quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Capitulo 35 (parte III)

A desnaturada da autora desta história, finalmente trouxe-vos um capitulo!
Eu sei que já faz muito, aliás, demasiado tempo que não vos dou noticias nem nada para ler, desculpem meninas! Pronto e agora passados mais de seis meses, aqui vos deixo um capítulo, que espero que vos agrade ou pelo menos vos faça voltar aqui, nem que seja por mera curiosidade! E a verdade é que necessito o vosso feedback, porque isto de não postar à muito tempo deixa uma pessoa um bocadinho insegura! Por isso nem que seja um mero "gostei" ou um simples "não gostei" agradecia-vos imenso que dissessem alguma coisa!
Beijinhos!

(Visão Rodrigo)

-Mas Rodrigo, o meu gás acabou e eu tou com pressa, sem falar que tou morrendo de frio! Eu posso usar o seu chuveiro, rapidinho?
-Não, não pode! Sai daqui, se vira, mas sai daqui! - respondi, tendo de empurrar ligeiramente ela, que tentava fincar os pés no chão. E quando vi, a toalha dela tava no chão. Me virei de costas de imediato. - Pega essa toalha e sai da minha casa, agora.
-Porquê? Não gostou do que viu? - perguntou, com um tom já completamente diferente. Parecia que tava se preparando pra caçar. Colocou uma mão no meu ombro e se encostou ao meu corpo, mas eu quebrei tal contacto, porém, inintencionalmente, me virei de frente pra ela. Fechei os olhos com força. Só queria que ela me deixasse! - Pode olhar, meu bem. Você pode até tocar, usar e abusar... - falou dando passos pra se aproximar novamente de mim. Ai abri os olhos e peguei nos seus ombros pra afastar ela. Se já não esperasse maus presságios vindos dela, dizia que tinha sido má sorte, porque nesse exato momento a Mónica, a minha irmã e a Filipa entraram em casa. Fiz uma prece em segundos. Aquilo não podia afetar o meu novo relacionamento. Não podia. - Parece que o seu amor chegou!- me sussurrou a Carolina, de sorriso no rosto, se baixado pra apanhar a toalha e se cobrir. Ao olhar pra elas notei que mais alguém chegava à porta. O Rúben. Ele entrou sem dizer nada, se deixando num canto, apenas observando.
-O que é que tá acontecendo aqui?! - gritou a minha irmã, levando um olhar irado na direção da Carolina. - O que é que essa vádia tá fazendo aqui?! - tornou a gritar. E tão depressa que não deu tempo de a Carolina pensar em reagir, a minha irmã levou a mão aos cabelos dela e no segundo seguinte tava arrastando ela pelos cabelos até à porta de casa, não deixando de gritar pra ela. - E teve sorte de eu não botar a mão na sua cara! - disse por último, antes de fechar a porta na cara da Carolina quando esta se preparava pra responder. Após assistir a cena o meu olhar se focou na minha namorada. Provavelmente os meus olhos espelhavam o que me abalava o coração. Medo. Tinha medo que o que acabara de acontecer fosse afetar a gente...
-Amor, eu...
-Eu esqueci-me da carteira, por isso vou buscá-la e vou-me embora novamente - disse ela, num tom sério, seguindo caminho até às escadas. Assim que ela desapareceu do nosso campo de visão, me virei prá minha irmã, prá Filipa e pró Rúben.
-Pode me explicar o que é que aconteceu? - perguntou a minha irmã.
-Não foi nada do que pareceu...
-Essa resposta é aquela que geralmente os culpados dão. E você nem sabe o que pareceu pra gente.
-Vamos? - tornei a ouvir a voz da Mónica, que descia já as escadas.
-Sim - respondeu meio atónita ainda a Filipa. A Mónica passou por mim, sem um adeus e sem olhar sequer pra mim.
-Depois você me explica - disse a minha irmã, fechando a porta de casa.
-Belo serviço, hã menino Rodrigo? É que não sei se reparaste, mas a Mónica mal olhou para ti, e o facto de ela estar tão séria não me parece bom - falou finalmente o Rúben, que tinha permanecido em silêncio durante todo aquele tempo.
-Eu sei que não é bom, mas eu não fiz nada! Foi a loca da Carolina que apareceu aqui assim!
-Eu acredito, mas sabes que vai ser um bocadinho difícil convencê-las, principalmente à tua namorada, que caso não te recordes, mesmo com todas as certezas e provas de que gostas mesmo dela tem sempre as inseguranças dela.
-Eu sei...
-Mas vá, vamos lá descontrair um bocadinho, que ficares assim não te vai adiantar de nada! Quando ela chegar a casa logo conversam.
-Ela vai dormir na casa da Filipa, hoje.
-Melhor ainda, assim têm mais tempo para refrear a cabeça do que aconteceu. - Acenei, concordando, e fomos para o sofá, jogar playstation pra eu tentar me concentrar em alguma cisa sem ser no que acabara de acontecer.

Visão Mariana

A última coisa que eu esperava ver era o que tinha acontecido na sala. Botar a Carolina pra fora pelos cabelos foi pouco mas me soube bem. E se eu não acreditasse cegamente que o meu irmão era louco pela Mónica, e nunca mais na vida dele iria querer ver a Carolina, teria partido pra cima do meu irmão também. Mas eu sei que o Rodrigo não tem olhos nem coração pra mais ninguém. Eu vi. Para além de saber eu vi nos olhos dele. O medo puro despojado no olhar dele assim que fitou a Mónica. Ela não é uma "flor de estufa", como se costuma dizer, mas ela é bastante sensível, pior ainda se tratando do meu irmão, por isso eu esperava uma reação que exalasse essa sensibilidade, porém ela demonstrou o contrário.
-Você tá bem? - perguntei pra ela cuidadosamente, enquanto nós três seguíamos caminho pra pegar os transportes.
-Viemos sair e é o que vou fazer, não vou estragar a noite com as minhas coisas - respondeu prontamente. Notei um pouco o esforço que ela fazia pra não desabar ali. Me deu vontade de conforta-la, mas percebi que ela tava determinada a não deixar o assunto se intrometer nos planos prévios que tínhamos feito, pelo que fiz um pequeno sinal prá Filipa pra que também ela ignorasse o assunto e assim fazer a vontade à Mónica. A noite acabou por fazer o ambiente descontrair e  todas rimos e dançamos muito. Não voltámos muito tarde pra casa, facto que deu tempo prá gente ainda assistir, ou pelo menos começar assistindo, um filme. Acabámos mesmo por adormecer numa cama de edredons improvisada pra nós três na sala. A meio da noite acordei pra ir no banheiro, e quando me virei pró meu lado esquerdo pra ter cuidado e não acordar a Mónica, ela não tava l´. Fui até ao banheiro e assim que abri a porta me deparei com ela sentada na borda da banheira, chorando. Entrei rapidamente e tornei a fechar a porta atrás de mim.
-Oh meu amor... - me juntei a ela e a abracei. - Não fica assim por favor! Você vai ver quando o Rodrigo explicar o que aconteceu que as coisas não vão ser nada do que pareceram!
-Não consigo, Mariana! -falou, entre soluços chorosos.

-Consegue sim! Você não sabe que o meu irmão te ama?
-Mas ela é perfeita! Como é que eu consigo competir com ela alguma vez?!
-Primeiro minha menina, aquela songa-monga daquela loira falsa imunda de perfeito não tem nada, a não ser o que ela aperfeiçoou com cirurgias, e mesmo assim é de duvidar! - falei, fazendo finalmente ela soltar uma gargalhada. - E depois, você não tá competindo com ninguém, meu bem, o meu irmão só quer saber de você, ele só tem olhos pra você! Mas agra você me deu uma ideia! Já que aquela vadia lá tá querendo guerra, então ela vai ter, e vai perder, eu garanto!
-Como assim? - perguntou ela, enxugando as lágrimas e me prestando atenção.
-Ela tá chamando a frota e é isso que ela vai ter!
-Ainda não percebi!
-Se for preciso partir pra cima dela eu vou, mas já que ela tá querendo se mostrar você vai fazer frente! Você vai seduzir o um irmão, tal como ela tá tentando fazer! Você vai conquistar de novo o meu irmão, como s vocês não tivessem juntos, sabe, vai arrebatar ele com todo o seu toque sedutor, feminino, vai seduzir o Rodrigo até a outra entender que se não pular fora vai afogar com o vosso transbordar de amor! Entendeu? - perguntei, ainda com um tom entusiasmado na voz.
-Sim, acho que sim. Mas como é que...
-Se mostra mais sensual que nunca, mas sem mostrar tudo, como aquela nojenta faz! Se insinua, se exprime, demonstra que você o ama, que você o deseja!
-Mariana, desculpa lá, mas, tu estás com falta de alguma coisa ou é só inspiração, isso tudo?
-Que pergunta, hein! - fingi, apenas por segundos, que havia ficado ofendida e intimidada com a pergunta, mas depois me desmanchei rindo, assim como ela. - Amanhã a gente vai às compras, mas agora vamo dormir que tá ficando muito tarde já
-Sim, vamos - Se levantou, ao que eu segui o gesto e ambas seguimos prá sala pra dormir.

