quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capitulo 23 (parte II)


Olá! :)
Bem deixo-vos aqui um novo capitulo!
Espero gostem e que deixem a vossa opinião :)
E queria pedir-vos que divulguem a página do Facebook da página, por favor: https://www.facebook.com/MomentosBemVividosNaoDeixamEspacosEmBranco?ref=hl
Obrigada :)
Beijinhos*
Mónica

(visão Rúben)

-Rúben! – Acordei sobressaltado. A Andy olhava-me, estupefacta. Tinha-se levantado da cama, onde agora só eu permanecia. Ainda fiquei a esfregar os olhos, com sono.

-Hã? – perguntei.

-O que é que estás aqui a fazer?! Na minha cama?! Comigo… - perguntou, falando tão rápido que quase não percebi.

-Eh, calma! Fogo, acabei de acordar…

-Fogo não, Rúben Filipe Marques Amorim! O que é que estás a fazer na minha cama? – Fiquei a sorrir ao notar que por trás daquela irritação estava um nervosismo que me sabia bem sentir-lhe. – Responde-me, pá!  - pediu, mandando-me a almofada que segurava, contra o braço.

-Eh, calma lá menina! Podes ficar descansada que não te fiz nada! – respondi, levantando-me da cama.

-Não sei se não tenho que ficar preocupada. Estavas a dormir comigo, na minha cama… Quer dizer, porque é que te deitaste na minha cama comigo lá? Eu não te disse que podias!

-Eu estive a cuidar de ti, sua tonta –sorri.

-Mas porquê tu? Porque é que tu estavas  a cuidar de mim?

-Olha, talvez porque eu sabia o que fazer.

-Sabias o que fazer? – perguntou, começando a sentir-se embaraçada. – A Mónica?

-Foi dormir a casa do Rodrigo.

-Porquê?

-Talvez porque queriam estar sozinhos… Está descansada que só ficaste mesmo sozinha comigo durante a noite.

- durante a noite…

-Ai, oh Andy. Até parece que eu ia fazer alguma coisa. Um coisa é quando tu estás acordada e podes argumentar, outra é quando passas o dia a dormir – respondi, sorrindo interiormente ao recordar as palavras dela, que apesar de serem consequências dos seus delírios, eram a verdade do seu coração, eram a razão que ela encobria e tentava disfarçar com a consciência enquanto estava acordada.

-A Mónica deve estar a chegar, por isso podes ir-te embora.

-Não, espera, tenho de ver como é que está a tua temperatura, então – avancei para ela para colocar a minha mão na sua testa. Ela recuou, atrapalhada.

-Não precisas de ver nada! Eu já estou bem. E a Mónica deve estar a chegar, por isso – apontou para a porta do quarto, à espera que eu saísse. Sentei-me novamente na cama.

-Agora não saio! – disse eu, cruzando os braços à frente do peito.

-Oh Rúben, não me faças passar! Eu não te estava a pedir para sair, eu estava a dizer que tu vais sair do meu quarto!

-Não saio! Se quiseres tira-me tu daqui! – respondi.

-Rúben Filipe, não me faças passar, caramba! – reclamou, num tom mais elevado, junto da porta do quarto.

-Oh gente! Que gritaria é esta? – perguntou a Mónica, entrando no qarto com o Rodrigo.

-É ele que não se vai embora! – respondeu a Andy.

-É ela que não deia de ser teimosa! – respondi.

-Ok. Agora umas respostas decentes, por favor – pediu a Mónica.

-Para além de eu ainda não ter percebido porque é que ele dormiu aqui, ele não se quer ir embora – disse a Andy, olhando para a Mónica com um olhar acusador e desviando depois o mesmo olhar para mim.

-Mas ela ainda não percebeu que eu tenho de ver como é que ela está para saber se vai ficar bem ou não.

-Sim, claro, o Sr. Doutor Engenheiro sabe tudo! – bufou a Andy, cruzando os braços à frente do peito.

-Não sou Sr. Doutor Engenheiro, mas devias agradecer-me porque fui eu que cuidei de ti e fiz com que voltasses a ser a melhor amiga mais teimosa que conheço! – respondi, sorrindo no final.

-Parvo! – sorriu.

-Aqui o Sr. Parvo cuidou de ti! – voltei a sorrir-lhe. Ela devolveu-me o sorriso.

-Já está? Já gritaram tudo o que tinham para gritar? – perguntou a Mónica.

-A gente ouvia os vossos berros lá na sala! – comentou o Rodrigo.

Eu olhei para a Andy e ela olhou para mim, sorrindo.

-Podem ficar descansados que os vossos ouvidos vão ter descanso dos nossos berros – sorri, assumindo o sorriso da Andy como o símbolo de tréguas, depois de tudo o tinha acontecido.

-De certeza? – perguntou a Mónica, olhando para a nossa melhor amiga.

-Sim – sorriu. – Mas agora eu queria pedir-vos, por favor, para saírem do quarto. Eu quero tirar este pijama e sair desta casa e deste quarto! Quero ir passear!

-Está bem – acedeu a Mónica, que saiu com o Rodrigo.

-Mas primeiro deixa-me ver se estás melhor – fui até junto dela e encostando o meu queixo à sua testa, sentindo a temperatura. Depois afastei-me e dei-lhe um beijo na testa.
 
 – Estás bem, mas mesmo assim tens de ter cuidado, tens de te agasalhar bem – afirmei, dirigindo-me à porta do quarto.

-Está bem, Sr. Doutor Engenheiro, eu vou agasalhar-me até às orelhas! – sorriu.

-Acho bem – ri. Ela fechou a porta e eu desci até à sala, de encontro à Mónica e ao Rodrgo.

 

(visão Mónica)

Depois de passar a tarde inteira na sala com o Rodrigo, enquanto o Rúben estava no quarto a cuidar da Andy, ele finalmente desceu e veio jantar comigo e com o Rodrigo. A febre da Andy já tinha baixado bastante, o que era bom sinal e o resultado do bom ‘’trabalho’’ do Rúben. Depois de jantar e de termos arrumado a cozinha fomos os três para a sala ver televisão e conversar mais um bocado. Eu estava preocupada com a minha melhor amiga, aliás, todos estávamos, mas também queria ficar sozinha com o meu namorado.

-Rú, vais precisar de nós? – perguntei.

 Ele olhou para mim e para o Rodrigo e respondeu que não. Disse para nos irmos embora, e pela maneira como falou e pelas suas palavras ele já tinha percebido que queríamos estar sozinhos. Pegámos nas nossas coisas e saímos em direção ao carro do Rodrigo. Durante a viagem até à casa dele conversámos sobre a Andy e sobre este rebuliço todo entre ela e o Rúben. Quando chegámos a casa dele ele estacionou o carro na garagem e entrámos em casa.

