Olá meninas!
Aqui têm um novo capitulo, já sabem que não consigo capítulos muito grandes, mas pelo menos consigo deixar-vos alguma coisa para ler! Espero que gostem, e desculpem a demora a publicar!
Beijinhos*
Mónica
Visão Mónica
O jantar não parecia estar a correr assim tão bem. Podia apenas aparentar, mas eu notava que o Rúben não estava ali de boa vontade, porém tentei ignorar para não correr ainda pior. Mas não consegui deixar de sentir-me mal, principalmente quando o Zach agarrou a minha mão, enquanto falávamos com a Andreia e o Rúben viu. Sinceramente, nem eu tinha sido muito apelativa àquele gesto por parte do meu melhor amigo. Nós passávamos pouco tempo juntos mas a nossa relação era boa, e estávamos sempre aos abraços, mas teriam de existir limites, e não é que fosse mal algum ele me dar a mão, mas simplesmente não... não queria, não achava apropriado. Decidi então, após ele ter-me pedido que fossemos até ao computador num instante, falar com ele acerca disso e estabelecer certos limites a partir daquele momentos, não só pelo que podia transmitir aos outros mas também para que me sentisse bem. Mas isso não chegou a acontecer. Após o Zach me ter mostrado o que queria, quando me levantei e me preparava para falar com ele a esse respeito, ele surpreendeu-me ao beijar-me, de repente. Aturdida pela surpresa e pela confusão não tive sequer tempo de reação, muito menos o tendo quando o Rúben entrou no quarto, de rompante, bombardeando-me com acusações, que eu tentei deter e explicar que a minha surpresa perante a situação era igual ou maior à sua, porém inutilmente. Mas o pior não foram as acusações. O pior foi quando ele saiu do quarto.
Eu sabia que ele ia disparado contar o que tinha visto ao Rodrigo. E eu não podia, não podia perder o homem da minha vida!
-What the hell did you do?! - gritei para o Zach, recorrendo aos nervos já instalados sob a mais fina camada da minha pele. - Are you out of your mind?! Why the hell did you do that, Zach?!
-Please don't be mad with me - pediu.
-Stop asking me things and explain to me what was that, now!
-I still love you! All this time, I still keep the feeling for you!
-What are you saying...? You said that... You lied to me!
-I needed to get even more closer to you! I had to get a way to make you fall for me!
-It would never happen! Never, Zach! I loved you but just like a brother, like my best friend, and you knew it perfectly! I love Rodrigo, I would never do a thing like this to him! - Nunca tinha gritado com ele. Mas aquilo era demais, era absurdo!
-He is the problem! - desta feita foi ele que elevou a voz, fazendo-me estremecer, pois também nunca ouvira um grito da sua parte, porém, o que ele tinha dito repeliu alguma ínfima possibilidade de me sentir assustada ou intimidada, dando aso a que algo fervilhasse dentro de mim. - If you haven't meet him you would be with me now!
-Who do you think you are to talk like this about him?!
-I'm just saying what I think!
-I didn't asked for it! I don't want to know anything that you think, 'cause I can think for myself and I know that I did the best choises!
-Not all of them.
-Stop! I don't wanna hear you anymore! Get out Zach, now!
-No! Please, please don't do this! I don't wanna lose you!
-It's to late for it, you already lost me! Get out!
-Please! I love you!
-'Till now I don't give a fuck about what you feel! Get out, Zack! - apontei a porta, exasperada pela milionésima vez que lhe dizia para sair.
-You'll...
-NOW!!! - desta vez todo o ar, pouco e revoltado, que tinha saiu neste grito. Ele passou a porta sem mais nenhuma tentativa e segundos depois ouvi a porta de casa bater. E nem tempo consegui para recompor o ritmo da adrenalina que corria nas minhas veias, porque o Rúben voltou a irromper pelo quarto a dentro, logo após eu ter ouvido a porta de casa a bater.
-Então, ele ficou com medo, foi? Faz a porcaria e depois foge? Grande homem que tu arranjaste para trocar o Rodrigo!
-Rúben...
-Rúben o caraças! O Rodrigo ficou mal, ouviste? Por tua causa! E tu sabes o que é que se passou com ele, tu devias ser a primeira a ter isso em conta! Se não querias estar mais com ele, se querias estar com aquele menininho que acabou de sair daqui a correr, falavas com ele, não andavas a fazer as coisas nas costas dele! Acho que ele merecia respeito!