Visão Mónica

Durante o pequeno-almoço mal tirei os olhos do telemóvel, enquanto me debatia em dizer alguma coisa ao Rodrigo ou não.
-Oh sua tontinha indecisa, manda logo uma mensagem ao Rodrigo! Estás aí que nem podes! - disse-me a Filipa, quando terminávamos de comer.
-Ai, sim, tenho de mandar! - disse em tom de lamento ansioso. Porém detive-me em seguida. - O que é que digo? - perguntei, cruzando o meu olhar com o delas.
-Sabe que mais? Eu sei que vai te custar, mas não fala nada pra ele não! A gente vai passear um pouco, depois a gente vai às compras e quando a gente chegar lá em casa você começa essa fase de conquista!
-Tem mesmo de ser? - perguntei, lamentando-me novamente. Queria tanto falar com ele e dizer-lhe que não estava chateada com ele!
-Tem! - declarou a Mariana, levantando-se da mesa para arrumar a cozinha.
Depois de tudo limpo e arrumado fomos vestir-nos para irmos passear, mas como a hora de almoço estava perto decidimos apanhar um táxi e seguir logo para o Colombo, onde iriamos visitar as lojas até irmos almoçar e retornarmos às mesmas depois disso para escolher o que levar. Foi uma tarde divertida e serviu também para me dar coragem e determinação em relação à tal "fase de conquista". Eram sete e meia da tarde quando o táxi depois de ter deixado a Filipa em casa, parou em frente da minha atual morada.
-Preparada? - perguntou-me a Mariana, antes de entrarmos em casa.
-Sim - afirmei com um leve sorriso assim que abri a porta.
-Vocês chegaram! - saltou o Rodrigo do sofá, indo ao nosso encontro. A Mariana sorriu-lhe e piscou-me o olho comum sorriso também, antes de subir para o seu quarto.
-Oi - disse-me ele, assim que a Mariana se ausentou. Notei que não sabia bem se havia de dizer alguma coisa ou deixar-se estar.
-Olá - brindei-o com um sorriso, que iniciou de imediato a operação idealizada pela Mariana. Com este sorriso senti-o a descontrair, abrindo ele também um genuíno sorriso para mim. No geral, quem cedia aos sorrisos maioritariamente era eu, pelo que me foi um pouco difícil não o fazer no momento, mas estava disposta a levar a minha avante, pelo que lhe virei costas e parei uns passos depois, utilizando o olhar como principal atração da sua atenção. - Eu vou tomar banho, é rápido. Não me queres ajudar a arrumar as coisas que comprei? - pedi, de ar inocentemente desafiador.
Acho que ele não percebeu a minha intenção ao pedir que me arrumasse as compras, mas de qualquer maneira o seu "sim" fluiu sem hesitação. Subimos até ao quarto, pousei os sacos na cama e comecei a despir-me ainda a caminho da casa de banho. Lancei-lhe um olhar, juntamente com um sorriso já à porta da casa de banho, e quando ele se moveu para se dirigir na minha direção, entrei e tranquei a porta atrás de mim. Não vi a sua cara, mas decerto estaria algo do género confusa e frustrada ao mesmo tempo. Não demorei muito como lhe havia dito e também porque queria ver ainda a sua reação em relação ao que encontrara nos sacos. Abri a porta, encontrando-o boquiaberto com a lingerie que havia comprado nas mãos.
-Era mesmo essa que estava a pensar usar! - disse, passando por ele com a toalha enrolada ao corpo, tirando-lhe as peças das mãos. Depois reparei que a maioria das coisas ainda estava em cima da cama, enquanto que outras ainda permaneciam nos sacos. - Não arrumaste nada?
-É, eu... Eu...
-Vá, não faz mal. Vai tomar banho para irmos jantar.
-Tá - respondeu simplesmente, virando costas ainda a custo e seguindo para a casa de banho, cuja porta decidiu deixar aberta.
Depois de passar o creme hidratante no corpo, vesti a lingerie que lhe havia tirado das mãos e escolhi um dos vestidos, combinando-o com uns sapatos de salto, um colar e uma maquilhagem simples. Entretanto ele retornou ao quarto. E aí, como me foi difícil conter! Mal olhei para ele, pois a sua constituição física constituía um constante perigo para a minha libido, mas nem o seu cheiro, aquele aroma inebriante me ajudava muito. Senti que ele também não virou o rosto na minha direção enquanto se arranjava, à excepção de quando saíra da casa de banho. Qualquer trapo o tornava delicioso, mas agora ainda soava mais irresistível. Seria por estar a oferecer resistência? Mas eu tinha de me conter, e de não demonstrar as minhas vontades, caso contrário ele perceberia. Ele desceu atrás de mim para o andar inferior sem soltar uma palavra. Saímos a porta e entramos no seu carro.
-Onde a gente vai jantar? - pronunciou-se por fim.
-Vamos às compras, hoje fazemos o jantar em casa.
-Hm. E se arrumou tanto pra isso? Quer dizer, eu não tenho nada contra, você tá linda, é só que... Ah sei lá...
-Deixa estar, vamos lá embora - decidi fazer pouco da sua observação, visto que tudo fazia parte do objetivo.
Enquanto andámos pelo supermercado ele foi abordado por alguns fãs, mas reparei que também eu era alvo de vários olhares dos homens que lá passavam. O Rodrigo agarrou a minha mão assim que percebeu o primeiro homem a observar. Pior ainda foi quando fomos para a caixa e o rapaz que lá estava a atender se fixou em mim descaradamente. Aí o Rodrigo abraçou-me pela cintura, encostando-me ao seu corpo enquanto esperávamos o talão, utilizando um tom pouquíssimo simpático na despedida. Controlei-me para não desatar à gargalhada.
-Aquele garoto não tirava os olhos de você! - resmungou, quando nos sentamos nos respetivos lugares do carro para regressarmos a casa.
-E então? Não me arrancou pedaço nenhum!
-Vou ter de confirmar mais tarde!
-Se eu deixar! - Ele arregalou ligeiramente os olhos, surpreso com a minha resposta. Manteve-se calado e pôs o carro a trabalhar.

-Bifes de perú grelhados com arroz de ervilhas e legumes salteados - respondi à sua pergunta, pois nem nas compras lhe havia revelado o que seria o jantar.
-Tá, e então que é que eu posso ir fazendo? - Informei-o de como me poderia ajudar e comecei a tratar de cortar os legumes para serem salteados. De todas as vezes que passava junto de mim ou se chegava para o meu lado ele fazia questão de roçar o seu corpo no meu. Que Deus me desse forças para lhe resistir, porque aquele homem estava a dar comigo em doida! Assim que terminei a minha tarefa, virei-me com o intuito de ir buscar a frigideira, porém ele intercetou-me, colocando-se à minha frente, e de um momento para o outro já tinha as suas mãos no fundo das minhas costas e o corpo colado ao meu.
-Você não me deu nem um beijo hoje - reclamou, começando a descer as mãos. Fiquei sem saber como reagir por segundos, mas logo depois decidi-me. Coloquei as minhas mãos sobre as dele e puxei-as para cima, dando-lhe um beijo super rápido e afastando-me logo de seguida, mas não fui muito longe porque ele me puxou de novo ao seu encontro e ripostou um beijo sem ar. Não consegui simplesmente afastá-lo novamente. Estava a ceder, tinha consciência disso, muito mais tive quando ele me levantou do chão e me colocou em cima da bancada, mas o desejo só me puxava e puxava e ele era tão...


Tentei pará-lo, à pouca fé, umas duas vezes, mas o que me salvou não foi a minha falta de vontade, foi o sentido oportunidade da Mariana naquele momento, que surgiu na cozinha e não conseguiu disfarçar, aclareando a garganta para que nos apercebêssemos da sua presença. O Rodrigo encostou a testa ao meu ombro, frustrado, embora com um pequeno sorriso. Afastou-se ligeiramente, dando-me espaço para voltar a colocar os pés no chão.
-Desculpa gente, eu não queria interromper nada... - Desculpou-se ela.
-Tá bom, desculpa a gente, não é bem o sitio apropriado - Desculpou-se também o Rodrigo.
-É isso é verdade, mas às vezes a gente não controla, eu entendo vocês, e para além disso, é a vossa casa gente!
-Obrigada por perceberes isso Mariana - agradeci, sentindo-me um pouco constrangida ainda.
-Se deixa disso! - sorriu-me. - Mas olha que eu entendo bem o meu irmão, você tá uma gata meu amor! - piscou-me o olho conjuntamente com um sorriso.
-De tão gata que ela tá todos os homens ficaram olhando ela no supermercado! - reclamou o Rodrigo, do género de fazer "queixinhas" e não de estar propriamente chateado.
-Eu acredito que sim! Mas não se preocupa que essa dai só autoriza você a tornar essa beleza em beleza natural, entendeu?
-Tá, entendi, vamo parar com essa conversa! - gargalhou ele, envergonhado o bastante para o fazer desviar o olhar.
-Também acho! - concordei. - Nós estamos a fazer o jantar, queres jantar connosco?
-Tá bom, eu aceito sim! Que é que falta fazer? - Terminámos o jantar e depois de digeri-lo forma-mos uma equipa para lavar e secar a loiça, para ser mais rápido e ficarmos ainda um pouco a confraternizar e ver televisão na sala, com a companhia do Donni, que já andava pela casa e pelo quintal como um dono e senhor.

-Amor, não queres ir dar comida e água ao Donni para subirmos para o quarto? - perguntei-lhe sugestivamente.
-Vou sim meu bem! - acatou a sugestão, levantando-se e chamando o Donni para ir com ele. Assim que ele entrou na cozinha eu olhei para a Mariana, que olhava para mim também.
-O meu irmão tava fogo! - riu baixinho, usando um tom de voz também baixo.
-Cala-te, se tu não aparecesses eu ia ceder! - igualei o seu tom de voz.
-Eu te entendo, mas pronto, agora olha se você quiser terminar o que vocês começaram na cozinha, lá em cima, termina, não precisa ficar na dúvida por causa disso, você pode pegar em detalhes!
-Tens a certeza? Não vai estragar os planos?
-Você que decide como as coisas vão meu amor, não vai se castrar esse tempo todo, tem é de contra balançar as coisas!
-Está bem, obrigada! - agradeci, sorrindo e em seguida olhamos as duas para a televisão disfarçando quando o Rodrigo retornou à sala.
-Vamo subir, então? - perguntou-me ele.
-Vamos, vamos! - levantei-me do sofá e peguei na sua mão estendida, à minha espera.
-Vão lá pró vosso cantinho, eu fico bem aqui com o Donni! - sorriu-nos a Mariana.
-Boa noite maninha - disse-lhe o Rodrigo, indo até junto dela e dando-lhe um beijo na testa. - Te amo.
-Onee, coisa boa, eu também te amo! - sorriu-lhe ela de volta, de forma genuína, dando-lhe um fugaz abraço. - Agora vai, sobe lá!
-Até amanhã Mariana! - despedi-me dela com um piscar de olho e um sorriso, que ela saberia que demonstravam um agradecimento.

Visão Filipa

Já não dormia fora da minha cama há algum tempo, pois por isso as minhas costas ficaram um pouco queixosas após a dormida na cama improvisada na sala, com a Mónica e a Mariana. Depois de um dia bem passado com elas entre compras e gargalhadas, elas seguiram para casa, de o táxi parar em minha casa, para que a Mónica conseguisse iniciar o processo de "nova conquista" ao Rodrigo. Estava preparada para chegar a casa, tomar um bom banho e descansar um pouco! Porém tive uma surpresa ao chegar à porta de casa. Em cima do tapete de entrada estava uma caixa quadrada, branca e com um laço vermelho.
-Surpresa! - ouvi de repente a voz do Rúben ao meu ouvido, sentindo o calor do seu abraço nas minhas costas.
-Ai Rúben, que susto! - reclamei, porém o sorriso não abandonou o meu rosto, nem quando me virei de frente para ele.
-Desculpa, pequenina!
-O que é que vieste aqui fazer? - perguntei, sem me soltar do seu abraço.
-Uma surpresa! - respondeu, num tom jocoso, demonstrado, claro que num tom de brincadeira, o quão óbvia era a resposta.
-Oh, tosco! - sorri, virando-me para pegar na caixa e abrir a porta de casa, para onde ele me seguiu, fechando a porta atrás de si. - O que é isto? - perguntei, sem esperar uma resposta. Tirei a tampa da caixa e olhei para o seu conteúdo. Parecia um pack de produtos... O Rúben adiantou-se a mim e retirou as coisas, uma por uma, de lá de dentro.
-Amanhã eu tenho treino às cinco, tu entras mais tarde... O que é que te parece uma noite de massagens? - perguntou, abeirando-se cada vez mais de mim, com aqueles olhinhos a fixarem-me.
-Alinho - respondi-lhe inclinando o rosto para cima, para olhá-lo diretamente. Ao invés de receber uma resposta, ele encurtou de todo a distância entre nós ao beijar-me.
-Estava com saudades tuas - disse-me, num tom a cair para o profundo, enquanto os seus olhos se mantinham enredados nos meus.
-Ai Rúzinho, estás tão fofinho! - sorri-lhe.
-Rúzinho? - franziu a testa, esboçando um pequeno sorriso, - Rúzinho não, é muito gay! - Mandei uma gargalhada logo de imediato.
-Pronto, já lhe passou!
-Estás a estragar o meu ambiente intenso! - resmungou, com um pequeno sorriso. A intensidade que ele demonstrara à pouco deixara-me um pouco intimidada. Não sabia o que ele era capaz de fazer e isso arrepiava-me por completo, com o desejo inerente a percorrer-me. Só esperava estar preparada para a intensidade que se fazia adivinhar.
Cheguei-me junto dele e rodeei o seu pescoço com os meus braços, automaticamente sentindo os seus ao redor da minha cintura, olhando par ele.
-Pronto, desculpa amor - desculpei-me. Ele sorriu-me e quando dei por mim ele já tinha pegado em mim ao colo, o que me fez soltar um pequeno grito, e a ele uma gargalhada, cessando depois o barulho enquanto ele fazia comigo o caminho até ao meu quarto.

 E só de olhar para ele com aquele ar sereno e imponente, algo não muito comum no Rúben, já me fazia suspirar por dentro. Pousou-me na cama, dando-me um leve beijo nos lábios e fazendo sinal par que me mantivesse onde me havia deixado, retornando segundos depois com a caixa novamente repleta com os produtos do kit de massagens.