-Mas bom, ela tá em boas mãos e o Rúben sabe o qui faz!

-Sim, claro. Se eu não confiasse totalmente no Rúben não teria vindo agora contigo.

-Ah, então ainda bem qui a gente pode confiar totalmente nele. Assim você veio comigo – sorriu, dando-me um pequeno beijo. Pousámos as coisas à entrada e fomos para o sofá, sem ligar a televisão, apenas o candeeiro a sala é que dava alguma iluminação àquela divisão da casa.

-Vamos ficar por aqui? – perguntei, sentando-me ao seu colo.

-Vamo sim. Tou morrendo de saudade de você e não quero ir deitar já – respondeu, colocando os braços à minha volta.

-Eu também tenho saudades tuas – sorri – mas podemos ir para o quarto na mesma. Ficamos a namorar até o sono vir – sorri.

-Cê tem razão. Vamo subir, então – levantámo-nos, subimos até ao andar de cima e depois de termos vestido os pijamas e feito tudo o que tínhamos a fazer, deitámo-nos. Encostei-me a ele.

-Estás quentinho – comentei, abraçando-o.

-Claro qui sim, meu amor, você tá aqui do meu lado!

-Oh, tonto.

-É verdade, amor. Você mi aquece a alma, o coração e o corpo.

-Oh pá, para com isso! – disse envergonhada.

-Tá ficando envergonhada? Meu amor, não precisa. Você sabe qui o qui eu falei é verdade, não sabe?

-Sim, só que assim deixas-me envergonhada… - respondi, escondendo a cabeça no seu peito.

-E eu adoro ver você assim, sabia? – sorriu, elevando o meu rosto e beijando-me. Foi um beijo muito calmo, mas muito detalhado. Todos os movimentos eram perfeitos, fazendo deste beijo um momento fantástico.
 
 Este momento repetiu-se, mas acabámos por parar.

-Amor, desculpa, mas eu acho que vou dormir.

-Tá pedindo desculpa porquê?

-Ah, porque íamos ficar a namorar um bocadinho…

-Até o sono chegar. Se o sono chegou, a gente vai dormir.

-E tu estás com sono?

~-Não muito, mas se eu ficar prestando atenção no movimento da sua respiração vou cair no sono logo, logo – sorriu.

-Está bem – elevei-me um pouco para lhe dar um pequeno beijo nos lábios e depois acomodei-me, colocando a cabeça no seu peito, bem junto do coração. Dei-lhe um pequeno beijo no peito e fechei os olhos. Ele fez-me uma pequena festa na cara e depois pousou  a mão no meu braço. O sono foi-me envolvendo cada vez mais enquanto ouvia e sentia as batidas calmas do coração do meu amor, até que acabei por adormecer.

Na manhã seguinte acordei virada de costas para o Rodrigo, no entanto sentia o seu corpo, quente, bem perto de mim. Espreguicei-me e levantei-me, devagar para não o acordar. Fui à casa-de-banho e depois desci até à cozinha. Preparei uma taça de cereais e fui para o sofá da sala ver televisão, enrolada numa manta. Terminei de comer e deixei a taça ao pé de mim, no sofá, para não deixar no chão.

-Bom dia, meu amor! – disse o Rodrigo, chegando de repente atrás do sofá e abraçando-me. Deu-me um beijo na cara.

-Bom dia, amor – respondi, virando-me para ele.

-Acordou há muito tempo?

-Não.

-Hm. Vou na cozinha pegar alguma coisa pra comer. Quer?

-Não, eu já lá fui.

-Tá bom, eu volto já então.

-Está bem. Olha, leva isto lá para dentro, por favor – pedi, estendendo-lhe a taça que estava ao meu lado. Ele aceitou a taça e foi até à cozinha. Algum tempo depois ele regressou à sala com um tabuleiro cheio. – Bem, estás cheio de fome! – Ele sentou-se do meu lado direito.

-Sempre! – Fiquei a observá-lo a comer e não consegui evitar rir-me – Tá rindo de quê?  Perguntou-me com um sorriso meio confuso.

-De ti!

-De mim porquê?

-Fazes umas caras quando estás a comer…

-Ah, eu tava comendo!

-Eu estava a brincar, amor! – ri. – Até ficas engrançado.

-É…

-A sério, eu estava a brincar!

-Não sei…

-Amor…

-Tá bom, mas tem qui mi dar um beijo. Ainda não ganhei nenhum hoje! – disse ele, pousando o tabuleiro ao lado do sofá,  no chão e virando-se para mim.

-Claro que dou! – sorri, avancei para ele e beijei-o.

-Assim tá melhor! – sorriu. – Qui horas qui cê quer voltar pra casa?

-Daqui a pouco. Vamos arranjar-nos e depois podemos ir.

-Tá bom, então eu vou levar isso na cozinha e a gente já sobe.

-Ok.

Ele foi à cozinha enquanto eu desliguei a televisão e voltei a dobrar a manta. Depois subimos até ao quarto, tomámos um duche rápido, vestimo-nos e saímos para o carro para regressarmos a minha casa.

-Só espero que a Andy já esteja melhor – disse eu, assim que saímos do carro.

-Com o Rúben do lado dela, tá de certeza!

Pus as chaves na porta. Assim que entrámos na sala, ouvimos os berros da Andy provenientes do quarto.

-Pelos vistos já está mesmo bem! – ri. Subimos até ao quarto. – Oh gente! Que gritaria é esta? – perguntei, assim que eu e o Rodrigo chegámos à porta.

-É ele que não se vai embora! – respondeu a Andy.

-É ela que não deia de ser teimosa! – respondeu o Rúben logo em seguida.

-Ok. Agora umas respostas decentes, por favor – pedi. Eles pareciam duas crianças a discutir por um brinquedo.

-Para além de eu ainda não ter percebido porque é que ele dormiu aqui, ele não se quer ir embora – disse a Andy, olhando-me com um olhar acusador e transferindo esse mesmo olhar para encarar o Rúben.

-Mas ela ainda não percebeu que eu tenho de ver como é que ela está para saber se vai ficar bem ou não – disse o Rúben.

-Sim, claro, o Sr. Doutor Engenheiro sabe tudo! – refilou ela, cruzando os braços à frente do peito. Meu Deus, parecia mesmo uma birra de crianças!

-Não sou Sr. Doutor Engenheiro, mas devias agradecer-me porque fui eu que cuidei de ti e fiz com que voltasses a ser a melhor amiga mais teimosa que conheço! – sorriu o Rúben. Estava disposto a terminar aquela discussãozinha.

-Parvo! – com esta resposta e sorriso que a acompanhou finalmente ela cedeu e parecia que tempos de paz entre aqueles os dois iriam chegar.

-Aqui o Sr. Parvo cuidou de ti! – Eles voltaram a sorrir um para o outro.

