terça-feira, 27 de novembro de 2012

Capitulo 22 (parte I)

Olá! :)
Bem, aqui está mais um capitulo, espero que gostem e deixem a vossa opinião! :)
Ah, e fiquem atentos/as, porque os próximos capitulos serão interessantes :p

Beijinhos*
Mónica
 
 
(visão David)

Depois do jantar em casa da Sara, nós os dois fomos até casa do Rodrigo ter com ele, com a Mónica e a Mariana pra depois seguirmos até casa da Mónica e da Andreia pra passarmos um tempinho todos juntos. Entretanto o Mauro apareceu e acabou por vir com a gente. Entrámos na casa da Mónica e da Andreia rindo, e o manz assim que soube qui a gente tava indo pra lá se colou na gente. Ele queria ver a Andreia, eu sabia isso, e viu, mas ela se escapou pró andar de cima.

-Lá estás tu a fugir outra vez! – disse ele prá Andreia.

-Ôh manz… - tentei, pedindo qui ele não começasse. Ficamos todos em pé, junto da escada, meio em filinha, pois a atitude da Andreia nos encostou na parede. Assim qui ela bateu a porta no andar de cima, com um pouco de força, uma onda passou e todo mundo deu um saltinho ao mesmo tempo, reagindo ao estrondo da porta. A Mónica e o Rodrigo subiram pra ir falar com a Andreia. Ficaram pouco tempo, e nenhum de nós se foi sentar.

-Ela quer falar com você, David – me disse o Rodrigo, quando ele e a Mónica desceram.

-Tá bom – respondi.

-Eu podia ir – disse o Rúben, despertando.

-Cê tá maluco? A gente não quer qui ela salte pela janela – pousei as mãos nos ombros dele e fiz ele sentar de novo. – Você fica quietinho aí e eu vou falar com ela. – Ele ficou me olhando, meio desapontado. Subi as escadas e cheguei no quarto. – Chamou? – perguntei,  espreitando pra dentro.

-Sim.

-Então, cê tá precisando de ajuda pra voltar lá pra baixo? – perguntei, tentando fazer logo com qui ela falasse.

-Não, parvo. Eu não vou voltar lá para baixo.

Eu sabia porquê, por isso completei.

-Pelo menos enquanto o Rúben tiver lá, né?

Ela respondeu qui sim e eu, mais uma vez, como de todas as vezes qui eu falava com ela sobre o Rúben, ou com o Rúben sobre ela, eu sabia qu’qui eles tavam pensando. Ela tava com medo de alguma coisa.

-Cê tá com medo de quê?

Ela negou qui tava com medo. Conhecia ela há muito bem já pra perceber qui ela tava mentindo. Acabou dizendo qui tava fugindo do Rúben. No meio de algumas piadas perguntei o qui é qui o manz tinha feito pra ela tar fugindo.

-Vais-me dizer que ele não te contou?

-Contou até à parte da Gala. Há mais?

-Há…

-Hiii… Tou aqui pra ouvir você.

Ela contou a história toda pra mim e eu fiquei surpreso. Eu sabia qui o manz não era de desistir, mas tinha tentado muita vez. Pelo visto era mesmo sério. Depois qui ela terminou eu fiquei olhando ela. Vista vermelha é de quem tá contendo choro.

-Pode chorar na minha frente, não precisa evitar. – Ela mi olhou surpreendida. – Os seus olhos tão muito vermelhos, dá pra perceber – A gente ficou em silêncio um tempinho, mas depois eu voltei perguntando alguma coisa. – Cê tá com medo do quê, qui eu acho qui baralhei. De perder o Rúben, tá com medo do qui a Inês parta pra cima de você ou é alguma coisa sua mesmo?

Ela respondeu qui não podia perder a amizade do Rúben, e tinha medo qui isso acontecesse se eles começassem alguma coisa.

-Cê pode ganhar muito mais qui a amizade dele. Cês podem permanecer com essa grade amizade e se amar ao mesmo tempo. Não é crime, não tão fazendo mal pra ninguém e muito menos é estúpido.

-Eu tenho medo, David.

-Medo? Qui medo! Cê tá é tonta! Cê não ama o Rúben?

Eu fiz de propósito pra pegar ela. Não ia falhar. Eu conhecia ela e não ia havia tempo pra arranjar desculpas ou mentiras.

-Amo.

Finalmente! Agora só faltava ela admitir isso também pró Rúben! Sorri ao ouvir essa coisa boa!

-Então, posha! Deixa dessas bobagens, deixa de ser cabeça dura e fala isso pró Rúben! Qual qui é a dúvida qui cês têm qui tar juntos?

-David, o Rúben é o meu melhor amigo. Eu preciso dele, e não quero nem posso perdê-lo. Tenho medo disso, percebes? Eu não posso perder o Rúben.

-Mas tu não me vais perder  - ouvi o manz dizer nas minhas costas. -  Quem é que te pôs essa ideia estúpida na cabeça? – Olhei pra ele e depois me levantei.

-É… eu vou deixar vocês dois. Se precisar alguma coisa grita, tá?

Pisquei o olho pra Andreia, querendo pedir pra ela ter calma e dei uma pancadinha no ombro do manz, pedindo a mesma coisa. Saí do quarto, desci as escadas e todo mundo tava sentado no sofá, esperando alguma coisa.

-A gente não conseguiu segurar o Rúben.

-Sim, o meu irmão estava mesmo a passar-se – concordou o Mauro com o Rodrigo.

-Ela disse o qui eu queria ouvir, por isso não há problema. Agora eu só espero qui eles finalmente se resolvam – sentei junto da Sara.

-Disseste que ela disse o que tu querias ouvir… O que é que ela disse? – perguntou a minha namorada.

-Ela disse qui ama o Rúben. Mas pra mim, não pra ele!

-O quê? A Andreia o quê? – perguntou o Mauro, surpreendido.

-Ela ama o seu irmão. Mas você fica de boca fechada, viu? Se há alguém qui tem de contar pra ele é ela.

-Está bem, está bem. Mas, wow, quer dizer, eu sabia que o Rúben gostava dela, mas não sabia que ela gostava dele…

-Gosta – disse o Rodrigo.

-E muito – completou a Mónica.

-Pois, acho que agora já percebi.

-Mas eles não estão a complicar um bocadinho? Quer dizer, vocês sabem que eu gosto da Inês, mas o que o Rúben sente por ela já não é amor há muito tempo – disse a Sara.

-Coisas da cabeça da Andreia. O Rúben pediu um tempo prá Inês e já falou prá Andreia qui ama ela, por isso não há mais impedimento, mas mesmo assim ela continua fugindo, com medo de alguma coisa ou até mesmo do qui tá sentindo – comentei também.

-Amar é uma coisa muito boa, a gente não tem qui ter medo. Ainda pra mais o Rúben. Ele pode ser maior palhaço e tar sempre brincando e zoando com tudo e com todos, mas quando é pra ser sério ele é. Dá pra ver desde sempre qui a Andreia mexeu com ele, ela tomou o coração dele e ele simplesmente quer dar o dele pra ela. Mas ela tá complicando demais… - falou o Rodrigo.

-Inspiradão você, hein? – ri.

-Ah, inspirado sim – tirou um olhar e um pequeno sorriso com a Mónica. – Mas, vocês não concordam? Quer dizer, porquê complicar se o Rúben já deu bastantes provas qui ama a Andreia de verdade, e não há nada qui seja pretexto pra impedir de eles ficarem juntos?

-Claro que sim, claro que concordamos, quer dizer, acho que posso falar por todos. Mas mesmo assim, apesar de o Rúben ter pedido um tempo à Inês, e ela não ter feito uma cena, só ter reagido mal no princípio, coisa compreensível, eu não sei se ela vai ficar no canto dela se vir ou se souber que o Rúben e a Andreia estão juntos – disse a Sara.

-É, eu também acho qui a Inês não vai ficar nem parada nem calada. Se ela já fazia maior cena quando a Andreia e o Rúben falavam, agora se ela vir ou alguém disser pra ela qui eles tão juntos, se eles realmente ficarem, ela não vai se ficar… - concordei.

De repente a gente ouviu uma porta no andar de cima e alguém correndo escadas abaixo. Eu, a Mónica e o Rodrigo nos levantámos imediatamente e fomos até junto das escadas. A Andreia passou por nós correndo e saiu de casa. O Rúben vinha logo atrás.

-Sai, sai, sai, sai, sai, sai, sai! – gritou o manz pra mim, correndo as escadas. Eu me desviei por reflexo, mas depois consegui segurar o manz pelo capuz da camisola dele.

-Ôh, ôh, ôh! Calma aí! Onde é qui cê pensa qui vai?

-Oh David, larga-me! Deixa-me ir atrás dela! Larga-me! – esperneou ele.

-Manz, se acalma! Cê não vai a lado nenhum agora! – disse eu, segurando ele pelos ombros.

-Mas… - tentou ele, desviando o olhar pra porta da saída, qui tava aberta.

-Rúben, eu já disse qui você não vai a lado nenhum agora! Se acalma, por favor, pra depois você contar o qui é qui Aconteu pra fazer ela fugir desse jeito.

-Mas oh David…

-Manz! Chega! Vamo sentar – ele veio sentar no sofá e a Mónica foi até à porta , ficou olhando um tempinho mas depois a fechou e veio pra junto da gente.

-O que é que aconteceu, Rú? – perguntou a Mónica, preocupada.

-Pff… Eu disse-lhe que ela nunca iria perder-me nem à minha amizade, e tentei beijá-la… E ela desatou a fugir.

-Claro! Cê tava esperando o quê?! Cê sabe como é qui ela costuma reagir.

-Eu sei, mas… Fogo! Porque é que ela está a complicar tanto?!

-Ela tá com medo, manz – disse eu.

-Medo? Mas medo de quê? Eu já lhe disse, já lhe provei que a amo a sério e pretendo fazê-la feliz, e nunca a magoaria… Porque é que ela está com medo? – falou o Rúben, com um ar meio cansado.

-Tem calma, mano. Nós estamos aqui para ajudar-te – tentou o Mauro tranquilizar, colocando uma mão no ombro do manz.

-É, a gente tá aqui, e no qui depender da gente, a gente vai fazer de tudo pra vocês ficarem juntos! – reforçou a Mariana com um enorme sorriso. O Mauro olhou pra ela e sorriu também.

-Sim Rúben, sabes que estamos sempre prontos para te ajudar, e neste caso para vos ajudar – ofereceu a Sara.

-E eu vou fazer mais do que já faço. Acho que já está na hora de se resolverem… - falou a Mónica.

-Eu não vou falar nada porqui cê sabe qui eu vou tar sempre do vosso lado – acrescentou o Rodrigo.