Colocou-a em cima da mesa de cabeceira e sentou-se à minha frente, inclinando-se na minha direção e roubando-me mais um beijo. E mais um. E mais um. Até que a custo se afastou um bocadinho mais de mim.
-Vamos lá a isto! Queres que te dispa ou despeste-te tu?
-Era mais giro se fosses tu - respondi-lhe prontamente, melando o olhar que lhe lancei. Ele soltou um meio sorriso e levou as mãos aos botões da minha camisa. E fê-lo de uma forma tão vagarosamente inquietante. E o mesmo sucedeu como resto da roupa, até ficar apenas de roupa interior. Querendo ou não, a minha respiração já tinha acelerado. E por isso não quis deixá-lo tão confortável como aparentava.
-Lamento informar, Senhor Massagista, mas só o deixo prosseguir se estiver nas mesmas condições que eu, por isso, é a minha vez de deixá-lo apenas com o essencial no corpo - Ele não se demonstrou surpreso, pelo contrário, aquele ar intenso não se ia embora!
-Sou todo teu - disse, abrindo os braços ao lado do corpo. Levei então as mãos ao rebordo da sua camisola, e senti-me a tremer, mas controlei-me de imediato e prossegui cm a questão de desnuda-lo, tentando transmitir um pouco daquilo que ele havia transmitido, mas acho que não fui tão bem sucedida. O certo fi que notei o seu peito acelerar os movimentos respiratórios. Se ele quisesse esquecer a massagem eu não me importava e pedia-a depois! Para minha felicidade, ou o contrário, dependeria do ponto de vista, ele manteve um controlo invejável. - Agora preciso que tires isto. - disse-me com um tom inferior ao que costuma usar, colocando os indicadores por baixo das alças do meu soutien e fazendo-as descer-me pelos ombros - E que te deites de barriga para baixo - terminou, dando-me um pequeno beijo nos lábios. Acedi ao seu pedido, enquanto ele me observava. Foi então até à caixa e pegou numa embalagem, que abriu e fechou, levando as mãos untadas de um creme de cheiros exóticos às minhas costas. Parecia que um choque me percorrera a espinha, sob o contraste entre a temperatura do meu corpo e do creme e ainda o contacto da sua pele com a minha. A magia teve inicio logo após as suas mãos me tocarem. A sensação que me proporcionava fazia-me relaxar, sentir uma paz interior maravilhosa, mas ao mesmo tempo, contradizendo, fazia-me entrar num frenesim absoluto de sangue a correr-me nas veias mais depressa que o normal, fazia-me carregar a respiração que seria a mais calma possível, fazia-me quere-lo só para mim. Permaneci em conflitos interiores acerca destas contraditórias sensações enquanto o meu corpo era privilegiado pelo toque das suas mãos, julgo que cerca de 20 minutos, mas não suportei muito mais.
-Amor - chamei-o, com uma voz um pouco assolada pela rouquidão.
-Princesa - respondeu apenas, não parado os movimentos circulares que exercia nesse momento no fundo das minhas costas.
-Podes parar.
-Está assim tão mau?
-Não amor, está é bom demais!
-Então se está bom demais deixa continuar... - sorriu-me.
-Não, agora é a minha vez! - disse-lhe, ao que me levantei e fi-lo trocar de lugar comigo, porém ele ficou sentado na cama, encostado à cabeceira da mesma. - Então Rú? - Ele puxou-me pelas mãos e fez-me sentar no seu colo de frente para ele, levando depois as minhas mãos até ao seu peito e deixando-as lá.
-Para mim é ao contrário, Senhora Dona Massagista - indicou, piscando-me o olho e fazendo-me um meio sorriso. Havia voltado ao seu estado mais natural. Semicerrei os olhos por segundos, com um leve sorriso no rosto e coloquei também um pouco de creme nas mãos para a seguir percorre-las pelo peito dele. Assim que se deu o contacto ele engoliu em seco devido aos contraste de temperaturas, visto que o homem estava a escaldar e o creme nem tanto. Explorei o melhor que soube o seu tronco, um pouco nervosa também, pois a maior parte do tempo ele estava de olhos postos em mim. Passados uns 20 minutos desta vez também, enquanto as minhas mãos passavam, mais uma tortuosa vez, pela linha dos seus boxers, ele pegou nas mesmas e começou a arrastá-las, muito vagarosamente para baixo, passando de leve sobre  avultado nos seus boxers e seguindo depois com as costas da suas mãos sobre as minhas coxas, acabando por largar as minhas mãos, colocando as suas no fundo das minhas costas e empurrando-me um pouco para a frente.
-Rúben... - manifestei-me, meio envergonhada.
-Hmm - murmurou apenas, continuando a fitar-me, como desde quando havia parado o trajeto que eu fazia com as mãos.
-Amor... - Ele esboçou um leve e carinhoso sorriso.
-Princesa, para com isso, a sério. Tocarmo-nos desta forma de luzes acesas ou apagadas vai dar ao mesmo. Não tens de ter vergonha de nada, meu amor.
-Eu sei Rú, mas sabes que tocar-te assim deixa-me...
-Deixa-te como tu me deixas a mim. Se não formos devagar vamos depressa, temos uma noite inteira para abrandar o ritmo  terminou, abraçando-me mais delicadamente e começando com uma dança de beijos pelo meu pescoço. Por mais calmamente que quisesse aproveitar os momentos, ficava sempre difícil com ele. Talvez uma noite inteira a praticar resultasse em alguma coisa...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Capitulo 35 (parte II)

Olá meninas!
Primeiramente, desculpem desculpem desculpem não publicar nada há tanto tempo, mas o tempo realmente não me é quase nenhum! Mas pronto, aqui têm, finalmente, mais um capitulo! Espero que gostem! Besitos! <3


Visão Mónica

Subimos para o quarto em silencio, mas na minha cabeça estavam imensas perguntas e começavam a instalar-se também alguns medos, o que não era bom.
-O que e que diz a carta? - perguntei ao Rodrigo, assim que ele a deixou na mesa de cabeceira e se sentou na cama. Quando ouviu a minha pergunta expirou profundamente e colocou a cabeça entre as mãos.
-Mais ou menos o que ela falou quando veio aqui na porta. Diz que não vai desistir e agora que virou a nossa vizinha da frente não vai nos deixar descansados.
-Ela vai cumprir, não vai?
-Ela vai fazer de tudo pra não deixar a gente em paz - fiz um pequeno esgar de desagrado. Ela deixava-me desconfortável. Metia-me medo. E assustava-me, reduzia-me a algo pequeno, pelo facto de já ter sido alguém importante para o Rodrigo e por parecer que a sua resistência, insistência ou não desistência não iam acabar. E pelo óbvio também, a sua descarada beleza. Não fiz mais perguntas. Troquei a roupa pelo pijama e fui lavar os dentes dirigindo-me para a cama em seguida, onde o Rodrigo acabara de vestir o seu pijama também. Após lavar os dentes também ele se deitou ao meu lado.
-Não se preocupa, amor. Ela não vai conseguir destruir nada do que a gente já construiu até agora - tentou sossegar-me, reparando na minha preocupação camuflada. Não respondi. Se tivesse certeza de que nada ia acontecer a custa dela teria dito alguma coisa. Mas não tinha certeza de nada. Eu sabia as minhas inseguranças, as minhas confrontações internas, mesmo ouvindo todos os dias da boca do Rodrigo o quanto me amava. Sempre fora assim, e mesmo com a certeza de um lado, a incerteza estaria sempre presente do outro. E para piorar, para fazer tremer ainda mais as inseguranças, a Carolina era uma mulher esplêndida e a atitude dela era firme, ameaçadora porém neste caso, mas o pouco que captei, a sua personalidade demonstrava-se cativante para o sexo oposto. E tendo o Rodrigo já nutrido sentimentos fortes por ela, o desconforto que sentia era ainda maior. A minha cabeça estava uma confusão. Uma confusão medonha.

-Bom dia, minhas princesas! - cumprimentou o Rodrigo, chegando a cozinha, onde eu e a Mariana já nos encontrávamos, assim como o Donni, que se entretinha com um boneco, dando um beijo na testa a cada uma e juntando-se a nos a mesa.
-Bom dia - respondemos unissonamente. Ate o tom, pouco alegre, se assemelhou.
-Isso e tudo porque ta chovendo ou porque a preguiça ta grande?
-Porque ta chovendo, eu quero a minha cama e porque eu odeio a nova vizinha da frente! - respondeu a Mariana de imediato, fazendo notar-se exactamente o desagrado real.
-A gente tem de ignorar ela!
-Se fosse fácil! - voltou ela a resmungar. - Isso é pra você! Jogaram debaixo da porta! - estendeu-lhe uma carta. ele aceitou-a, de sobrolho carregado. ela entregou-lhe também uma pequena cestinha de verga, tapada com plástico. e tinha um lacinho cor-de-rosa.
-Isso também colocaram debaixo da porta?
-Não. o Donni e que ficou a rabujar para a porta quando fomos ver o que era encontramos isso! - desta vez eu esclareci-o. ele olhou para mim cautelosamente, pois percebeu que de agrado a minha voz nada tinha. depois de deixar de me fitar, colocou a cestinha em cima da mesa e abriu a carta para lê-la.

Visão Rodrigo

Abri o pedaco de papel que a minha irmã tinha me dado para ler o que a carolina tinha escrito dessa vez.

''Bom dia, gato! espero que esteja bem-disposto, porque o ar de durão e todo mal-disposto não assenta nada bem em você!
Acordei bem cedo hoje pra fazer biscoitos, e deixei uns pra você do lado de fora da porta! Espero que goste, foram feitos com muito amor!
Um beijo bem gosto de bom dia!
Sua, carolina''

Peguei na cesta e rasguei o plástico que cobria a mesma, me preparando pra jogar os biscoitos na taça do Donni, mas fui interceptado.
-Nem pensa em dar isso pro Donni! Ele ainda morre envenenado! Joga logo isso no lixo!
-Ele não os comia na mesma, não viste como e que ele ladrava para a porta por causa disso?
-Ladrava não, né? Se esganiçava todo, que aquilo não foi ladrar! - gargalhou a minha irmã, gesto que a Mónica igualou.
-Coitadinho, ele ainda e pequenino, ainda tem de aprender! - entretanto joguei os biscoitos de volta na cesta e a deixei em cima da bancada, voltando a me sentar a mesa.
-Bom gente, vamos nos apressar! A gente tem de ir pra faculdade!
-Eu já terminei! Podemos ir! - anunciei, me levantando, assim como elas, para leva-las ate a faculdade.