-Já está? Já gritaram tudo o que tinham para gritar? – perguntei na mesma. A Andy e o Rú voltaram a trocar um sorriso.

-Podem ficar descansados que os vossos ouvidos vão ter descanso dos nossos berros – respondeu o Rúben.

-De certeza? – voltei a perguntar, olhando para a minha melhor amiga, como que para ter a garantia.

-Sim – sorriu. Depois pediu, por favor, que saíssemos pois ela queria trocar de roupa e sair daquele  quarto, queria ir passear. Eu e o Rodrigo saímos do quarto, mas o Rúben ficou para trás. Descemos até à sala e pouco depois o Rúben juntou-se a nós. Estava a sorrir. Ainda bem. Era bom ver aqueles sorrisos nos seus rostos. Era sinal que tudo estava a encaminhar-se bem.

Depois de almoço, que foi lá em casa, a Andy disse que tinha de sair de casa, e o Rúben teve uma ideia. Disse-me apenas a mim e ao Rodrigo, e saímos. A Andy foi no carro com o Rúben, sem suspeitar para onde íamos, pois ele fez questão de manter segredo.

 

 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Capitulo 23 (parte I)


Olá :)
Bem, aqui está mais um capitulo, espero que gostem e deixem os vossos comentário! :)
Queria também agradecer-vos por todas as visitas e todos os comentários, muito obrigada! :)
E queria também deixar-vos aqui o link do Facebook da Fic, que criei há pouco tempo. Um local onde podem também deixar os vossos comentários, opiniões, esclarecer dúvidas e tudo o que quiserem: https://www.facebook.com/MomentosBemVividosNaoDeixamEspacosEmBranco?ref=hl
Espero que gostem :)
 
Beijinhos*
Mónica

(visão Mónica)


Acordei eram 9.15h. A Andy estava virada de costas para mim e estava muito sossegada, pelo que calculei que ainda estivesse a dormir. Mas ela precisava, a noite anterior tinha sido má e cansativa, por isso ela precisava descansar. Levantei-me e fui tomar um duche rápido, depois voltei para o quarto e vesti-me. Em seguida desci até à cozinha e preparei o pequeno-almoço para mim e para a Andy. Quando terminei voltei a subir até ao quarto para ir buscar um casaco ao armário e ir ao computador um bocadinho, deixando a Andy dormir mais um pouco. Tirei o casaco do armário e vesti-o, mas sem querer bati contra a porta aberta do armário e esta fechou-se com um pequeno estrondo.

-Fogo! Fogo! Fogo! – sussurrei.

-Não faz mal, eu já estava acordada – disse a Andy, sem se mexer.

-Desculpa, foi sem querer, eu ia deixar-te dormir mais um bocado.

-Não vale a pena, eu não consigo dormir de qualquer maneira…

-Tens a certeza?

-Hm-hm.

-Então olha, já que não consegues dormir podias começar a levantar-te da cama porque temos um longo dia à nossa espera! – sorri.

-Está bem… - respondeu, puxando os lençóis vagarosamente e levantando-se. Mas ao mesmo tempo que se pôs de pé, caíu novamente para a cama.

-Andreia! – disse eu aflituosamente, correndo para ela e sentando-me na sua cama. – O que é que se passa?

-Eu… sinto-me um bocado tonta… - murmurou. Coloquei-lhe a mão na testa.

-Oh meu Deus! Andreia, tu estás a ferver! – exclamei preocupada. Tocaram à campainha. Que boa hora… - Olha, deita-te! – ajudei-a a ajeitar-se na cama. – Eu vou só ver quem é e volto já! – informei, abrindo a porta do quarto e descendo as escadas a correr. Abri a porta de rompante.

-Bom dia…

-Rúben… - suspirei. – Entra. – Ele entrou e ficou a olhar para mim com um ar preocupado.

-O que é que se passa? Que cara é essa? – perguntou preocupado.

 

(Visão Rúben)

Depois de receber a mensagem da Mónica a dizer que a Andy já estava em casa fiquei mais aliviado. Agradeci-lhe por não se ter esquecido de me avisar e fui deitar-me. Fiquei mais descansado, no entanto passei a noite às voltas na cama. De manhã acordei, arranjei-me e tomei o pequeno-almoço e depois peguei no carro e fui até à casa da Andy e da Mónica como tinha dito que ia. Eu precisava de ver a Andy e tentar conversar com ela. Assim que cheguei à porta toquei à campainha. Pouco depois a Mónica veio abrir-me a porta.

-Bom dia… - cumprimentei.

-Rúben… Entra – disse ela, desviando-se para eu entrar. A cara dela transparecia preocupação e foi preocupado que eu também fiquei.

-O que é que se passa? Que cara é essa? – perguntei-lhe.

-É a Andy… - começou.

-O que é que ela tem? – interrompi.

-Ela está lá em cima a arder em febre. Ia-se levantar e voltou a cair na cama.

-Posso, posso subir? – perguntei super preocupado, engasgando-me no inicio.

-Claro! Vamos subir! – autorizou. Subimos as escadas e fomos para o quarto delas. A Andy estava deitada na cama.

-Mas como é que ela pode estar a arder em febre assim do nada? – perguntei, pousando a mão na testa da Andy.

-Ela ontem chegou a casa encharcada… Mandei-a fazer tudo o que podia, mas mesmo assim não adientou de muito… Eu disse que ela ia ficar doente.

-Ah… Então mas, tem calma. Eu sei o que é que temos de fazer. Deixas-me ficar a tomar conta dela? – pedi-lhe.

-Eu por mim deixo, ela é que é capaz de não achar muita piada.

-Ela agora está a dormir, e provavelmente vai começar a delirar daqui a pouco tempo… Duvido que ela tenha forças sequer para mandar vir, para além de que eu vou ficar a cuidar dela, só isso. Ela é a minha melhor amiga…

-Por ti podia ser mais que isso, não é?

-Todos vocês sabem que sim – sentei-me junto da Andy. – Até ela sabe – disse olhando-a. – Mas não depende só de mim. Depende dela também, e quanto a isso… Vou tentar continuar fazê-la admitir-me que também gosta de mim, vou tentar tirar-lhe o medo que o David diz que ela tem, mas tem de ser aos poucos… Mas bom, preciso que me tragas umas toalhas dentro de água fria, por favor. É melhor começar já. A recuperação dela é a prioridade – pedi. A campainha tocou.

-Deve ser o Rodrigo. Ele disse que vinha cá hoje de manhã – disse a Mónica.

- Vai lá abrir-lhe a porta, então.

-Ok. Eu já te trago as toalhas.

-Está bem.

Ela desceu para abrir a porta e pouco depois voltou a subir já com as toalhas. O Rodrigo vinha com ela.

-Oi Rúben!

-Então puto.

-Como é qui ela tá? – perguntou ele olhando para a Andy.

