-Sei, sei. Sei muito bem, mas o único sítio onde te vou levar agora é para a cama.
-Vamo embora!
-Para dormir, amor. Dormir. Já tivémos o suficiente para hoje.
Virei-lhe costas e fui buscar o meu pijama. Ele deu uma gargalhada. Vestiu o seu pijama também e deitámo-nos. Ele abraçou-me.
-Quando eu agradeci a você, eu não tava me refirindo só do qui aconteceu à pouco. Eu tava falando de sempre. Eu sou o cara mais feliz do mundo por ter você do meu lado.
-Oh... Não precisas de agradecer. Fi-lo e faço-o porque quero, porque e amo.
-Pra mim não dá de outro jeito. Eu faço amor amando, não só por fazer. Quando eu ti amo, eu ti amo de verdade, eu quero qui você sinta o meu amor, e sinta qui tudo qui eu digo pra você eu digo do coração. Quero qui você sinta todo o prazer qui você me faz sentir. Quero qui você saiba o quão feliz você me faz só de dar um sorriso pra mim. Quero qui... - dei-lhe um beijo, calando-o.
-Amor, não precisas de continuar. Não precisas de enumerar tudo o que me queres fazer sentir. Eu sinto-o. Eu sinto e amo. Amo e amo-te, amo-te muito, por tudo, por nada e por mais alguma coisa. Eu sinto tudo o que quero sentir, sinto mais do que pensei sentir e sinto cada vez mais o quanto me amas. E isso satisfaz-me por dentro, por fora e para sempre.
Ele sorriu-me.
-Cê é linda, sabia? Linda, fantástica, maravilhosa. Você é perfeita - deu-me um pequeno beijo.
-Eish, grande mentiroso!
-Quê?!
-Eu nao sou perfeita.
-As mais pequinininhas coisas, os mais pequenos pormenores, os mais pequenos defeitos me fazem ti amar ainda mais, ti tornam na minha mulher perfeita, pra sempre, mas pra sempre de para sempre e não daquele pra sempre qui se jura e depois chega num fim. Tudo o qui é imperfeito em você me completa e ti torna perfeita.
Beijei-o. Não conseguia falar, por isso beijei-o. Tentei que com este beijo ele percebesse o que eu nã conseguia dizer por palavras.
-Vamo dormir, então? - disse ele, depois de me ter dado mais dois ou três pequenos beijos.
-Vamos - concordei. Acomodei a minha cabeça junto do seu peito enquanto ele me abraçava e me mexia no cabelo. O seu coração batia com força, a sua respiração estava calma. O seu perfume envolvia-me.
-Dorme bem, meu amor - disse-me.
-Tu também, amor - respondi-lhe, aspirando o seu perfume e dando-lhe um pequeno beijo no peito. Fechei os olhos e ouvi-o a sorrir. Sentia-me perfeitamente completa.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Capitulo 20 (parte I)
Olá!
Peço desculpa pela demora a postar, mas não tenho conseguido escrever e só agora arranjei um tempinho! :s
Espero que gostem de mais este capitulo e me deixem os vossos comentários! :D
Beijinhos*
Mónica
VISÃO ANDREIA
Desliguei rapidamente antes que a Mónica começasse a dar-me os sermões que já têm sido habituais, sobre o Rúben. Já me bastava ele estar sempre a insistir... Saí da cozinha e esgueirei-me para o quarto da minha irmã, que outrora também tinha sido meu, em vez de me juntar ao resto da família que estava na sala. Ao lado da cama da minha irmã estava um saco com o presente que eu tinha para o Rúben. Um pulôver cinzento.
Achei que lhe ia ficar bem. Mas depois nem consegui entregar-lho. Cada vez que ele estava ao pé de mim eu perdia a noção de uma parte da realidade. Cada vez mais.
-Estás aqui mana? - disse-me a minha irmã, entrando de repente no quarto. - Isso é para quem? - perguntou, olhando para o pulôver que estava nas minhas mãos.
-É... para o meu cunhado, quer dizer, o Rodrigo.
-O Rodrigo? Que Rodrigo?
-O do Benfica.
-O do Benfica? A sério? Mas... Mas como é que ele é teu cunhado mana? Tu não tens mais nenhuma irmã - perguntou, confusa.
-É uma maneira de dizer, tontinha - coloquei o pulôver dentro do saco. - Ele é namorado da Mónica e eu trato-a como se ela fosse uma irmã, por isso, o Rodrigo é meu cunhado, mas é só a fingir. Irmã só tenho uma, e és tu minha piolha! - abraçei-a e dei-lhe um beijo.
-Vens lá para dentro para ao pé de nós, mana?
-Vou já, amor. Vou só fazer uma coisa.
-Está bem - respondeu e saiu do quarto em direcção à sala.
New Message. Text. To: Rúben: Amanhã aro-te a porta, mas é só porque tenho de te dar a tua prenda de Natal, não é para me chateares outra vez com a mesma conversa ;p Beijos.
New Message. From: Rúben: Não menina Andreia, amanhã vamos conversar sobre o que temos de conversar. E se te atreveres a não me abrir a porta eu entro pela janela, e se não conseguir entrar vou gritar tudo o que tenho para dizer, para que tu possas pelo menos ouvir-me, e não quero saber dos vizinhos ou das pessoas que passam na rua.
New Message. Text. To: Rúben: Tu não fazias isso...
New Message. From: Rúben: Tu não me testes, Andreia Filipa! Eu sou bem capaz de fazer isso. Mas é só se recusares a abrir-me a porta.
Não respondi. Eu sabia que ele era bem capaz de fazer o que estava a dizer... Fui para a sala e sentei-me ao lado do meu tio, pai do meu primo Gonçalo que estava a brincar com a minha irmã, e a mãe dele, a minha tia, estava à mesa, a conversar com a minha irmã. De repente recebi outra mensagem, do Rúben. Simples, mas que me deixou sem palavras, novamente.
Adoro-te.
Não respondi outra vez. Não conseguia. Ficava sem palavras. Outra mensagem.
Desculpa, escrevi mal. Não é adoro-te, é amo-te.
Fiquei estática a olhar para a mensagem.
-Andreia. Andreia, estás a sentir-te bem? Estás um bocado pálida - despertou-me o meu tio. As palavras do Rúben tinham-me deixado sem ar, incoscientemente.
-Ah, esqueci-me de respirar... Eu vou até à cozinha - respondi, levantando-me. A minha mãe ficou a olhar para mim. Segui até à cozinha e abri a janela. Respirei fundo.
-O que é que se passa, filhota? - perguntou-me o meu pai, aparecendo ao meu lado.
-Ai, que susto pai! - olhei para ele. - Não se passa nada. Porque é que havia de se passar? - respondi, voltando a olhar pela janela.
-Se eu já não te conecesse... Anda aí alguma coisa a tomar conta do teu juízo.
-Não anda nada, pai.
-O Rúben veio só entregar as prendas, há bocado?
Fiquei completamente surpreendida pela pergunta do meu pai e pelo facto de ter sido tão directo. O pior era que o ''palpite'' dele estava certo. Anda alguém a tomar conta do meu juízo e do meu ''não-juízo'' e essa pessoa é exactamente o Rúben...
-Sim pai, veio - menti. - E pusemos a conversa em dia, só isso.
-Então quem é que é esse rapaz que te anda a atazanar o juízo?
-Quem é que te disse que é um rapaz? São só umas coisas da Faculdade que estou a ter dificuldade.
-Está bem, está. Vou fingir que acredito.
-Mana! - chamou-me a minha irmã. - O Gonçalo precisa da tua ajuda.
-Está bem. Vamos lá ver o que é que ele quer - respondi, aproveitando para escapar à conversa com o meu pai. Ele olhou para mim.
-É Natal, filha. Esqueçe a Faculdade agora - pediu ele, pronunciando a Faculdade de maneira diferente para que eu não esquecesse que ele sabia que a minha Faculdade neste momento era outra, apesar de não saber qual, mas estava lá perto.
VISÃO MÓNICA
Meia-noite e meia. Os presentes já estavam abertos e a conversa tinha sempre sido super animada, mas agora o sono já começava a chegar, pelo menos à minha irmã, que já tinha passado da pilha à necessidade de bateria.
-Bom, a gente vai indo meu filho - informou o Sr. Adalberto.
-Cês não querem passar cá a noite? Há quartos pra todo mundo - perguntou o Rodrigo.
-Não precisa - voltou o pai dele a dizer.
-Eu não quero qui vocês andem na rua a essa hora, pai. Mãe, Mariana, por favor.
-Tá bom, a gente fica - respondeu a mãe dele.
-Obrigado - sorriu. - E vocês também ficam cá.
-Não é preciso. Só precisamos que nos leves a casa - respondeu o meu pai.
-Oh pai, eu quero dormir cá - sussurrou a minha irmã.
-Eu não posso levar vocês em casa. Eu não quero, eu quero qui vocês fiquem cá. Vou ficar mais tranquilo - insistiu o meu namorado.
-Vá lá, pai - voltou a pedir a minha irmã, baixinho.
-Está bem, pronto, nós ficamos. Não podiamos voltar para casa na mesma - brincou o meu pai.
-Obrigado - sorriu o meu namorado. - Bom, então vamo mostrar os quartos pra vocês, pra vocês verem onde qui querem ficar.
Subimos as escadas e depois eles escolheram os quartos onde queriam ficar. A minha irmã quis ficar com a Mariana.
-Eu vou já ter contigo.Vou só ter uma conversinha rápida com a minha irmã - disse eu ao Rodrigo.
-Tá bom. Eu vou já trocando de roupa - deu-me um beijo.
Bati à porta do quarto onde a minha irmã e a irmã dele estavam e entrei.
-Preciso de falar contigo, menina - disse eu à minha irmã.
-Porquê? - perguntou ela.
-Eu não me esqueci que tu desviaste a conversa quando eu perguntei ao pai como é que ele sabia que eu namorava com o Rodrigo.
-Ah...
-Ah, pois é. Tu tens alguma coisa a ver com isso, de certeza, por isso vá, conta-me.
-Eu estou com sono...
Por isso mesmo, quanto mais rápido falares mais cedo vais dormir.
-Ah, está bem. Eu vi uma mensagem que ele te mandou, uma vez, quando tu foste visitar-me a mim e ao pai. Foste à casa-de-banho e deixaste o telemóvel em cima da mesa, então eu vi. E tu saías muitas vezes e ias muitas vezes ao Estádio, e depois de ler a mensagem descobri mesmo.
-Sabes que eu não gosto que mexam e que vejam assim as minhas coisas.
-Eu sei.
-Então para a próxima já sabes. Mas como é que o pai soube?
-Eu contei-lhe o que vi e ele depois percebeu tudo.
-Hm, está bem. - Ela desviou os lençóis para se deitar. - Ainda bem que não viram as revistas... - sussurrei.
A Mariana, que entretanto se tinha levantado da sua cama, onde se encontrava inicialmente, para colocar o casaco na cadeira junto do armário, chegou atrás de mim.
-Mas eu vi. Cê tava maior gata. E o meu irmão também tava bem bonitinho - sorriu ela, falando baixo. Eu sorri, meio envergonhada.
-Bem, já conversámos, já sabes o que não quero que faças, por isso vou andando. Até amanhã.
-Até amanhã - respondeu a minha irmã, quase a dormir.