Após deixar as meninas na faculdade fui às compras, com a lista que a minha namorada tinha feito, caso contrário metade das coisas eu não trazia. assim que estacionei o carro no caminho de acesso a casa, sai do carro e fui até à bagageira do mesmo buscar os sacos, e assim que me virei, após ter fechado a mala do carro, tinha do outro lado da estrada a Carolina. Acabei, inevitavelmente, cruzando o olhar com ela, que sustentou um olhar perigoso. Aquele que demonstrava que de facto ela não ia deixar a gente em paz. Só de pensar me cansava. Ela fez um "tchauzinho" e sorriu, desdenhosamente, entrando dentro de casa em seguida. Virei costas e me recolhi no quente de casa, arrumando as compras sem pressa. Quando arrumava as coisas nos armários da cozinha me deparei de novo com a cestinha com um laço cor de rosa. Talvez se eu conversasse com ela... Não, não ia adiantar de nada. Mesmo assim, após terminar as arrumações e dar de comida pró Donni, peguei na cesta e resolvi ir devolver.
Toquei à campainha, que apenas depois de algum tempo foi atendida. Por trás da porta surgiu a Carolina, de sorriso no rosto, aquele sorriso dissimulado dela, e vestia pouco mais que um vestido curtíssimo, de um decote que evidenciava muito claramente o que estava por baixo, e umas botas de cano até ao joelho.
-Que surpresa boa! - sorriu.
-Não precisa se entusiasmar, eu só vim devolver o que você deixou na porta da minha casa - retorqui, com o tom de voz evidenciando rudeza, como era necessário, estendendo pra ela a cestinha. Sinceramente, era meio estranho pra mim adoptar esse tom de voz, não era algo natural em mim, mas nesse caso era necessário porque era exactamente o tom que a Carolina merecia da minha parte. Na verdade, ela nem merecia nada de mim, mas já que ela tinha imposto a sua presença, de novo, na minha vida, eu tinha de lidar com a mesma.
-Ai, que rude Rodrigo! Eu fui muito educada!
-Pode aceitar isso de uma vez pra eu ir embora?
-Com pressa? Pelo que eu vi nem a garotinha que entretem você nem a insuportavel da sua irmazinha tão em casa, por isso a gente tem tempo de sobra!
-Carolina, eu não tou nem com tempo nem com paciência, por isso aceita logo essa droga antes que eu deixe aqui mesmo e vá embora!
-Ai não Rodrigo, entra por favor! Que vizinha que eu sou, né? Nem convidei você pra entrar! - simulou um sorriso.
-Tá bom, então pronto, tá aqui - coloquei a cestinha no chão. - Não volta a me incomodar com esse tipo de coisas! Colhe amizade ou o que você quiser de outros vizinhos! A minha porta não tá aberta pra você! - virei costas e caminhei de volta à minha casa.

-Então puto, como é que vai isso? - me cumprimentou o Rúben, chegando e me dando uma palmada nas costas. Mais um treino estava prestes a decorrer.
-Já teve melhor, mas vai indo.
-Então, o que é que se passa?
-A minha ex namorada voltou.
-A sério?
-E pior, virou a minha vizinha da frente e não para de mandar cartas e coisinhas lá pra casa!
-Estás a gozar!
-Bem que eu queria!
-E agora? O que é que vais fazer?
-Ignorar. É o que a gente lá em casa tá tentando fazer.
-Imagino que não seja fácil.
-Não é mesmo. E como ela é não vai parar tão cedo.
-Que sorte, hã puto! - falou ironizando.
-Nem me fala. Mas então e você, como é que tá?
-Eu estou óptimo! Com a Fii ao meu lado é pouco provável que esteja mal!
-Ainda bem, você merece, depois de tudo o que aconteceu com a... - me detive, não tendo a certeza se seria bom falar.
-Com a Andreia, podes dizer. Para mim já é passado. Ela é que não quis dar o devido valor, e agora eu já não quero saber, já não me interessa. O que me interessa é que encontrei alguém que finalmente parece dar-me valor e gostar de mim a sério, por isso, só tenho motivos para estar bem!
-Você merece!
-Ai, vá,pronto, está bem,agora já chega de coisas de Amélias e vamos equipar-nos! - rimos e seguimos então para os balneários.

Visão Filipa

Quando a Mónica me contou o que andava a acontecer com o regresso da ex namorada do Rodrigo, fiquei boquiaberta. Aquela rapariga mais parecia um tormento! Reparei que o olhar da minha melhor amiga estava toldado com uma centelha de tristeza, para além da evidente irritação, até mesmo pelo tom de voz com que ela se exprimi. Se havia coisa que eu detestava era ver os meus amigos tristes, e o facto de ser à custa de uma desmiolada sem noção de uma ex namorada aumentava ainda mais a minha vontade de animar a minha amiga, por isso quase na hora de sairmos do trabalho fiz-lhe uma proposta, e visto que no dia seguinte estaríamos de folga, melhor seria a ocasião.
-Nica - chamei-a carinhosamente, quando ela se preparava para ir deixar uns papéis ao escritório improvisado que tínhamos na salinha atrás de nós.
-Sim? - perguntou, parando, e já com um olhar desconfiado, pelo facto de ter utilizado o apelido carinhoso para chamá-la.
-Tens planos com o Rodrigo hoje à noite?
-Não, porquê? Precisas de alguma coisa?
-Queria fazer-te um convite!
-Faz!
-Que tal uma noite só de raparigas? Podemos ser só as duas ou podemos chamar mais meninas, se quiseres!
-Aceito! Podemos só chamar a Mariana, então?
-Claro que sim! - concordei, sorrindo-lhe.
-Boa! Então já lhe ligo, e vou ligar ao Rodrigo para ele depois não ficar preocupado!
-Sim, eu também vou ligar ao Rúben! Ah e olha, vamos de transportes, pode ser? É que fica mais emocionante!
-Mais emocionante? - perguntou, com uma pequena gargalhada.
-Sim, sei lá! De carro é mais calmo, mais fácil, sei lá!
-Pronto, está bem! - riu novamente, seguindo finalmente com os papéis.

A Mónica subiu até ao quarto dela e do Rodrigo para se arranjar para a nossa noite, ao que o Rodrigo a seguiu até ao mesmo, e eu fui com a Mariana até ao dela para a ajudar a escolher a roupa. Pouco depois descemos e esperámos ainda alguns minutos para que a Mónica descesse também, o que aconteceu por entre gargalhadas com o Rodrigo, enquanto desciam as escadas.
-Ay, que guapa estás, bonita! - sorriu a Mariana à minha melhor amiga, utilizando o seu lindo espanhol para elogiá-la.
-Que hermosa, cuña! Tu también estás muy guapa! - agradeceu-lhe a Mónica também em espanhol, um espanhol não tão bom, mas bonito.
-Yo estoy de acuerdo, mis princesas estan hermosissimas! - juntou-se-lhes o Rodrigo, com um espanhol igualmente belo.
-Hm, bem, falto eu a falar espanhol... Hm, Que tal estoy yo? - falei por fim, mostrando o vestido que envergava, o mesmo que levara para o trabalho. Claro que ia trocar de roupa, mas quis meter-me no meio daquele espanhol e dos elogios.
-Estás linda! - respondeu-me a Mónica.
-Era suposto responderem em espanhol também, mas pronto, obrigada! - rimos de seguida, fazendo não demorar as despedidas do Rodrigo para seguirmos ainda para minha casa. Íamos já a chegar a minha casa quando a Mónica reparou que não tinha trazido a carteira com os documentos.
-Já voltamos lá então princesa, deixa-me só acabar de pentear. Mas depois ninguém se esqueça de mais nada que quero aventurar-me nos transportes públicos!

Visão Rodrigo

As meninas saíram lá de casa e eu fiquei sozinho com o Donni. Depois de jantar me deixei ficar na sala assistindo televisão, mas me cansei de ficar sozinho e liguei ao Rúben para vir cá em casa, ao que ele aceitou. Dez minutos se passaram e a campainha tocou. Achei que seria muito cedo pró Rúben ter chegado, mas fui abrir a porta n mesma. Quando eu ia fechá-la novamente a Carolina começou falando num fingido tom choroso e entrando de rompante na minha casa. Apenas de toalha enrolada no corpo, chinelos e o cabelo molhado. Para outro homem qualquer seria uma dádiva, mas a mim me dava náuseas.


-O que é que você tá fazendo aqui e desse jeito?! - perguntei fechando os olhos enquanto passava a mão pela cana do nariz, expirando bruscamente.
-Ai Rodrigo, você não vai acreditar! Eu ia tomar banho, ia encher a banheira de...
-Não quero ficar ouvindo histórias Carolina, eu quero que você saia daqui agora!
-Mas Rodrigo, o meu gás acabou e eu tou com pressa, sem falar que tou morrendo de frio! Eu posso usar o seu chuveiro, rapidinho?
-Não, não pode! Sai daqui, se vira, mas sai daqui! - respondi, tendo de empurrar ligeiramente ela, que tentava fincar os pés no chão. E quando vi, a toalha dela tava no chão. Me virei de costas de imediato. - Pega essa toalha e sai da minha casa, agora.

domingo, 9 de novembro de 2014

Capitulo 35 (parte I)

Olá meninas!
Como sempre, peço desculpas por não postar com muita regularidade! Acreditem que por minha vontade vos trazia um capítulo todos os dias, mas de facto não me é possível.
Bom, mas aqui está um novo capitulo, que espero que gostem!
Besitos <3


(Mónica)

-Amor, cê se importa de ir abrir? Eu tou terminando de me vestir - pediu, após terminar de se calçar, levantando-se para apertar o cinto das calças.
-E depois nós é que demoramos horas, não é menino? - ri, saindo em seguida do quarto até ao andar inferior para abrir a porta. Abri-a ainda com um sorriso no rosto, deparando-me com uma rapariga do outro lado da porta. De cabelo um pouco depois dos ombros, meio para o aloirado, olhos castanhos, pele brilhante, sorriso encantador, assim como um corpo totalmente invejável.