-A arder em febre – ajeitei a Andy e encostei-me melhor numa almofada, colocando a cabeça dela no meu colo. – Mónica, as toalhas – pedi. Ela estendeu-mas.

-Tens a certeza que te arranjas sozinho? Não precisas que te ajude em nada?

-Não, não preciso. Fica descansada que eu sei o que vou fazer. Desçam para a sala, vão dar uma volta, não sei, vão-se distrair.

-Mas se precisares de ajuda… - começou a Mónica a oferecer.

-Não vai ser preciso. Mas se for eu já sei que posso chamar-vos. Vá, saiam lá! – Eles saíram do quarto e eu fiquei a olhar para a rapariga que estava comigo.

As toalhas faziam efeito, mas ela ainda estava um pouco quente. Ao olhar para ela agora, parecia vulnerável. E no fundo eu sabia que ela era. Eu conseguia expor esse lado dela. Mas ela tentava a todo o custo fazer-se de forte enquanto conseguia estar consciente dos seus atos. O que não me facilitava a vida… A febre foi baixando. Eu entreti-me com a televisão que havia no quarto e entretanto já deviam ser horas de almoço, porque a Mónica veio até ao quarto trazer-me alguma coisa para comer.

-Então, como é que ela está? – perguntou-me.

-Pelo que parece, melhor. A febre tem estado a baixar.

-Ainda bem.

-Vá, não te preocupes que eu cuido dela – sorri. Ela sorriu também e virou-se para sair do quarto – E obrigado pelo almoço.

-Não tens de quê – sorriu e saiu do quarto.

Durante a tarde a febre desapareceu quase totalmente. À hora de jantar desci até à cozinha para jantar com a Mónica e com o Rodrigo e aproveitei para perguntar à Mónica se ela se importava se eu passasse a noite lá em casa, só para ficar com a Andy e ver o estado dela. Ela disse-me que não se importava e ofereceu-me a cama dela. Eu ainda tentei recusar, mas ela não deixou e disse que se arranjava. Depois de jantar fiquei com eles os dois a ver um pouco de televisão.

-Rú, vais precisar de nós? – perguntou-me a Mónica.

Olhei para eles os dois. Estavam preocupados, obviamente, mas também queriam estar sozinhos. E eu estava ali, podiam confiar-me a Andy e eles sabiam disso.

-Não, não vou precisar de vocês. Vão-se lá embora! – sorri.

-Embora? Prá onde? – perguntou o Rodrigo.

-Para onde eu não sei, só sei que vocês querem sair daqui, por isso vá, vão-se lá embora que eu dou bem conta do recado – ri.

-Brigado Rúben! – agradeceu-me o Rodrigo, enquanto eles se levantavam do sofá.

-Sim, sim… Estás a ver como eu já sei o que é que vocês querem?

-Mas amanhã de manhã nós voltamos - garantiu a Mónica.

-Está bem. E não te preocupes que ela está em boas mãos.

-A gente não tem dúvida nenhuma qui sim. – Todos sorrimos. Depois eles pegaram nas coisas deles e saíram. Eu voltei a subir até ao quarto para ver da Andy.

-Rúben… - ouvi-a chamar, ao chegar à porta do quarto.

-Andy.

-Rúben… - voltou a repetir, enquanto se mexia. Bastou uma hora longe dela para a febre voltar ao ponto de delirar.

-Estou aqui, Andy. Estou aqui – disse, tentando acalmá-la. Assim que me sentei junto dela, lançou os braços sobre mim num abraço forte, como que para não me deixar fugir.
 

-Rúben… não te vás embora… por favor…

-Eu não vou, princesa. Vou ficar aqui, do teu lado – sussurrei, recorrendo novamente às toalhas.

-Não te vás embora… Eu preciso de ti… - voltou a balbuciar.

-Eu não vou, eu não vou. Eu sei que precisas, eu vou ficar aqui contigo até ficares boa.

-Eu amo-te, não me deixes, por favor…

-Tu o quê? – perguntei, surpreendido. Ela não repetiu. Não importava. Eu ouvira à primeira. E ao ouvir um enorme sorriso formou-se nos meus lábios. Era como se me tivessem dado o ar de novo. Apenas uma palavra chegou para preencher o meu coração. Sabia que ela não estava a dizer aquilo conscientemente, mas sorri, porque até o seu inconsciente me dizia o que ela ainda não era capaz de dizer-me conscientemente… - Eu também te amo. E nunca te vou deixar. Nunca – sussurrei enquanto sorria e a acalmava. Aos poucos ela deixou de se mover e reparei que estava novamente a dormir profundamente. Sorri.
 
 Ganhei a noite, pensei.

 
E agora, o que se seguirá a esta noite?
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Capitulo 22 (parte III)


 
 Olá :)
Vem, trago-vos aqui mais um capitulo, espero que gostem e deixem os vossos comentários!
Andy, mais um capitulo para ti* Já sabes, a partir de agora, vão ser todos teus :p  Adoro-te Melhor Amiga :D

Beijinhos*
Mónica

(visão Mónica)

 

Depois de todos se irem embora e de eu prometer ao Rúben que quando a Andy chegasse a casa eu avisava-o, fiquei na sala, à espera. As horas iam passando e eu ia ficando cada vez mais preocupada. Não adientava de nada ligar-lhe, pois ela tinha deixado o telemóvel em casa. Só podia esperar… Entretanto ouvi a chave na porta.

-Andy! Onde é que andaste? Estava preocupada contigo! – depois é que reparei no estado em que ela estava. A pingar por todos os lados, com a roupa colada ao corpo. Mas o pior era a expressão dela. Estava completamente apática… -  Oh meu Deus, estás encharcada, vais ficar doente! Anda, vamos lá acima. – Ela limitava-se a olhar para mim. -  Precisas de tirar essas roupas, tomar um banho quentinho. E eu vou-te fazer um chá, também… - peguei nela e conduzi-a até ao andar de cima, até à casa-de-banho. – Achas que consegues arranjar-te sozinha, cá em cima? – perguntei preocupada. Ela acenou que sim. Fiquei a observá-la durante uns segundos, enquanto ela permanecia imóvel, mas depois acabei por sair e desci até à cozinha. O estado dela estava a assustar-me, nunca a tinha visto tão mal… Mas tinha de ter calma para falar com ela e tentar perceber as coisas. Enquanto o chá fazia mandei uma mensagem ao Rúben.

Para: Rúben:

Olá Rú. A Andy já está em casa. Ela não está muito bem mas vai ficar, não te preocupes J E não vale a pena ligares, hoje é melhor não. Se quiseres amanhã talvez possas passar cá por casa, mas é para vires com calma, por favor. Já podes dormir descansado J Beijinhos.