-Obrigada pessoal, a sério. Têm feito muito por mim, têm-me ajudado muito. Não sei como é que ei-de agradecer-vos.

-Ah, mas eu sei! Depois qui você e a Andreia ficarem juntos cês têm, e sim, tou obrigando, qui ser felizes – ri, passando um braço nos ombros do manz.

-Obrigado – sorriu.

-Bem, e agora, eu queria mostrar-vos umas coisas – disse a Sara.

-O qui é qui cê tem pra mostrar pra gente? – perguntou a Mariana.

-Revistas.
 

-Revistas? Olha a minha paciência para as ver… - resmoneou o Mauro. Todo mundo riu.

-Estas acho que toda a gente vai quere ver. São aquelas onde falam sobre a Gala de Natal do Benfica – sorriu a minha namorada. Adorava aquele sorriso dela.

-A sério? – perguntou a Mónica.

-Sim. Não sabia se vocês já tinham visto, por isso, estão aqui – colocou as revistas ao dispor de todo mundo e eles tiraram pra ver. A Sara não sabia o qui tinha acontecido nessa noite entre o manz e a Andreia… Mesmo assim, o Rúben pegou uma também e começou passando as páginas. Parou numa em qui o título sobressaía: ‘’Terá Rúben Amorim um novo amor?’’. Em baixo, algumas fotos deles dois na Gala, em destaque uma de quando eles pousaram no famoso tapete vermelho, tavam os dois sorrindo. E aquele sorriso do manz eu conhecia bem, naquela foto, naquele momento ele tava completamente feliz. Assim qui eu gostava de ver ele. Ele já tava vendo aquilo fazia muito tempo, e a réstia de sorriso qui tinha sobrado da última conversa antes das revistas tava desaparecendo.

-Manz, a sério, se acalma. Cês vão se resolver mais cedo ou mais tarde, e todo mundo vai tar torcendo e fazendo uma forcinha pra ser mais cedo – falei pra ele.

-Eu sei David, eu sei, mas custa, o que é que queres? Ainda por cima não sei para onde é que ela foi… Não vou conseguir dormir descansado enquanto não souber que ela já está em casa e está bem.

-Não se preocupa manz, a gente tá aqui e assim qui a Mónica ou o Rodrigo souberem alguma coisa eles falam pra você.

-Obrigado – suspirou.

Coitado do manz. Tava custando pra caramba essa luta pra conquistar a Andreia… Mas depois qui ela cedesse ia saber bem toda essa luta. E ele não tava sozinho. Nunca.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sondagem!

Olá! :)
Bem, ainda não venho com um novo capitulo, mas esse estará para breve, prometo!
Venho aqui agora para pedir-vos que respondam à sondagem que tenho em ambas as fics, por favor. Não é uma pergunta muito relevante, mas desde que começei as duas ficas que tenho curiosidade em saber qual delas gostam mais de ler, e por isso deixei esta pergunta!
Se quiserem, podem também comentar este ''pedido'', dizendo as razões pelas quais mais gostam de ler a fic que votarem!

Obrigada pela atenção, e espero as vossas respostas! :D

Beijinhos*
Mónica

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Capitulo 21 (parte IV)


Olá! :D
Deixo-vos aqui mais um capitulo, espero que gostem e que deixem os vossos comentários! :D
 
Beijinhos*
Mónica

(visão Andreia)

-Chamou? - perguntou, com um grande sorriso.

-Sim - respondi, não evitando um sorriso também. Ele entrou e sentou-se ao pé de mim.

-Então, cê tá precisando de ajuda pra voltar lá pra baixo? - gracejou.

-Não, parvo. Eu não vou voltar lá para baixo.

-Pelo menos enquanto o Rúben tiver lá, né? - completou.

-Sim...

-Cê tá com medo de quê?

-Eu não estou com medo de nada.

-Ah, pelo amor de Deus, Andreia, não mente pra mim vai! Eu conheço você.

Fogo, não conseguia mesmo esconder nada, hoje.

-Está bem... - comecei. - Eu, estou a fugir do Rúben.

-Ué, o Rúben não é nenhum bicho papão pra você ter qui fugir. Tá bom, de vez em quando ele não fica normal, mas quem não tem momentos de estupidez, de brincadeira parva? Todo mundo tem!

-E vocês os dois quando se juntam, então… - sorri.

-Mas a gente é especial, a gente tá sempre zoando um com o outro, mas isso já faz parte da gente.

-Pois – ri.

-Vocês se davam tão bem… Até eu já tava ficando com ciúmes de vocês! – riu. – Mas agora sério, o qui é qui houve pra você tar fugindo do manz?

-Vais-me dizer que ele não te contou?

-Contou até à parte da Gala. Há mais?

-Há…

-Hiii… Tou aqui pra ouvir você.

Contei tudo o que tinha acontecido entre mim e o Rúben desde a noite da Gala, e os meus olhos já ardiam de tanto me esforçar para não chorar. O David ouvia tudo atentamente, com um ar sério. Quando acabei permaneci calada e ele ficou a olhar para mim durante uns minutos. Já estava a sentir-me incomodada por ele estar a olhar tanto para mim.

-Pode chorar na minha frente, não precisa evitar. – Olhei-o surpreendida. – Os seus olhos tão muito vermelhos, dá pra perceber – esclareceu. Permanecemos em silêncio novamente, e mesmo assim não deixei que as lágrimas caíssem. – Cê tá com medo do quê, qui eu acho qui baralhei. De perder o Rúben, tá com medo do qui a Inês parta pra cima de você ou é alguma coisa sua mesmo?

-Tenho medo de perder a amizade do Rúben. Tenho medo que se começarmos alguma coisa possamos magoar-nos um ao outro e que a amizade que temos desapareça. E eu não posso ficar sem a amizade dele. É muito importante, demasiado importante para que possa dar-me ao luxo de perdê-la.

-Cê pode ganhar muito mais qui a amizade dele. Cês podem permanecer com essa grade amizade e se amar ao mesmo tempo. Não é crime, não tão fazendo mal pra ninguém e muito menos é estúpido.

-Eu tenho medo, David.

-Medo? Qui medo! Cê tá é tonta! Cê não ama o Rúben?
 
Esta pergunta caiu tão diretamente que não tive tempo de pensar para negar ou para desviar o assunto. E, sinceramente, não quis. Podia confiar totalmente no David.

-Amo – acabei por admitir, fugindo com o olhar dos olhos atentos do David. Ao ouvir a minha resposta ele sorriu.

-Então, posha! Deixa dessas bobagens, deixa de ser cabeça dura e fala isso pró Rúben! Qual qui é a dúvida qui cês têm qui tar juntos?

Acreditava no que o David estava a dizer. E sentia-o. Sentia-o por baixo de muitas máscaras e artefactos que encobriam a certeza pelo qual o meu coração palpitava agora, e quase sempre. No entanto, o automático respondia por mim. Diziam que eu tinha de negar, e eu negava, diziam para eu fugir, e eu fugia.

-David, o Rúben é o meu melhor amigo. Eu preciso dele, e não quero nem posso perdê-lo. Tenho medo disso, percebes? Eu não posso perder o Rúben.

-Mas tu não me vais perder. Quem é que te pôs essa ideia estúpida na cabeça? – o Rúben entrou no quarto, e ao falar fez com que eu e o David olhássemos para ele.

-É… eu vou deixar vocês dois. Se precisar alguma coisa grita, tá? – disse o David. Olhou para mim e piscou-me o olho e quando passou pelo Rúben deu-lhe uma pequena pancada no ombro, antes de fechar a porta.

-Então, quem é que te pôs essa ideia estúpida na cabeça? – perguntou ele, sentando-se no lugar do David, ao meu lado, na minha cama. Não consegui controlar mais as lágrimas. Ao ver o Rúben ali à minha frente, depois da conversa que tinha tido com o David, não consegui.

-Ninguém – respondi, baixando a cabeça para que ele não visse as lágrimas na minha cara.

-Ninguém?! Esse estúpido, ou estúpida até te fez chorar, então!

-Então a estúpida sou eu.
-Andy, não és estúpida nenhuma. Pronto, ok, agora estás a ser um bocadinho tonta, mas pronto. Qual é que é a ideia de dizeres que tens medo de me perder? Já não te disse que nunca me vais perder? Nunca. Por nada. Vou estar sempre ao teu lado – enquanto falava aproximou-se de mim, levantou o meu queixo e limpou uma lágrima que caía. Agora ainda estava mais próximo. Ia tentar beijar-me… Afastei-me e saí do quarto a correr. Desci as escadas e passei pelo David, pelo Rodrigo e pela Mónica, que estavam mesmo à frente. Ouvi os passos do Rúben a descerem as escadas a correr também e corri mais rápido. Não queria que
ele me apanhasse. Não queria que ele me tocasse. Não queria sequer olhar para ele. Porque se o fizesse eu ia cair nos seus braços nesse exacto momento, e isso não podia acontecer. Entrei na carrinha do meu pai e guiei até ao sítio onde me sentiria mais calma e onde poderia pensar melhor: a praia.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Capitulo 21 (parte III)

Olá!
Bem, quero pedir imensas desculpas por não publicar há imenso tempo, mas o meu computador avariou e só agora é que foi arranjado, e não consegui arranjar nenhuma oportunidade para publicar! Desculpem! Mas bom, deixo-vos aqui, finalmente, mais um capitulo! Espero que gostem, que deixem os vossos comentários, mas acima de tudo, espero que não tenham desistido das minhas fics, e agradecer-vos por todos os comentários e todo o apoio!

Beijinhos*
Mónica




(visão Rodrigo)

Deduzi o qui ela tava querendo saber.
-Cê quer qui eu conte pra você a história, é isso? - perguntei, quase adivinhando.
-Mas, eu não quero que lembres o que não queres, não quero que sofras ao falar nisso...
-Não vai causar nada em mim - garanti, levantando o queixo dela pra falar olhando nos seus olhos. - Não dói mais. Não dói nada. Ela é passado e o passado já ficou pra trás. O qui eu quero agora é o presente e o meu presente é você. Com você eu sei qui não vai ser como com a Carolina. Eu vejo isso em você e em tudo o qui você faz e diz. Eu apendi a perceber isso, pra não vir a mi magoar mais do jeito qui foi. Si eu não soubesse qui você é completamente diferente eu tinha lutado contra o qui eu tava sentindo. Eu ti amo e sei qui você mi ama de verdade também e eu não preciso qui você diga por palavras, porqui eu sinto isso em você. - Ela apenas olhava pra mim. - Ouviu? - perguntei. Ela acenou qui sim. Juntei meus lábios com os seus, tentando confortar mais ela. - Ainda quer qui eu conte? - perguntei, passando a minha mão no seu rosto.
-Quero.
-Mas primeiro vem aqui, vem. Deixa eu abraçar você.