No momento exacto em que a encarei, um arrepio logo percorreu a minha espinha, seguindo-se um novo arrepio com o olhar desdenhoso que ela me lançou de alto a baixo, como que tentando demonstrar-se superior. Porém, com educação e respeito, mantive um ligeiro sorriso.
-Boa noite - disse-lhe.
-Boa noite - retorquiu, num tom igualmente desdenhoso de um sotaque brasileiro que já me era tão familiar, tornando-o apenas um pouco menos desdenhoso devido ao tom meio jovial do seu timbre de voz.
-Posso ajudá-la em alguma coisa? - perguntei, sentindo-me um pouco incomodada pela atitude de superioridade que a rapariga ostentava, firmando-se mais ainda através das suas roupas curtas e justas que realçavam mais ainda os seus traços e curvas.
-O Rodrigo tá em casa? - perguntou, lançando um breve olhar sobre as minhas costas. Ia responder-lhe quando ouvi os passos do Rodrigo, que terminava de descer as escadas, abotoando os punhos da camisa, ainda meio aberta.
-Quem é amor? - perguntou, chegando junto a mim ainda de cabeça baixa. E assim que ergueu o olhar para a porta a sua expressão perdeu-se, fixando desagradavelmente o olhar na rapariga. Esta olhava-o fixamente, com uma espécie de sorriso no rosto. - Carolina - disse ele, inexpressivamente. Após ouvir tal nome senti-me petrificar. O arrepio que senti assim que a encarei tinha tido a sua razão de ser. A ex-namorada do Rodrigo tinha voltado, e estava ali, bem na nossa frente.
-Oi meu bem! - sorriu ela.
-O que é que você tá fazendo aqui? - perguntou o Rodrigo friamente.
-Nem vai me convidar pra entrar? Tá perdendo seu cavalheirismo garoto! - respondeu ela, começando a dirigir-se para a porta, de onde nem eu nem o Rodrigo nos havíamos movido. - E você garota, quer fazer o favor de sair da minha frente e bancar de novo aquela de boa mocinha?
-Não fala assim com a minha namorada! - disse imediatamente o Rodrigo, adquirindo para além da frieza na voz uma posição tensa ao meu lado. - E eu não vou te convidar pra entrar nem vou querer ouvir mais a sua voz, por isso me faça o favor e vá embora.
-Ai, me desculpa, essa daqui é sua namorada? Pensei que fosse uma das suas empregadas atiradiças e desesperadas! - disse ela, recorrendo a uma falsidade deplorável. - E você, para além de um mau gosto agoniante pra escolher garotas de curtição, tá ficando muito pouco Senhor! Onde que já se viu alguém me deixar na porta de casa? Nunca ninguém fez isso comigo, viu?
-Cala essa sua boca! Você não tem moral nem sequer direito pra falar assim! - aumentou um pouco o tom de voz, exaltando-se.
-Até me mandando calar você já tá? Ai que suas amiguinhas não andam te fazendo bem mesmo!
-Sabe porque é que você não tá acostumada a que alguém dê resposta torta pra você e te deixe na porta? Porque cada porta que você bate você vai se oferecendo, mas aqui nem oferta, nem desculpa, nem nada! Eu quero é que você suma! - continuou ele a responder-lhe, do mesmo modo frio e exaltado. Eu não sabia o que fazer. Mantive-me ali, petrificada, enquanto os ouvia.
-Ah, pelo amor de Deus, Rodrigo! Não fala muito que você bem gostava quando eu era sua!
-Cala a boca, Carolina!
-Porquê, vai negar? Melhor, vai dizer que essa dai é melhor que eu?
-Não, ela não se compara com você, é diferente! Você não vale nada! Ainda não cansou de dar o golpe nas pessoas? Ainda não bateu com a cabeça de uma vez pra aprender a se civilizar?
-Ah, esse pãozinho sem sal vale mais que eu? Nem pintada de ouro, meu bem! Basta colocar uma no lado da outra e ver quem é a melhor! - Estas acusações, as bocas e as provocações tanto ao Rodrigo como a mim estavam a fazer-me fervilhar por dentro e recordar tudo o que ela tinha feito ao meu namorado e tudo o que ela lhe tinha dito, e a revolta voltava a percorrer o meu interior.
-Mas tu importaste de te calar e por-te daqui para fora? Para de importunar a vida ao meu namorado! - gritei, não suportando mais permanecer em silencio. O Rodrigo pareceu assustar-se ao ouvir-me, mas deixou-me prosseguir, sem me interromper. - Ainda não percebeste que ele não quer mais nada vindo de ti?
-Ui, que ela fala! - riu a Carolina. - Queridinha, não se acostuma a chamar ele de seu namorado que daqui a dois, três dias ele vai tar te largando!
-Vê-se bem que não conhecias a pessoa que tiveste ao teu lado! Se conhecesses sabias que quando ele ama ele luta, e eu dou-lhe aquilo que tu nunca lhe deste verdadeiramente: amor! A única coisa que tu amas é a ti própria! O amor pelos outros some-te  quando vês dinheiro!
-E o que é que você sabe pra tar falando, meu bem? Você nem conheceu a gente quando tava junto!
-O Rodrigo contou-me e foi suficiente!
-Ele te contou uma versão da história, a versão dele! Ele é que é o canalha aqui!
-Não vales mesmo nada! - gritei, sentindo-me ofendida com as acusações dirigidas ao Rodrigo.
-Calma amor, ela não merece o tempo da gente - disse-me o Rodrigo, colocando uma mão em cada um dos meus braços.
-Isso, consola a mocinha que você vai largar em breve pra voltar pra mim! - riu a Carolina.
-Eu nunca voltarei pra você! Vê se me esquece e vai embora!
-Ai é que você se engana, bebe! Eu não vim só de passagem não, eu vim para ficar nessa cidade, descanso é coisa que eu não vou te dar! Ah e você garota, não fica nem no meu caminho! - disse ela, franzindo o olhar na minha direção, ameaçdoramente. Imediatamente a tais palavras o Rodrigo levou a mão pesadamente ao braço dela, apertando-o com força e falando em seguida num tom também ameaçador.
-E você,  nem ousa ameaçar a minha namorada, eu não admito isso.
-Vai me bater? - disse ela, parecendo um pouco incomodada com o apertão que o Rodrigo lhe dava no braço.
-Eu próprio não conheço meus limites, por isso não me testa garota - voltou a ripostar num tom seriamente avisativo. Depois soltou-a bruscamente, mantendo o olhar num mesmo tom. Em seguida estendeu a mão ao sofá,  agarrando no seu blazer e fechou a porta atrás de nós, após ter apagado as luzes da sala, que por sinal eram as únicas acesas. - Vem amor, vamo embora - voltou a falar, num tom mais delicado, dirigindo-se a mim, enquanto entrelaçava as nossas mãos. Começámos a andar em direção ao portão, aberto, e ouvimos os seus passos pouco depois a seguir o mesmo trajeto. - E você,  se livra de tar na minha porta mais uma vez, sem ser convidada, o que não vai acontecer, por isso sai daqui de uma vez, pra não voltar! - disse o Rodrigo num tom ligeiramente mais calmo, porém com o mesmo tom de aviso, sem sequer olhar para trás.

Visão Rodrigo

-Você tá bem? - perguntei, assim que entramos no carro.
-Sim - respondeu, meio inexpressivamente.
-Tem certeza?
-Podes por o carro a trabalhar? E que do retrovisor vejo-a olhar para aqui e a sorrir! - pediu, um pouco impaciente. Acedi ao seu pedido e logo iniciamos caminho para o restaurante que eu, entre abotoar a camisa e me calcar, liguei, reservando uma mesa.
-Me desculpa, meu amor. Eu não faço a menor ideia de como ela me encontrou e não sei porque e que ela tá aqui.
-Está bem, não faz mal.
-Já fez. Ela estragou a nossa noite.
-Só estraga se nós deixarmos.
-Mas você tá com essa cara toda triste... E eu também não fiquei feliz de ela tar aqui.
-Esta cara já passa.
-Tem certeza?
-Sim - respondeu, me oferecendo como prova um pequeno sorriso.
-Então tá! - concordei, animando um pouco mais. Decidi ligar o rádio pra aligeirar mais rapidamente o ambiente, o que surtiu efeito.
Quando chegamos no restaurante, o empregado no conduziu de imediato até à mesa.
-Gostou? - perguntei, observando ela olhando ao nosso redor.
-Sim, gostei - sorriu. O empregado surgiu novamente com os cardápios, voltando a se retirar assim que os entregou à gente.
-Ainda bem, amor - sorri de volta. - Já escolheu? - perguntei, após alguns silenciosos minutos analisando a variedade de escolhas que nos era apresentada.
-Sim, vou pedir o salmão.
-Que bom. - O empregado surgiu, querendo recolher os nossos pedidos, pelo que anunciei então a minha escolha, peito de pato recheado com espinafres e nozes, e a Mónica fez também o seu pedido.
-E para beber? - quis saber o empregado.
-Eu vou querer uma coca-cola com gelo e limão, por favor - pedi.
-Têm vinho à taça? - perguntou a Mónica, me surpreendendo um pouco, apenas pelo facto de ela habitualmente não beber bebidas alcoólicas.
-Temos sim, minha senhora.
-Então traga-me este verde, o Maria Papoila, por favor.
-Você vai beber? - perguntei, com um tom de estranheza, mas não acusatório.
-Sim - respondeu, ao que me foi perceptivel um tom um pouquinho tenso. Ai percebi então que o assunto entre a gente não tava fluindo, que apesar de meros sorrisos aparentes, a tensão rodeava a gente por detrás. Mais uma vez o empregado apareceu com as nossas bebidas, se retirando em seguida. Porém não tardou a regressar, desta vez já com os nossos pedidos. Iniciámos a refeição em silêncio, mas eu não tava tolerando essa falta de troca de impressões, essa falta de troca de palavras. Ela mal olhava pra mim.
-Amor - chamei delicamente, conseguindo finalmente direcionar o seu olhar sobre o meu.


- Fala pra mim.
-O quê? - simulou não entender, desviando o olhar de mim para o seu prato.
-O que você ta pensando, o que você tá sentindo. A gente não tá tendo assunto como a gente sempre tem e você não tá nem olhando pra mim - ela permaneceu em silêncio, fitando o seu prato, mas segundos depois ela expirou profundamente e rompeu o voto silencioso.
-A Carolina. - O que eu imaginava. Comecei tentando encontrar alguma coisa pra dizer que a confortasse, mas interrompi a procura, visto que ela prosseguiu. - Ela intimidou-me. Eu tentei com que não acontecesse, mas não consegui. Para além de ela ser bonita ela é...
-Amor, para por aí, por favor. Não se rebaixa, pelo amor de Deus, você não se compara a ela nem um pouco, vocês são completamente diferentes!
-Por isso mesmo.
-Por isso mesmo que você não vai fazer comparação alguma! Você é muito melhor que ela em todos os aspectos. Ela não tem esse seu brilho doce no olhar, nao tem a sua delicadeza falando, não iguala esse seu sorriso maravilhoso e contagioso. Ela nunca me fez sentir tão completo, tão apaixonado, tão feliz como você me faz. Não tem comparação possível amor, não tem. - Ela se manteve apenas me olhando. - Entendeu?
-Sim... - me respondeu ainda meio reticente.
-Dá pra entender com firmeza e convicção dessa vez? - sorri, esperando umas posição mais firme da sua parte.
-Sim - tornou dizendo, desta feita sonoramente e convictamente aceitável, adornando tal resposta com um leve sorriso.
-Agora me dá um sorriso gigante, por favor! - Ela acedeu ao meu pedido, me fazendo compartilhar de um grande sorriso também. Conseguimos então depois terminar o jantar com maior normalidade e ligeireza no ambiente. Após umas sobremesas calóricas, pra melhorar o nosso estado de espírito, paguei a conta e saímos do restaurante iniciando caminho até ao carro. Ela estava um pouquinho adiantada, e quando observei ela de costas a imagem me surgiu tão bonita que pedi que parasse e olhasse pra mim, pra que pudesse tirar uma foto.
-Deixa-me ver! - pediu, vindo ao meu encontro, pelo que mostrei pra ela a foto.


-Você é linda - elogiei, mesmo sendo a enésima vez que o fazia, roubando um breve beijo dos seus lábios. - Agora vem que a gente ainda não vai pra casa! - anunciei, pegando a sua mão e nos dirigindo por fim ao carro. Vinte minutos depois tava estacionando o mesmo.
-Onde é que vamos? - perguntou, curiosamente pela primeira vez, enquanto admirava o lindo espetáculo que se prostrava na nossa frente.



-Andar um pouquinho!
-Andar? Com estes saltos daqui a nada estás a levar-me ao colo!
-Olha que eu levo! - falei, sorrindo, enquanto segurava a sua mão e começavamos caminho.
-Olha que eu sou pesada!
-Nem tanto assim! Mas se eu quero casar com você talvez é melhor eu ir treinando e me habituando a carregar você no colo!
-Tu livra-te de me ires pedir em casamento agora!
-Vai machucar meus sentimento! - forjei ofensa, mas sorri no momento seguinte, porém não tão rápido para evitar ver a sua cara afetada.
-Desculpa, eu não quero mago...
-Eu tava brincando, você não me machucou de jeito nenhum amor. Descansa porque tão cedo pelo menos eu não vou te pedir em casamento! O facto de você ter vindo morar comigo é suficiente por agora, se bem que é quase a mesma coisa. - Tornei a sorrir, gesto que a apaziguou e a fez retornar o meu sorriso, prosseguindo caminho comigo. Assim que demos por terminado o trajeto ela fico, mais uma vez, observando a seu redor.



-Não precisa ter medo que não vai virar local de crime! - ri, brincando com ela, resultando uma gargalhada também da sua parte.
-Por acaso só estava a pensar que é bonito.
-É bonito de dia e agora à noite ainda fica mais! Parece que tá envolto de uma magia qualquer... E com você aqui comigo fica perfeito.
-Eu também sinto essa magia... É tão envolvente, tão acolhedora mesmo estando na rua... É lindo!
-Como você!
-Esqueceste-te do''exagerado'', que é a tua parte!
-Dá pra aceitar um elogio meu sem reclamar?
-Dá para deixares de ser exagerado?
-Eu não sou exagerado!
-Hm-hm - desdenhou.
-Eu te amo - disse, esperando apenas a correspondência ao beijo que dei nela de seguida.
-Eu amo-te mais!
-Será que você vai argumentar sempre de volta? - sorri, recebendo um beijo, ao que me pareceu ser de teor consolativo. Acabámos sentando, se bem que eu no chão e ela no meu colo, porque alegadamente o vestido teria de manter o branco imaculado... Tudo desculpa pra sentar no meu colo, mas me agradava sendo desculpa ou não. As constelações não foram nem metade identificada,se concluindo então que a astronomia não era, de todo, o nosso forte, mas não me importei muito, porque o que brilhava mais na minha vida tava bem encostado ao meu corpo.
-Amor, eu trouxe você aqui porque é lindo, como você, mas eu trouxe você aqui por outro motivo.
-Que motivo?
-Eu não sei se pra você é exagerado, ou pode até ser uma coisa sem muita importância, mas pra mim é e eu queria fazer isso.
-Ai amor, desenrola logo, estou a morrer de curiosidade! - pediu, impaciente. Levei então a mão ao bolso esquerdo do meu blazer, que agora cobria e aquecvia as costas da minha menina, e retirei de lá a pequena caixa.
-Eu já tinha comprado faz uma semana, mas só agora é que eu achei que eu devia dar pra você. Uma semana nem faz tanta diferença, mas eu senti que era agora e não quando eu comprei - me expliquei, abrindo a pequena caixa na nosxsa frente, envolvendo ao mesmo tempo o seu corpo com os meus braços.