Ele respondeu imediatamente a seguir

De: Rúben:

Obrigado por não te teres esquecido de me avisar! Já sabes que se for preciso alguma coisa, qualquer coisa, eu estou mesmo aqui ao lado, podes ligar-me. Está bem, hoje não ligo, mas amanhã de manhã vou aí ter a casa. Preciso ver como é que ela está e tentar falar com ela. Descansado, descansado não vou dormir, mas já durmo mais tranquilo. Obrigado, mais uma vez, por me teres avisado. Beijinhos.

Ele estava mesmo preocupado com ela, mas também não era para menos. O chá estava pronto. Levei as num tabuleiro para a mesinha junto do sofá e sentei-me neste, dando um pouco mais de tempo e espaço à Andy. Esperei, mas chegou a um ponto que não consegui esperar mais. Subi até ao quarto e entrei lá, preocupada. Ela já estava pronta. Descemos até à sala e sentamo-nos no sofá, com as canecas de chá nas mãos. Permaneci calada, à espera que ela quisesse começar. Passou pouco tempo mas ela não conseguiu dizer nada, então eu perguntei calmamente se ela conseguia fazê-lo, ao que ela respondeu que tentaria. Enquanto respirava fundo para começar, as lágrimas começaram a escorrer-lhe pela cara.

-Hey! Calma! Eu estou aqui! – tentei tranquiliza-la, abraçando-a. Quando finalmente conseguiu acalmar-se, limpou as lágrimas à manga do pijama e respirou fundo.

-Eu fui para a Costa. Pensar… - começou, sussurrando.

-Pensar… - repeti, tentando incentivá-la a continuar.

-Sim, pensar. Pensar no Rúben e nisto tudo que se anda a passar.

-E… Chegaste a alguma conclusão? – perguntei.

-Cheguei.

-E eu posso saber que conclusão é essa? Queres contar-me? – perguntei, tentando incentivá-la, mas deixando claro que só falaria se quisesse.

-Cheguei à conclusão que apesar de amar o Rúben não posso deixar que aconteça alguma coisa entre nós, mesmo que isso me faça sofrer… - respondeu-me, falando já com um tom normal de voz. Eu ainda pensei ter ouvido mal, mas afinal não, ela tinha mesmo admitido que ama o Rúben. Fiquei feliz. Mas ela continuava a insistir na conclusão que me tinha dito a que tinha chegado. Eu sabia que ela estava mal, bastava olhar para ela para se perceber, mas eu não podia calar-me ou concordar com ela. Não podia deixá-la com essa ideia na cabeça. Ela estava a sofrer sem necessidade, e porque queria, o que não era saudável. Dei-lhe um ‘’grande sermão’’, por assim dizer. Eu tinha de ajudá-la a distinguir o correto do incorreto, tinha de fazê-la ver que o caminho que ela queria tomar não era uma boa opção. No princípio ela ainda negou e mostrou resistência, mas depois calou-se. No final ela tentou esboçar um sorriso em forma de agradecimento.


 Eu percebi a intenção e sorri-lhe de volta. Levantei-me, e ela acabou por pronunciar um ‘’obrigada’’.

-Eu vou estar sempre aqui – garanti-lhe. - Não preciso que me agradeças. Dar-me-á mais satisfação ver-te feliz ao lado da pessoa certa. – Ela não disse nada, simplesmente ficou a olhar-me. -  Vá, vamos lá para cima! Tu deves estar cansada e eu também estou. Vamos descansar porque amanhã vamos descontrair as duas! – sorri-lhe. Abracei-a e subimos até ao quarto. Fazia intenções de tornar o dia seguinte um dia para ela descansar, descontrair e arrumar as ideias com calma. Deitámo-nos e eu mandei uma mensagem ao Rodrigo.

Para: Amor:

Olá amor. Olha, a Andy já está em casa, está um bocado em baixo mas vai melhorar. Queria pedir-te se não te importavas que cancelássemos os nossos planos para amanhã? É que a Andy precisa de descontrair e organizar as ideias e eu pensei em fazer qualquer coisa com ela para ajudar… Não precisas avisar o Rúben, eu já o avisei. Ele vem cá a casa amanhã de manhã, se quiseres também podes vir. Beijinhos. Amo-te.

Pouco depois ele respondeu.

De: Amor:

Oi meu amor. Ainda bem qui ela já chegou! Claro qui não há problema, eu entendo. Ela tá mesmo precisando desse tempinho. Tá bom, só espero qui ele vá com calma… Então eu passo aí de manhã pra ver ela e dar um beijo em você. Beijo. Ti amo.

Olhei para a cama da Andy. Estava a custar-lhe adormecer, pois estava às voltas na cama. Quando ela finalmente parou percebi que finalmente tinha caído no sono. Pouco depois também eu adormeci.

 

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Capitulo 22 (parte II)

Olá! Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo, espero que gostem e comentem! :D
E, queria dedicar este capitulo à Minha Melhor Amiga - sabes que esta conversa entre as nossas personagens são mais ou menos o que costumavamos fazer, às vezes meio que a discutir :s, quando surgiam aquelas nossas pancas de ''descrença''. Anyway, sabes que estou sempre aqui, sempre estarei. Ah, e sei que te ''mato'' com estes capítulos, mas não morras, por favor, és essêncial a muita gente! xD Morro de saudades! Adoro-te Melhor Amiga <3

(visão Andreia)

Cheguei  à praia e parei a carrinha. Respirei fundo e saí do carro. Fui até à beira-mar e comecei a percorrer essa zona, enquanto pensava. Toda a gente encorajava e incentivava para que eu admitisse ao Rúben que o amo. Como se eu tivesse alguma coisa para admitir… Pronto, está bem, talvez tivesse. Agora era só eu e a praia, e embora o mar traga muitas vezes mensagens, tudo o que partilhasse ali sabia que não iria ser divulgado, mas já reprimia tudo há tanto tempo que já era habitual as palavras saírem-me da boca, apesar de no fundo, mas bem no fundo, escondido, do meu coração saber que essas palavras são precisamente o oposto do que realmente sinto. Esta noite, o David foi o primeiro a quem admiti a verdade. Ele pode ser o melhor amigo do Rúben, e sei que ele só quer o bem dele, mas sei que também é meu amigo e sabe respeitar as minhas decisões. Ele encoraja-me, pede-me, aconselha-me a dizer a verdade ao Rúben, mas se eu persistir no ‘’não’’ ele respeita-me. E o Rúben… O Rúben… O Rúben dá-me cabo do juízo! Ele insiste comigo a toda a hora, insiste em aproximar-se, em tentar fazer-me admitir o que os nossos amigos estão fartos de dizer, o que ele sabe… Está a tornar tudo tão difícil, tão complicado de controlar, de esconder… Ele está sempre à espera de me apanhar em falso, à espera que eu diga qualquer coisa que ele possa utilizar para me fazer parar de negar. De repente senti uma pinga cair-me em cima da cabeça. Parei e olhei para o céu. Ia começar a chover a sério dentro de pouco tempo. Olhei para trás. Tinha andado bem mais do que pensava e ia demorar até chegar à carrinha novamente, por isso comecei a correr de volta à mesma. Completamente encharcada. Lindo, ia molhar a carrinha toda e ia ficar doente. Entrei na carrinha e deixei-me ficar sentada. As lágrimas começaram a correr-me pela cara. Estava a sufocar. Não sabia durante mais quanto tempo é que iria aguentar-me firme. A pressão do Rúben quase que me levara a ceder várias vezes. Os nossos amigos já não se convenciam com as minhas palavras, assim como o Rúben, preferiam tirar conclusões das minhas atitudes e acreditar nelas. O pior era que as conclusões estavam certas. Liguei a carrinha e conduzi até casa dos meus pais para deixar lá a carrinha. Quando saí lá de dentro ainda chovia. Não me importei, de qualquer maneira ia chegar encharcada a casa. E talvez até me fizesse bem. Se aquela água gelada, chuva de Dezembro, me caísse em cima mas me oferecesse uma parte da frieza com que caía… Podia tornar-me mais fria, podia ajudar-me a deixar os meus sentimentos guardados e bem escondidos e focar-me apenas em fazer o correto… Abri a porta de casa e a televisão na sala estava acesa.