  Ela juntou a sua cabeça ao meu peito e apertou levemente o meu tronco num abraço bem gostoso, enquanto eu pousei a minha mão esquerda um pouco acima da sua cintura, apertando levemente também e a outra mão pousou nos seus cabelos, fazendo pequenas festas. - Então, eu conheci a Carolina quando eu ainda tava no Real Madrid, eu ja tinha feito 17 anos. Foi em Novembro. Tinha havido treino à porta aberta e eu tinha reparado nela porquê ela era uma das fãs mais histéricas, se não a mais histérica, mas à saída a gente foi um contra o outro e eu gostei do jeito dela. O meu pai tava comigo e viu qui eu mi interessei, mas ele não foi muito afim de eu tentar conhecer ela, para além de qui ela era mais velha qui eu um ano.
-Então os teus pais não gostavam dela? - perguntou. A sua voz saía abafada por ela estar encostada ao meu peito.
-Não gostavam, mas ela acabou por conseguir dar a volta a neles. A Mariana é qui sempre ficou com um pé atrás.
-A sério?
-Sim. Ela fazia questão de falar pra mim todo o dia qui não tinha certeza qui a Carolina era a pessoa certa e assim. Entretanto eu fiz 18 anos e ela 19 e o meu pai mi deixou morar sozinho, numa casa qui ele tinha, perto do sitio onde qui eu tinha qui treinar, porquê eu depois fui pró Bolton. A Carolina dormia muitas vezes lá em casa, mas a gente começou discutido demais, porqui ela ficava com ciúmes de fãs ou amigas, coisa descabida, ou por coisas completamente estúpidas.
-E as coisas pioraram?
-É, pioraram um pouco sim, e quem ficava mal era sempre eu. - Ela mi apertou mais um pouquinho e mi deu um beijo de conforto no peito. - Ahaha. Já passou, meu anjo - sorri. - Mas bom, eu deixei passar mais um ano. Mesmo com todas as discussões e tudo mais, eu gostava dela. Fiquei mais um ano no Bolton e continuei tentando fazer com qui os meus pais e a Mariana gostassem dela, mesmo depois de alguns escândalos qui ela fez, porqui eles ficaram com o pé atrás novamente - parei pra respirar. Ela levantou a cabeça pra olhar pra mim. Sorri. - Bom, depois houve uma noite em qui a gente foi jantar fora com os meus pais e a Mariana e apareceu um amigo do meu pai, o Fabiano. Ele tinha uns 21 anos, mais um ano qui ela, mais dois qui eu, mas já era bastante rico, por herança do pai dele, qui também tinha sido amigo do meu pai, e porqui era um empresário bem sucedido. Desde esse dia qui eu tinha notado a maneira qui eles se olhavam e claro qui não gostava. A minha namorada trocando olhares e sorrisinhos com ele... Para além de qui eu nunca tinha gostado muito dele. Ele já tinha tentado dar em cima da minha irmã e eu discuti com ele, mas não podia fazer grande coisa. Mas a Mariana deu um chega pra lá nele.
-Ele andou atrás da tua irmã?
-Andou. Ele e a Carolina serviam muito bem um pró outro. Mas então, os olhares e os sorrisos tavam durando à muito tempo e a Carolina passava cada vez menos tempo comigo, inventava desculpas pra não ficar lá em casa ou pra não tar comigo, apesar disso as discussões não paravam, então eu decidi ir até casa do Fabiano pra conversar, pra ele parar de fazer esses sorrisinhos e assim com a Carolina, mas quando a porta do elevador abriu pra eu subir até ao andar dele fui eu quem não quis falar mais nada, porqui o qui eu vi me esclareceu e desfez as minhas dúvidas.
-O que é que viste? - perguntou ela, meio a medo.
-Eles tavam si enrrolando no elevador - ela estremeceu. Apertei um pouco mais. - Saí dali directo pró carro e fui embora o mais longe qui consegui, mas a meio eu tive qui encostar porquê não conseguia aguentar mais. u chorei pra caramba, mas saí dali de volta pra casa jurando qui não ia deitar nem mais uma lágrima por ela. Agora eu só sentia repulsa por eles, mi sentia tã traído e humilhado qui eu não quiria qui ela aparecesse mais na minha frente. Quando cheguei em casa a Mariana tava lá, eu tinha dado uma chave pra ela. Ela mi viu daquele jeito e então eu falei tudo pra ela. A gente sempre partilhou tudo e ela mi ajudou muito. Ela ficou dormindo lá, e a Carolina não apareceu.
-E, nunca mais a viste?
-Vi sim. Na manhã seguinte ela apareceu lá em casa quando eu e a Mariana tavamos tomando o café da manhã. A Mariana ficou de boca aberta por ela ainda ter a lata de ir lá em casa, mas eu não, eu já tava meio esperando, porquê depois de ver o qui tinha visto a minha cabeça juntou tudo e descobriu a Carolina, a falsa qui todo mundo tinha mi tentado avisar. Ela começou pedindo desculpas, dizendo qui o Fabiano é qui tinha pegadoela no elevador, e você ainda não sabe porqui você ainda não dormiu comigo no Verão, mas aí eu durmo só de calção. Ela começou tentando si aproximar e si colar em mim, fazendo coisas qui ela costumava pra mi provocar, mas tudo o qui ela tentava eu travava, porqui a única coisa qui eu sentia ao olhar práquela brasileira, linda, de olhos azuis e cabelo loiro, qui todo o homem ficava olhando quando passava, era nojo, porqui depois de tudo o qui eu tinha lutado pra ficar com ela, não ligando prós conselhos dos meus pais e da Mariana e alguns amigos meus, por exemplo o Thiago Alcântara, qui eu andava desde criança, depois de ter discutido tantas vezes com o meu pai por causa dela, depois de todas as acusações qui ela mi fazia, ela mi traiu, com o primeiro qui apareceu pra ela com mais dinheiro qui eu. E teve a coragem de inventar desculpas esfarrapadas e si tentar desculpar ao mi tocar. - Parei novamente pra respirar e ela voltou a levantar a cabeça pra mi olhar. Sorri e fiz uma festa no seu rosto. - E a minha irmã e a Carolina iam si pegando - ri.
-O quê? - perguntou surpreendida.
-A Mariana começou atirando tudo o qui tinha pra dizer na cara dela, elas começaram discutindo e a Mariana acabou dando um tapa na Carolina.
-O quê? A Mariana bateu-lhe? - perguntou, si levantando um pouco e eu vi um pequeno sorriso surgir na sua boca. Sorri.
-É, deu esse tapa nela sim. E a Carolina ia dar um nela, mas eu mi coloquei na frente e disse qui ela não tocava na minha irmã e a expulsei da minha casa. Depois do almoço a Mariana foi embora e aí eu fiquei pensando, sozinho, qui tinha sido muito burro. Eu mi deixei levar sem conhecer bem ela. Ela veio com aquele jeito dela pra mi conquistar logo, e eu não percebi qui ela nunca mi amou de verdade mas sempre quis ficar famosa e si aproveitar do dinheiro da gente, porqui o meu pai tinha sido o grande jogador do Flamengo, nos anos 80, e porqui eu tava indo no bom caminho também... No dia seguinte a gente soube qui ela e o Fabiano tinham fugido. Ele tinha feito um desfalque numa empresa, qui era, na verdade, do qui ele vivia, e ela aproveitou pra fugir e não ter qui enfrentar o meu pai, e assim ficou bem com o novo rapaz rico qui tinha arranjado. No dia em qui a Mariana bateu nela e eu defendi a minha irmã, a Carolina mi chamou de tudo e mais alguma coisa, disse qui eu era um simples garotinho pra ela, qui não servia de nada e não era bom pra nada, qui não levava jeito pra conquistar uma garota porquê eu não era qui nem aqueles rapazes todos musculados e qui era um sem graça...
-Então ela é burra ou precisa de óculos. O teu corpo pode até ser pouco vistosos, comparando com muitos, mas o teu abraço é reconfortante e transmite segurança, enquanto que os outros devem sufocar. Tu és lindo - sorri. Ela si sentou e pousou as mãos nas minha pernas. - E és uma pessoa maravilhosa. És fantástico, agora, ela deve preferir aqueles que passam a vida a gritar e são super violentos... - sorri e passei a minha mão no seu rosto.
-Essa é a história, e como você tá vendo não tou nem um pouco incomodado. Já botei isso pra trás das costas. A Carolina não é ninguém na minha vida e não vai voltar a ser. Não provoca mais nós na garganta, nem borboletas na barriga, nem faltas de ar, nem falta de apetite, nem nada. A Carolina pra mim é como si não tivesse existido.
-Não mereceste nada do que ela te fez. Tu és uma pessoa extraordinária e nao sei como é que podem existir pessoas que não dêm valor a isso, ou que nem se apercebam disso. És o meu herói, o meu campeão, o meu menino - sorriu, mi beijando e se sentando no meu colo.
Ficámos nos beijando e todos os nossos beijos tinham mensagens qui só podiam ser desvendadas com os nossos gestos e carícias, os nossos beijos e sorrisos. Paramos pra respirar um pouco e eu mi levantei, pegando ela no colo.