-São lindas, amor - sorriu, me presenteando com um beijo. Não dissemos mais nada. Após o pequeno beijo colocámos as alianças, acompanhados de sorrisos de felicidade e ficámos ali apenas trocando carinhos e beijos durante pelo menos mais uma hora.
-Amor, o asento continua confortável, mas estou cheia de frio. Podemos ir embora? - perguntou, se desencostando do meu corpo.
-Claro amor - acedi de imediato, me levantando depois dela para que regressassemos ao carro e retomassemos o calor de casa.
Era uma da manhã quando a gente chegou em casa. Depois de descer do carro a Mónica tirou os sapatos e se dirigiu apressadamente até à porta da entrada, levando já as minhas chaves na mão para poder abrir a mesma, e ao fazê-lo, depois de eu já ter entrado e ela à guerra com a chave na fechadura, deixou cai os sapatos.
-Ah, vocês já chegaram... - descobri a cabeça da minha irmã no sofá, e logo depois fui sobressaltado pelo Donni, que correu na direção da minha namorada.
-Ficou acordada esperando a gente, maninha? - perguntei, me encostando no braço do sofá e fazendo uma festa no seu cabelo. A Mónica finalmente fechou a porta e pegou nos sapatos, recolhendo também o Donni no colo.
-Não, nem tava, mas acabei adormecendo aqui com esse bichinho lindo! - respondeu a mina irmã, esticando um braço e fazendo festinhas no Donni.
-Tá, mas então é melhor você agora subir pró quarto e dormir na sua cama pra não ficar com dor de costas.
-É, eu vou subir sim.
-E a gente também vai, não é amor?
-Sim - concordou a minha namorada, colocando o Donni no chão.
-Espera aí! Que é que é isso? - perguntou, com um sorriso se formando, ao pegar a mão da Mónica.
-Uma aliança, você sabe - respondi, mei revirando os olhos, mas não evitando um sorriso.
-Ai que lindos, gente! - sorriu mais ainda.


-Isso você também já sabe!
-Ai, pronto, tá bom! Sabe que eu às vezes não sei como que você aguenta o meu irmão?
-Bom, gente, vamo subir então?
-Vamos! - concordou a Mónica.
-Ah, Rodrigo!
-Fala! - me dirigi novamente à minha irmã.
-Isso aqui é pra você - disse, me estendendo algo que me pareceu uma carta. - Alguma fã bem aplicada deve ter descoberto onde que você morava! - sorriu. Sorri levemente, aceitando o pedaço de papel e abrindo pra ler. Minha circulação teve umtrânsito absoluto ao ler. - Ai Rodrigo, que cara é essa?
-O que é que foi, amor? - perguntou, se aproximando de mim.
-É da Carolina - esclareci, secamente. A Mónica acusou de imediato a mesma aparência que eu.
-A sua fã se chama Carolina?
-Não.
-Não?
-Não.
-Então? Carolina? Mas... que Carolina?
-A Carolina.
-A Carolina? Como assim, a Catrolina? Como é que...?
-É a nova vizinha da frente - esclareci mais uma vez, amargamente. A Mónica arregalou os olhos, demonstrando ainda mais incredulidade e desagrado.
-Como que isso é possível? O que é que ela veio fazer aqui?! - pausou meros segundos, mas retomou a palavra. - Ela deve tar querendo as boas-vindas dos vizinhos! Mas então eu vou lá fazer a vontade dela! Dou as boas-vindas e as idas! - exasperou a minha irmã, se dirigindo prá porta da rua. Tive de segurá-la.
-Não Mariana, deixa, isso é o que ela quer. A gente vai ter de ignorar ela.
-Ai Rodrigo, mas você sabe a vontade que eu tenho de...
-Vai ter de controlar.
-Acredita que se ela aparecer na minha frente eu não controlo nada! - Suspirei.


-Pronto gente, vamo subir e descansar que amanhã é um novo dia! - Acabámos então por subir para os nossos quartos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Capitulo 34 (parte V)

Boa noite meninas!
Antes de tudo queria pedir-vos muitas muitas desculpas pela demora, novamente, em postar, mas tenho andado numa má fase e não tenho tido muito tempo nem paciência, sem falar na falta de inspiração! Mas bom, finalmente consegui terminar o capitulo, portanto, aqui está ele, espero que gostem!
E novamente, desculpem-me tanta demora, espero que compreendam e não desistam de ler a minha fic!
Beijinhos <3

(Rodrigo)

-Como é que tens tanta certeza? - perguntou a Mónica, de repente. Um ar sério se abatera sobre o seu semblante.
-A gente tem sempre cuidado, amor - Ela não deu resposta alguma e a dureza do seu rosto se manteve. Aí entendi que o ambiente tava ficando pesado entre a gente, mas não percebi porquê exatamente.
-Oh casalinho, discutam esses pormenores sozinhos, está bem? Não me apetece muito ouvir por acaso quantas vezes é que vocês se enrolam debaixo dos lençóis! - falou o Rúben, fazendo todos os outros na mesa rir, porém, eu e a Mónica não comparticipamos disso. Enquanto ela tentava por tudo não fixar o olhar em mim, eu fazia o oposto em relação a ela, tentando perceber o que é que eu tinha falado de errado. O Rúben já tinha trazido um novo assunto à mesa, mas eu não conseguia prestar atenção.
-Com licença! - disse a Mónica, de repente, saindo da mesa abruptamente e subindo as escadas correndo, em direção quase certa de destino ao quarto.
-O que é que se passou? - perguntou o Mauro, desorientado.
-Eu vou ver ela! - se levantou a minha irmã imediatamente.
-Eu vou contigo! - se juntou a Filipa, seguindo a minha irmã escadas acima.
-O que é que se passa? - voltou o Mauro a perguntar.
-Puto, foste um bocado agressivo!
-Porquê? O que é que eu falei de errado?
-Viste a tua resposta quando eu disse que tinha esperança de ser tio? Foste pior que direto e foste bruto!
-Eu só falei o que eu acho.
-Falaste mal, puto! Parecia que me querias matar só por ter posto a hipótese, que nem era hipótese nenhuma!
-Não! Mas é que todo mundo anda querendo que isso aconteça com a gente!
-É bom sinal, ao menos desejamos-vos bem! - falou o Mauro.
-Isso, mas agora tu cala-te que eu quero tentar pôr juízo na cabeça deste miúdo! - voltou a dirigir a palavra pra mim. - Sabes que as mulheres são, quer dizer, no geral, são muito sensíveis nesse assunto, é o sonho de todas elas, e tu dizeres isso assim dessa forma abrupta, magoa. E tu sabes que a pequenina é doida por ti e tu por ela, vocês têm tempo, mas fala com calma, de uma maneira mais calma, com mais sensibilidade. A pequenina é sensível, sabes isso. - E aí entendi. Tinha magoado ela com aquilo, falei sem pensar direito, fui insensível e magoei a minha menina sem querer.
-Se calhar devias ir falar com ela - sugeriu o Mauro.
-Não, agora não puto. Deixa elas descerem, deixa-a um bocadinho sozinha e depois vais lá.
-Tá - concordei, não retomando o animo que seria suposto pra essa noite.
-Vá, agora vamos lá fazer alguma coisa! Toca a levantar a mesa às meninas! - instigou o Rúben. Me levantei pra ajudar eles, mas a preocupação me enchia o pensamento.

Visão Mónica

A reação do Rodrigo tinha-me magoado. Parecia que um choque tinha percorrido a minha corrente sanguínea e ao chegar ao coração, fê-lo tremer. Não sabia exatamente, para além da reação normal expectada numa situação assim, porque é que me tinha afetado tanto, mas não consegui permanecer mais tempo à mesa, por isso levantei-me e decidi acudir-me no quarto. E as lágrimas jorraram dos meus olhos. Precisava de deitar o aperto que tinha para fora e chorar ajudava. Mas este momento sozinha durou pouco, pois alguns segundos depois bateram à porta.
-Mónica? - chamou a Mariana. O simples facto de ouvi-la chamar-me fez-me chorar mais. Devagar ela abriu a porta e entrou, seguida pela Filipa. - Não chora assim - lamentou, sentando-se ao pé de mim e abraçando-me, ao que a Filipa se juntou ao abraço. Continuei a chorar enquanto elas permaneceram a envolver-me no grande abraço, abraço esse que me ajudou e me fez acalmar, cessando depois o choro.

-Obrigada - agradeci-lhes num tom um pouco rouco.
-Não tens de agradecer, princesa. Nós queremos é que fiques bem, não queremos ver-te assim!
-O que o Rodrigo disse magoou-me.
-O meu irmão foi bruto falando daquele jeito, mas você sabe que ele te ama! - disse a Mariana docemente.
-Mas magoou-me.
-Nós percebemos-te, princesa, é normal sentires-te assim, mas olha ele falou da boca para fora! Agora acalmas-te um bocadinho e depois falam os dois sozinhos, pode ser? - pediu a Filipa. Hesitei um pouco, mas acabei por responder.
-Pode - concordei. Sempre fora assim, sempre defendera que primeiro deve conversar-se. Então conversaria primeiro com o Rodrigo e depois decidia se valia a pena continuar chateada ou não.
-É isso aí! - sorriu-me abertamente a Mariana, pousando uma das suas mãos em cima da mão que não estava envolta nas mão da Filipa. - Quer ficar um pouquinho sozinha agora pra se acalmar?
-Sim - assenti com um leve sorriso.
-Então pronto, nós vamos descer, e provavelmente levantar a mesa! - disse a Filipa, revirando ironicamente os olhos, o que me fez abrir um pouco mais o sorriso. - Isso mesmo, sorri! - sorriu-me, levantando-se da cama ao mesmo tempo que a Mariana. - Qualquer coisa estamos lá em baixo.
-E se não quiser ir lá em baixo manda uma mensagem pra gente que a gente vem correndo ter com você, tá?
Está bem, obrigada meninas - agradeci.
-Deixa de ser boba, menina! As amigas servem pra quê, hein? - sorriu a Mariana. Trocamos um último sorriso e elas saíram. Tornei a ficar sozinha com os meus pensamentos e a minha mágoa quase revitalizada. Era claro que ser mãe era um sonho meu, afinal, é um sonho comum a quase todas as mulheres, e ouvir a pessoa que amamos e com quem já imaginamos um possível futuro, dizer com aquela brusquidão toda que não vai ser pai agora nem tão cedo é claro que magoa. Nunca tínhamos falado acerca disso, se calhar por isso é que me chocou mais essa reação dele, mas já que este pequeno desentendimento surgiu, surgia agora também uma primeira conversa sobre o assunto. Chegarmos apenas a um consenso, saber a opinião um do outro relativamente ao tema, mas conversar sobre isso e ter já uma base que ampare minimamente quando procedem coisas destas. Estava a divagar sobre tudo isso quando batem novamente à porta, abrindo-a cuidadosamente em seguida. O Rodrigo apareceu do outro lado. Tinha um ar preocupado e posso dizer que algo culpado, pedindo silenciosamente desculpas.
-Amor... - disse, fechando a porta atrás de si. Não lhe disse nada, por isso ele prosseguiu. - Desculpa ter reagido daquela forma. Eu nem sei porque é que eu reagi daquela forma tão bruta, eu não pensei...
-Não me digas.
-Não fica triste comigo, por favor. Eu não quero ver você desse jeito.
-Então vamos conversar.
-Vamo - concordou, sentando-se à minha frente na cama.
-E se eu estivesse grávida agora?
-Você tá? - perguntou, algo alarmado.
-Não - esclareci rapidamente. - Mas e se estivesse? Ias fugir porque não queres ser pai agora?
-Não, claro que não!
-Pela tua resposta à mesa não foi o que pareceu.
-Mas eu falei sem pensar, meu amor, eu fui um babaca!
-Podes crer que foste!
-Mas eu te amo - disse, chegando-se para mais perto de mim.
-A tua sorte é que eu sei que é verdade, e eu também te amo.
-Então me perdoa?
-Sim - asenti, vendo logo em seguida o seu sorriso e sentindo os seus braços envolverem-me num abraço.
-Obrigado, meu amor - agradeceu. - Eu prometo que não vou voltar a ser um babaca e falar sem pensar! E eu não tou contando ser pai agora, mas se acontecer eu te prometo que eu vou ficar do seu lado do mesmo jeito!
-Acho bem que sim!
-Prometo! - reafirmou, olhando-me diretamente. - Posso te dar um beijo? - perguntou respeitosamente.
-Podes - respondi, mal tendo tempo para exibir um breve sorriso, pois ele colou a sua boca à minha.