-Andy! Onde é que andaste? Estava preocupada contigo! Oh meu Deus, estás encharcada, vais ficar doente! – disparou a Mónica, levantando-se do sofá. Eu não disse nada. Limitei-me a olhá-la e a deixara a água escorrer e molhar a carpete da entrada. – Anda, vamos lá acima. Precisas de tirar essas roupas, tomar um banho quentinho. E eu vou-te fazer um chá, também… - disse ela, arrastando-me para o andar de cima. – Achas que consegues arranjar-te sozinha, cá em cima? – perguntou-me preocupada. Eu apenas acenei. Ela ainda ficou a olhar-me durante uns segundo mas depois acabou por ir-se embora. Ainda fiquei um tempo parada, no meio da casa-de-banho, sem pensar em nada, mas depois as roupas ensopadas e coladas ao meu corpo começaram a fazer peso e comecei a tremer de frio, então pus-me debaixo do chuveiro, onde a água quente fez impacto na minha pele fria. Fria como eu queria que estivesse o meu interior…

Depois do banho vesti o pijama e o robe por cima. Sabia que a minha melhor amiga estava a dar-me tempo e espaço, mas devo ter demorado uma imensidão, pois ela subiu até ao quarto, agitada de preocupação. Descemos até à sala e sentámo-nos no sofá com as canecas de chá na mão.
 
Ela não disse nada nem fez perguntas, enquanto eu permanecia apática.

-Achas que estás em condições para falar e contar-me tudo o que vai aí dentro, ou preferes ficar calada? – perguntou cuidadosamente.

-Acho que posso… - respondi num sussurro. Ela ficou à espera, e enquanto eu tentava recordar devagar, as lágrimas caíram pela minha cara.

-Hey! Calma! Eu estou aqui! – tentou tranquilizar-me, abraçando-me. Depois do abraço respirei fundo e sequei as lágrimas da minha cara com as mangas da camisola do pijama.

-Eu fui para a Costa. Pensar… - continuei a pensar.

-Pensar…

-Sim, pensar. Pensar no Rúben e nisto tudo que se anda a passar.

-E… chegaste a alguma conclusão?

-Cheguei.

-E posso saber que conclusão é essa? Queres contar-me?

-Cheguei à conclusão que apesar de amar o Rúben não posso deixar que aconteça alguma coisa entre nós, mesmo que isso me faça sofrer… - respondi já num tom normal.

-Espera, eu acho que ouvi mal. Tu disse-te que amas o Rúben?

-Disse. É verdade. Mas eu já decidi e não vou deixar nada acontecer entre nós, apesar de me estar a custar muito e de tudo isto me fazer sofrer, não vou deixar nada acontecer.

-Andreia, tu não estás a sofrer, tu estás em cacos. Isso não te faz bem. Ainda por cima, se já reconheceste que o amas… Devias lutar pelo amor que sentes por ele, devias dizer ao Rúben o que sentes, devias permitir que a felicidade chegasse ao teu coração.

-Não… - neguei.

-Porquê?! Andy, é a pessoa certa. Desta vez até eu te dou a certeza que é, e eu não faço, pelo menos diretamente, parte dessa história. Desde sempre que eu percebi que o homem da tua vida tinha chegado. Eu fiz questão de te incentivar, porque sei que é a escolha certa, sei que ao lado do Rúben vais ter felicidade, amor, estabilidade e mais, posso garantir-te, eu coloco as minhas mãos no fogo ao dizer que vais ter eternidade ao lado dele. Vais ter eternidade de tudo o que sempre desejaste e tudo o que mereces. – As palavras da minha melhor amiga estavam a causar-me dor. Mas porque acreditava nelas também, porque sabia que eram verdade, mas a redoma onde o meu coração se encontrava não me permitia dizer que sim a mim mesma. A redoma fechava-se cada vez mais; chegava a sufocar muitas vezes. Peguei na caneca de chá e pousei-a na pequena mesa em frente do sofá. Levantei-me fazendo tensões de ir para o quarto. – Andy – disse a minha melhor amiga, segurando-me firmemente mas com cuidado pelo pulso. – Sabes que eu não estou a dizer-te isto para te magoar nem para te fazer sofrer e muito menos para tomar partido ao lado do Rúben. Estou a dizer-te isto porque acho que já está na altura de deixares de lado essas proteções todas que tens aí à volta do teu coraçãozinho e deixá-lo bater descompassadamente, livre e feliz. E se encontraste a pessoa certa ainda melhor. Podes deixar-te ir. Não vais sofrer. Já não. A pessoa que tem a perfeição que necessitas chegou por isso o pior que te pode acontecer é só seres feliz.

Tentei esboçar um sorriso de agradecimento. Saiu meio frustrado mas ela percebeu a intenção e sorriu-me de volta. Levantou-se.

-Obrigada – acabei por pronunciar a palavra.

-Eu vou estar sempre aqui. Não preciso que me agradeças. Dar-me-á mais satisfação ver-te feliz ao lado da pessoa certa. – Eu não respondi. Não conseguia falar sequer. – Vá, vamos lá para cima! Tu deves estar cansada e eu também estou. Vamos descansar porque amanhã vamos descontrair as duas! – sorriu, abraçando-me. Subimos para o quarto e fomos dormir.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Capitulo 22 (parte I)

Olá! :)
Bem, aqui está mais um capitulo, espero que gostem e deixem a vossa opinião! :)
Ah, e fiquem atentos/as, porque os próximos capitulos serão interessantes :p

Beijinhos*
Mónica
 
 
(visão David)

Depois do jantar em casa da Sara, nós os dois fomos até casa do Rodrigo ter com ele, com a Mónica e a Mariana pra depois seguirmos até casa da Mónica e da Andreia pra passarmos um tempinho todos juntos. Entretanto o Mauro apareceu e acabou por vir com a gente. Entrámos na casa da Mónica e da Andreia rindo, e o manz assim que soube qui a gente tava indo pra lá se colou na gente. Ele queria ver a Andreia, eu sabia isso, e viu, mas ela se escapou pró andar de cima.