-Rúben, para, eles é que têm de falar! - tentou intervir a Andreia.
-Não paro nada! Ele é como um irmão para mim! Tu não deves ter noção do quanto o estás a magoar! Estás a destruir uma felicidade visível até do espaço! Ele parecia o homem mais feliz desde sempre desde que vocês estavam juntos! Não sabes como era bom chegar ao pé dele e ver aquele sorriso de felicidade extrema todos os dias, a toda a hora! Aquela expressão de quem está a morrer de saudades da pessoa que o espera em casa! Dá gosto ver alguém tão apaixonado e feliz, mais ainda depois de tudo que ele passou! Mas sabes, tu trouxeste isso de volta, mas acabaste de tirar-lhe de novo, e não duvido que seja pior desta vez! - Ele fez uma brevíssima pausa que eu tentei aproveitar para falar, mas novamente fui impedida. - Porra Mónica, desiludiste-me! - pronunciou, com uma expressão desgostosa. - Logo tu! Tu ajudaste-me tanto, mas tanto com a Andreia, tu trouxeste o meu amigo de volta à vida, tu eras aquela amiga que estava lá não interessava o quê, quando, como, porquê... Como é que conseguiste mudar assim do nada? Foi o atrasado do inglês que te fez a cabeça? Ou então se calhar tudo isso era uma mentira que contavas todos os dias, a toda a hora... Só não percebo o fim disso. Magoar ainda mais o Rodrigo? Não eras tu que te dizias a maior fã dele? Ou então também era mentira, espera... - Cada palavra, cada ressoar no tom de voz do Rúben estava a matar-me. Fazia doer a cada ínfimo milésimo de segundo, cada vez doía mais. Doía tanto que o melhor me parecia deixar doer até a alma secar e sangrar e deixar de sentir e pensar. Ainda quis tentar pronunciar-me, defender-me e clamar pela minha inocência, mas as lágrimas taparam-me a voz e turvaram-me a visão.
Será que o resto do mundo ainda desabava, ou ia ficar a pairar sobre mim ainda? - Eu queria deixar-te pior, juro que queria! Queria que sentisses o que ele está a sentir agora! Mas não consigo... Já não consigo deslindar palavras para te mostrar a desilusão que me deste! - Olhou-me desprezivelmente e voltou a fitar o chão. - Só mais uma coisa. Eu vou-me embora amanhã, mas quero que saibas que não quero que voltes a aproximar-te do Rodrigo. Acho que já chega. - Dito isto voltou costas e saiu do quarto. Vi a Andreia ficar para trás e olhar-me de forma invulgar. Esperava que não fosse desilusão também. Não aguentaria provocar isso na minha melhor amiga. Segundos depois também ela seguiu o mesmo caminho que o Rúben, fechando a porta do quarto atrás de si. E assim que ouvi a porta fechar-se deixei-me escorregar para o chão nos pés da cama, lavada em lágrimas e assaltada por soluços violentos que me abalavam ainda mais o coração. A vista turvou-se-me de tal maneira que fechei os olhos, abraçando as minhas pernas e deixando escorrer abundantemente as lágrimas grossas e quentes que me brotavam dos olhos.
Desilusão. Era o que até eu sentia comigo mesma. Por ter deixado que tudo desse a volta que deu e eu não me ter apercebido atempadamente. Burra! Como é que eu não tinha atingido sequer uma desconfiança que aquele que seria o meu melhor amigo, que viera a apaixonar-se por mim, se é que era mesmo isso, não tentaria de alguma forma obter o que queria, mesmo depois de lhe ter apresentado o meu namorado? Como é que fui capaz de voltar a confiar nele da mesma forma a partir do momento que ele admitiu os seus (supostos?) sentimentos por mim? Sentia-me ridícula! Tendo ou não cometido os delitos que o Rúben tinha pronunciado, a culpa continuava a ser minha! Tinha sido eu a dar rumo ao indesejável, de uma forma ou de outra. E se contasse com mais uma desilusão de quilómetros de distância, acabara de perder o homem da minha vida, por minha causa. Era a minha tendência. Acabar com o melhor que tinha ao desiludir os que do melhor faziam parte. Queria tanto que isto tudo fosse o maior pesadelo da minha vida e poder acordar imediatamente e ver-me envolta dos braços daquele homem que tanto temia perder!