-Posso levar você lá pra cima ou quer ficar aqui? - perguntei.
-Podemos subir. Mas eu sei andar.
-Ué, não posso querer levar você? - respondi começando a subir as escadas.
-Podes - respondeu sorrindo e mi dando um beijo no pescoço.
O amor não si vê, si sente, por isso a gente si amou depois de subir no quarto. Ela queria qui eu soubesse qui ela nunca iria fazer pra mim o qui a Carolina tinha feito. Eu gostava desse jeito dela, apesar de não precisar fazer amor com ela pra saber isso.
Depois de almoço ficámos dando mole, vendo fime e namorando um pouquinho. Eram oito horas e a gente tinha adormecido, até qui eu despertei com a campainha. Com calma, mi soltei dela e fui abrir a porta. A Mariana. Fiz sinal pra qui ela falasse baixo. Ela entrou e ficou olhando a minha namorada dormir.
-Eu tava indo pra cozinha preparar o jantar, quer vir?
-Sim, vamo - respondeu a minha irmã. Começámos preparando as coisas. - Você gosta mesmo dela, né maninho?
-Muito mesmo.
-Dá pra ver. E olha qui dessa vez todo mundo gosta dela. O papai e a mamãe ficaram muito bem impressionados. E eu gosto dela, ela é uma garota bem legal e ti ama de verdade.
-É, eu sei.
-Rodrigo, eu não sei si você vai si importar ou não, e eu espero não ter feito nada errado, mas... eu acabei falando na Carolina e contei resumidamente a sua história com ela - disse ela, meio qui envergonhada por ter falado sobre assuntos qui não eram da sua vida.
-Não tem problema. Acho até qui foi melhor assim. Ela ficou meio chateada e assustada, mas já tá tudo bem.
-Ah, ainda bem. Eu não quiria ficar sem ela agora, eu tou precisando da ajuda dela.
-Ai tá? Cês já tão si dando tanto assim? - perguntei brincando.
-É, a gente tá si dando muito bem sim. E, eu preciso falar uma coisa pra você...
-Fala.
-É... eu...
-Hm, que cheirinho tão bom! - exclamou a minha minina, chegando na cozinha.
-Oi! - cumprimentou a Mariana si escapando.
-Olá - sorriu a Mónica.
-Já acordou? - perguntei quando ela si abraçou a mim.
-Já.
-E qu'qui cê ia dizer pra mim? - perguntei pra minha irmã. Reparei qui ela trocou um olhar com a Mónica.
-Eu preciso contar uma coisa pra você.
-Pode falar. Ou você prefere qui a gente fale só os dois?
-Não, não. Eu quero qui a Mónica fique. Ela mi ajudou - sorriu, olhando pra minha namorada.
-Ela ti ajudou? Cês já tão si dando bem assim?
-Tamos sim - respondeu a minha irmã com um sorriso
-Hm, acho qui isso é bom, então. Mas, o qui é qui cê tem pra mi dizer?
Ela voltou a trocar um olhar com a minha namorada.
-É qui... - notei qui a minha irmã tava nervosa.
-Mariana, pode falar. Tudo. Cê sabe qui a gente sempre partilhou tudo, não tem de ficar nervosa. O qui é qui tá havendo? - encorajei.
-Eu, - hesitou - tou gostando do Mauro.
-O Mauro?
-Sim amor, o Mauro. O irmão do Rúben - respondeu a Mónica soltando o abraço.
-Cê tá falando sério? - perguntei prá minha irmã.
-Sim.
-Cê tava com medo de falar pra mim ui tá gostando do Mauro? Não precisava, Mariana. Todas a s vezes qui eu brinquei com você sobre isso eu tava brincando mesmo, eu não sabia qui você gostava dele, si bem qui eu já tava notando qui vocês andavam saindo muitas vezes.
-Você não tá chateado por eu ter falado primeiro com a Mónica, tá? Pr'além qui mesmo qui eu quisesse esconder era impossivel. Ela ficou uxando, puxando até qui eu tive qui dizer.
-Claro qui não fiquei, nem vou ficar chateado. Chateado porquê? Você fala com quem você quiser e quando você quiser. Eu sou seu irmão e você sabe qui pode contar tudo pra mim, como a gente tem feito até agora, mas você não tem obrigação de fazer isso. E eu fico contente de ver qui vocês tão se dando tão bem assim. Finalmente vou conseguir viver tranquilo com a minha família e a minha namorada, todos juntos.
-Mas pode mesmo. A namorada é completamente diferente, ela ti ama de verdade, e todo mundo já viu isso, por isso, é claro qui a gente gosta dela - sorriu a minha irmã.
-A namorada ama-TE, ama aquilo que tu ÉS, e não aquilo que tns ou podes vir a ter - sorriu a Mónica, avançando pra mim, rodeando o meu pescoço e mi beijando. Abraçei ela também.
-Ih, gente, vamo fazer assim, eu viro costas e fico terminando o jantar e vocês podem subir lá pra cima. É qui eu não quero ficar vendo vocês aí encostados, si agarrando... - riu a Mariana.
-Ah, não enche Mariana! Cê tá é precisando é do Mauro aí do seu lado! - brinquei.
-Ah! Você sai dessa cozinha, si não eu dou com o pano da cozinha em você! - respondeu ela, pegando o pano.
-Ahahaha, tá bom, tá bom, a gente vai prá sala! - ri, enquanto eu e a Mónica saíamos prá sala.
-És mesmo mau, tu! - disse ela, ainda rindo.
-Mau? Então?
-Oh, ela esteve ali uma pilha de nervos para te contar que gosta dele e tu depois vais gozar com ela!
-Por falar nisso, - sentámos no sofá. Ela si abraçou a mim - você sabe si o Mauro também gosta dela?
-Saber não sei, mas que pareçe, pareçe.
-Era bom qui sim. A minha irmã merece. E o Mauro é um cara legal, tal como o Rúben. Ela ia ficar bem.
-Ah, agora já não ficas com ciúmes ao dizer que os Amorim são pessoas bestiais.
-Eu não fico com ciúmes nunca. Pelo menos deles. Eu sei qui você mi ama. E eu ti amo ainda mais.
-Pois amo. Muito - sorriu. Eu sorri de volta e alcançei os seus lábios. Beijar ela mi dava uma sensação muito boa. Mi sentia tão feliz só por tocar os seus lábios e perceber qui a garota maravilhosa qui mi completava só com um beijo, dizia qui mi pertencia, qui mi amava e qui eu fazia dela a garota mais feliz.
-Oh, pelo amor de Deus! Nem na sala! Vamo jantar gente, vai! Si soltem um pouquinho! - disse a Mariana, entrando na sala. Tirei mais um beijo da minha minina e depois fomos prá mesa.

VISÃO ANDREIA

O Rúben já tinha ido embora, mas não sem antes, mesmo comn a porta fechada entre nós, ter o prazer de me conseguir irritar ainda mais. Depois de ouvir o carro dele a afastar-se fui até à cozinha tomar o pequeno-almoço e depois subi até ao quarto, fiz a minha cama e depois fui para o computador. Por volta das 11.00h fui ter com os meus pais para irmos almoçar a casa dos meus avós. Foi agradável estarmos todos juntos e só regressámos perto da hora de jantar, jantar esse que ia ser em casa dos meus tios. A meio do jantar recebi uma mensagem da Mónica a avisar que ela, o Rodrigo, a Mariana, o David (que tinha vindo passar o Natal a Portugal, com a Sara), e o Mauro vinham para nossa casa, para passarmos um bom bocado. Estavam lá por volta das 21.30h. Ela não tinha mencionado o Rúben, por isso ele não ia. Ainda bem. Não queria que ele voltasse a aproximar-se de mim hoje, com intenções de persuasão... Essas tentativas estavam a dar-me cabo da paciência. Depois de jantar ajudei a minha mãe e as minhas tias na cozinha, despedi-me de todos e voltei para minha casa. Sentei-me no sofá, a ver televisão, enquanto esperava que eles chegassem. Entretanto ouvi a chave na porta de entrada.
-Ah, mas a gente não vai ficar a noite toda assistindo televisão! - ouvi o David.
-Claro qui não! Vamo ficar jogando playstation! - gozou o Rodrigo.
-Ahaha! Tiveste uma piada puto! - ouvi ironizarem. Pronto, já estava tudo estragado! Mas o que é que o Rúben estava aqui a fazer? Olhei para a Mónica, meio que repreendendo-a, mas ela devolveu-me um olhar pelo qual percebi que não tinha sido ela.
-Oi! - cumprimentou o David, sorrindo.
-Olá - respondi. O Rúben estava a olhar para mim. - Bem, eu tenho de ir lá acima ao quarto. Já venho - levantei-me e passei pela Mónica até às escadas.
-Lá estás tu a fugir outra vez! - disse o Rúben, dirigindo-se a mim.
-Ôh manz... - disse o David.
Entrei no quarto e bati a porta com um pouco mais de força. Pouco depois a Mónica e o Rodrigo entraram no quarto.
-Estás só a fazer tempo para o Rúben ir embora, não é? - perguntou a minha melhor amiga.
-Não - tentei disfarçar.
-Não precisa ficar fingindo - disse o Rodrigo.
-Eu não estou a fingir nada.
-Ai não? Então porque é que não voltas lá para baixo para junto de nós? - perguntou a Mónica.
-Perguntas dificeis agora não, por favor - pedi.
-Pergunta dificil? Tá complicado então, hein? - Olhei para ele, meio com medo de admitir alguma coisa.
-Podem chamar o David, por favor? - pedi, olhando para os dois. Eles olharam um para o outro e a Mónica segurou a mão do Rodrigo e puxou-o, levantando-se da sua cama.
-Está bem, nós chamamos - disse a minha melhor amiga.
-Mas, se precisar cê sabe qui cê pode chamar a gente! - ofereceu o Rodrigo.
-Eu sei. - Eles sairam e encostaram a porta. A seguir vi o David espreitar para dentro do quarto.
-Chamou? - perguntou, com um grande sorriso.


Será que a conversa com o David irá ter bom resultado? Ou a Andreia irá continuar a fugir do Rúben?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Capitulo 21 (parte II)

Olá!
Deixo-vos aqui mais um capitulo grandinho! Espero as vossas opiniões! :)
Beijinhos*
Mónica


 (visão Mónica)

-Cê tá com medo de perguntar pra ele?
-Sim. Eu não quero fazê-lo sofrer novamente, ao lembrar-se.
-Ah, não si preocupa. Ela já não provoca nada nele de maneira nenhuma.
-Ela? - perguntei curiosa.
-A Carolina, a ex-namorada do meu irmão. - Senti qualquer coisa a remexer dentro de mim. Ciúmes não eram, mas talvez medo de ouvir a história, medo de ouvir o que é que a tal Carolina tinha feito o meu amor passar. Não sabia se estava preparada para ouvir a história. - Quer qui eu conte, ou vamo parar por aqui?
-Não, não. Conta - pedi.
-Bom, eu não vou contar tudo tudo pra você. Acho qui não tenho de ser eu a contar. Eu vou só falar o básico, si você quiser fazer perguntas é melhor perguntar pró meu irmão, tá bom?
-Sim.
-Bom, a Carolina só si aproximou do Rodrigo porquê quiria fama e dinheiro. Ela discutia com o meu irmão pra caramba, com ciúmes discabidos e cenas completamente insuportaveis por coisas completamente estúpidas. Até qui um dia, num jantar com a gente, ela ficou conhecendo o Fabiano, um amigo do meu pai, qui era um empresário rico, apesar de ser pouco mais velho qui ela, e aí eles começaram se encontrando e passaram dormindo junto. Ela traiu e traiu feio o meu irmão. Só de lembrar dela mi dá uma vontade tão grande de espancar ela! E como si não bastasse o meuirmão ter apanhado eles bem mal, ela ainda foi pedir desculpas e desmentir tudo, na cara podre, pra depois fugir com aquele amigo da onça do Fabiano!
Ela falava irritada e ezaltada e eu permaneci apaticamente imóvel. Se isto era apenas um resumo, eu não queria sequer imaginar os pormenores que nao tinham sido pronunciados. Se o resumo era horrivel não queria imaginar o quanto o Rodrigo tinha sofrido com as partes que eu ainda não tinha ouvido. Permaneci em silêncio.
-Você tá bem? - perguntou-me ela, preocupada.
-Sim. Só fiquei... Não sei, magoada, como se tivesse sido comigo...
-Você gosta mesmo do meu irmão, né? - sorriu.
-Sim. Muito - respondi, ainda meio apegada à apatia.
-É, eu acho qui dá pra ver - voltou a sorrir. Sorri de volta.
-Bem, eu vou arrumar o quarto. Já sabes, se precisares... - começei, levantando-me do sofá.
-É só chamar, já sei. Pode ir - o telemóvel dela tocou.
Subi até ao quarto do Rodrigo. Sentei-me na ponta da cama, com a mente vazia durante alguns segundos. Depois levantei-me e peguei na almofada dele, abraçando-a e sentindo o cheiro característico dele, que tinha ficado na almofada.