-Lá estás tu a fugir outra vez! – disse ele prá Andreia.

-Ôh manz… - tentei, pedindo qui ele não começasse. Ficamos todos em pé, junto da escada, meio em filinha, pois a atitude da Andreia nos encostou na parede. Assim qui ela bateu a porta no andar de cima, com um pouco de força, uma onda passou e todo mundo deu um saltinho ao mesmo tempo, reagindo ao estrondo da porta. A Mónica e o Rodrigo subiram pra ir falar com a Andreia. Ficaram pouco tempo, e nenhum de nós se foi sentar.

-Ela quer falar com você, David – me disse o Rodrigo, quando ele e a Mónica desceram.

-Tá bom – respondi.

-Eu podia ir – disse o Rúben, despertando.

-Cê tá maluco? A gente não quer qui ela salte pela janela – pousei as mãos nos ombros dele e fiz ele sentar de novo. – Você fica quietinho aí e eu vou falar com ela. – Ele ficou me olhando, meio desapontado. Subi as escadas e cheguei no quarto. – Chamou? – perguntei,  espreitando pra dentro.

-Sim.

-Então, cê tá precisando de ajuda pra voltar lá pra baixo? – perguntei, tentando fazer logo com qui ela falasse.

-Não, parvo. Eu não vou voltar lá para baixo.

Eu sabia porquê, por isso completei.

-Pelo menos enquanto o Rúben tiver lá, né?

Ela respondeu qui sim e eu, mais uma vez, como de todas as vezes qui eu falava com ela sobre o Rúben, ou com o Rúben sobre ela, eu sabia qu’qui eles tavam pensando. Ela tava com medo de alguma coisa.

-Cê tá com medo de quê?

Ela negou qui tava com medo. Conhecia ela há muito bem já pra perceber qui ela tava mentindo. Acabou dizendo qui tava fugindo do Rúben. No meio de algumas piadas perguntei o qui é qui o manz tinha feito pra ela tar fugindo.

-Vais-me dizer que ele não te contou?

-Contou até à parte da Gala. Há mais?

-Há…

-Hiii… Tou aqui pra ouvir você.

Ela contou a história toda pra mim e eu fiquei surpreso. Eu sabia qui o manz não era de desistir, mas tinha tentado muita vez. Pelo visto era mesmo sério. Depois qui ela terminou eu fiquei olhando ela. Vista vermelha é de quem tá contendo choro.

-Pode chorar na minha frente, não precisa evitar. – Ela mi olhou surpreendida. – Os seus olhos tão muito vermelhos, dá pra perceber – A gente ficou em silêncio um tempinho, mas depois eu voltei perguntando alguma coisa. – Cê tá com medo do quê, qui eu acho qui baralhei. De perder o Rúben, tá com medo do qui a Inês parta pra cima de você ou é alguma coisa sua mesmo?

Ela respondeu qui não podia perder a amizade do Rúben, e tinha medo qui isso acontecesse se eles começassem alguma coisa.

-Cê pode ganhar muito mais qui a amizade dele. Cês podem permanecer com essa grade amizade e se amar ao mesmo tempo. Não é crime, não tão fazendo mal pra ninguém e muito menos é estúpido.

-Eu tenho medo, David.

-Medo? Qui medo! Cê tá é tonta! Cê não ama o Rúben?

Eu fiz de propósito pra pegar ela. Não ia falhar. Eu conhecia ela e não ia havia tempo pra arranjar desculpas ou mentiras.

-Amo.

Finalmente! Agora só faltava ela admitir isso também pró Rúben! Sorri ao ouvir essa coisa boa!

-Então, posha! Deixa dessas bobagens, deixa de ser cabeça dura e fala isso pró Rúben! Qual qui é a dúvida qui cês têm qui tar juntos?

-David, o Rúben é o meu melhor amigo. Eu preciso dele, e não quero nem posso perdê-lo. Tenho medo disso, percebes? Eu não posso perder o Rúben.

-Mas tu não me vais perder  - ouvi o manz dizer nas minhas costas. -  Quem é que te pôs essa ideia estúpida na cabeça? – Olhei pra ele e depois me levantei.

-É… eu vou deixar vocês dois. Se precisar alguma coisa grita, tá?

Pisquei o olho pra Andreia, querendo pedir pra ela ter calma e dei uma pancadinha no ombro do manz, pedindo a mesma coisa. Saí do quarto, desci as escadas e todo mundo tava sentado no sofá, esperando alguma coisa.

-A gente não conseguiu segurar o Rúben.

-Sim, o meu irmão estava mesmo a passar-se – concordou o Mauro com o Rodrigo.

-Ela disse o qui eu queria ouvir, por isso não há problema. Agora eu só espero qui eles finalmente se resolvam – sentei junto da Sara.

-Disseste que ela disse o que tu querias ouvir… O que é que ela disse? – perguntou a minha namorada.

-Ela disse qui ama o Rúben. Mas pra mim, não pra ele!

-O quê? A Andreia o quê? – perguntou o Mauro, surpreendido.

-Ela ama o seu irmão. Mas você fica de boca fechada, viu? Se há alguém qui tem de contar pra ele é ela.

-Está bem, está bem. Mas, wow, quer dizer, eu sabia que o Rúben gostava dela, mas não sabia que ela gostava dele…

-Gosta – disse o Rodrigo.

-E muito – completou a Mónica.

-Pois, acho que agora já percebi.

-Mas eles não estão a complicar um bocadinho? Quer dizer, vocês sabem que eu gosto da Inês, mas o que o Rúben sente por ela já não é amor há muito tempo – disse a Sara.

-Coisas da cabeça da Andreia. O Rúben pediu um tempo prá Inês e já falou prá Andreia qui ama ela, por isso não há mais impedimento, mas mesmo assim ela continua fugindo, com medo de alguma coisa ou até mesmo do qui tá sentindo – comentei também.

-Amar é uma coisa muito boa, a gente não tem qui ter medo. Ainda pra mais o Rúben. Ele pode ser maior palhaço e tar sempre brincando e zoando com tudo e com todos, mas quando é pra ser sério ele é. Dá pra ver desde sempre qui a Andreia mexeu com ele, ela tomou o coração dele e ele simplesmente quer dar o dele pra ela. Mas ela tá complicando demais… - falou o Rodrigo.