Visão Filipa

Que tivesse memória, nunca tinha visto a Mónica chorar daquela maneira, mesmo não a conhecendo há tanto tempo assim. Custou-me imenso ver a minha melhor amiga daquela maneira, mas com um mega abraço meu e da Mariana e algumas palavras meigas conseguimos acalmá-la e até fazê-la sorrir, por mais breve que fosse o sorriso. Saímos do quarto e regressámos ao andar inferior, já com a intenção de ir levantar a mesa, visto que os rapazes geralmente só tinham a vontade necessária para comer, mas quando lá chegamos o trabalho já estava feito.
-Eh lá, oh Mariana, que santo é que caiu do altar? - virei-me espantada para a irmão do namorado da minha melhor amiga.
-Três pelo menos caíram! - respondeu, dando uma pequena risada em seguida.
-Digam lá que não foi uma boa surpresa? - perguntou o Mauro, com um ar satisfeito.
-Foi sim! - respondeu a Mariana.
-Mas quem deu a ordem fui eu, senão não havia mesa levantada! - contrapôs-se o meu namorado, como sempre, de cada vez que a ideia provinha dele.
-Vê lá oh florzinha, não te caía a coroa! - gozou o Mauro.
-Tu já nem sabes o que dizes! Então estás a misturar flores com rainhas? - disse o Rúben, julgo que já com a intenção de adquirir o mérito ao gozar com o Mauro de forma modesta, mas eficaz.
-Hã? - baralhou-se o Mauro. Eu e a Mariana demos uma breve gargalhada.
-Vês, nem tu já sabes o que dizes! - riu também o Rúben, obtendo apenas um encolher de ombros resignado da parte do Mauro.
-Bem, mas já que foste tu que tiveste a ideia, podes aplicá-la quando ficas lá em casa, amor - meti-me com o Rúben, apoiando-me no seu ombro.
-Eu ajudo-te quando fico lá
-Não estou a dizer que não, é só para não te esqueceres, que assim é que és lindo!
-Só assim? - respondeu avidamente, com um sorriso.
-Pronto, assim és ainda mais lindo, está bem?
-Assim está! - riu o Rúben.
-Eu vou lá em cima falar com a Mónica - disse o Rodrigo, com um ar um pouco pesaroso.
-Podes ir, ela já está mais calma, mas há uma coisa que te obrigo a fazer, que é pedires desculpas. E tem atenção à maneira como falas com ela, por favor -disse-lhe, não querendo tornar-me ameaçadora, mas zelando pela minha melhor amiga, e secretamente por ele também, porque era óbvio que ambos se amavam, e não podia ser devido a uma atitude imprudente dele que as coisas iam ficar mal.
-Eh lá, amor, onde é que aprendeste a ser ameaçadora tão subtilmente? - sorriu-me o Rúben.
-Não estou a tentar, nem a ser ameaçadora, não estou mesmo Rodrigo - disse, dirigindo-me novamente a ele - , mas ela é a minha melhor amiga e eu detesto vê-la sem um sorriso, ainda por cima por causa de uma atitude imprudente da tua parte!
-Eu entendo, e pode deixar que eu vou pedir desculpas pra ela e vou ter calma - assegurou.
-Vá, vai lá, puto. E já sabes, calma, se faz favor - disse-lhe o Rúben, ao que o Rodrigo assentiu e subiu as escadas para o andar superior.
-E a gente vai fazer o quê? - perguntou a Mariana, enquanto regressávamos à sala.
-Bem, geralmente eu quero ficar e fazer alguma coisa, mas hoje apetece-me chegar à cama brevemente! - disse o Rúben.
-Por acaso também já me ia deitar! - disse também o Mauro.
-Vou só ficar à espera para ver como é que aqueles dois ficam e depois vamos, pode ser princesa? - perguntou-me o meu namorado.
-Sim, claro amor - concordei. Acabamos por nos sentar a conversar, até que ouvimos os esperados passos a descer as escadas. Virámo-nos para trás e deparámo-nos com a Mónica e o Rodrigo abraçados e com sorrisos na cara.

-Ora finalmente, que lindos que eles estão outra vez! - sorriu o Rúben, assim que les se sentaram ao pé de nós. Eles apenas sorriram.
-Ele pediu desculpas pra você? - perguntou a Mariana.
-Sim, e já conversámos, está tudo bem - esclareceu a Mónica, sorrindo. Era bom tornar a vê-la sorrir, aliás, aos dois.
-Bem ainda bem que está tudo bem, garanto que saia daqui até vocês se entenderem, por mais que me apeteça ir para a cama e só acordar amanhã, por isso, visto que já está tudo bem conversado e já trocaram as caras feias pelos vossos sorrisos fantásticos, eu e a minha princesa vamos embora!
-é de estranhar quereres ir já embora, mas pronto, se queres vai, Rú! - disse a Mónica.
-Estou cansado hoje, pequenina.
-Então vai, vá, para amanhã estares capaz de aguentar mais que hoje!
-Olha-me esta... Mas pronto, nós vamos, então - levantámo-nos e todos se levantaram tsmbém para se despedirem de nós.

Visão Rodrigo

Depois de o Rúben e a Filipa irem embora, a minha irmã e o Mauro ficaram pela sala enquanto eu a Mónica demos as boas noites e subimos para o nosso quarto. Depois de trocarmos a roupa pelos pijamas e termos escovado os dentes, nos deitamos e eu envolvi o seu corpo nos meus braços.
-Desculpa ter sido um babaca com você, amor - falei, interrompendo o silêncio.
-Já te desculpei, amor.
-Mas eu ainda tou me sentindo mal de ter deixado você daquele jeito.
-Esquece amor, já passou, vá - disse ela, passando a mão no meu rosto.
-Com que idade que você gostava de ter filhos? - perguntei. Queria ficar mais esclarecido quanto às ideias e planos do futuro dela, para poder organizar os meus pensamentos sobre isso também.
-Não tenho uma idade especifica, amor, mas antes dos 30 com certeza.
-Tá... Mas olha, seja com a idade que for, você vai ser uma grávida linda, meu amor! - Ela apenas gargalhou, mas compartilhando um olhar e um sorriso meigo. Sorri igualmente pra ela e a abracei, terminando a conversa.  Era certo que eu queria ter tudo mais ou menos estudado, mas por agora eu só queria adormecer abraçado a ela.

-Belo serviço ontem, hã puto? - falou o Rúben, após alguns minutos de conversa banal, os mesmo que iniciaram o diálogo desde que havíamos chegado no Caixa, para mais um treino.
-É, eu sei...
-Passaste-te mesmo! É que juro que por instantes nem parecias tu, puto! E tu sabes perfeitamente do alto nível de sensibilidade da Mónica!
-Foi muito mau mesmo, mas a gente conversou e depois de vocês irem embora eu voltei a pedir desculpas pra ela e a gente agora já tá bem.
-Ainda bem, senão acredita que não paravas de me ouvir até estarem bem!
-Ainda bem que a gente já tá bem, então! - ri. Pouco depois seguimos caminho até aos balneários pra nos equiparmos e começarmos o treino.
Durante o treino me surgiu a ideia de fazer uma surpresa à minha menina, principalmente por ainda sentir um incômodo dentro de mim pela situação da noite anterior, pelo que decidi que iriamos jantar fora. Me despachei mais rápido que o habitual, apanhando o novo ritmo do Rúben se despachar agora, porque obviamente queria ir ter com a Filipa.
-O que é que estás a preparar, para já estares despachado? - me perguntou o Rúben, com um sorriso jocoso;
-Vou fazer uma surpresa à Mónica e levar ela a jantar fora!
-Ai que romântico que eu estou! - riu. - Mas fazes bem, puto. E também é uma cena para te redimires do que aconteceu ontem, ou não é?
-É - confirmei, sabendo que seria impossível negar, de tão bem que ele já me conhecia. Chegamos junto das meninas instantes depois, e eu me abracei logo à minha namorada, a deixando com um sorriso aberto após a brindar com um beijo.
-Ai que querido! - sorriu.
-Aproveita que depois do querido vem o mel a mais! - riu o Rúben, gozando com a gente, enquanto rodeava a cintura da Filipa.
-Oh Rú, não sejas desmancha-prazeres, ele é querido e nunca é demais! - falou a minha pequenina em meu auxilio, segurando a minha mão enquanto os quatro nos dirigíamos pró parque de estacionamento.

Visão Mónica

-E quando a gente chegar em casa você vai se por ainda mais linda porque a gente vai jantar fora! - anunciou ele, quando já estávamos perto de casa.
-Hmm, e deve-se a alguma coisa em especial, ou só porque sim? - quis saber.
-Porque eu te amo, porque você é linda e eu te amo, porque eu quero fazer você feliz e te amor, porque você é a mulher da minha vida e eu te amo...
-Está bem, está bem, já percebi! - impedi-o de continuar, sabendo que por ele ficava ali uma data de horas. - E eu também te amo! - retorqui, dando-lhe um beijo no rosto, pois ele estava a conduzir.
-Só isso?
-Só isso? Como assim? - não percebi.
-Só esse beijinho? Foi fraquinho!
-Fraquinha é a tua tia, está bem? Estás a conduzir!
-Mas esse beijo foi fraco! - voltou a dizer, quando parou num sinal vermelho. - E agora você pode aproveitar e fazer direito.
-Estás muito esquisitinho, tu! - reclamei.
-Eu tou exigente, não esquisito, viu?
-Ai é? Vê lá... - ia começar a reclamar novamente, não num tom chateado, mas no nosso tom de implicância, porém ele impediu-me, tapando as palavras com os seus lábios.

No entanto, quando ia começar a dar-lhe a exigência que ele pedira fomos interrompidos por uma buzinadela, o que me fez dar um pequeno salto de sobressalto, por isso e pelo facto de ele se ter afastado de mim tão rapidamente. - Vês como é que a tua exigência te trata? - ri.
-Do que é que você tá falando? - fingiu-se desentendido, voltando a por o carro a andar.
-Da buzinadela! Decidiste que querias ser exigente e depois olha!
-Nem escutei!
-Ai não? Então porque é que te afastaste de mim tão rápido? - sorri, esperando a sua nova contraposição.
-Porque percebi que o sinal tinha aberto!
-Ah, sim, pois claro... - ri, enquanto ele tentava manter uma postura indiferente, porém a vontade de rir era evidente.