 Eu nunca seria capaz de magoá-lo. Por qualquer razão. Amo-o demais para fazer-lhe qualquer coisa que seja de mal, mesmo que ele o merecesse. Amo-o tanto que sentia um enorme desprezo pela tal Xrolina, que tinha brincado com os sentimentos do meu amor por coisas superfulas. Não conseguia perceber porque é que as pessoas enganam por dinheiro quando a maior riqueza que podemos obter é aquela que provem do amor que a pessoa que está do nosso lado nos oferece, pedindo apenas em troca todo o amor que possamos oferecer-lhe também.
-Mónica! - chamou a Mariana, chegando à porta do quarto. Apercebi-me que tinha duas lágrimas a escorrerem-me pela cara. Limpei-as rapidamente e coloquei a almofada de novo na cama. - Cê tá chorando? - perguntou, entrando no quarto e dirigindo-se para junto de mim.
-Não - tentei disfarçar. - Chamaste-me. Do que é que precisas?
-Não disfarça não. Eu vi você limpando as lágrimas. O qui é qui tá havendo? Cê sabe qui cê pode falar pra mim.
-Eu, só fiquei a pensar no que tu me contaste. Juro que não sei como é que há pessoas capazes de fazer o que essa Carolina fez a o teu irmão. Juro que não percebo. O teu irmão é uma pessoa maravilhosa. Ele é dedicado, amigo, paciente, é... Ele não merecia. Eu juro que não percebo como é que ela foi capaz... - respondi, voltando a ter lágrimas a escorrer pela minha cara.
-Oh, não fica assim não. Custou muito, o meu irmão sofreu pra caramba, mas ele já ultrapassou tudo isso. Ele agora é feliz, e é do seu lado. Não fica assim.
Ela abraçou-me. Um abraço leve e rápido, mas agradável. Sabe bem receber um abraço quando precisamos.



-Obrigada - agradeci, limpando as lágrimas que ainda caiam pela minha cara. - Então e o que é que vinhas dizer-me?
-O Mauro vem mi buscar mais cedo. Já deve tar chegando.
-Ah, está bem.
-Maseu posso esperar até o meu irmão chegar, se você quiser.
-Não. Vai-te embora antes que ele chegue. Assim não vais ter de ouvir as bocas dele.
-Tem certeza?
-Claro que sim.
A campainha tocou.
-Eu vou! - disse ela. Enquanto ela desceu eu acabei de fazer a cama, e depois ouvi vozes a chegarem novamente ao quarto.
-Olá, olá! - cumpimentou o Mauro.
-Olá - respondi, esboçando um pequeno sorriso.
-Então, estás boa? - perguntou, dando-me dois beijinhos.
-Estou. E tu?
-Óptimo, claro! - respondeu prontamente com um sorriso. Olhei de relançe para a Mariana. Ela sorria.
-Bem, vamos lá para baixo? - perguntei.
-Sim. A gente também vai já embora, se você não se importar de ficar sozinha até o meu irmão chegar.
-Já te disse que não. Vão-se embora.
-Estás a mandar-me embora? - disse o Mauro com uma cara desconfiada mas sempre na brincadeira.
-Estou. Aos dois. A menos que queiras ouvir um sermão de irmão mais velho, pra teres cuidado com o que fazes com a irmã dele senão estás feito.
-Ok ok, já percebi. - Virou-se para a Mariana. - Não sabia que o teu irmão era assim tão galinha.
-Olha, tu vê lá o que é quechamas ao meu namorado, hã!
-Eish, pois é, desculpa. O meu irmão já me tinha dito que vocês namoravam, mas ainda não consegui ver-vos juntos.
-Pois, mas agora não vai ver. É melhor a gente ir, porque ele já deve tar chegando - disse a Mariana.
-Está bem, vamos então. E desculpa lá se chamei o teu namorado de galinha. O que é que eu posso chamá-lo?
-Chama-lo pelo nome, é suficiente, está bem? - ri.
-Está bem, já percebi que contigo de guarda não posso dizer destas coisas! - riu também.
-É, eu dou-te o ''contigo de guarda'' Mauro.
-Ih, Mariana, anda cá, ajuda-me! - disse ele, pondo-se atrás dela. Ela desmanchou-se a rir. - Bem, nós vamos embora. Até logo - despediu-se ainda a rir, dando-me novamente dois beijinhos. A Mariana deu-me um abraço.
-Obrigada - agradeceu-me baixinho. - E, não pensa mais naquilo qui eu ti contei. O qu'importa é qui o meu irmão é feliz do seu lado, agora.
-Está bem - sorri. - Até logo. Divirtam-se.
-Tchau - disseram os dois. Fechei a porta e fiquei na sala a ver televisão.

VISÃO RÚBEN

Acordei cedo. A minha mãe já estava na cozinha.
-Bom dia mãe - cumprimentei-a, dando-lhe um beijo na testa.
-Bom dia filho. Já estás a pé?
-Sim. Tenho uns assuntos para resolver e quanto mais cedo melhor.
-Então e ainda tens tempo para esperar pelas torradas para tomares o pequeno-almoço com a tua mãe?
-Claro que sim. Precisas de ajuda?
-Não filho, só faltam as torradas.
-Está bem - sorri e fui sentar-me à mesa.
-Tens falado com a Inês? - perguntou-me de repente.
-Tenho.
-E está tudo bem entre vocês?
-Continuamos amigos, claro.
-Estás a pensar voltar a juntar-te com ela?
-Sinceramente mãe, não. Gostei muito dela, tudo o que passámos foi muito bom, mas já não consigo voltar a namorar com a Inês. Agora só a tenho como uma boa amiga e é isso que vai continuar a ser.
-Então já não gostas dela?
-Não. - Calei-me durante uns segundos, desconfiando. - Mãe, sabes que podes perguntar-me o que quiseres, não precisas de andar com rodeios, não sabes?
-Sei, sei.
-Então pergunta de uma vez. Já percebi que queres saber alguma coisa.
-Anda aí um novo passarinho, não anda Rúben Filipe?
-Ahaha, anda mãe, anda.
-E eu aposto que é a menina Andreia.
-Apostas bem, mãe. É ela.
-Vocês estão a fazer apostas? - perguntou o Mauro, entrando na cozinha. Deu beijo à nossa mãe.
-Bom dia para ti também, hã? - disse eu, não me referindo à questão da aposta.
-Não sabia que agora fazias apostas mãe, ainda por cima aqui com o menino Rúben, que é um batoteiro - disse o meu irmão, pegando numa torrada.
-Eu dou-te o batoteiro - disse eu, dando-lhe um calduço. - E isso era para mim! - reclamei.
-Ai era? Olha, temos pena - respondeu-me ele rindo.
-Ahaha - ironizei. - Estamos muito engraçados hoje, hã?
-Claro. O dia vai correr-me bem!
-Hm, está bem. Mãe, visto que o Mauro já aqui está pode fazer-te companhia, e também já me tirou as torradas, por isso, vou andando.
-Então e não comes nada, Rúben? - preocupou-se a minha mãe. Fui ao frigorificoe tirei um iogurte líquido.
-Vou a bebê-lo até ao carro, não te preocupes! - dei um beijo à minha mãe e começei a dirigir-me para a sala para sair de casa.
-Isso não é nada, Rúben Filipe! - reclamou ela.
-Depois como mais alguma coisa, não te preocupes. Até logo - descansei-a.
-Mas onde é que ele vai? - perguntou o meu imão.
-Vai tratar da vida dele - respondeu-lhe a minha mãe, parecendo-me que a sorrir. Quando cheguei ao carro o iogurte já tinha acabado. Pus a chave na ignição, coloquei o cinto e segui até casa da Andy. Nove e meia.
Saí do carro e olhei para a casa. Ela tinha prometido abrir-me a porta. Toquei à campainha. Esperei um pouco. Ninguém abriu. Toquei novamente e esperei. Nada. Decidi mandar-lhe uma mensagem. Eu tinha a certeza que ela estava a fazer de propósito para não cumprir o prometido.

Para:Andy:
Bom dia :D Sabes,acho que ias ser mais querida do que já és se CUMPRISSES O PROMETIDO E ME ABRISSES A PORTA, por favor. E eu sei que já estás a pé. Eu conheçote melhor do que tu pensas. Amo-te. Até já.


Enviei e fiquei a olhar para a janela que eu sabia que era a do quarto dela e da Mónica. De certeza que já devia lá estar, a confirmar se eu estava mesmo à porta de casa. Ela não respondeu à minha mensagem.

Para:Andy:
Lembraste de te ter dito que entrava pela janela se não me abrisses a porta? É o que vou fazer agora. Se não conseguir, já sabes qual é que é a minha última opção, por isso...


Como ela não respondeu à mensagem outra vez, fui mesmo até à janela. Pouca sorte, estava trancada. Bom,então já só restava a última hipótese.

Para:Andy:
Vou começar a gritar


Avisei. Respirei fundo.
-Andreia Filipa, és uma teimosa do caraças, sabias? - começei. - Mas está bem, se queres que os teus vizinhos sejam testemunhas de que eu vou dizer novamente que te... - Ela abriu a porta de rompante.
-Rúben! - disse ela com ar repreendedor, puxando-me para dentro de casa.
-... amo - terminei, quando o meu rosto estava tão perto do seu que eu conseguia sentir o calor da sua cara. Ela olhava-me parecendo que tentava resistir a alguma coisa, neste caso era a mim.