Enquanto me entregava a estes pensamentos derrotista mas ainda assim realistas, entregava-me também à abundância do choro, mas agora já só restavam as lágrimas a correr desesperadamente pelo meu rosto, os soluços haviam parado. E de repente fui arrastada dos meus pensamentos pelo toque do meu telemóvel. O meu coração pareceu voltar a bater mais que nunca, descompassado, desesperado, alarmado. Pensei nele. O medo invadiu-me a alma, mas logo de seguida um pequeno moinho de bravura assolou-me. Não tinha errado da forma que o Rúben me havia acusado, e esperava que ele me desse a oportunidade de me explicar. Mas não era ele. Era a Mariana. Desmoralizei imediatamente, mas mesmo assim decidi atender. Respirei fundo e limpei as lágrimas, inutilmente, pois voltaram a sobrepor-se outras.
-Estou... - tentei recompor ao máximo a voz, mas esta atraiçoou-me saiu apenas num fio, rouca e desengonçada.
-Tá chorando, não tá? - perguntou logo, mas o seu tom não era acusatório. Calculei que ela também soubesse do suposto sucedido e que me fosse culpabilizar também por destroçar o coração do irmão, mas não aparentou que fosse fazê-lo.
-Porquê? - corrigi um pouco a voz.
-Dá pra perceber na sua voz. - Permaneci no silêncio. Não queria antecipar a conversa que não desejava ter. Mas ela não se calou por muito tempo. - Eu sei que o Rúben ligou pró meu irmão, e sei o que ele falou, mas eu não vou te acusar de nada. Não sem que você me conte o que realmente aconteceu. - E ali estava. Alguém que sem nem me ouvir antes, acreditava, permanecendo porém um pouco na dúvida, que eu não seria capaz de fazer aquilo. Se ela achasse que sim não me dava uma oportunidade para me explicar.
-O que é que queres que te diga?
-A verdade.
-E vais acreditar em mim?
-Se eu não fosse tentar entender a verdade acha que eu tinha te ligado?
-Está bem.
-É verdade que o Rúben encontrou você e o seu melhor amigo se beijando? - foi direta ao ponto.
-Sim. - Esperei um bombardeamento, ou um protesto apenas, mas ela nada disse, esperando que eu me justificasse. - Mas as coisas não aconteceram como ele pensa.
-Me conta como que aconteceram então - pediu, tranquila e impassiva, esperando apenas a minha justificação.
-Eu e o Zach fomos ao quarto até ao computador para ele me mostrar umas coisas, e quando me levantei da frente do computador, prestes a tentar conversas com ele acerca de limites que teríamos de transpor entre nós, ele beijou-me. E eu juro que não tive tempo de reação! O Rúben entrou logo de seguida no quarto e depois aconteceu tudo muito depressa, e... - a espiral de palavras que clamava estavam a começar a trazer o sufoco outra vez, e as lágrimas caíram ainda mais intensamente. - Mariana, tu sabes que eu amo o Rodrigo, eu não era capaz de lhe fazer nada disso... - chorei tremulamente.
-Eu acredito em você. Eu sempre acreditei que havia um mal entendido nisso, eu sei que você é apaixonada pelo meu irmão, desde o dia de Natal quando a gente conversou sobre mim e o Mauro, e eu te contei brevemente o lance da Carolina que eu entendi que você não tava tentando mais nada se não fazer o meu irmão feliz. Mas você sabe, eu tinha de confirmar isso. Mas eu acredito em você, Mónica.
-Mas eu tenho medo que o Rodrigo não acredite, pior, que ele nem sequer queira falar mais comigo...
-Ele ficou mal, muito mal mesmo, ele chorou como eu não tinha visto antes, e eu não tou querendo fazer você se sentir mal ao falar isso, mas é que eu quero que você entenda que provavelmente não vai ser tão fácil assim, mas eu vou tentar te ajudar como eu puder. Ele não queria que eu ligasse pra você, ele falou que achava que ele não tava preparado pra falar e quem tinha de falar, se fosse falar, era ele, por isso pode demorar, mas fica calam, ele uma hora ou outra vai procurar você pra conversar, vai te ligar, qualquer coisa.