-Vai qui o meu irmão deve tar te esperando. Boa noite.
-Boa noite - respondi, abrindo a porta e saíndo. De repente senti agarrarem-me e apertarem-me suavemente por trás.
-Que susto! - disse eu ao Rodrigo.
-Desculpa - sorriu, dando-me um beijo no pescoço, enquanto nos dirigiamos para o seu quarto.
-O que é que estás aqui a fazer? Não tinhas ido para o quarto?
-Fui na cozinha pegar um copo de água.
-Ah.
-Correu muito bem - sorriu, referindo-se ao jantar e ao encontro das nossas famílias.
-Pois foi. Ainda bem.
Entámos no quarto e fechámos a porta devagarinho. Chegámos junto da cama e ele beijou-me.
-A sua irmã e o seu pai são bem legais.
-Hm-hm.
-E o qui é qui você achou dos meus pais e da minha irmã?
-São espetaculares.
-Ainda bem qui cê gostou deles. Eles também gostaram de você, incluindo a Mariana. Ela fez aquilo só pra assustar você, pra ver como qui você reagia. Não foi por mal, não.
-Eu sei, amor. Não te preocupes. Eu não ia e não vou sair de perto de ti de qualquer maneira - sorri.
-Ainda bem, porqui eu quero você bem juntinho de mim, sempre - sorriu, abraçando-me e começando a beijar-me demoradamente. Pouco depois as suas mãos desceram ansiosamente até aofundo das minhas costas e preparavam-se para descer mais, ao mesmo tempo que nos empurrava para a cama. Separei os nossos lábios.
-Amor, não estamos sozinhos... - adverti.
-Eu sei - respondeu, procurando os meus lábios novamente.
-Então é melhor pararmos por aqui...
-Ah não... A gente não faz barulho. Vem cá, vem - insistiu, beijando-me com mais do que vontade, com enorme desejo. Deitou-nos e colocou-se em cima de mim, beijou-me avidamente enquanto a sua mão direita segurava a minha cara e a mão esquerda segurava a minha perna subindo o meu vestido.
-Amor, eles ainda nos ouvem... - argumentei, tentando não me deixar levar.
-Eu calo você, anjo - beijou-me novamente. Levantou-se ligeiramente e despiu o pólo e a camisa. Voltou a beijar-me prolongadamente e deixei que ele me tirasse o vestido. As suas mãos percorreram o meu corpo fazendo-me arrepiar, mas eu não conseguia deixar-me levar, como ele estava a tentar fazer-me. Interrompi um beijo.
-Amor, não consigo fazer isto agora... - disse-lhe colocando uma mão no seu peito.
-Porquê não? - perguntou, tentando persuadir-me com pequenos beijos.
E agora, qual será a resposta da Mónica? E como reagirá o Rodrigo? Como correrá o resto da noite?
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Capitulo 19 (parte II)
Olá!
Bem, consegui vir aqui deixar-vos mais um capitulo! Espero que gostem e deixem os vossos preciosos comentários! :D
Beijinhos* e muito obrigada por todas as visitas e todos os comentários!
Mónica
VISÃO MÓNICA
-Então, gostou do presente? - perguntou-me o Rodrigo, sentado do meu lado direito. Tinha acabado de abrir a prenda dele para mim: um relógio ONE, da SWATCH, da coleção ''Love Is Precious''. O relógio que eu tinha gostado, quando tinhamos ido passear até ao Colombo, um dia destes.
-Muito! Sabes que gostei do relógio assim que o vi! - sorri.
-Ainda - sorriu-me também.
-Agora abre a minha - pedi. As nossas prendas tinham ficado para o fim, por serem as que tinham mais curiosidade em abrir.
-É muito bonita, meu amor! Obrigado - sorriu-me, colocando a pulseira de prata que eu tinha acabado de oferecer-lhe.
-Gostaste? - perguntei.
-Tudo o qui você mi dá eu amo! - sorriu e depois deu-me um pequeno beijo. Foi contido e breve devido às presenças que estavam connosco, pois era a primeira vez que estavamos todos juntos, então ainda não nos sentiamos muito confortáveis, apesar de serem família e de estarmos todos a dar-nos muito bem. O meu telemóvel tocou.
-É a Andy. Já venho, está bem? - informei, levantado-me.
-Tá bom. Manda um beijo pra ela - respondeu o Rodrigo.
-Está bem. -Fui até à cozinha. - Estou? - atendi.
-Olá. Desculpa estar a chatear-te agora, melhor amiga, mas precisava de falar contigo.
-Oh, não faz mal. O que é que se passa?
-O Rúben.
-O que é que tem o Rúben? Ele voltou a ligar-te?
-Voltou.
-E tu atendeste?
-Atendi.
-E então?
-Combinámos que amanhã eu abria-lhe a porta de casa para falarmos sobre o que se passou depois da Gala... - respondeu-me, com uma voz um pouco perdida.
-E já sabes o que é que vais dizer-lhe?
-Não. Preciso que me ajudes. O que é que eu lhe digo?
-Se lhe dissesses a verdade era bom, não?
-Sim, eu sei, mas não quero que ele fique chateado comigo nem triste.
-Chateado? Porquê?
-Porque lhe vou dizer de uma vez para ele parar de me beijar e que não gosto dele dessa maneira.
-Desculpa, mas com isso vais fazê-lo rir. A quem é que tu queres enganar, Andreia Filipa? Ao Pápa, só pode, e mesmo assim não sei se o convencias. Tu ama-lo, Andreia! Podes para de negar, por favor?
-Mas negar o quê?! Negar, negar, negar o quê? Se eu já disse que gost, que não gosto dele é porque não gosto.
-Tens razão, tens razão. O que ias dizer primeiro é o que tu realmente sentes. Tens razão, desculpa - gozei, tentando apanhá-la em falso.
-Eu disse-te. Se é isso que eu sinto não há volta a dar e... Calma, o quê? O que eu ia diz... Não! É pá, tu és lixada! Uma pessoa não se pode enganar!
-Foi isso ou foi a boca que te fugiu para a verdade.
-Já chega, vai!
-Ahah, está bem. Olha, é verdade, obrigada pelo presente. Gostei muito.
-Eu sei que gostaste, eu vi-te a olhar para ela no outro dia, na montra.
-Obrigada - sorri.
-Olha lá, e o que é que está na pen que me oferecste?
-Depois vês.
-Oh, está bem. E gostei da carta, apesar deseres uma grande lamechas.
-Oh, deixa ser. Mas eu não fui assim tão lamechas, só escrevi o que é verdade.
-Está bem - riu.
-É verdade. Eu prefiro que me chamem lamechas, mas eu digo a verdade, agora, há aqueles que parecem uns grandes durões e só dizem mentiras.
-Está bem. Mas olha, em relação ao Rúben, ele veio a casa dos meus pai.
-Fazer o quê?
-Trazer umas prendas.
-Hm, e o que é que ele te ofereceu?
-O CD dos JLS ''Only Tonight - Live from London''
-Estás a ver, ele já te conhece...
-O pior nem foi isso.
-Então foi o quê?
-Ele ia-me beijando, outra vez.
-E tu ias deixar...
-A minha irmã apareceu mesmo a tempo.
-Se ela não aparecesse tu ias deixá-lo beijar-te?
-Não. Eu desviei a cara antes de ela aparecer. Só que se ela não aparecesse o Rúben ia insistir e ia começar a falar sobre o que aconteceu depois da Gala, e eu não queria.
-Hm.
-Hm o quê?
-Nada, nada. Estava só a pensar.
-A pensar no quê?
-Numa coisa que o Rodrigo me disse.
-Uma coisa que o Rodrigo te disse? Sobre o Rúben?
-O Rúben? Não - desmenti, apesar de na verdade ser exactamente sobre o Rúben. - E tu dizes que não e que não,mas a primeira pessoa que te veio à cabeça foi o Rúben.
-Oh, foi o Rúben porque estávamos a falar dele. Então e tu, como é que está a correr o jantar?
-Bem. Ao principio estava super nervosa, mas agora já estou bem. Os pais dele são super simpáticos e divertidos e a irmã dele também, apesar de no principio me ter pregado um susto.
-O quê? Ela pregou-te um susto? Explica lá isso.
-Quando eles cá chegaram ela estava com uma cara super séria e armou-se em irmã super protecionista, mas era só para me testar. Ela queria ver se eu ficava tão assustada e com medo e fugia, do tipo largava o Rodrigo, ou se mesmo com medo eu ficava ao lado dele.
-E a miúda assustou-te mesmo?
-A miúda chama-se Mariana. E sim, fiquei um bocadinho assustada, mas eu não ia arredar pé de perto dele de maneira nenhuma.
-Iiih, já defendes a cunhada e tudo - riu ela.
-Oh, ela é simpática. Acho que me vou dar bem com eles. Acho que aquela alegria e aquela maneira de ser são de família!
-Isso é bom, ainda bem que se dão bem. Então e o teu pai e a tua irmã, o que é que estão a achar?
-Eles? Já falam com o Rodrigo como se o conhecessem há muito tempo! E conspiram todos com piadas contra mim! O meu namorado aliou-se ao meu pai e à minha irmã para mandarem piadas e bocas contra mim!
-Ahaha, estás feita!
-Pois, pois estou. E a minha irmã diz que não quer sair daqui de casa. Ficou tão apaixonada pela casa que agora já não quer ir embora. E o Rodrigo disse-lhe que ela pode cá vir sempre que quiser.
-Ainda bem. Quer dizer, ainda bem que eles se dão bem. E o que é que eles acharam dos pais e da irmã do Rodrigo?
-Pelos vistos gostaram, e muito! Estão fartos de rir uns com os outros e falam-se todos muito bem, como se já fossem amigos antes. E a minha irmã não larga a Mariana.
-Bem, estou a ver que está a correr tudo muito bem, então. Eu disse-te que não precisavas de estar tão nervosa!
-Eu sei, só que os nervos apoderaram-se de mim.
-Ai, ai... Bom, mas vá, amanhã falamos. Volta lá para junto da família que eu vou fazer o mesmo.
-Amanhã, hoje, não é?
-Ou isso.
-Está bem - ri. - Então depois falamos. E pensa na parte da conversa que falámos do Rúben. Eu acho que devias dizer-lhe a verdade. E é a verdade que tu sabes que é a verdade, não a verdade que tu dizes que é a verdade.
-Vou pensar no vosso caso.
-Vosso?
-Teu e do Rúben.
-Ah. Mas é para pensares mesmo.
-Sim.
-Espero bem que sim.
-Está bem. Vá, olha, tchau, beijinhos.
-Beijinhos.
Ela desligou. Porque queria mais uma vez fugir à conversa.
-A conversa já terminou? - perguntou o Rodrigo, entrando na cozinha.
-Sim.
-E tá tudo bem com ela?
-Está. E se não estiver vai estar em pouco tempo.
-Cê tá falando do Rúben?
-Estou. Mas eu depois conto-te. Já demorei bastante tempo, é melhor voltarmos para a sala.
-Espera. Vem aqui - pediu, estendendo-me os braços. Fui até junto dele e ele abraçou-me pela cintura. - Vamo aproveitar um pouquinho... - sugeriu, dando-me um beijo. Eu encostei as minhas mãos no seu peito e continuei a beijá-lo.