-És mesmo parvo! - começou a reclamar, afastando-se rapidamente de mim. - Já viste o escândalo que fizeste? Só podes estar maluco!
-Eh, eh, calma aí porque a culpa não foi minha. A culpa é aqui da menina Andreia, que resolveu faltar ao prometido e deixar-me na rua. Eu mandei-te mensagens e toquei à campainha. E eu sei que tu estavas acordada. Até já estás vestida e tudo.
-Está bem, já estava acordada, mas, estava ocupada.
-Ocupada? A fazer o quê?
-Ah... - começou a dizer um monte de ''ah'' sem chegar a qualquer palavra coesa, ou a qualquer explicação. Ela estava a mentir-me obvia e descaradamente.
-Andy, pára lá de me mentir, por favor. Eu sei que não queres falar comigo porque estás com medo de admitir que também gostas de mim. Mas não precisas, porque eu já sei disso, só que sabia bem ouvi-lo da tua boca.
-Oh Rúben, mas tu endoideceste?! Eu não tenho de admitir nada. Eu não gosto de ti.
-Ai é?
-É.
-Então, porque é que cada vez que eu me aproximo de ti tu tentas fugir? Porque é que cada vez que te beijei tu aranjaste maneira de ir embora? Menos no dia antes da Gala. E eu queria perceber porquê. E não me digas que não querias e que foi sem querer. Se não quisesses não tinhas deixado acontecer, e estas coisas não acontecem sem querer. Por isso, sim, acho que também gostas de mim, mas estás a escondê-lo, não sei porquê, porque eu já gritei aos quatro cantos que te amo e estou pronto para gritar ao quinto.
-Pára com isso! Olha, agora o teimoso estás a ser tu! Já te disse que não gosto de ti! - respondeu nervosamente, afastando-se de mim e começando a subir as escadas.
-Onde é que vais? - perguntei. Ela não respondeu, pois já descia as escadas quando fiz a pergunta.
-Toma - estendeu-me um saco Geogio Armani.
-O que é isto?
-É o meu presente de Natal para ti.
-Durante quanto tempo é que andaste a economizar para me comprares isto? Não precisavas.
-Foi mais barato do que pensas. Comprei em Londres, lá é mais barato.
-Hm, está bem.
-Bom, então, já tens o teu presente e já disseste o que querias, por isso já te podes ir embora - disse-me ela, abrindo-me a porta e colocando-me para lá da ombreira.
-Quem é que te disse que eu já tinha acabado? - reclamei.
-Eu. Adeus Rúben! - e fechou-me a porta na cara.
-Andreia Filipa, eu ainda não acabei de falar cotigo! - reclamei, mesmo com a porta fechada.
-Temos pena! Agora é melhor ires-te embora antes que os viinhos começem a aparecer à janela.
-Desculpas, mas está bem. Mas tu nem sabes o que é que te vai acontecer!
-Estou cheia de medo!
-É bom que tenhas. Quando te apanhar sozinha vais ver. Rapto-te e depois somos só tu e eu. Depois já não foges!
-Não eras capaz!
-Não me testes! Acho que já tens provas suficientes de que quando eu digo eu faço!
-Nem penses, Rúben Filipe! Se fazes isso eu faço queixa de ti!
-Se eu deixar.
-Ahh! Olha, adeus!
Eu ri-me. Mesmo com uma porta fechada entre nós e poucas palavras consegui irritá-la. Visto que agora não ia conseguir mais nada, voltei para o carro, no entanto estava quase satisfeito. Agora tinha a certeza que ela gostava mesmo de mim. Só queria ter conseguido beijá-la mais uma vez...

VISÃO RODRIGO

Deixei o pai e a irmã da Mónica e dirigi de volta pra casa. Parecia qui tava demorando uma eternidade de tanto eu querer chegar em casa.
Assim qui entrei vi a Mónica no sofá, vendo televisão.
-Oi meu amor! - sorri, mi baixando um pouco pra dar um beijo nela. Ela mi segurou com força e mi beijou de uma maneira qui parecia qui eu ia esfumar e ela tava mantendo enquanto podia. - Ôbá - sorri, surpreendido com aquele beijo, de repente, qui mi tinha tirado ar. Sentei junto dela, do lado esquerdo. - A Mariana? - perguntei.
-O Mauro veio buscá-la mais cedo - notei qui a voz dela tava mostrando algum nervosismo.
-Tá bom - esperei uns segundos, olhando ela. - Cê tá nervosa com alguma coisa? - perguntei, curioso e meio preocupado. Ela segurou as minhas mãos.
-Sabes que eu te amo, não sabes? - perguntou, com o mesmo tom nervoso.
-Claro qui sei. Assim como eu amo você.
-Mas eu amo-te de verdade - reforçou.
-Eu sei meu anjo. Eu nunca pensei qui você tivesse brincando, eu sei qui é de verdade.
-Eu nunca, nunca te vou trair, nunca me vou aproveitar de ti ou do teu dinheiro, sabes disso não sabes? - esse tom dela tava mi assustando assim como as perguntas.
-Sei, claro qui sei, mas... Qu'qui tá havendo? Porquê isso agora? - perguntei, preocupado.
-Eu... - começou, baixando o olhar pras nossas mãos, unidas, pousadas em cima das pernas dela.
-Você? Amor, cê sabe qui cê pode falar comigo. Fala.
-Eu, estive a falar com a Mariana. Sobre ti.
-Sobre mim? E, achou alguma coisa de errado? Quer perguntar alguma coisa? - perguntei. Ela hesitou um pouco. Eu fiquei olhando ela, esperando, e apertei levemente as suas mãos, incentivando ela.
-Não, claro que não! Mas, ela falou-me, superficialmente, mas falou, da - hesitou novamente - Carolina - acabou dizendo.

Qual será a reação do Rodrigo ao saber que a Mariana falou da Carolina à Mónica?
E será que o Rúben vai voltar a tentar conversar com a Andreia e fazê-la dizer o que ele espera?

sábado, 15 de setembro de 2012

Liebster Blog Award-Atualizado

O Liebster Blog Award é para bloggers com menos de 200 seguidores e as regras são:

- Cada pessoa tem de postar 11 factos sobre si próprio.

- Responder às 11 questões que a pessoa que vos nomeou fez para vocês.

- Fazer 11 questões para as pessoas que vão nomear.

- Nomear 11 pessoas com menos de 200 seguidores e enviar-lhes o link do vosso post.

- Ir à página dessas 11 pessoas e dizer-lhes que foram nomeadas para a Liebster Blog Award.

Quando forem nomeados tem de pôr este badge do Liebster Blog Award na página do vosso Blog

11 Factos sobre mim:

- Amo escrever *.*
- Gosto de alguém que tem um enorme dom para a escrita $:
- Adorava  ir a Londres
- Amava ter entrado na Faculdade com a minha Melhor Amiga :c
- Sou completamente fanática pelo Benfica
- Adoro o Rodrigo Moreno
- Adoro fruta :)
- Adoro  ir para a  piscina
- Amo o Inverno *.*
- Adoro abraços :)
- Amo ler  *.*.
Perguntas feitas pela pessoa que me nomeou  
http://ricarda-sousa.blogspot.pt/
1 - melhor qualidade
-- Compreensão

2 - maior defeito
--Maior parte das vezes, orgulhosa

3 - destino de sonho
--Londres

4 - jogador preferido
--Rodrigo Moreno Machado-Benfica*

5 - De quem sentes orgulho? 
--Melhor Amiga**

6 - Andas feliz ultimamente?
--Mais ou menos... Queria que algumas coisas fossem e corresse melhor...

7 - Já alguma vez te partiram o coração?
--Já...

8 - Que mais te irrita em alguém?
--Falsidade

9 -  Acreditas em destino? 
--Há alturas em que sim...

10 - De quem sentes falta neste momentoMãe**, Melhor Amiga**, Miguel**

11 - já erraste por amor?
--Não sei se errei ou se só fui burra...

Perguntas feitas pela pessoa que me nomeou: http://talvezumdiatedigamote.blogspot.pt/

- Música preferida?
--Não tenho uma música preferida, mas ultimamente ando viciada em duas:
 Justin Bieber- As Long As You Love Me ft. Big Sean Pierce The Veil - Tangled In The Great Escape

-  Destino de sonho?
--Londres*

- Comida favorita?
--Não tenho

- A tua paixoneta de pequena?
--Não era de paixonetas em pequenina

- Queres casar?
--Quero*

- Quando eras pequena, brincavas com o quê?
--Costumava fingir que era advogada ou assistente social, com a minha prima mais velha, mas o que gostavamos mais era de vestir as roupas das nossas tias xD

- Ainda vês desenhos amimados? Se sim, quais?
--Muito raramente. Por exemplo, ontem à noite vi as navegantes da lua xD

- Se o mundo tivesse a acabar e tu pudesses salvar uma pessoa, quem salvavas?
--Queria poder salvar a minha mãe, mas como não podia ser, anyway, talvez a minha prima mais nova*

- Tens algum animal de estimação? Se sim, qual é? Se não, gostarias de ter? E qual era o animal?
--Sim, uma cadela pequenina :)

- Série preferida?
--Não tenho uma série preferida, mas uma que tenho sempre de ver é The Vampire Diaries

- Marca de roupa ou ténis preferida?
--De roupa não tenho, mas de ténis: All-star*
As minhas 11 perguntas:
-Uma palavra que digas frequentemente? -Idade?
-Esquerdina ou Destra?
-O que achas de rapazes com aparelho?
-Um local que recomendes visitar?
-Um sonho?
-Serias mais feliz se...?
-Uma música que não te canses de ouvir ultimamente?
-Qual a primeira pergunta que farias se encontrasses um famoso que admiras imenso?
-Gostas de poesia? Se sim, diz-me o teu autor português preferido?
-Qual a tua disciplina preferida?


Nomeados para o Liebster Blogg Award:
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar
Barcelona la ciudad del amor
A vida até faz sentido
Uma história do passado
Simples Rascunhos 
All my loving is...
Age is just a number
Ao ritmo das palavras
my cute world
Life goes on

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Capitulo 21 (parte I)

Olá!
Queria pedir-vos Milhões de Desculpas, porque demorei imenso tempo para voltar a publicar, mas sinceramente não tenho tinho quase tempo nenhum para escrever nem para passar o que já tenho para o computador! Peço mesmo imensas desculpas!
Bom, mas então aqui está mais este capitulo! Espero que gostem e que deixem os vossos comentários, que são muito importantes para mim.
Queria ainda agradecer todas as visitas e agradecer por me seguirem e me deixarem todos estes lindos comentários que me fazem! Sem vocês, nada tinha ainda conquistado!
Muito obrigada, Beijinhos*

Mónica


VISÃO RODRIGO


Quando acordei a minha minina já tava si mexendo pra despertar, nos meus braços.
-Bom dia, meu amor - disse eu pra ela.
-Bom dia - respondeu, si espreguiçando.
-Dormiu bem?
-Muito. E tu?
-Com você nos meus braços durmo sempre. - Ela sorriu e si levantou pra ir buscar a roupa e si vestir. Mi deixei ficar deitado observando ela. Ela vestiu um vestido roxo, de gola alta, de lã, depois foi buscar as botas pretas e sentou juntos dos meus pés pra si calçar.