-Obrigada, Mariana.
-Não te que agradecer não, eu só tou lutando também prá felicidade do meu irmão, da sua, porque a felicidade de vocês é junto um do outro.
-És a primeira pessoa que está a dar-me hipótese de me explicar e acreditar em mim.
-E a sua melhor amiga, a Andreia?
-Ela não falou comigo, tentou fazer o Rúben para, mas como não resultou limitou-se ao silêncio e saiu a seguir a ele, e olhou-me de uma forma que nunca tinha olhado...
-Desiludida? - perguntou certeiramente.
-Acho que sim, tal como o Rúben... Dói tanto Mariana...
-Calma, linda, se ela não entender você, você sabe que eu tou do seu lado, e eu vou ajudar você a provar pra todo mundo que eles que tão errados, não você!
-Obrigada...
-Não tem que me agradecer, tem é que ser forte, viu?
-Sim.
-Bom, eu vou ter de desligar porque se o meu irmão acorda e eu não tou do lado dele ele vai desconfiar que eu tentei te ligar de novo.
-Está bem. E, cuida dele Mariana, por favor.
-Não se preocupa que eu tou sempre do lado dele e vou cuidar dele sim!
-Obrigada.
-Para de me agradecer e trata desse por bem, garota! Cê vai ver que logo logo as coisas vão se resolver!
-Espero mesmo que sim.
-Pronto, então se cuida garota, beijão.
-Beijinhos. - e ela terminou a chamada.
Bem e agora era isso. Limpar as lágrimas e ser forte, por mim, pelo Rodrigo, e pela esperança que carregava de resolver tudo e não perder aquele que dava sentido á minha vida.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Capitulo 28 (parte III)
Boa noite meninas!
Finalmente consegui acabar mais um capitulo! Eu sei que está muito pequeno, mas realmente não consegui fazê-lo maior, no entanto espero que gostem e deixem as vossas opiniões e os vossos comentários!
Beijinhos*
Mónica
Visão Rodrigo
Eu e a minha irmã ficámos conversando e conversando, parecia qui nunca mais o assunto ia terminar! Geralmente era sempre assim quando a gente ficava conversando!
-Agora qui eu tou lembrando, deixei o meu telefone no meu quarto! - falei - Vou lá num instantinho pegar ele! - me levantei da cama.
-Vai, mas corre qui a namorada pode tar te ligando e você não pode perder a chamada, viu! - riu a Mariana. Eu sai do quarto dela e fui até ao meu, pegar o telefone, qui tinha ficado em cima da cama. Assim qui peguei ele, começou a tocar. O Rúben tava me ligando.
-Oi Rúben!
-Rodrigo - saudou, mas o seu tom não era nem um pouco acolhedor, era precisamente o contrário, era frio.
-Qu'qui houve pra você me ligar a essa hora? E coisa boa não é, com esse seu tom...
-Estás sentado?
-Quê? Sentado?
-Sim, sentado puto. É melhor que estejas.
-Cê tá me preocupando, Rúben!
-Eu não queria de todo contar-te nada disto, mas eu tenho de contar, tu és meu mano e eu sou-te leal!
-Qui papo é esse, Rúben? Fala de uma vez qu'qui tá acontecendo!
-Então cá vai... - ouvi ele respirar fundo. - A Mónica anda a trair-te com o melhor amigo dela! - Nesse momento, o meu coração segurou uma pedra do tamanho do mundo, qui levou ele até o chão, inerte. O meu sangue deixou de correr, a minha respiração parou. Se a dúvida não pairasse no meu pensamento, eu teria morrido naquele momento. Após recuperar, fracamente, os meus sentidos, voltei a prestar atenção ao telefone.
-Você tem certeza do qui você tá dizendo, Rúben? - perguntei, através de um ténue fio de voz.
-Tenho, puto, infelizmente tenho. Eu vi-os a beijarem-se, tirando sinais evidentes que vi durante a noite... - E eu tornei a gelar, petrificar, estagnar. Eles se beijaram? E, qui sinais? - Desculpa ter de te dizer isto, mas eu não podia deixar passar.