-Desculpa, mas eu tinha mesmo qui vir aqui, gente - disse a Mariana ao entrar na cozinha. Eu encostei a cara no peito dele e sorri ligeiramente e ele olhou para a irmã, a sorrir também, mas sem me largar. - Eu não tou aqui, podem continuar. Já tou saindo, olha só! - disse a Mariana saindo da cozinha.
-Não precisa ficar envergonhada assim, cê sabe qui não há problema nenhum com eles. Eles ficam é felizes por ver a gente assim.
-Eu sei, mas fico sempre um bocadinho, não é.
-Tontinha. Não precisa, meu amor - sorriu e deu-me um beijo.
-Vamos lá para dentro, então? - perguntei.
-Vamo sim - respondeu. Colocou um braço à volta da minha cintura e encaminhámo-nos para a sala. O meu olhar cruzou com a irmã dele e esta sorriu-me. Os pais dele sorriram assim como o meu pai.
-Tanto tempo? O que é que estiveram a fazer? - perguntou a minha irmã.
-Ôh garotinha, não tá querendo saber demais, não? - respondeu-lhe logo a Mariana a sorrir.
-Não. Eles demoraram tanto tempo.
-Mas você nao qui sabe qu'qui eles tiveram fazendo. Isso é com eles.
-Tu sabes. Tu foste à cozinha e viste.
-Eu? Eu não tou sabendo de nada. Eu só fui na cozinha pegar o qui tinha pra pegar e vim embora.
-Viste sim!
-E si tiver visto? Não vou contar na mesma! - riu.
As duas continuaram a desconversar dessa maneira, sempre a rir.
-Então, tá gostando? - perguntou-me o Rodrigo.
-Muito. Amo a vossa energia e a vossa alegria.
-Ainda bem. Agora o qui você vai mais ter por perto é isso mesmo. Alegria. Eu tou muito feliz por tar com você. Muito mesmo. Ti amo - disse-me, fazendo-me uma festa no rosto e encostando a sua testa à minha. Ficou a olhar-me durante algum tempo e depois olhou de relance para os meus lábios.
-Ôh meu filho, cê pode beijar a moça logo! Não é por a gente tar aqui qui vocês não podem fazer isso! - disse o pai dele.
-Eu sei, pai. A gente já conversou sobre isso - respondeu o Rodrigo olhando para mim em seguida. Olhámo-nos durante um tempo e depois sorrimos.
Bem, consegui vir aqui deixar-vos mais um capitulo! Espero que gostem e deixem os vossos preciosos comentários! :D
Beijinhos* e muito obrigada por todas as visitas e todos os comentários!
Mónica
VISÃO MÓNICA
-Então, gostou do presente? - perguntou-me o Rodrigo, sentado do meu lado direito. Tinha acabado de abrir a prenda dele para mim: um relógio ONE, da SWATCH, da coleção ''Love Is Precious''. O relógio que eu tinha gostado, quando tinhamos ido passear até ao Colombo, um dia destes.
-Muito! Sabes que gostei do relógio assim que o vi! - sorri.
-Ainda - sorriu-me também.
-Agora abre a minha - pedi. As nossas prendas tinham ficado para o fim, por serem as que tinham mais curiosidade em abrir.
-É muito bonita, meu amor! Obrigado - sorriu-me, colocando a pulseira de prata que eu tinha acabado de oferecer-lhe.
-Gostaste? - perguntei.
-Tudo o qui você mi dá eu amo! - sorriu e depois deu-me um pequeno beijo. Foi contido e breve devido às presenças que estavam connosco, pois era a primeira vez que estavamos todos juntos, então ainda não nos sentiamos muito confortáveis, apesar de serem família e de estarmos todos a dar-nos muito bem. O meu telemóvel tocou.
-É a Andy. Já venho, está bem? - informei, levantado-me.
-Tá bom. Manda um beijo pra ela - respondeu o Rodrigo.
-Está bem. -Fui até à cozinha. - Estou? - atendi.
-Olá. Desculpa estar a chatear-te agora, melhor amiga, mas precisava de falar contigo.
-Oh, não faz mal. O que é que se passa?
-O Rúben.
-O que é que tem o Rúben? Ele voltou a ligar-te?
-Voltou.
-E tu atendeste?
-Atendi.
-E então?
-Combinámos que amanhã eu abria-lhe a porta de casa para falarmos sobre o que se passou depois da Gala... - respondeu-me, com uma voz um pouco perdida.
-E já sabes o que é que vais dizer-lhe?
-Não. Preciso que me ajudes. O que é que eu lhe digo?
-Se lhe dissesses a verdade era bom, não?
-Sim, eu sei, mas não quero que ele fique chateado comigo nem triste.
-Chateado? Porquê?
-Porque lhe vou dizer de uma vez para ele parar de me beijar e que não gosto dele dessa maneira.
-Desculpa, mas com isso vais fazê-lo rir. A quem é que tu queres enganar, Andreia Filipa? Ao Pápa, só pode, e mesmo assim não sei se o convencias. Tu ama-lo, Andreia! Podes para de negar, por favor?
-Mas negar o quê?! Negar, negar, negar o quê? Se eu já disse que gost, que não gosto dele é porque não gosto.
-Tens razão, tens razão. O que ias dizer primeiro é o que tu realmente sentes. Tens razão, desculpa - gozei, tentando apanhá-la em falso.
-Eu disse-te. Se é isso que eu sinto não há volta a dar e... Calma, o quê? O que eu ia diz... Não! É pá, tu és lixada! Uma pessoa não se pode enganar!
-Foi isso ou foi a boca que te fugiu para a verdade.
-Já chega, vai!
-Ahah, está bem. Olha, é verdade, obrigada pelo presente. Gostei muito.
-Eu sei que gostaste, eu vi-te a olhar para ela no outro dia, na montra.
-Obrigada - sorri.
-Olha lá, e o que é que está na pen que me oferecste?
-Depois vês.
-Oh, está bem. E gostei da carta, apesar deseres uma grande lamechas.
-Oh, deixa ser. Mas eu não fui assim tão lamechas, só escrevi o que é verdade.
-Está bem - riu.
-É verdade. Eu prefiro que me chamem lamechas, mas eu digo a verdade, agora, há aqueles que parecem uns grandes durões e só dizem mentiras.
-Está bem. Mas olha, em relação ao Rúben, ele veio a casa dos meus pai.
-Fazer o quê?
-Trazer umas prendas.
-Hm, e o que é que ele te ofereceu?
-O CD dos JLS ''Only Tonight - Live from London''
-Estás a ver, ele já te conhece...
-O pior nem foi isso.
-Então foi o quê?
-Ele ia-me beijando, outra vez.
-E tu ias deixar...
-A minha irmã apareceu mesmo a tempo.
-Se ela não aparecesse tu ias deixá-lo beijar-te?
-Não. Eu desviei a cara antes de ela aparecer. Só que se ela não aparecesse o Rúben ia insistir e ia começar a falar sobre o que aconteceu depois da Gala, e eu não queria.
-Hm.
-Hm o quê?
-Nada, nada. Estava só a pensar.
-A pensar no quê?
-Numa coisa que o Rodrigo me disse.
-Uma coisa que o Rodrigo te disse? Sobre o Rúben?
-O Rúben? Não - desmenti, apesar de na verdade ser exactamente sobre o Rúben. - E tu dizes que não e que não,mas a primeira pessoa que te veio à cabeça foi o Rúben.
-Oh, foi o Rúben porque estávamos a falar dele. Então e tu, como é que está a correr o jantar?
-Bem. Ao principio estava super nervosa, mas agora já estou bem. Os pais dele são super simpáticos e divertidos e a irmã dele também, apesar de no principio me ter pregado um susto.
-O quê? Ela pregou-te um susto? Explica lá isso.
-Quando eles cá chegaram ela estava com uma cara super séria e armou-se em irmã super protecionista, mas era só para me testar. Ela queria ver se eu ficava tão assustada e com medo e fugia, do tipo largava o Rodrigo, ou se mesmo com medo eu ficava ao lado dele.
-E a miúda assustou-te mesmo?
-A miúda chama-se Mariana. E sim, fiquei um bocadinho assustada, mas eu não ia arredar pé de perto dele de maneira nenhuma.
-Iiih, já defendes a cunhada e tudo - riu ela.
-Oh, ela é simpática. Acho que me vou dar bem com eles. Acho que aquela alegria e aquela maneira de ser são de família!
-Isso é bom, ainda bem que se dão bem. Então e o teu pai e a tua irmã, o que é que estão a achar?
-Eles? Já falam com o Rodrigo como se o conhecessem há muito tempo! E conspiram todos com piadas contra mim! O meu namorado aliou-se ao meu pai e à minha irmã para mandarem piadas e bocas contra mim!
-Ahaha, estás feita!
-Pois, pois estou. E a minha irmã diz que não quer sair daqui de casa. Ficou tão apaixonada pela casa que agora já não quer ir embora. E o Rodrigo disse-lhe que ela pode cá vir sempre que quiser.
-Ainda bem. Quer dizer, ainda bem que eles se dão bem. E o que é que eles acharam dos pais e da irmã do Rodrigo?
-Pelos vistos gostaram, e muito! Estão fartos de rir uns com os outros e falam-se todos muito bem, como se já fossem amigos antes. E a minha irmã não larga a Mariana.
-Bem, estou a ver que está a correr tudo muito bem, então. Eu disse-te que não precisavas de estar tão nervosa!
-Eu sei, só que os nervos apoderaram-se de mim.
-Ai, ai... Bom, mas vá, amanhã falamos. Volta lá para junto da família que eu vou fazer o mesmo.
-Amanhã, hoje, não é?
-Ou isso.
-Está bem - ri. - Então depois falamos. E pensa na parte da conversa que falámos do Rúben. Eu acho que devias dizer-lhe a verdade. E é a verdade que tu sabes que é a verdade, não a verdade que tu dizes que é a verdade.
-Vou pensar no vosso caso.
-Vosso?
-Teu e do Rúben.
-Ah. Mas é para pensares mesmo.
-Sim.
-Espero bem que sim.
-Está bem. Vá, olha, tchau, beijinhos.
-Beijinhos.
Ela desligou. Porque queria mais uma vez fugir à conversa.
-A conversa já terminou? - perguntou o Rodrigo, entrando na cozinha.
-Sim.
-E tá tudo bem com ela?
-Está. E se não estiver vai estar em pouco tempo.
-Cê tá falando do Rúben?
-Estou. Mas eu depois conto-te. Já demorei bastante tempo, é melhor voltarmos para a sala.
-Espera. Vem aqui - pediu, estendendo-me os braços. Fui até junto dele e ele abraçou-me pela cintura. - Vamo aproveitar um pouquinho... - sugeriu, dando-me um beijo. Eu encostei as minhas mãos no seu peito e continuei a beijá-lo.
-Desculpa, mas eu tinha mesmo qui vir aqui, gente - disse a Mariana ao entrar na cozinha. Eu encostei a cara no peito dele e sorri ligeiramente e ele olhou para a irmã, a sorrir também, mas sem me largar. - Eu não tou aqui, podem continuar. Já tou saindo, olha só! - disse a Mariana saindo da cozinha.
-Não precisa ficar envergonhada assim, cê sabe qui não há problema nenhum com eles. Eles ficam é felizes por ver a gente assim.
-Eu sei, mas fico sempre um bocadinho, não é.