-Pode demorar o tempo que quiser! Quero ver você linda! - sorriu-me, tirando uma camisa do armário. Estávamos ambos de roupa interior, após um duche rápido.
-Ai que lindo, vais de camisa! - observei, sorrindo-lhe também.
-Chegar ao nível da sua beleza não é fácil, tá? Tenho que me aprontar direitinho!
-Ui, a minha beleza é estonteante, sabes? - ironizei, exibindo um sorriso do mesmo modo.
-Você é linda, viu? - segurou as minhas mãos.
-Hm... - murmurei, não dando tanta concordância às suas palavras, enquanto separei vagarosamente as nossas mãos, dirigindo-me agora eu ao armário.
-Ainda pra mais assim - disse, percorrendo o meu corpo com um caloroso olhar.
-Olha quem fala! Já te viste ao espelho assim? - frisei, passando demoradamente o meu olhar pelo seu definido e esbelto corpo.
-Observar um corpo assim, só o seu, e não tou querendo ver mais nenhum! - sorriu, observando-me novamente de alto a baixo.
-É melhor quereres, pelo menos o teu, senão essa perfeição toda começa a ficar menos bonita - brinquei, com um leve sorriso no rosto.
-Você não deixa isso acontecer...
-O teu trabalho não dá muito desconto nisso! - corrigi.
-E você também. Ou você pensa que esse trabalho todo que você me dá debaixo dos lençóis não ajuda? - contrapôs, sorrindo e puxando-me de encontro ao seu peito.
-Ai, pronto, tinha de vir! - sorri, revirando os olhos. - Vá, vamos mas é vestir-nos, porque fome é coisa que não me falta! - Ele gargalhou, separando-nos em seguida. Eu voltei então ao armário e fui rápida a decidir o que vestir, optei por algo simples, calçando-me logo em seguida. Acabei de pentear-me e a campainha tocou.

-Amor, cê se importa de ir abrir? Eu tou terminando de me vestir - pediu, após terminar de se calçar, levantando-se para apertar o cinto das calças.
-E depois nós é que demoramos horas, não é menino? - ri, saindo em seguida do quarto até ao andar inferior para abrir a porta.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Capitulo 34 (parte IV)

Buenas noches, meninas!
Como é hábito, peço muitas muitas desculpas por não postar há imenso tempo, mas de facto não consegui antes! Está realmente pequenino, mas foi o que vos consegui, espero que gostem de qualquer forma, e espero os vossos comentários!
Besitos <3

Visão Rúben

Sinceramente, ainda parecia que estava num sonho. Sentia-me tão feliz que às vezes duvidava se de facto estava a vivenciar aquilo. Sabia bem voltar a sentir-me assim.
Depois de levar a Filipa ao Estádio, segui, finalmente, com destino à minha casa. Já quase parecia uma casa fantasma. Mal lá punha os pés e a minha mãe já há alguns dias que também não lá ia. Desta vez a estadia não se prolongou muito mais. Fiz as coisas mais vagarosamente, mas depois de pronto e de ter arranjado o saco de treinos, fui até ao salão da minha mãe, um tempinho antes de seguir para o treino, que seria no Estádio, a pedido especial do Mister, que teria uns compromissos lá logo após o nosso treino terminar.
-Boa tarde! - sorri, ao entrar no salão.
-Olá filhote! - sorriu-me a minha mãe, indo ao meu encontro e aconchegando-me com um abraço e dois beijinhos. - Decidiste aparecer finalmente? - disse-me, mais num tom de desdém jocoso do que propriamente aborrecido.
-Decidi pois! Não estou aqui? - sorri-lhe.
-Lisboa não te larga, agora!
-Sou mais eu que não quero largar Lisboa, mãe!
-Então porquê? Seduziste um sinal de trânsito ao pé do Estádio, foi?
-Aí, oh mãe, é o Mauro que te anda a ensinar essas piadas foleiras, não é?
-O teu irmão vem ver-me mais que tu, mesmo que não seja muito mais vezes, queres que seja quem a ensinar-me essas piadas?
-Oh mãe, mas piadas assim não! Se quiseres algumas decentes ligas-me, está bem?
-Está bem, está bem! - riu. - Bem, mas ontem ele trouxe cá a namorada! É tão querida, ela!
-É a irmã do Rodrigo, mãe.
-Ai é ela?
-É.
-É um amor de miúda!
-Lá isso é verdade!
-Então e tu?
-Eu o quê?
-Como é que vão as coisas com a Andreia? Nunca mais me falaste nela.
-Falamos disso noutra altura, está bem, mãe? - pedi-lhe, com cara de poucos amigos, mas mantendo um tom suave.
-Pela tua cara as coisas não devem andar famosas...
-Já não anda nada, mãe, nós acabámos.
-Mas então vocês... - vi que entrara uma cliente e tentei descartar-me da conversa. Sabia-me bem falar com a minha mãe, mas agora só queria saborear a felicidade a que havia sido premiado.
-Chegou uma cliente, mãe. Depois falamos, beijinhos - despedi-me rapidamente, dando-lhe um beijo na testa. Assim que entrei no carro conduzi com destino imediato ao Estádio da Luz.
Como cheguei um bocado antes da hora tentei ir dar um beijo à minha namorada, mas ela estava a fazer uma visita guiada a um grupo de turistas e nem a pequenina consegui ver, visto que também a tinham orientado para qualquer coisa. Não me restou mais senão ficar no bar até a hora devida chegar.
-Oi, Rúben! - cumprimentou-me o Rodrigo ao chegar perto de mim.
-Então puto!
-Chegou mais cedo? - perguntou, sentando-se à mesa comigo.
-Cheguei. Passei pelo salão da minha mãe para estar um bocadinho com ela, mas ela acabou por falar na Andreia e eu decidi vir mais cedo para não ter de falar-lhe das coisas agora. Ainda por cima agora estou tão bem outra vez!
-É, outra hora você conta pra sua mãe, então!
-Então e oh menino, esse sorriso tem motivo especial para além do óbvio? É que pronto, parece-me que está maior, e não te larga! - fiz notar, finalizando o tema anterior e seguindo com certeza um muito mais interessante.
-Vai jantar lá em casa hoje e você descobre!
-Tanto mistério! Não me digas que vou ser tio!
-Você também? Não, não vai!
-Eu também? Como assim?
-A minha irmã também pensou a mesma coisa!
-Ah. Mas olha que se vocês não tivessem cuidado acredita que a prática que vocês evidenciam tantas vezes, a esta hora já vinha um puto a caminho!
-Cheios de pressa vocês, hein? Já que é assim podem fazer vocês os vossos!
-Uii, pronto, pronto! Mas então pronto, tenho jantar garantido hoje, não é?
-Tem e o seu irmão vai jantar lá também.
-Esse também não me liga nenhuma desde que anda com a menina Mariana.
-Preferia que ele enchesse o seu saco a toda hora?
-Não!
-Então para de reclamar! E você agora também tem bastante atenção, ou não chega?
-Claro que chega! Com ela eu nem vejo o tempo passar.
-E ainda fala de mim. Olha pra essa cara de bobo!
-Olha-me este, deves andar com falta de uns golpezinhos aqui do mano! - rimos os dois. - Bem, está na hora! Vamos lá para o treino! - Levantamo-nos e seguimos com rumo aos balneários.

Visão Filipa

Quando terminei a visita disseram-me que o Rúben tinha lá ido para me ver e ver a Mónica. Fiquei um bocadinho triste porque queria ter estado um bocadinho triste porque queria ter estado um bocadinho com ele, nem que fosse só para lhe dar um beijinho e ver aquele sorriso lindo. Chegaram as 19.00h e nós duas ficamos a fazer tempo até o Rúben e o Rodrigo saírem do treino. Assim que o vi desmanchei-me num enorme sorriso. Era tão bom estar com ele, só o seu sorriso já me fazia bem.
-Olá princesa - cumprimentou-me, com um sorriso meigo dando-me um beijo igualmente doce.

-Oi! - cumprimentou-me também o Rodrigo, após beijar a Mónica.
-Olá - sorri de volta.
-Olha hoje vim tentar ver-vos antes do treino, mas ao que me constou, as meninas estavam muito ocupadas!
-Já sabemos Rú, foste um querido, não tiveste foi muita sorte! - disse-lhe a Mónica.
-Prá próxima eu que vou lá e encontro vocês! - disse o Rodrigo, já num tom para, possivelmente, iniciar o despique já tão habitual entre ele e o Rúben.
-Deves pensar que lá porque és o brasileirinho querido aqui da pequenina, que toda a gente faz o que pedes!
-Meninos, vocês são os dois lindos, agora parem lá e vamos para casa que estou a ficar com fome! - interveio a Mónica.
-Tá bom gente, vamo que hoje é a Mariana que faz o jantar e ela vai ficar brava se a gente chegar tarde!
Segui com o Rúben para o carro dele e o Rodrigo e a Mónica para o carro dele e rumamos para a casa deles, onde a Mariana provavelmente já nos esperaria.

Visão Rodrigo

Seguimos todos para minha casa, quer dizer, minha e da minha princesa, e o carro do Mauro já tava lá quando chegámos.
-Gente, têm cinco segundos pra compor tudo o que tiver descomposto, que vem um batalhão de gente entrando a porta! - falei pra dentro de casa, brincando.
-Deixa de ser bobo, Rodrigo! Aqui não tá nada descomposto! - respondeu a minha irmã, assim que a gente passou a porta.
-É melhor que não! Não me apetece ver o lingrinhas do meu irmão em cuecas! - zoou o Rúben, assim que a gente entrou na sala, onde o Mauro e a minha irmã estavam.
-Lingrinhas?! E não tens muito que falar, lá em casa da mãe, todos os dias de manhã era eu que te via em cuecas!
-Ainda te queixas? Ao menos vias alguma coisa bonita, e um bocado de músculo, que bem te falta!
-Meninos, vamos parar de discutir o físico de cada um e quem é que via quem em cuecas? Vocês são os dois uns queridos, e se há alguém que tem de opinar sobre os vossos físicos são as vossas namoradas, que por ora me parecem satisfeitas, não? - interveio a Mónica.
-Isso gente, deu pra rir dessa conversa, mas a gente veio aqui pra jantar!
-Apoiado! - se manifestou logo o Rúben. - Mariana, onde é que está o jantar?
-Tá no forno pra ficar quentinho.
-Então vamos comer! - meio que exigiu.o Rúben. Todo mundo riu, mas seguimos ele prá mesa.

-Então e essa novidade, pequenina, vem ou não vem? - quis saber o Rúben.
-É, eu tou muito curiosa, também - apelou a Mariana.
-Está bem, pronto! A novidade não é nada demais, aqui o teu irmão é que fez um festão enorme!
-Tá, mas diz logo! - pedinchou a minha irmã novamente.
-A novidade é só que vou deixar de procurar casa e vou ficar a viver aqui com o Rodrigo, definitivamente!
-Tanta coisa para declarar o óbvio, princesa? Eu aqui já com esperanças que ia ser tio!
-Eu já tinha falado que não era isso! - falei de imediato. - Quanta pressa, gente!
-Vais-me dizer que não queres ser pai? - falou o Mauro pra mim.
-Agora não quero! Ainda faltam alguns anos para isso acontecer!
-Como é que tens tanta certeza? - perguntou a Mónica, de repente. Um ar sério se abatera sobre o seu semblante.

-A gente tem sempre cuidado, amor - Ela não deu resposta alguma e a dureza do seu rosto se manteve. Aí entendi que o ambiente tava ficando pesado entre a gente, mas não percebi porquê exactamente.