-Não, você... você fez bem... eu, eu... - Eu falava sem pensar. As palavras tinham abandonado a minha articulação, e no lugar deixado sons indefinidos, sons qui faziam justiça ao qui eu tava sentindo, à dor no meu coração... Como é qui ela tinha sido capaz? Eu julgava qui ela me amava também, tanto quanto eu amava ela... Eu acreditava nas palavras dela, nos gestos que pareciam tão verdadeiros e genuínos, até agora. Agora, a única certeza qui eu tinha era a incerteza dominando todos os meus poros, articulações, ligações, ossos, intoxicando meu sangue... Me matando aos poucos... Eu dava a vida por ela, eu me entregava cegamente àquela qui eu pensava ser a mulher da minha vida, aquela qui tinha entrado na minha vida pra me ensinar a amar de novo, aquela qui faria o meu final ser feliz...
-Puto, estás bem?
-Sentado na cama... - respondi, recuperando alguma da minha capacidade de raciocínio.
-Desculpa ser eu a dizer-te... - se desculpou ele novamente.
-Não, deixa, obrigado por ter me contado... - Minha voz parecia quase sumida, e sem presença. Tava doendo.
-Hmm, eu vou desligar porque ainda vou ter de por o outro daqui para fora... Mas tu não vais ficar bem, pois não?
-A minha irmã tá comigo - Botar ele pra fora? Então isso aconteceu agora?...
-Então já fico mais descansado - fez uma pausa, provavelmente esperando qui eu fosse dizer alguma coisa, mas eu não disse então ele retomou a palavra. - Bem, eu vou então, puto. E se precisares de alguma coisa, liga-me, e eu amanhã já estou em Portugal outra vez, por isso...
-Tá.
-Puto, a sério, qualquer coisa liga-me.
-Tá, Rúben.
-Então pronto... Até amanhã.
-Tchau. - E ele desligou. E eu fiquei sentado na cama, com o telefone na mão, metade de mim ali, a outra metade perdida, longe, ainda alucinada com a felicidade qui eu julgava qui tinha conquistado nesse último mês... Fiquei assim, estático, meio vazio meio perdido, durante alguns minutos, mas depois me levantei, deixando o telefone em cima da cama de novo, e sai do meu quarto pra voltar pra junto da minha irmã.
-A namorada devia... - começou dizendo, assim qui eu fechei a porta do seu quarto, mas depois qui olhou pra mim esqueceu a frase. - Rodrigo, você tá pálido, e olha qui isso é difícil! Qu'qui aconteceu? - perguntou, preocupada, se sentando na cama. Eu voltei pra de baixo dos lençóis e cobertores.
-O Rúben me ligou.
-E o qui foi qui ele falou pra você tar desse jeito?
-Eu não quero falar sobre isso agora.
-Ah não Rodrigo, fala! É raro você ficar a mal assim, me conta posha! - Hesitei uns segundo, mas depois falei de uma só vez.
-Ele falou qui a Mónica tá me traindo com o melhor amigo dela! - despejei. E assim que falei senti um aperto no coração e uma vontade de chorar arrasadora! E foi o qui eu fiz. Não conseguia aguentar mais um minuto sem expulsar alguma coisa que não a presença vazia. E comecei chorando como não lembrava de ter chorado alguma vez.
A minha irmã não falou nada, tendo o tato perfeito pra ficar silenciada, e me abraçar forte. Chorei tanto qui acabei adormecendo encostado à minha irmã, qui tava me fazendo festas na cabeça.
Finalmente consegui acabar mais um capitulo! Eu sei que está muito pequeno, mas realmente não consegui fazê-lo maior, no entanto espero que gostem e deixem as vossas opiniões e os vossos comentários!
Beijinhos*
Mónica
Visão Rodrigo
Eu e a minha irmã ficámos conversando e conversando, parecia qui nunca mais o assunto ia terminar! Geralmente era sempre assim quando a gente ficava conversando!
-Agora qui eu tou lembrando, deixei o meu telefone no meu quarto! - falei - Vou lá num instantinho pegar ele! - me levantei da cama.
-Vai, mas corre qui a namorada pode tar te ligando e você não pode perder a chamada, viu! - riu a Mariana. Eu sai do quarto dela e fui até ao meu, pegar o telefone, qui tinha ficado em cima da cama. Assim qui peguei ele, começou a tocar. O Rúben tava me ligando.