-Tontinha. Não precisa, meu amor - sorriu e deu-me um beijo.
-Vamos lá para dentro, então? - perguntei.
-Vamo sim - respondeu. Colocou um braço à volta da minha cintura e encaminhámo-nos para a sala. O meu olhar cruzou com a irmã dele e esta sorriu-me. Os pais dele sorriram assim como o meu pai.
-Tanto tempo? O que é que estiveram a fazer? - perguntou a minha irmã.
-Ôh garotinha, não tá querendo saber demais, não? - respondeu-lhe logo a Mariana a sorrir.
-Não. Eles demoraram tanto tempo.
-Mas você nao qui sabe qu'qui eles tiveram fazendo. Isso é com eles.
-Tu sabes. Tu foste à cozinha e viste.
-Eu? Eu não tou sabendo de nada. Eu só fui na cozinha pegar o qui tinha pra pegar e vim embora.
-Viste sim!
-E si tiver visto? Não vou contar na mesma! - riu.
As duas continuaram a desconversar dessa maneira, sempre a rir.
-Então, tá gostando? - perguntou-me o Rodrigo.
-Muito. Amo a vossa energia e a vossa alegria.
-Ainda bem. Agora o qui você vai mais ter por perto é isso mesmo. Alegria. Eu tou muito feliz por tar com você. Muito mesmo. Ti amo - disse-me, fazendo-me uma festa no rosto e encostando a sua testa à minha. Ficou a olhar-me durante algum tempo e depois olhou de relance para os meus lábios.
-Ôh meu filho, cê pode beijar a moça logo! Não é por a gente tar aqui qui vocês não podem fazer isso! - disse o pai dele.
-Eu sei, pai. A gente já conversou sobre isso - respondeu o Rodrigo olhando para mim em seguida. Olhámo-nos durante um tempo e depois sorrimos.
sábado, 4 de agosto de 2012
Capitulo 19 (parte I)
Olá!
Peço desculpa pela demora a postar, mas mal tenho parado em casa! Espero que gostem de mais este capitulo e deixem o vosso comentário! :)
E já agora, mais uma vez (desculpem dizer sempre o mesmo, mas gosto imenso de agradecer, pois é com os vossos comentários que sorrio e tenho maismotivação para escrever!), muito obrigada pelos comentários e visitas! :D
Beijinhos
Mónica
VISÃO ANDREIA
Depois da Mónica e do Rodrigo terem ido embora fiquei sozinha. E sentia-me sozinha. Sentia-me incompleta sem poder ouvir a vo... Não. O dia de Natal não era para pensar no... Dia de Natal é dia da família, Andreia Filipa! Não é para se pensar em pessoas que também têm Filipe como segundo nome e é importante para ti e... Porqueé que o Rúben não me sai da cabeça! Ele não é da tua família, por isso, trata de desamparar-me a cabeça e o juízo, Rúben Filipe! De repente o meu telemóvel tocou. Abençoada a pessoa que me fez sair desta confusão que me tinha prendido mentalmente!
Ou então não... Era o Rúben... Não ia atender. Não conseguia e não podia, afinal hoje é dia da família... Pus o telemóvel ao meu lado, no sofá, deixando-o a tocar. Finalmente parou. Acalmei-me, mas fiquei a martirizar-me por não ter atendido a chamada. O telemóvel voltou a tocar. Olhei-o de esguelha, na esperança que fosse ele novamente, mas não era.
-Não consegues ficar sem falar comigo durante muito tempo ou só precisas de desapertar os nervos? - atendi.
-São mesmo os nervos - respondeu a minha melhor amiga.
-O que é que foi agora, M&M?
-O Rodrigo foi buscar os pais e a irmã...
-E os nervos já te subiram à cabeça!
-E se eles não gostarem de mim? Ou se a irmã dele implicar comigo?
-É pá! Mas tu importaste? Quantas vezes é que já falámos sobre isso?Eles vão gostarde ti sim! Não têm porquê não gostar, e se tu fazes o filho dele feliz é o que importa! E a irmã... A irmã é um ano mais velha que tu...
-Obrigada por me lembrares - ironizou.
-Oh, vocês vão e dar bem, vais ver.
-Achas?
-Já te disse que sim.
-Está bem... - respondeu, porém um pouco hesitante.
-E tira-me essa cara de ''o mundo vai acabar´´.
-Como é que sabes que cara é que eu estou a fazer se não estás aqui?
-E é preciso? Eu conheço-te, não preciso estar aí para saber as caras que fazes quando dizes as coisas.
-Está bem - riu.
-Vá, e agora desliga mas é, que daí a nada o Rodrigo está a chegar com os sogrinhos.
-Oh pá, não digas isso! - pediu meio a rir.
-Ahaha, está bem. Vá, Bom Natal, Boa Sorte e Muito Juízo - ri.
-Ahaha. Obrigada. Bom Natal para vocês também. E... da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...
-Hm-hm - respondi, pois tinha-me perdido quando ela disse o nome dele.
-Obrigada por me ouvires.
-Oh, sim, está bem.
-A sério.
-Sim.
-Adoro-te.
-Eu também te adoro, vá. Tchau.
-Tchau.
Desligou. A minha cabeça já estava a querer começar a divagar para o assunto Rúben, quando reparei nas horas. Tinha de ir espachar-me para ir para casa dos meus pais. Tinha prometido ajudar na cozinha. Subi até ao quarto, preparei as coisas para tomar banho e depois de já estar vestida agarrei no saco com as prendas que ia levar e juntei a que a Mónica me tinha dado, agarrei no telemóvel, nas chaves de casa e do carro e saí.
O jantar já tinha acabado, mas estavamos todos ainda à mesa, a conversar, enquanto não chegava a meia-noite. No princípio estava animada com a conversa e rimos um bom bocado, mas depois distraí-me a olhar para a televisão e quando dei por mim, a sensação de que me faltava alguma coisa já cá estava outra vez. De repente o meu telemóvel tocou. A primeira pessoa que me veio à cabeça foi o Rúben. E desta vez era ele. ''Da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...'' As palavras da minha melhor amiga vieram-me à cabeça... Não duvidava que ele me quisesse desejar um Bom Natal, mas sabia que ele iria tocar em outro assunto recente...
-Sim? - atendi.
-Andy!
-Rúben...
-Não me tens atendido o telemóvel, deixaste-me preocupado.
-Pois, mas não precisas de te preocupar, está tudo bem.
-Eu não acho que esteja. Acho que temos de conversar.
-Pois. Eu estava a pensar ligar-te, para te desejar um Bom Natal, A ti, à tua mãe e aos teus irmâos.
-Obrigado e para ti e para a tua família também. Mas não foi isso que eu quis dizer. Nós precisamos de conversar sobre o que aconteceu depois da Gala. - Calei-me. Como eu tinha previsto o assunto não era só o ''Bom Natal para ti, família e amigos''.
-Não acho que temos alguma coisa para esclarecer acerca disso.
-Eu não falei em esclarecer, eu disse conversar. Eu preciso de falar contigo.
-Rúben, é Natal, dá-me um desconto. Falamos depois - saí da mesa e fui para a cozinha.
-Dá-me um desconto tu, Andreia. Se não falarmos agora, só vamos voltar a falar quando tu decidires atender-me o telemóvel ou me deixares entrar em tua casa para conversarmos.
-Oh Rúben, não dramatizes!
-Ai é? Então porque é que não me atendeste o telemóvel durante este tempo todo?
-Não foi assim tanto tempo.
-Porquê?
-Não tem porquê. Não atendi e pronto.
-O teu ''pronto'' é fugir de mim.
-Não, não é.
-E eu sou o Pápa, Andreia Filipa!
-Rúben Filipe, não me chames isso! - ele deu uma grande gargalhada.
-Assim sim já reconheço a minha Andreia! - riu.
Vá, despacha-te lá a falar, Rúben
-Mudei de ideias. Vou falar contigo pessoalmente.Até orque ao telefone não tem piada nenhuma.
-Oh Rúben, nem penses que vens ter comigo agora!
-Só se prometeres que amanhã me abres a porta de tua casa.
-Oh Rúben...
-Promete.
-Pronto, está bem.
-Agora vê lá, não te esqueças. Prometes-te que me abrias a porta!
-Sim, Rúben, eu sei que prometi.
-Prometeste.
-Ai, que chato, pá! Já te disse ue sim! - ri. - Bem, eu tenho de desligar. Até amanhã.
-Tchau. - Desliguei.
Pronto, de amanhã não ia passar. E eu não sabia o que é que havia de dizer-lhe. Estava feita. Tão feita. Ou então ia ligar à Mónica. Ela tem sempre alguma coisa para me ajudar. Mas agora não. Mais logo. Voltei para a sala e sentei-me novamente à mesa, entrando na conversa que estavam agora a ter. Futebol.
VISÃO RÚBEN
Finalmente a Andy atendeu uma das minhas chamadas. Tentei falar com ela sobre o que se tinha passado depois da Gala, mas ela fugia sempre. Ao menos consegui fazê-la prometer que me abriria a porta de sua casa, no dia seguinte, para conversarmos. Mas mesmo assim não fiquei satisfeito. Eu tinha de vê-la. Tinha de ouvir a sua voz enquanto olhava para os seus olhos, muitas vezes colados ao chão. Para além de que tinha a prenda dela, assim como a da irmã e dos pais. Não aguentava estar mais esta noite sem ouvir a sua voz tão perto e ver a sua cara, nem que fosse a mandar vir comigo, quando eu fosse ter com ela. Peguei nos presentes, desliguei a televisão, vesti o casaco e pequei nas chaves de casa e do carro e saí. Fui até casa da minha mãe deixar as prendas dela e do Mauro e avisei que ia só dar um saltinho a casa dos pais da Andreia. Assim que cheguei ao portão respirei fundo. Depois entrei e toquei à campainha. Reconheci a sua voz no interlocutor.
-Quem é?
-É o Rúben, linda.
-Rúben?! Já não tinhamos combinado que só falavamos amanhã?
-Olha, uma pessoa já não pode armar-se em Pai Natal e vir entregar umas prendas! - brinquei.
-Prendas?
-Sim. Para ti, para a tua irmã e para os teus pais.
-Oh Rúben.
-Mas vais abrir-me a porta ou não? É que está frio aqui fora.
-Está bem...
Entrei e subi as escadas até à porta, que já estava aberta.
-Olá - sorri, ao chegar à porta e ver a Andy à minha espera.
-Não sei o que é que vieste fazer aqui a esta hora. São 23.30h, Rúben.
-Então, as prendas ainda chegaram a tempo. Para além de ue tu não me atendeste o telemóvel antes, ou atendeste?
-Não, mas disseste que conversavamos só amanhã.
-E láestás tu! Eu não vim aqui para conversar já, eu vim entregar as prendas.
-Não tenho tanta certeza.
-Pronto, está bem. - Dei um passo em frente e segurei o seu rosto com a minha mão direita, fazendo-a olhar para mim. - Também precisava de te ver... - começei a aproximar o meu rosto do dela, mas ela desviou-o.
-Mana, quem... Rúben! - ouvi a voz da irmã dela, a Adriana. Baixei a mão e voltei a recuar um passo.
-Olá pequenina, estás boa?
-Sim. O que é que vieste aqui fazer?