Quando terminou ela si virou pra mim.
-Importaste? Estou a sentir-me muito observada, e não gosto - pediu com uma careta.
-Porquê? Não posso olhar o qui é meu? - brinquei.
-Assim não. Não gosto de me sentir observada assim.
-É muita pressão, eu sei...
-Oh, vai gozar com o caraças! - riu, si levantando.
-Não, não, não, vem aqui - pedi.
-Anda cá tu - respondeu, indo no banheiro.
-Cê quer mesmo qui eu levante da cama? Olha qui eu vou fazer o dobro da sua altura.
-Oh amor! Primeiro, o dobro da minha altura não fazes, és só uns centimetros mais alto que eu, e segundo, eu não tenho medo dos grandes.
Levantei e fui até junto dela. Ela tava terminando de escovar o cabelo, na frente do espelho.
-Mas devia - respondi.
-Ai devia? - perguntou, virando costas ao espelho e ficando de frente pra mim.
-Devia - respondi, avançando mais pra ela de modo a fazê-la olhar pra cima e notar mais a diferença de alturas. Ela ficou mi olhando, enquanto eu tinha colocado uma mão de cada lad dela, na bancada do lavatório.
-Hm. Está bem, podes intimidar um bocadinho, mas mesmo assim não tenho medo de ti. Não te esqueças que os pequeninos têm muitas vantagens que os grandes não têm - respondeu, batendo na minha barriga.
-Tá bom, cê tem razão. Os piquininos têm vantagens sim - sorri, sengurando a cintura dela e avançando pra beijá-la.
-Então não abuses, se não queres experimentar as minhas vantagens - avisou, consiguindo si escapulir de novo pró quarto.
-E não vai mi dar nem um beijo? - perguntei, chegando novamente junto dela. Ela mi puxou pra baixo pela camisola e mi deu um beijo rápido. - Qui beijo foi esse qui nem beijo foi? Eu quero um beijo bem grande e bem gostoso. Vem aqui qui eu ti mostro - reclamei, mi colando a ela. Abraçei ela forte pela cintura com o meu braço esquerdo e segurei a cara dela com a mão direita, enquanto qui a mão direita dela passava pelo meu cabelo e a mão esquerda segurava a minha camisola.
-Bem, eu vou descer para ir pondo a mesa e preparar as coisas para o pequeno-almoço - disse ela, assim qui eu a soltei.
-Não. Espera por mim. Eu mi visto num instantinho e a gente já desce.
-Está bem... - si sentou na ponta da cama. Eu fui pegar umas calças de ganga escura e uma camisola de malha branca. - Também quees que fique a olhar para ti? - perguntou, brincando.
-Cê é qui sabe si quer ver ou não. Mas pode olhar, claro - ri. Ela riu também.
Mi vesti, mi calçei e terminei de mi arrumar e depois descemos até à cozinha. Arrumámos a mesa e entretanto os nossos pais e as nossas irmãs chegaram também.
-Bom dia! - cumprimentou a minha irmã com um enorme sorriso.
-Bom dia, maninha - respondi, dando um beijo na sua testa.



 Dei um beijo também nos meus pais e dei os bons dias ao pai e à irmã da Mónica. Depois sentámos todos na mesa, eu no topo, a Mónica do meu lado esquerdo, e começámos comendo e conversando.
-Ontem à noite parecia qui tava chovendo pra caramba. A gente acordou de noite e ouviu. Mas agora tá um sol tão bom... - comentou a Mariana.
-Pois foi. Mas não me parecia chuva - disse a irmã da Mónica. Eu terminei de dar um gole no meu suco e cruzei o olhar com a Mónica, qui tava com a cabeça baixa prá taça de cereais mas os olhos dela tinham levantado pra mim. Ela tava tentando não si rir, tal como eu.



A Mariana ficou olhando pra gente, sorrindo ligeiramente. Não sei porquê, mas não tava gostando muito desse sorrisinho dela. Aquele assunto terminou por ali, mas ficámos conversando até terminarmos o café da manhã.
-Pai, cês ficam pró almoço? - perguntei.
-Não meu filho. A gente vai ter com o Adélio (pai do Nélson Oliveira), já tinhamos combinado em almoçar lá com eles. Mas só eu e sua mãe, si sua irmã quiser ficar aí - respondeu o meu pai, olhando prá minha irmã.
-Ah, eu posso ficar sim, mas só até às onze.
-Ai é? E porquê? - perguntei.
-Ah, ela vai almoçar na casa da Dona Bela - respondeu a minha mãe.
-Dona Bela? - perguntei, meio confuso.
-A mãe do Rúben, Rodrigo.
-Ah, sim. Mas, pera ai, porqui é qui cê vai almoçar com a Dona Bela sozinha? - perguntei prá Mariana.
-Porqui não é  só a Dona Bela qui vai tar lá, não. O Mauro também vai - disse a minha mãe.
-Ai, Dona Andreia, não tá muito metidinha, não? - comentou a minha irmã.
-Eu? Eu não. Você é qui tá com medo de falar - respondeu a minha mãe.
-Não tou não - falou a minha irmã.
-Ah não? Então porqui é qui cê tá aí toda nervosinha? - continuou a minha mae.
-Eu não tou nervosa, mãe! Cê é qui tá enchendo meu saco com essas bobeiras!
Começámos todos nos levantando da mesa.
-Ah é? Hm, tá bom, tá... - voltou a minha mãe a dizer, com um sorrisinho.
-O qui é qui tá acontecendo aqui, hein mininas? - perguntou meu pai com ar meio desconfiado, falando prá minha mãe e prá minha irmã.
-Ah, nada pai. A mamãe é qui tá zoando com a minha cabeça. Mi larga, vai mãe!
-Ah, bom, tá bom - sorriu a minha mãe. - Mas já agora dá um beijo na Dona Bela.
-E um abraço no Mauro, também - acrescentou o meu pai.
-Pode deixar qui eu dou.
-Você diz - corrigi, zoando com a minha irmã.
-Não zoa também não Rodrigo! - mi respondeu ela. Eu ri.
-Bom, e vocês ficam ou precisam qui eu leve vocês? - perguntei pró pai e prá irmã da Mónica.
-Não, nós vamos embora. Só precisamos que nos leves a casa, se faz favor - pediu o Sr.António.
-Claro, eu levo vocês daqui a pouco então. Vão indo todos prá sala qui a gente vai só arrumar a cozinha num instante.
Eles foram saindo da cozinha.
-Vens para ao pé de mim, Mariana? - pediu a irmã da Mónica.
-Tou indo, linda. Primeiro tenho qui dar uma palavrinha com eles dois.
-Está bem - respondeu a minina, saindo prá sala também. Eu e a Mónica começamos tirando as coisas da mesa.
-Qu'qui cê quiria falar com a gente? - perguntei.
-É sobre o chuveiro qui andou correndo essa noite... - sorriu a Mariana. Eu tinha parado atrás da Mónica, colocando umas taças no lava-loiças qui ela tava enchendo pra lavar a loiça. Ela tava ficando envergonhada, e eu não quiria falar disso agora com a minha irmã.
-Chuveiro? Primeiro era chuva, agora é o chuveiro. Cê não sabe qui é qui cê tá dizendo.
-Ah cês pensam qui eu não sei qu'qui cês andaram fazendo? Eu não sou burra não gente.
-Ih, Mariana, chega tá - pedi, tentando não embaraçar mais a minha namorada, qui já tinha começado a lavar a loiça. Eu mi juntei a ela, passando a loiça por água.
-Cês não precisam ficar tão envergonhados, isso é normal entre namorados tá, eu sei. Mas vocês podiam ter tido mais vergonha na cara, cês tinham visitas gente, e não eram umas visitas quaisqueres não, eram os pais de cada um e as irmãs, e olha qui uma delas é menor...
-Mariana, já chega, por favor. Ou você quer qui eu vá dizer pró pai qui você gosta do Mauro?
-Tá bom, eu paro. Mas, eu não gosto do Mauro! Ôh gente, vai encher o saco de outra pessoa, pelo amor de Deus!
-Ah não gosta? Então porqui é qui cê fica sempre tão zangada e agitada quando a gente fala isso, hein?
-Porqui é mentira!
-Hm-hm. Mi diz só mais uma coisa: quem é qui vem pegar você pra ir na casa da Dona Bela?
-O Mauro...
-Ah, tá bom, mi esclareceu... - ri.
-Ah, encheu, viu! Vou prá sa pra ver se você mi esquece!
-Vai lá, vai. A mamãe também tá lá, viu!
-Ah, não zoa Rodrigo! - respondeu a minha irmã, saíndo da cozinha.
-Pronto, já pode respirar - disse eu prá Mónica, rindo.
-E tu riste!
-Ah, tem qui ser! Ou quer qui eu chore?
-Que piada - ironizou. - Deves ter gostado das bocas da tua irmã.
-Ah, gostar, gostar, não gostei, mas também mandei ela lá pra dentro num instantinho. Basta falar no Mauro qui ela fica logo mal
-É, eu acho que tens de começar a pôr olho nisso, se não, qualquer dia ficas sem a tua irmãzinha.
-Minha irmãzinha nunca vai deixar de ser a minha irmãzinha. Eu e o meu pai não vamos ser os únicos homens na vida da minha irmã, eu sei qui não vai durar pra sempre.
-Ah, então vê se te deixas de armar em guarda-costas. A rapariga já sabe o que faz e parece ter bom gosto, por isso.
-Bom gosto? Mau,qui eu não tou gostando. Qu'qui cê quis dizer com isso, hein?
-Então, se ela ficar com o Mauro fica bem servida, ele é um rapaz decente.
-Ai é? E onde qui eu fico?
-Tu ficas ao pé de mim.
-Fazendo o quê? De vela ou segurando o babete?
-Também já aprendeste a do babete! Ai o caraças!
-Já, cê sabe qui o convivio com o Rúben tem dessas coisas. Mas vá, mi diz, qu'qui cê prefere?
-Está bem, já que queres mesmo que eu escolha, prefiro que sejas o candeeiro.
-Essa opção não tá em aberto.
-Nem a opção de ficares em outro sítio que não seja ao meu lado e para sempre, mas mesmo assim deste-me essas opções.
-Calma, o quê? Não escutei, repete - brinquei, segurando ela pela cintura e a virando pra mim.
-Não tens outra posição na minha vida sem ser a que tens como estado civil: meu namorado. Eu não te quero longe de mim, seu tontinho. Por mais que as pessoas da familia Amorim sejam atraentes e pessoas decentemente fantásticas, a única atração que eu quero és tu, a única pessoa decentemente fantástica que eu amo és tu - mi respondeu sorrindo e fazendo uma festa na minha cara antes de colocar os braços atrás do meu pescoço.
-O Rúben si ouvisse você já tava cantando e dançando a ''I'm sexy and I know it'' - ri. Ela deu uma gargalhada e encostou a cabeça no meu peito.
-Ainda bem que tu não fazes isso - desabafou rindo.
-Por enquanto...
-Mau! Tu vê lá! - levantou o rosto pra olhar pra mim. - Eu não quero assistir a figuras dessas!
-Ah, vai mi dizer qui você também não dança de vez em quando.
-Se eu soubesse dançar, talvez o fizesse.
-Não acredito qui você não sabe dançar nada.
-Mas não danço.
-Não dança mas vai dançar. Um dia desses eu ti ensino qualquer coisa.
-Não sei se vai valer a pena.
-Claro qui vai - sorri. Depois ficamos alguns segundos nos olhando apenas e balançando devagarinho. - Eu acho qui se eu procurasse eu não ia encontrar você.
-Isso é suposto ser um elogio, já percebi, e obrigada, mas agora diz-me lá o que é que querias dizer exactamente com isso - riu ela.
-Ahah. Por exemplo, tá vendo essa sua atitude agora, foi natural e botou piada num momento em qui eu ia tentar começar uma declamação.
-Declamação?
-Sim. Aê, eu não sei como é qui cês dizem aqui, mas eu ia dizer pra você qui eu tou gostando muito de você, eu ti amo e você é uma das pessoas mais fantásticas qui eu conheço, cê é maravilhosa, eu amo a sua maneira de ser, amo a sua energia, as suas brincadeiras, as caras qui cê faz... Você é única e por isso eu ti amo.
-Eu não sou única, sou igual a muitas pessoas.
-Não, não é. Você é qui não vê, porqui cê é assim desde sempre, mas quem vem de fora, quem não conhece você... Não é dificil ficar encantado - sorri. - Você é alegre e cativa todo mundo.
-Já terminaste a tua declaração? Já posso beijar-te? - perguntou.
-Claro qui pode. Pode sempre. Mas, mi deixa dizer só mais três palavras? - Ela acenou qui sim. - Ti amo muito - sorri, avançando pra tocar os seus lábios com os meus.
-Eu também te amo muito - conseguiu dizer, antes de eu a beijar.
Pouco depois ouvimos alguém tossindo.
-Mãe, cê tava aí há muito tempo?
-O suficiente pra ouvir as coisas bonitas qui cês disseram - respondeu a minha mãe sorrindo e entrando na cozinha. Eu e a Mónica nos largámos.
-É, precisa de alguma coisa, mãe? - perguntei, meio envergonhado.
-Por acaso preciso, preciso qui vocês venham comigo na sala. Eu e seu pai vamos embora.
-Ah, claro. - Olhei prá minha namorada. - Vamo - segurei a mão dela e seguimos junto com a minha mãe prá sala.
-Então, ficaram conversando? - perguntou o meu pai.
-É, pode dizer qui tivemos sim - respondeu a minha mae, sorrindo ligeiramente.
-Hm. Bom, meu filho, a gente vai indo. Já nos despidimos de todo mundo menos de vocês dois - falou o meu pai, avançando pra mi dar um abraço. Depois deu dois beijos no rosto da Mónica. - Você tem aqui uma moça séria, não deixa ela escapar não.
-Pode deixar qui eu cuido disso, pai - respondi, trocando um rápido olhar e um breve sorriso com a minha namorada.
-Eu sei qui sim. Bom, Mónica, gostei muito de conhecer você, você é uma boa moça e faz muito bem pró meu filho - disse o meu pai.
-Obrigada, Sr.Adalberto - agradeceu ela.
-Ah, deixa dessas coisas. É Adalberto, por favor.
-Está bem, Adalberto - sorriu ela, pronunciando o nome do meu pai ainda meio esquisito.
-Bom e eu vou levar vocês, se vocês quiserem - disse eu, falando pró pai e prá irmã da Mónica.
-Sim, por favor - respondeu o pai.
Depois de todos si dispidirem, eu dei um beijo na minha namorada e um ''tchau'' prá minha irmã e fui com o Sr.António e a Vânia pró meu carro, pra levar eles em casa.