-Oi Rúben!
-Rodrigo - saudou, mas o seu tom não era nem um pouco acolhedor, era precisamente o contrário, era frio.
-Qu'qui houve pra você me ligar a essa hora? E coisa boa não é, com esse seu tom...
-Estás sentado?
-Quê? Sentado?
-Sim, sentado puto. É melhor que estejas.
-Cê tá me preocupando, Rúben!
-Eu não queria de todo contar-te nada disto, mas eu tenho de contar, tu és meu mano e eu sou-te leal!
-Qui papo é esse, Rúben? Fala de uma vez qu'qui tá acontecendo!
-Então cá vai... - ouvi ele respirar fundo. - A Mónica anda a trair-te com o melhor amigo dela! - Nesse momento, o meu coração segurou uma pedra do tamanho do mundo, qui levou ele até o chão, inerte. O meu sangue deixou de correr, a minha respiração parou. Se a dúvida não pairasse no meu pensamento, eu teria morrido naquele momento. Após recuperar, fracamente, os meus sentidos, voltei a prestar atenção ao telefone.
-Você tem certeza do qui você tá dizendo, Rúben? - perguntei, através de um ténue fio de voz.
-Tenho, puto, infelizmente tenho. Eu vi-os a beijarem-se, tirando sinais evidentes que vi durante a noite... - E eu tornei a gelar, petrificar, estagnar. Eles se beijaram? E, qui sinais? - Desculpa ter de te dizer isto, mas eu não podia deixar passar.
-Não, você... você fez bem... eu, eu... - Eu falava sem pensar. As palavras tinham abandonado a minha articulação, e no lugar deixado sons indefinidos, sons qui faziam justiça ao qui eu tava sentindo, à dor no meu coração... Como é qui ela tinha sido capaz? Eu julgava qui ela me amava também, tanto quanto eu amava ela... Eu acreditava nas palavras dela, nos gestos que pareciam tão verdadeiros e genuínos, até agora. Agora, a única certeza qui eu tinha era a incerteza dominando todos os meus poros, articulações, ligações, ossos, intoxicando meu sangue... Me matando aos poucos... Eu dava a vida por ela, eu me entregava cegamente àquela qui eu pensava ser a mulher da minha vida, aquela qui tinha entrado na minha vida pra me ensinar a amar de novo, aquela qui faria o meu final ser feliz...
-Puto, estás bem?
-Sentado na cama... - respondi, recuperando alguma da minha capacidade de raciocínio.
-Desculpa ser eu a dizer-te... - se desculpou ele novamente.
-Não, deixa, obrigado por ter me contado... - Minha voz parecia quase sumida, e sem presença. Tava doendo.
-Hmm, eu vou desligar porque ainda vou ter de por o outro daqui para fora... Mas tu não vais ficar bem, pois não?
-A minha irmã tá comigo - Botar ele pra fora? Então isso aconteceu agora?...
-Então já fico mais descansado - fez uma pausa, provavelmente esperando qui eu fosse dizer alguma coisa, mas eu não disse então ele retomou a palavra. - Bem, eu vou então, puto. E se precisares de alguma coisa, liga-me, e eu amanhã já estou em Portugal outra vez, por isso...
-Tá.
-Puto, a sério, qualquer coisa liga-me.
-Tá, Rúben.
-Então pronto... Até amanhã.
-Tchau. - E ele desligou. E eu fiquei sentado na cama, com o telefone na mão, metade de mim ali, a outra metade perdida, longe, ainda alucinada com a felicidade qui eu julgava qui tinha conquistado nesse último mês... Fiquei assim, estático, meio vazio meio perdido, durante alguns minutos, mas depois me levantei, deixando o telefone em cima da cama de novo, e sai do meu quarto pra voltar pra junto da minha irmã.
-A namorada devia... - começou dizendo, assim qui eu fechei a porta do seu quarto, mas depois qui olhou pra mim esqueceu a frase. - Rodrigo, você tá pálido, e olha qui isso é difícil! Qu'qui aconteceu? - perguntou, preocupada, se sentando na cama. Eu voltei pra de baixo dos lençóis e cobertores.