-Ele veio só entregar umas prendas. Levas lá para dentro, por favor amor? - disse a Andy à irmã, entregando-lhe o saco que tinha as prendas que eu tinha trazido.
-Está bem. Adeus, Rúben.
-Adeus pequenina.
A Andy encostou a porta e ficou de lado de fora comigo.
-Acho que é melhor ires embora, Rúben - pediu-me.
-Queres mesmo que me vá embora? É que a mim não me apetece muito ir.
-Quero - vinculou, com um nervosísmo notório, mal disfarçado pela força com que entoou a palavra. - Até amanhã, Rúben.
-Até amanhã, linda. E, espero que gostes do presente.
-Tchau - entrou em casa e fechou a porta. Saí a sorrir.
Por mais incoscientemente que ela tenha agido, no momento depois da Gala, era o inconsciente que me dizia a verdade, ajudado pelo nervisismo que sentia nela, sempre que falava comigo ou que estava junto a mim. Eu não lhe era indiferente de todo. Com sorte, ela desejava tanto ou mais que eu admitir isso mesmo. Eu só tinha de dar uns empurrõezinhos e puxar um bocado por ela. Ressei a casa e faltavam 10 minutos para a meia-noite. O Mauro e a nossa mãe estavam sentados no sofá a conversar anumadamente.
-O que é que foste a casa dos pais da Andreia fazer, maninho? - perguntou-me o Mauro, com um sorriso gozão.
-Entregar umas prendas - respondi, no entanto o sorriso que tinha desde que entrara no carro não desaparecera, apesar de não querer dar mais motivos ao Mauro para mandar bocas.
-Hm, prendas... Então e houve alguma entrega especial? - perguntou com o mesmo sorriso.
-Mauro, deixa o teu irmão sossegado! - interveio a nossa mãe. - Filho, onde é que está a toalha que ias buscar a tua casa? - perguntou-me.
-Ai mãe, ficou lá! Desculpa!
-Ai Rúben, essa cabecinha tem andado muito no ar! - resmoneou ela, mas sorriu-me levemente no fim.
-Desculpa mãe, a sério! Foi sem querer. Se quiseres vou lá agora num instante.
-Não filho, deixa estar. Vais lá amanhã.
-Está bem. Desculpa, a sério.
-Não faz mal. É só uma toalha. O que faz mal é teres essa cabecinha desnorteada, Rúben Filipe!
-Mãe... Esse nome...
-É o teu nome.
-Eu sei mãe, mas...
-Mas faz-te parecer um menino, não é? - riu o meu irmão.
-E tu não fales muito Maurinho, que eu sei que também não gostas que te chamem assim.
-Mãe... - reclamou ele.
-Toma! - ri. Ele resolveu-se responder com ações então mandou-me uma almofada. Falhou.
-Bem, é meia-noite, vamos aos presentes! - disse ele, levantou-se para ir até à arvore de Natal. - E a primeira vai para a mãe! - disse ele, estendendo um embrulho à nossa mãe.
-É o nosso presente para ti, mãe - disse eu.
-Mas depois cada um dá o seu também - completou o Mauro.
-Obrigada meus filhos.
Ambos sorrimos. Era tão bom ver o sorriso da nossa mãe...
Peço desculpa pela demora a postar, mas mal tenho parado em casa! Espero que gostem de mais este capitulo e deixem o vosso comentário! :)
E já agora, mais uma vez (desculpem dizer sempre o mesmo, mas gosto imenso de agradecer, pois é com os vossos comentários que sorrio e tenho maismotivação para escrever!), muito obrigada pelos comentários e visitas! :D
Beijinhos
Mónica
VISÃO ANDREIA
Depois da Mónica e do Rodrigo terem ido embora fiquei sozinha. E sentia-me sozinha. Sentia-me incompleta sem poder ouvir a vo... Não. O dia de Natal não era para pensar no... Dia de Natal é dia da família, Andreia Filipa! Não é para se pensar em pessoas que também têm Filipe como segundo nome e é importante para ti e... Porqueé que o Rúben não me sai da cabeça! Ele não é da tua família, por isso, trata de desamparar-me a cabeça e o juízo, Rúben Filipe! De repente o meu telemóvel tocou. Abençoada a pessoa que me fez sair desta confusão que me tinha prendido mentalmente!
Ou então não... Era o Rúben... Não ia atender. Não conseguia e não podia, afinal hoje é dia da família... Pus o telemóvel ao meu lado, no sofá, deixando-o a tocar. Finalmente parou. Acalmei-me, mas fiquei a martirizar-me por não ter atendido a chamada. O telemóvel voltou a tocar. Olhei-o de esguelha, na esperança que fosse ele novamente, mas não era.
-Não consegues ficar sem falar comigo durante muito tempo ou só precisas de desapertar os nervos? - atendi.
-São mesmo os nervos - respondeu a minha melhor amiga.
-O que é que foi agora, M&M?
-O Rodrigo foi buscar os pais e a irmã...
-E os nervos já te subiram à cabeça!
-E se eles não gostarem de mim? Ou se a irmã dele implicar comigo?
-É pá! Mas tu importaste? Quantas vezes é que já falámos sobre isso?Eles vão gostarde ti sim! Não têm porquê não gostar, e se tu fazes o filho dele feliz é o que importa! E a irmã... A irmã é um ano mais velha que tu...
-Obrigada por me lembrares - ironizou.
-Oh, vocês vão e dar bem, vais ver.
-Achas?
-Já te disse que sim.
-Está bem... - respondeu, porém um pouco hesitante.
-E tira-me essa cara de ''o mundo vai acabar´´.
-Como é que sabes que cara é que eu estou a fazer se não estás aqui?
-E é preciso? Eu conheço-te, não preciso estar aí para saber as caras que fazes quando dizes as coisas.
-Está bem - riu.
-Vá, e agora desliga mas é, que daí a nada o Rodrigo está a chegar com os sogrinhos.
-Oh pá, não digas isso! - pediu meio a rir.
-Ahaha, está bem. Vá, Bom Natal, Boa Sorte e Muito Juízo - ri.
-Ahaha. Obrigada. Bom Natal para vocês também. E... da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...
-Hm-hm - respondi, pois tinha-me perdido quando ela disse o nome dele.
-Obrigada por me ouvires.
-Oh, sim, está bem.
-A sério.
-Sim.
-Adoro-te.
-Eu também te adoro, vá. Tchau.
-Tchau.
Desligou. A minha cabeça já estava a querer começar a divagar para o assunto Rúben, quando reparei nas horas. Tinha de ir espachar-me para ir para casa dos meus pais. Tinha prometido ajudar na cozinha. Subi até ao quarto, preparei as coisas para tomar banho e depois de já estar vestida agarrei no saco com as prendas que ia levar e juntei a que a Mónica me tinha dado, agarrei no telemóvel, nas chaves de casa e do carro e saí.
O jantar já tinha acabado, mas estavamos todos ainda à mesa, a conversar, enquanto não chegava a meia-noite. No princípio estava animada com a conversa e rimos um bom bocado, mas depois distraí-me a olhar para a televisão e quando dei por mim, a sensação de que me faltava alguma coisa já cá estava outra vez. De repente o meu telemóvel tocou. A primeira pessoa que me veio à cabeça foi o Rúben. E desta vez era ele. ''Da próxima vez que o Rúben ligar, atende. É Natal. Ele só vai desejar-te um Bom Natal...'' As palavras da minha melhor amiga vieram-me à cabeça... Não duvidava que ele me quisesse desejar um Bom Natal, mas sabia que ele iria tocar em outro assunto recente...
-Sim? - atendi.
-Andy!
-Rúben...
-Não me tens atendido o telemóvel, deixaste-me preocupado.
-Pois, mas não precisas de te preocupar, está tudo bem.
-Eu não acho que esteja. Acho que temos de conversar.
-Pois. Eu estava a pensar ligar-te, para te desejar um Bom Natal, A ti, à tua mãe e aos teus irmâos.
-Obrigado e para ti e para a tua família também. Mas não foi isso que eu quis dizer. Nós precisamos de conversar sobre o que aconteceu depois da Gala. - Calei-me. Como eu tinha previsto o assunto não era só o ''Bom Natal para ti, família e amigos''.
-Não acho que temos alguma coisa para esclarecer acerca disso.
-Eu não falei em esclarecer, eu disse conversar. Eu preciso de falar contigo.
-Rúben, é Natal, dá-me um desconto. Falamos depois - saí da mesa e fui para a cozinha.
-Dá-me um desconto tu, Andreia. Se não falarmos agora, só vamos voltar a falar quando tu decidires atender-me o telemóvel ou me deixares entrar em tua casa para conversarmos.
-Oh Rúben, não dramatizes!
-Ai é? Então porque é que não me atendeste o telemóvel durante este tempo todo?
-Não foi assim tanto tempo.
-Porquê?
-Não tem porquê. Não atendi e pronto.
-O teu ''pronto'' é fugir de mim.
-Não, não é.
-E eu sou o Pápa, Andreia Filipa!
-Rúben Filipe, não me chames isso! - ele deu uma grande gargalhada.
-Assim sim já reconheço a minha Andreia! - riu.
Vá, despacha-te lá a falar, Rúben
-Mudei de ideias. Vou falar contigo pessoalmente.Até orque ao telefone não tem piada nenhuma.
-Oh Rúben, nem penses que vens ter comigo agora!
-Só se prometeres que amanhã me abres a porta de tua casa.
-Oh Rúben...
-Promete.
-Pronto, está bem.
-Agora vê lá, não te esqueças. Prometes-te que me abrias a porta!
-Sim, Rúben, eu sei que prometi.
-Prometeste.
-Ai, que chato, pá! Já te disse ue sim! - ri. - Bem, eu tenho de desligar. Até amanhã.
-Tchau. - Desliguei.
Pronto, de amanhã não ia passar. E eu não sabia o que é que havia de dizer-lhe. Estava feita. Tão feita. Ou então ia ligar à Mónica. Ela tem sempre alguma coisa para me ajudar. Mas agora não. Mais logo. Voltei para a sala e sentei-me novamente à mesa, entrando na conversa que estavam agora a ter. Futebol.
VISÃO RÚBEN
Finalmente a Andy atendeu uma das minhas chamadas. Tentei falar com ela sobre o que se tinha passado depois da Gala, mas ela fugia sempre. Ao menos consegui fazê-la prometer que me abriria a porta de sua casa, no dia seguinte, para conversarmos. Mas mesmo assim não fiquei satisfeito. Eu tinha de vê-la. Tinha de ouvir a sua voz enquanto olhava para os seus olhos, muitas vezes colados ao chão. Para além de que tinha a prenda dela, assim como a da irmã e dos pais. Não aguentava estar mais esta noite sem ouvir a sua voz tão perto e ver a sua cara, nem que fosse a mandar vir comigo, quando eu fosse ter com ela. Peguei nos presentes, desliguei a televisão, vesti o casaco e pequei nas chaves de casa e do carro e saí. Fui até casa da minha mãe deixar as prendas dela e do Mauro e avisei que ia só dar um saltinho a casa dos pais da Andreia. Assim que cheguei ao portão respirei fundo. Depois entrei e toquei à campainha. Reconheci a sua voz no interlocutor.
-Quem é?
-É o Rúben, linda.
-Rúben?! Já não tinhamos combinado que só falavamos amanhã?