VISÃO MÓNICA

Depois do Rodrigo ter ido levar o meu pai e a minha irmã a casa e os pais dele terem ido embora, fiquei sozinha com a Mariana. Ficámos a ver um pouco de televisão e a conversar.
-Bem, eu vou arrumar o quarto. Se precisares de alguma coisa chama-me - disse eu.
-Tá muito bagunçado? - perguntou, sorrindo. Olhei para ela, breves segundos, tentando perceber se a sua pergunta iria servir para mandar alguma boca ou se era simplesmente uma pergunta, sem segundas intenções. Não pareceu que as tivesse.
-Não muito, mas vou dar um jeitinho. Não gosto de deixar as coisas desarrumadas.
-Ih, você e o meu irmão são mesmo iguais. Ele também detesta begunça.
-Eu sei, e ainda bem, assim não tenho de arrumar o que ele desarruma, porme ele já o faz.
-É, é bom sim. Mas agora eu acho qui deviam arrumar os dois. Os dois bagunçaram, os dois arrumam.
-Mariana, importaste de para com as insinuações, por favor?
-Não são insinuações, são factos. Eu já disse qui não sou burra.
-Ah é? Então sendo assim também posso dizer-te que eu também não sou burra nenhuma.
-Qu'qui cê quer dizer com isso?
-Já percebi que o Mauro mexe alguma coisa em ti.
Ela fitou o chão, meio embaraçada.
-Não mexe não. Até você já acredita nas brincadeiras do Rodrigo e da minha mãe?
-Não é questão de acreditar neles ou não, eu também sei ver. E, se não mexe, porque é que estás a olhar para o chão e não para mim, quando falamos nisso?
Ela ficou ainda mais envergonhada.
-Tá bom, pronto. Ele mexe um pouquinho, sim.
-Ah! Eu sabia. Então e gostas dele há muito tempo?
-Eu não disse qui gostava dele!
-Ah, está bem... Podes tentar enganar muita gente, mas comigo não funciona, ou queres que te traduza esse brilhozinho nos teus olhos de cada vez que se fala no Mauro?
-Posha, não convenço você mesmo, né?
-Não mesmo. Então mas diz-me lá, há quanto tempo é que gostas dele?
-Ah, sei lá... Faz um mês e pouco...
-Hm. E têm saido muito?
-Não, porqui eu tenho passado mais tempo no Brasil, mas agora eu tou pensando ficar por cá.
-A sério?
-Sim. Vou falar com o meu irmão pra ver se dá pra eu ficar aqui com ele até encontrar um sitio.
-Sim, obviamente que ele não te vai dizer que não.
-Sim, claro. E vou ter de vir prá Faculdade aqui também.
-Que curso é que estás a tirar?
-Tradução, também.
-Ah, então vais para a Nova, aqui em Lisboa?
-É, acho qui vou sim - sorriu.
-Está bem.
-E, eu quiria pedir uma coisa pra você.
-Pede.
-Não fala pró meu irmão qui eu falei pra você qui eu tou gostando do Mauro, por favor.
-Eu dizer não digo, mas, achas que o teu irmão é burro? Se ele já não percebeu, já está desconfiado.
-Acha?
-Acho. Mas não percebo muito bem porque é que estás com medo que o teu irmão saiba. Estamos a falar do Mauro, o irmão do Rúben, o Rodrigo conhece-os, sabe que eles são pessoas fantásticas e totalmente impecáveis.
-Ah, não sei...
-Não tens de ter medo de nada.
-É, vai ver e você tem razão.
-Tenho. Nem o teu irmão nem ninguém te vai impedir de nada. Já és maior e vacinada e sabes o que queres. Se o Mauro também gostar de ti, vocês têm é de  aproveitar, vocês não estão a cometer nenhuma ilegalidade, só estão a tentar ser felizes.
-Obrigad pelas suas palavras, cê tá mi ajudando bastante. Acho qui vou falar com o meu irmão sim - agradeceu com um sorriso.
-Não tens de agradecer, acho que teria gostado que fizesses o mesmo comigo, se fosse eu.
-Pode crer qui fazia. Se os nossos pais não tivessem gostado de você eu ia buscar você na mesma, se bem qui o meu irmão não ia desistir de você tão fácil não. Amando você como ele ama, mesmo sendo os nossos pais, qui ele ama muito, ele não ia deixar você fugir- Ele pode já ter sofrido muito, mas agora, pr'além de os nossos pais e eu tarmos torcendo por vocês e termos gostado muito de você, tiranndo de parte a brincadeirinha qui eu fiz pra você no principio, o meu irmão sente , com mais certeza qui nunca, qui você é a garota qui vai ficar do lado dele pra sempre.
-Então e qual é o poeta que estás a reitar? - brinquei, sorrindo, no entanto, de todas as coisas boas de ouvir que ela me tinha dito agora, estraí uma parte menos boa que me estava a preocupar.
-Ah, poeta nenhum. É o romântico do meu irmão. A gente fala muito, e de tudo, por isso eu sei o quanto ele te ama.
Sorri.
-Então se partilham de tudo, já estás a preparar-te para lhe falar sobre o Mauro, certo? - brinquei.
-Olha, agora tou mesmo. Você mi ajudou e mi fez perceber qui não tem do qui ter medo. O meu irmão sempre mi escutou e ele sempre resolve as coisas conversando e com calma, por isso não tem do qui ter medo.
-É mesmo assim! - em seguida permaneci meio hesitante, mas eu tinha de perguntar, eu tinha de saber, e se fosse perguntar ao Rodrigo tinha medo de abrir feridas ou deixá-lo em baixo por lembrar o assunto. - Mariana, posso fazer-te uma pergunta sobre o teu irmão?
-Pode, agora eu não sei é se eu vou poder ou saber responder. Mas mi fala, qui é que cê quer saber?
-Há pouco, quando tu disseste que o teu irmão já tinha sofrido muito, estavas a referir-te ao quê» - perguntei, meio com medo, coisa que se deve ter evidenciado na minha cara. Ela suspirou, calmamente.


E agora, como correrá a conversa entre a Mariana e a Mónica? O que será tudo isto que tem dado imensas preocupações à Mónica?