-Inspiradão você, hein? – ri.

-Ah, inspirado sim – tirou um olhar e um pequeno sorriso com a Mónica. – Mas, vocês não concordam? Quer dizer, porquê complicar se o Rúben já deu bastantes provas qui ama a Andreia de verdade, e não há nada qui seja pretexto pra impedir de eles ficarem juntos?

-Claro que sim, claro que concordamos, quer dizer, acho que posso falar por todos. Mas mesmo assim, apesar de o Rúben ter pedido um tempo à Inês, e ela não ter feito uma cena, só ter reagido mal no princípio, coisa compreensível, eu não sei se ela vai ficar no canto dela se vir ou se souber que o Rúben e a Andreia estão juntos – disse a Sara.

-É, eu também acho qui a Inês não vai ficar nem parada nem calada. Se ela já fazia maior cena quando a Andreia e o Rúben falavam, agora se ela vir ou alguém disser pra ela qui eles tão juntos, se eles realmente ficarem, ela não vai se ficar… - concordei.

De repente a gente ouviu uma porta no andar de cima e alguém correndo escadas abaixo. Eu, a Mónica e o Rodrigo nos levantámos imediatamente e fomos até junto das escadas. A Andreia passou por nós correndo e saiu de casa. O Rúben vinha logo atrás.

-Sai, sai, sai, sai, sai, sai, sai! – gritou o manz pra mim, correndo as escadas. Eu me desviei por reflexo, mas depois consegui segurar o manz pelo capuz da camisola dele.

-Ôh, ôh, ôh! Calma aí! Onde é qui cê pensa qui vai?

-Oh David, larga-me! Deixa-me ir atrás dela! Larga-me! – esperneou ele.

-Manz, se acalma! Cê não vai a lado nenhum agora! – disse eu, segurando ele pelos ombros.

-Mas… - tentou ele, desviando o olhar pra porta da saída, qui tava aberta.

-Rúben, eu já disse qui você não vai a lado nenhum agora! Se acalma, por favor, pra depois você contar o qui é qui Aconteu pra fazer ela fugir desse jeito.

-Mas oh David…

-Manz! Chega! Vamo sentar – ele veio sentar no sofá e a Mónica foi até à porta , ficou olhando um tempinho mas depois a fechou e veio pra junto da gente.

-O que é que aconteceu, Rú? – perguntou a Mónica, preocupada.

-Pff… Eu disse-lhe que ela nunca iria perder-me nem à minha amizade, e tentei beijá-la… E ela desatou a fugir.

-Claro! Cê tava esperando o quê?! Cê sabe como é qui ela costuma reagir.

-Eu sei, mas… Fogo! Porque é que ela está a complicar tanto?!

-Ela tá com medo, manz – disse eu.

-Medo? Mas medo de quê? Eu já lhe disse, já lhe provei que a amo a sério e pretendo fazê-la feliz, e nunca a magoaria… Porque é que ela está com medo? – falou o Rúben, com um ar meio cansado.

-Tem calma, mano. Nós estamos aqui para ajudar-te – tentou o Mauro tranquilizar, colocando uma mão no ombro do manz.

-É, a gente tá aqui, e no qui depender da gente, a gente vai fazer de tudo pra vocês ficarem juntos! – reforçou a Mariana com um enorme sorriso. O Mauro olhou pra ela e sorriu também.

-Sim Rúben, sabes que estamos sempre prontos para te ajudar, e neste caso para vos ajudar – ofereceu a Sara.

-E eu vou fazer mais do que já faço. Acho que já está na hora de se resolverem… - falou a Mónica.

-Eu não vou falar nada porqui cê sabe qui eu vou tar sempre do vosso lado – acrescentou o Rodrigo.

-Obrigada pessoal, a sério. Têm feito muito por mim, têm-me ajudado muito. Não sei como é que ei-de agradecer-vos.

-Ah, mas eu sei! Depois qui você e a Andreia ficarem juntos cês têm, e sim, tou obrigando, qui ser felizes – ri, passando um braço nos ombros do manz.

-Obrigado – sorriu.

-Bem, e agora, eu queria mostrar-vos umas coisas – disse a Sara.

-O qui é qui cê tem pra mostrar pra gente? – perguntou a Mariana.

-Revistas.
 

-Revistas? Olha a minha paciência para as ver… - resmoneou o Mauro. Todo mundo riu.

-Estas acho que toda a gente vai quere ver. São aquelas onde falam sobre a Gala de Natal do Benfica – sorriu a minha namorada. Adorava aquele sorriso dela.

-A sério? – perguntou a Mónica.

-Sim. Não sabia se vocês já tinham visto, por isso, estão aqui – colocou as revistas ao dispor de todo mundo e eles tiraram pra ver. A Sara não sabia o qui tinha acontecido nessa noite entre o manz e a Andreia… Mesmo assim, o Rúben pegou uma também e começou passando as páginas. Parou numa em qui o título sobressaía: ‘’Terá Rúben Amorim um novo amor?’’. Em baixo, algumas fotos deles dois na Gala, em destaque uma de quando eles pousaram no famoso tapete vermelho, tavam os dois sorrindo. E aquele sorriso do manz eu conhecia bem, naquela foto, naquele momento ele tava completamente feliz. Assim qui eu gostava de ver ele. Ele já tava vendo aquilo fazia muito tempo, e a réstia de sorriso qui tinha sobrado da última conversa antes das revistas tava desaparecendo.

-Manz, a sério, se acalma. Cês vão se resolver mais cedo ou mais tarde, e todo mundo vai tar torcendo e fazendo uma forcinha pra ser mais cedo – falei pra ele.

-Eu sei David, eu sei, mas custa, o que é que queres? Ainda por cima não sei para onde é que ela foi… Não vou conseguir dormir descansado enquanto não souber que ela já está em casa e está bem.

-Não se preocupa manz, a gente tá aqui e assim qui a Mónica ou o Rodrigo souberem alguma coisa eles falam pra você.

-Obrigado – suspirou.

Coitado do manz. Tava custando pra caramba essa luta pra conquistar a Andreia… Mas depois qui ela cedesse ia saber bem toda essa luta. E ele não tava sozinho. Nunca.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sondagem!

Olá! :)
Bem, ainda não venho com um novo capitulo, mas esse estará para breve, prometo!
Venho aqui agora para pedir-vos que respondam à sondagem que tenho em ambas as fics, por favor. Não é uma pergunta muito relevante, mas desde que começei as duas ficas que tenho curiosidade em saber qual delas gostam mais de ler, e por isso deixei esta pergunta!
Se quiserem, podem também comentar este ''pedido'', dizendo as razões pelas quais mais gostam de ler a fic que votarem!

Obrigada pela atenção, e espero as vossas respostas! :D

Beijinhos*
Mónica