-Olha, uma pessoa já não pode armar-se em Pai Natal e vir entregar umas prendas! - brinquei.
-Prendas?
-Sim. Para ti, para a tua irmã e para os teus pais.
-Oh Rúben.
-Mas vais abrir-me a porta ou não? É que está frio aqui fora.
-Está bem...
Entrei e subi as escadas até à porta, que já estava aberta.
-Olá - sorri, ao chegar à porta e ver a Andy à minha espera.
-Não sei o que é que vieste fazer aqui a esta hora. São 23.30h, Rúben.
-Então, as prendas ainda chegaram a tempo. Para além de ue tu não me atendeste o telemóvel antes, ou atendeste?
-Não, mas disseste que conversavamos só amanhã.
-E láestás tu! Eu não vim aqui para conversar já, eu vim entregar as prendas.
-Não tenho tanta certeza.
-Pronto, está bem. - Dei um passo em frente e segurei o seu rosto com a minha mão direita, fazendo-a olhar para mim. - Também precisava de te ver... - começei a aproximar o meu rosto do dela, mas ela desviou-o.
-Mana, quem... Rúben! - ouvi a voz da irmã dela, a Adriana. Baixei a mão e voltei a recuar um passo.
-Olá pequenina, estás boa?
-Sim. O que é que vieste aqui fazer?
-Ele veio só entregar umas prendas. Levas lá para dentro, por favor amor? - disse a Andy à irmã, entregando-lhe o saco que tinha as prendas que eu tinha trazido.
-Está bem. Adeus, Rúben.
-Adeus pequenina.
A Andy encostou a porta e ficou de lado de fora comigo.
-Acho que é melhor ires embora, Rúben - pediu-me.
-Queres mesmo que me vá embora? É que a mim não me apetece muito ir.
-Quero - vinculou, com um nervosísmo notório, mal disfarçado pela força com que entoou a palavra. - Até amanhã, Rúben.
-Até amanhã, linda. E, espero que gostes do presente.
-Tchau - entrou em casa e fechou a porta. Saí a sorrir.
Por mais incoscientemente que ela tenha agido, no momento depois da Gala, era o inconsciente que me dizia a verdade, ajudado pelo nervisismo que sentia nela, sempre que falava comigo ou que estava junto a mim. Eu não lhe era indiferente de todo. Com sorte, ela desejava tanto ou mais que eu admitir isso mesmo. Eu só tinha de dar uns empurrõezinhos e puxar um bocado por ela. Ressei a casa e faltavam 10 minutos para a meia-noite. O Mauro e a nossa mãe estavam sentados no sofá a conversar anumadamente.
-O que é que foste a casa dos pais da Andreia fazer, maninho? - perguntou-me o Mauro, com um sorriso gozão.
-Entregar umas prendas - respondi, no entanto o sorriso que tinha desde que entrara no carro não desaparecera, apesar de não querer dar mais motivos ao Mauro para mandar bocas.
-Hm, prendas... Então e houve alguma entrega especial? - perguntou com o mesmo sorriso.
-Mauro, deixa o teu irmão sossegado! - interveio a nossa mãe. - Filho, onde é que está a toalha que ias buscar a tua casa? - perguntou-me.
-Ai mãe, ficou lá! Desculpa!
-Ai Rúben, essa cabecinha tem andado muito no ar! - resmoneou ela, mas sorriu-me levemente no fim.
-Desculpa mãe, a sério! Foi sem querer. Se quiseres vou lá agora num instante.
-Não filho, deixa estar. Vais lá amanhã.
-Está bem. Desculpa, a sério.
-Não faz mal. É só uma toalha. O que faz mal é teres essa cabecinha desnorteada, Rúben Filipe!
-Mãe... Esse nome...
-É o teu nome.
-Eu sei mãe, mas...
-Mas faz-te parecer um menino, não é? - riu o meu irmão.
-E tu não fales muito Maurinho, que eu sei que também não gostas que te chamem assim.
-Mãe... - reclamou ele.
-Toma! - ri. Ele resolveu-se responder com ações então mandou-me uma almofada. Falhou.
-Bem, é meia-noite, vamos aos presentes! - disse ele, levantou-se para ir até à arvore de Natal. - E a primeira vai para a mãe! - disse ele, estendendo um embrulho à nossa mãe.
-É o nosso presente para ti, mãe - disse eu.
-Mas depois cada um dá o seu também - completou o Mauro.
-Obrigada meus filhos.
Ambos sorrimos. Era tão bom ver o sorriso da nossa mãe...
domingo, 29 de julho de 2012
Capitulo 18 (parte II)
Olá!
Bem, espero que gostem de mais este capitulo e que deixem os vossos comentários! Agradeço uma vez mais, porque acho que nunca é demais, a todos os visitantes e seguidores e agradeço todos os comentários, pois todos vocês e todas essas coisas me deixam mais motivada cada dia para continuar esta fic! Muito obrigada! :D
Beijinhos
Mónica
(Mónica)
Já dentro do carro, enquanto ele guiava, eu liguei ao meu pai a avisar que estavamos a caminho. Durante a viagem conversámos e notei que o Rodrigo estava um pouco mais nervoso.
-Vira na rua a seguir, à direita - indiquei.
-Tá bom.
-Amor, podes acalmar-te. Não precisas ficar nervoso, a sério. O meu pai vai gostar de ti. Se eu te amo desta maneira o pai vai adorar-te.
-Hm... E essa maneira qui você mi ama é como? - perguntou-me, estacionando o carro na rua do prédio onde morava o meu pai e a minha irmã.
-É gigante! - sorri e depois dei-lhe um beijo apaixonado e um pouco demorado. Siceramente, também estava um pouco nervosa, apesar de ter quase a certeza que o meu pai ia gostar dele, porque mesmo ele sendo jogador de futebol do Benfica, clube que o meu pai não gosta, a personalidade do Rodrigo era cativante e tinha muitos aspectos que o meu pai admirava. Ele sorriu assim que nos separámos.
-Cê quer qui eu suba com você ou quer qui eu fique esperando aqui?
-Vens comigo, claro. - saímos do carro. Toquei três vezes seguidas à campainha, como combinado com o meu pai. Ele apertou a minha mão. A porta do prédio abriu-se. - Rodrigo - chamei, olhando para ele.
-Hm - respondeu, olhando para mim, nervoso.
-Amo-te, está bem? - Ele abriu-se num enorme sorriso.
-Eu também amo você.
Depois entrámos no prédio e o meu pai abriu-nos a porta de casa.
-Olá pai! - sorri, entrando em casa e puxando o Rodrigo para dentro também. Aminha irmã já nos esperava, super ansiosa, na cozinha. Fui até lá com o Rodrigo a segurar a minha mão e o meu pai atrás de nós. Dei um beijo e um abraço à minha irmã e depois voltei para junto do meu namorado e segurei a minha mão. - Bom, ah, pai, ah, eu tinha-te dito que tinha namorado e que hoje iamos jantar a casa dele, para vocês conhecerem os pais dele também, por isso... Pai, mana, é o Rodrigo o meu namorado, amor, é o meu pai e a minha irmã.
Pronto, agora os nervos estavam a dar cabo de mim! Já não sabia bem o que havia de dizer!
-Prazer - cumprimentou o meu pai, estendendo-lhe a mão e esboçando um pequeno sorriso.
-O prazer é todo meu! - cumprimntou o meu namorado apertando a mão ao meu pai, sorrindo também.
-Olá! - sorriu a minha irmã, avançando para o Rodrigo.
-Oi, tudo bom? - sorriu-lhe também o meu namorado, dando-lhe dois beijinhos no rosto.
Eu estava super envergonhada mas meso assim tive de falar.
-Bem, é melhor irmos embora. O Rodrigo ainda tem de ir buscar os pais.
-Ai é? Está bem, filha onde é que está o saco com as prendas? - perguntou o meu pai à minha irmã.
-Está em cima da cama. Eu vou lá buscar.
Em seguida, saimos do prédio e fomos para o carro. A minha irmã fartou-se de elogiá-lo e de dizer que o Rodrigo tinha bom gosto.
-Ah, mas nisso você pode ter certeza, se não eu não tava com a sua irmã - respondeu-lhe ele, sorrindo muito e olhando rapidamente para mim. Desfiz-me num enorme sorriso. Durante a viagem até à casa do meu namorado, ele, o meu pai e a minha irmã fartam-se de trocar impressões, e por sinal, boas. Os portões da casa abriram-se e o Rodrigo deixou o carro no caminho de acesso à garagem. Saímos do carro com eles ainda a conversar e entrámos em casa.
O meu pai e a minha irmã ficaram a admirar a casa e o Rodrigo puxou-me para a cozinha.
-Seu pai e sua irmã são bem legais. Gostei deles - sorriu.
-E eles gostaram e ti - sorri também.Beijou-me calmamente e de maneira a que pudesse tocar todos os cantos dos meus lábios com os seus. A minha cabeça já só nos sentia a nós os dois, mas tive de parar, pois o meu pai e a minha irmã estavam na sala.
-Amor, o meu pai e a minha irmã estão lá dentro. Já chega.
-Tá bom, cê tem razão. Eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. Cê mostra a casa pró seu pai e pra sua irmã?
-Sim.
-Se quiser bota algumas coisas já na mesa pra eles irem comendo, tá?
-Hm-hm.
Voltámos à sala. O meu pai e a minha irmã já conversavam.
-Bom, eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. A Mónica mostra pra você a casa. Fiquem à vontade - disse o Rodrigo.
-Está bem, está bem. Obrigado - respondeu-lhe o meu pai.
Fui com ele até à porta.
-Volto rapidinho, tá? Ti amo - disse ele, dando-me um beijo rápido. - E não precisa ficar nervosinha assim! Eles vão adorar você! - encorajou-me, segurando o meu rosto.
-Achas?
-Eu tenho certeza, meu amor! Relaxa, vai.
-Só se me deres mais um beijo - pedi.
-Ah... - sorriu. Depois deu-me um beijo. - Até já - sorriu-me, entran do no carro.
-Até já.
Voltei para a sala e o meu pai e a minha irmã permaneciam de pé.
-Podem sentar-se, sabem - disse-lhe. Eles sentaram-se e eu liguei a televisão e sentei-me no sofá também.
-Oh mana, porque é que não disseste mais cedo que o teu namorado era o Rodrigo?
-Oh, porque... Sei lá. Porque não calhou...
-Mas tu achas que eu ainda não tinha percebido? - disse o meu pai.
-Como? Como é que percebeste?
-Oh mana, isso agora não interessa!
O meu pai riu.
-Está bem... - deixei passar, mas mais tarde tinha de fazer umas perguntas. Ficámos a ver televisão e a conversar.
Eram 20.00h quando o Rodrigo chegou com os pais e com a irmã numa clara animação. Eu levantei-me, automaticamente, e o meu pai e a minha irmã também se levantaram. O Rodrigo olhou para mim e sorriu.
-Bom, mãe, pai, mana - começou ele a dizer, olhando-os e indo para junto de mim. Abraçou-me suavemente contra si. - Essa aqui é a Mónica, a minha namorada - sorriu.
O meu coração tremia e o meu estômago estava às voltas. Estava com medo que os pais e a irmã dele não gostassem de mim.
-Olá Mónica - sorriu-me a mãe dele, avançando para me cumprimentar com dois beijinhos. Respondi cumprimentando-a com dois beijinhos e um ''OLÁ'' meio tremelicado.
-Então, pra quê essa tremura toda? A gente não vai fazer mal pra você - sorriu-me simpaticamente o pai, cumprimentando-me também com dois beijinhos. Eu sorri ainda um pouco nervosa, mas tentando disfarçar.
-Então foi você qui põs o meu irmão ainda mais chato durante um tempo... - disse a irmã dele, num tom sério.
-Ah, Mariana! Não faz assim, vai! Não assusta a minha namorada! - riu o Rodrigo. A irmã dele riu também, assim como os pais sorriam.
-Tá bom, desculpa. Mas você nunca apresenta namoradas prá gente por isso eu tinha de meter medo pra ver se ela fugia ou se ela ficava do seu lado.Eu não quero o meu irmão com qualquer uma, tá?
-Não apresento porquê não tenho, né? Cês sabem qui eu não ia deixar ela sem conhecer as pessoas qui eu mais amo no mundo. E você pode ficar descansada maninha, ela não é qualquer uma não - terminou a frase e fez-me uma pequena festa na cara, enquanto eu olhava para ele. Sorri timidamente e ele fez um enorme sorriso.
-É, acho qui tou vendo qui não é não... - sorriu a sua irmã. Depois veio até junto de nós. - Mi desculpa si eu ti assustei, mas eu tenho qui olhar pelo meu irmão, né? - Deu-me dois beijinhos enquanto sorria. - Mariana - apresentou-se.
-Iiihh, já chega, vai! Pra galinha já chega a mamãe! - A mãe olhou para ele espantada e lançando-lhe um olhar repreendedor. - Tou brincando, mãe! Tou brincando! - riu ele. A mãe sorriu-lhe.
-Agora diz qui tá brincando! - picou a irmã.
-Já chega, vai caçula! Não zoa mais não, tá! - Ela piscou-lhe o olho e botou-lhe a língua de fora. - E agora falta apresentar pra vocês mais duas pessoas - sorriu. - Venham aqui, por favor - pediu ele, falando para o meu pai e para a minha irmã. Eles foram para junto de nós. - Esse aqui é o pai da Mónica, o Sr. António, e essa daqui é a irmã dela, a Vânia - apresentou-os. Eles cumprimentaram-se.
-Então e que é qui fez o jantar? - perguntou a irmã do Rodrigo.
-Nós os dois - respondeu ele, referindo-se a mim e a ele.
-Hm... vamo ver si você si saiu bem.
-Vamo já ver isso. Vamo jantar, gente! - disse ele. Respondemos todos que sim e dirigimo-nos para a mesa.
Bem, espero que gostem de mais este capitulo e que deixem os vossos comentários! Agradeço uma vez mais, porque acho que nunca é demais, a todos os visitantes e seguidores e agradeço todos os comentários, pois todos vocês e todas essas coisas me deixam mais motivada cada dia para continuar esta fic! Muito obrigada! :D
Beijinhos
Mónica
(Mónica)
Já dentro do carro, enquanto ele guiava, eu liguei ao meu pai a avisar que estavamos a caminho. Durante a viagem conversámos e notei que o Rodrigo estava um pouco mais nervoso.
-Vira na rua a seguir, à direita - indiquei.
-Tá bom.
-Amor, podes acalmar-te. Não precisas ficar nervoso, a sério. O meu pai vai gostar de ti. Se eu te amo desta maneira o pai vai adorar-te.
-Hm... E essa maneira qui você mi ama é como? - perguntou-me, estacionando o carro na rua do prédio onde morava o meu pai e a minha irmã.
-É gigante! - sorri e depois dei-lhe um beijo apaixonado e um pouco demorado. Siceramente, também estava um pouco nervosa, apesar de ter quase a certeza que o meu pai ia gostar dele, porque mesmo ele sendo jogador de futebol do Benfica, clube que o meu pai não gosta, a personalidade do Rodrigo era cativante e tinha muitos aspectos que o meu pai admirava. Ele sorriu assim que nos separámos.
-Cê quer qui eu suba com você ou quer qui eu fique esperando aqui?
-Vens comigo, claro. - saímos do carro. Toquei três vezes seguidas à campainha, como combinado com o meu pai. Ele apertou a minha mão. A porta do prédio abriu-se. - Rodrigo - chamei, olhando para ele.
-Hm - respondeu, olhando para mim, nervoso.
-Amo-te, está bem? - Ele abriu-se num enorme sorriso.
-Eu também amo você.
Depois entrámos no prédio e o meu pai abriu-nos a porta de casa.
-Olá pai! - sorri, entrando em casa e puxando o Rodrigo para dentro também. Aminha irmã já nos esperava, super ansiosa, na cozinha. Fui até lá com o Rodrigo a segurar a minha mão e o meu pai atrás de nós. Dei um beijo e um abraço à minha irmã e depois voltei para junto do meu namorado e segurei a minha mão. - Bom, ah, pai, ah, eu tinha-te dito que tinha namorado e que hoje iamos jantar a casa dele, para vocês conhecerem os pais dele também, por isso... Pai, mana, é o Rodrigo o meu namorado, amor, é o meu pai e a minha irmã.
Pronto, agora os nervos estavam a dar cabo de mim! Já não sabia bem o que havia de dizer!
-Prazer - cumprimentou o meu pai, estendendo-lhe a mão e esboçando um pequeno sorriso.
-O prazer é todo meu! - cumprimntou o meu namorado apertando a mão ao meu pai, sorrindo também.
-Olá! - sorriu a minha irmã, avançando para o Rodrigo.
-Oi, tudo bom? - sorriu-lhe também o meu namorado, dando-lhe dois beijinhos no rosto.
Eu estava super envergonhada mas meso assim tive de falar.
-Bem, é melhor irmos embora. O Rodrigo ainda tem de ir buscar os pais.
-Ai é? Está bem, filha onde é que está o saco com as prendas? - perguntou o meu pai à minha irmã.
-Está em cima da cama. Eu vou lá buscar.
Em seguida, saimos do prédio e fomos para o carro. A minha irmã fartou-se de elogiá-lo e de dizer que o Rodrigo tinha bom gosto.
-Ah, mas nisso você pode ter certeza, se não eu não tava com a sua irmã - respondeu-lhe ele, sorrindo muito e olhando rapidamente para mim. Desfiz-me num enorme sorriso. Durante a viagem até à casa do meu namorado, ele, o meu pai e a minha irmã fartam-se de trocar impressões, e por sinal, boas. Os portões da casa abriram-se e o Rodrigo deixou o carro no caminho de acesso à garagem. Saímos do carro com eles ainda a conversar e entrámos em casa.
O meu pai e a minha irmã ficaram a admirar a casa e o Rodrigo puxou-me para a cozinha.
-Seu pai e sua irmã são bem legais. Gostei deles - sorriu.
-E eles gostaram e ti - sorri também.Beijou-me calmamente e de maneira a que pudesse tocar todos os cantos dos meus lábios com os seus. A minha cabeça já só nos sentia a nós os dois, mas tive de parar, pois o meu pai e a minha irmã estavam na sala.
-Amor, o meu pai e a minha irmã estão lá dentro. Já chega.
-Tá bom, cê tem razão. Eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. Cê mostra a casa pró seu pai e pra sua irmã?
-Sim.
-Se quiser bota algumas coisas já na mesa pra eles irem comendo, tá?
-Hm-hm.
Voltámos à sala. O meu pai e a minha irmã já conversavam.
-Bom, eu tenho de ir buscar os meus pais e a minha irmã. A Mónica mostra pra você a casa. Fiquem à vontade - disse o Rodrigo.
-Está bem, está bem. Obrigado - respondeu-lhe o meu pai.
Fui com ele até à porta.
-Volto rapidinho, tá? Ti amo - disse ele, dando-me um beijo rápido. - E não precisa ficar nervosinha assim! Eles vão adorar você! - encorajou-me, segurando o meu rosto.
-Achas?
-Eu tenho certeza, meu amor! Relaxa, vai.
-Só se me deres mais um beijo - pedi.
-Ah... - sorriu. Depois deu-me um beijo. - Até já - sorriu-me, entran do no carro.
-Até já.
Voltei para a sala e o meu pai e a minha irmã permaneciam de pé.
-Podem sentar-se, sabem - disse-lhe. Eles sentaram-se e eu liguei a televisão e sentei-me no sofá também.
-Oh mana, porque é que não disseste mais cedo que o teu namorado era o Rodrigo?
-Oh, porque... Sei lá. Porque não calhou...
-Mas tu achas que eu ainda não tinha percebido? - disse o meu pai.
-Como? Como é que percebeste?
-Oh mana, isso agora não interessa!
O meu pai riu.
-Está bem... - deixei passar, mas mais tarde tinha de fazer umas perguntas. Ficámos a ver televisão e a conversar.
Eram 20.00h quando o Rodrigo chegou com os pais e com a irmã numa clara animação. Eu levantei-me, automaticamente, e o meu pai e a minha irmã também se levantaram. O Rodrigo olhou para mim e sorriu.
-Bom, mãe, pai, mana - começou ele a dizer, olhando-os e indo para junto de mim. Abraçou-me suavemente contra si. - Essa aqui é a Mónica, a minha namorada - sorriu.
O meu coração tremia e o meu estômago estava às voltas. Estava com medo que os pais e a irmã dele não gostassem de mim.
-Olá Mónica - sorriu-me a mãe dele, avançando para me cumprimentar com dois beijinhos. Respondi cumprimentando-a com dois beijinhos e um ''OLÁ'' meio tremelicado.
-Então, pra quê essa tremura toda? A gente não vai fazer mal pra você - sorriu-me simpaticamente o pai, cumprimentando-me também com dois beijinhos. Eu sorri ainda um pouco nervosa, mas tentando disfarçar.
-Então foi você qui põs o meu irmão ainda mais chato durante um tempo... - disse a irmã dele, num tom sério.
-Ah, Mariana! Não faz assim, vai! Não assusta a minha namorada! - riu o Rodrigo. A irmã dele riu também, assim como os pais sorriam.
-Tá bom, desculpa. Mas você nunca apresenta namoradas prá gente por isso eu tinha de meter medo pra ver se ela fugia ou se ela ficava do seu lado.Eu não quero o meu irmão com qualquer uma, tá?
-Não apresento porquê não tenho, né? Cês sabem qui eu não ia deixar ela sem conhecer as pessoas qui eu mais amo no mundo. E você pode ficar descansada maninha, ela não é qualquer uma não - terminou a frase e fez-me uma pequena festa na cara, enquanto eu olhava para ele. Sorri timidamente e ele fez um enorme sorriso.
-É, acho qui tou vendo qui não é não... - sorriu a sua irmã. Depois veio até junto de nós. - Mi desculpa si eu ti assustei, mas eu tenho qui olhar pelo meu irmão, né? - Deu-me dois beijinhos enquanto sorria. - Mariana - apresentou-se.
-Iiihh, já chega, vai! Pra galinha já chega a mamãe! - A mãe olhou para ele espantada e lançando-lhe um olhar repreendedor. - Tou brincando, mãe! Tou brincando! - riu ele. A mãe sorriu-lhe.
-Agora diz qui tá brincando! - picou a irmã.
-Já chega, vai caçula! Não zoa mais não, tá! - Ela piscou-lhe o olho e botou-lhe a língua de fora. - E agora falta apresentar pra vocês mais duas pessoas - sorriu. - Venham aqui, por favor - pediu ele, falando para o meu pai e para a minha irmã. Eles foram para junto de nós. - Esse aqui é o pai da Mónica, o Sr. António, e essa daqui é a irmã dela, a Vânia - apresentou-os. Eles cumprimentaram-se.
-Então e que é qui fez o jantar? - perguntou a irmã do Rodrigo.
-Nós os dois - respondeu ele, referindo-se a mim e a ele.
-Hm... vamo ver si você si saiu bem.
-Vamo já ver isso. Vamo jantar, gente! - disse ele. Respondemos todos que sim e dirigimo-nos para a mesa.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Capitulo 18 # parte I #
Olá!
Bem, queria pedir-vos imensas desculpas pela enorme demora deste capitulo, mas, com as mudanças e tudo mais não tenho conseguido escrever! Mas bom, aqui está o capitulo, espero que gostem, e deixem os vossos comentários e opiniões, que são muito importantes!
Beijinhos :)
Mónica
VISÃO ANDREIA
Depois de ter chorado enquanto a Mónica me abraçava, o choro cessou.
-Obrigada... - agradeci, com a voz meio apagada.
-Não tens de agradecer, Andy. - Tentei esboçar um sorriso, mas saiu algo fracassado. - Queres explicar-me agora o que é que aconteceu? - perguntou ela cuidadosamete.
Agarrei numa almofada e coloquei-a em cima das minhas pernas, cruzadas ''à chinês'' em cima da cama. Respirei fundo e entre esse respirar surgiu um pequeno soluço. Ela olhava para mim, pacientemete.
-Eu fui uma estúpida... - começei.
-Porquê?
-Porque deixei passar beijos que nem sequer deviam ter acontecido.
-Beijos? Tu e o Rúben voltaram a beijar-se? - perguntou, surpreendida. Respirei novamente fundo.
-Quando voltámos de férias, enquanto tu e o Rodrigo foram para a cozinha, ele beijo-me, e eu em vez de me chatear com ele, deixei passar e aceitei ir com ele hoje à Gala. - Ela ficou a olhar para mim com ar de quem não sabia sequer o que pensar. - E saímos mais cedo da Gala...
-Sim, tu foste avisar-me.
-Pois. Só que nós fomos para a Costa.
-Para a Costa? - perguntou, surpreendida.
-Sim, para a Costa. Estivémos a dançar e acabámos por nos beijar outra vez... E eu deixei. Eu deixei,percebes? Eu deixei! Não sei porquê, assim como deixei antes de dizer que ia com ele à Gala, mas deixei! - disse eu já um pouco irritada.
-Andy, tu gostas dele! Eu estou farta de te dizer!
-Não, não gosto! Não posso gostar e não gosto!
-Mas não podes gostar porquê?! Porque ele é o teu melhor amigo? Isso não tem nada a ver. Aliás, até é bom, porque antes de ser teu namordo tem de ser teu amigo.
-Não.
-Não o quê?
-E a Inês? Onde é que ela fica, hã?
-Fica como uma grande amiga do Rúben. Só isso. Porque ele acabou com ela e porque ele te ama. Até a Inês já percebeu isso e só quer que o Rúben seja feliz.
Fiquei calada, a pensar no que a Mónica tinha dito. Eu sabia que ela, tinha razão. Eu amava o Rúben, sim, e estava tudo a nosso favor, mas mesmo assim sentia medo de poder estragar alguma coisa entre nós, como cortar um fio que não voltará mais a fazer a ligação. Não queria perdê-lo, de maneira nenhuma. Mas ele iria cansar-se qualquer dia, e aí, provavelmente, perdê-lo-ia de todas as maneiras. Mas eu ainda me sentia como se um precipicio estivesse mesmo à minha frente, à espera que eu desse o passo em frente para me fazer cair...
-Bem, eu quero deitar-me, estou cansada - disse eu.
-Está bem. Boa noite - disse a Mónica, indo para a sua cama, buscar o pijama.
VISÃO MÓNICA
No dia que seguiu a Gala eu não importunei a Andy com perguntas nem sermões, decidi dar-lhe espaço. Mas eu sabia que apesar de ela se manter ocupada e parecer normal, ela estava a sofrer, o seu interior devia estar cheio de nós a sufocarem-na e deveria apetecer-lhe chorar a toda a hora. Eu conhecia a minha melhor amiga. Mas também eu estava com uns nervozinhos no estômago. Hoje à noite era dia de Natal, e era hoje que o meu pai e a minha irmã iam conhecer o Rodrigo e eu ia conhecer os seus pais e a sua irmã. Eram três e meia quando o Rodrigo tocou à nossa campainha.
-Olá! - sorri ao abrir a porta ao meu namorado.
-Oi amor! - sorriu ele entrando e dando-me um beijo.
-A Andy está aqui na sala. Mas, não lhe digas nada sobre o Rúben, por favor. Ela precisa de descansar e dar uma folga nesse assunto, está bem? - pedi.
-Tá bom, eu não falo nada.
-Obrigada. Bem, eu vu só lá acima buscar as minhas coisas.
Ele acenou com a cabeça e sorriu. Subi as escadas e fui até ao quarto. Peguei na minha mala, saco onde estava o vestido que ia vestir nessa noite e tirei de baixo da minha cama um embrulho. Desci as escadas e fui até à sala. A minha melhor amiga e o meu namorado estavam à conversa. Ela viu-me.
-Bem, vai-te lá embora que a tua namorada já está à espera - sorriu ela. O Rodrigo virou-se para trás e sorriu-me.
-Na verdade ainda teno de fazer uma coisa - disse eu. Fui até junto deles e estendi o embrulho à minha melhor amiga. - É o meu presente para ti - sorri-lhe.
-Oh, eu não acredito! Não era preciso! - reclamou ela a sorrir.
-Pára lá de resmungar! Claro que era preciso! És a minha melhor amiga. Para além de que já devias saber que eu faço sempre isto - sorri.
Ela aceitou o embrulho e colocou-o no sofá e tirou um saco de lado do mesmo.
-Está bem, então toma! - estendeu-me o saco. Aceitei-o. - Esta é a minha prenda para ti - sorriu.
-Obrigada - agradeci e em seguida abracei-a - Obrigada melhor amiga.
-Oh, de nada. Vá,agora vão-se lá embora.
-Oh pá! Mas tu estás a despachar-me, ou quê?
-Não, não estou! Mas vá, vão lá!
-Hm - franzi os olhos, mas em seguida dei uma gargalhada. - Está bem, nós vamos. - segurei a sua mão. - Bom Natal, melhor amia - disse-lhe com um sorriso sincero.
-Obrigada, melhor amiga - agradeceu-me ela com um sorriso igual. Depois olhou para o Rodrigo, que se tinha encostado à ombreira da entrada da sala e olhava para nós enquanto sorria. - E vocês, juízo! - sorriu a minha melhor amiga ao meu namorado.
-Olha, olha! - resmunguei. Depois rimos os três.
Eu e o Rodrigo despedimo-nos da Andreia e fomos para o carro dele.
-Então e o meu presente, não tem? - perguntou-me enquanto colocavamos os cintos de segurança.
-Tem sim, mas só to dou em casa e só abres quando chegar a hora!
-Tá bom, tá bom! - riu ele.
-Amor, a que horas é que vais buscar os teus pais? - perguntei já mais séria. Sentia um formigueiro no estômago só de pensar que ia conhecer os ''sogrinhos'', como a Andreia dizia para gozar comigo...
-Às 18.30h pego eles no aeroporto. Você pode se arranjar agora prá gente ir buscar o seu pai e a sua irmã antes.
-Sim...
-Já tá nervozinha você, hein.
-Oh... - disse, meio envergonhada.
-Não precisa, meu anjo. Meus pai são legais, e eu só falo bem de você pra eles - sorriu.
-Oh, está bem. Mas vais-me dizer que também não estás um bocado nervoso por ires conhecer o meu pai e a minha irmã?
-Ah, nervoso não... Tou um pouquinho curioso, só isso.
-Oh, está bem - rimos. Ele estacionou e entrámos em casa dele.
-Amor, eu vou tomar um duche rapidinho. Você pode ir pró meu quarto se arrumar... - pousei a minha mala no sofá - ou você podia vir comigo... - sugeriu, agarrando-me pela cintura.
-Pois, pois podia... Mas eu já tomei banho em minha casa e se eu fose contigo nunca mais saíamos de casa - ele fez um beicinho lindo. - Temos pena. É a vida, amor. Ocasiôes não hão-de faltar, por isso.
-Tá bom - respondeu, um pouco desanimado. Eu apoiei-me nos seus ombros e estiquei-me para lhe dar um beijo.
-Vá, se te despachares ainda somos capazes de ter tempo para namorar um bocadinho, antes de irmos buscar meu pai e a minha irmã.
-Então e a mesa pró jantar se arruma sozinha? - perguntou ainda meio amuadinho.
-Enquanto tu tomas banho eu trato disso. Só preciso de trocar de roupa e pouco mais, por isso dá tempo.
-Hm.
-És mesmo tolo.
-Quê?
-Quê o quebas. Vai, mexe-te, despacha-te! Ou precisas que te dê um pontapé no cú? - Ele de uma gargalhada.
-Você não existe, anjo! - sorriu-me. Sorri e dei-lhe mais um beijo rápido.
-Vamos lá subir para eu me ir arranjar também - disse-lhe, segurando o saco com o vestido numa mão e puxando-o com a outra.
Enquanto ele tomava banho eu vesti-me, prendi o cabelo numa trança simples e coloquei um pouco de perfume, depois de calçar os meus sapatos pretos de salto alto. Desci até ao andar de baixo e arranjei o que era necessário agora na mesa de jantar. Depois voltei ao quarto, onde encontrei o meu namorado a acabar de vestir as calças ainda de tronco nú.
-Ôbá, cê caprichou pra caramba! - sorriu-me ele.
-Obrigada - agradeci sorrindo também. Às calças de ganga escura e aos ténis da Adidas brancos juntou uma camisa branca e um pólo com decote em V cinzento. - Estás lindo, amor - disse-lhe.
-Eu sei qui não tou vestido pra nenhuma Gala, mas... - argumentou, vindo ao meu encotro.
-Não é preciso, amor. Estás perfeito assim - ele roubou-me um pequeno beijo. - Para além de que o meu pai vai gostar de ti pelo que tu és, não pela maneira com estás vestido nem pelas coisas que tens. - Ele fez um sorriso ainda maior que o anterior e depois deu-me um beijo apaixonado.
-Ti amo tanto... - disse-me, segurando o meu rosto.
-Também te amo muito - respondi-lhe, sorrindo muito.
-Bom, a mesa já tá pronta?
-Sim.
-Então vamo buscar seu pai e sua irmã.
-Estás com pressa, tu.
-E dessa vez não vou desapressar não. Quero conhecer a pessoa maravilhosa qui trouxe você pra esse mundo!
-Vais conhecer só o meu pai, amor...
-Ué, e daí? Se não fosse o homem a mulher não engravidava, por isso, o pai também coloca o filho no mundo! - Dei uma gargalhada.
-Tens razão, pronto, desculpa - ri. Ele sorriu-me.
-Bom, vamo então! - disse ele,segurando a minha mão e levando-me com ele.
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