-O Rúben me ligou.
-E o qui foi qui ele falou pra você tar desse jeito?
-Eu não quero falar sobre isso agora.
-Ah não Rodrigo, fala! É raro você ficar a mal assim, me conta posha! - Hesitei uns segundo, mas depois falei de uma só vez.
-Ele falou qui a Mónica tá me traindo com o melhor amigo dela! - despejei. E assim que falei senti um aperto no coração e uma vontade de chorar arrasadora! E foi o qui eu fiz. Não conseguia aguentar mais um minuto sem expulsar alguma coisa que não a presença vazia. E comecei chorando como não lembrava de ter chorado alguma vez.
A minha irmã não falou nada, tendo o tato perfeito pra ficar silenciada, e me abraçar forte. Chorei tanto qui acabei adormecendo encostado à minha irmã, qui tava me fazendo festas na cabeça.
Visão
Mariana
Ver o
meu irmão assim despedaçava meu coração. Eu nunca tinha visto ele assim. Nem
quando houve a história com a Carolina. A Mónica era diferente. Pra ele tinha
sido uma espécie de resgate da descrença no amor. Ela tinha despertado de novo
nele aqueles sentimentos bons, aquelas borboletas na barriga, aqueles sorrisos
bobos que tão bem acentavam no seu rosto. Eu não podia acreditar. Eu tinha visto
ela. O brilho no olhar, o carinho nas palavras, a preocupação, o medo quando eu
falei pra ela da Carolina. Ela era apaixonada por ele, assim como ele era por
ele. Parecia esquisito, mas eles se amavam de uma forma... Como se o mundo
fosse acabar amanhã. Mesmo que eles só tivessem juntos fazia um mês. Decidi que
eu tinha de tirar isso a limpo, por isso, quando o meu irmão adormeceu eu o
deixei cuidadosamente na cama e fui até à sala. Eu tinha de ligar pra ela. Peguei o telefone de casa e digitei o número de casa dela e da Andreia lá da Inglaterra. E chamou, chamou, mas ninguém atendia...
-Mariana? - ouvi a voz do meu irmão e olhei na direção, no cimo das escadas, com cara de sono, e a tristeza tava lá também.
-Pode voltar a dormir, maninho.
-Qu'qui cê tá fazendo aqui? A quem qui você tava ligando? - perguntou, olhando pró telefone de casa, ainda na minha mão.
-Eu... Tava ligando pró Mauro, mas ele não tá atendendo... - menti.
-A essa hora? - perguntou, desconfiado e já desperto.
-É, eu ia falar pra ele qui amanhã a gente não ia tar junto... - Ele ficou me observando por uns segundos e depois franziu a sobrancelha.
-Você ia ligar prá Mónica, não ia? - deduziu perspicazmente.
-Tá Rodrigo, eu não consigo nem gosto de mentir pra você mesmo, por isso sim, eu ia ligar pra ela. Aliás, eu tentei ligar prá casa delas, mas ninguém tá atendendo.
-Porque é que você fez isso? Você não tem qui ligar! Se há alguém qui tem de ligar pra falar com ela sou eu, Mariana! E nesse momento eu não sei se eu quero falar, por isso não volta a repetir isso de novo, por favor! - me repreendeu, e eu senti o ligeiro sabor amargo e desgostoso que atravessava as suas palavras, e escondido no seu rosto.
-Tá - falei somente. - Agora vamo voltar prá cama e dormir os dois. Ele acenou, e seguimos de novo os dois pró meu quarto.
O sono tava custando a pegar a gente
-Rodrigo...?
-Diz.
-Porque é que você não quer falar com ela? - perguntei, meio inocentemente, pra tentar não magoar o meu irmão.
-Porque é qui cê acha?
-Cê tá com medo qui o qui o Rúben falou pra você seja mesmo verdade... - respondi.
-Muito, Mariana. Você sabe o quanto eu amo aquela garota, você sabe o qui é qui ela é pra mim, você sabe qui eu era capaz de fazer tudo por ela... Eu não quero me perder de novo, eu não quero perder a mulher da minha vida!
-Eu sei, maninho - falei carinhosamente, passando os dedos na face dele, deixando pequenas festas. - Você vai ver qui não vai perder ela, só tem de ter calma...
-Vou tentar... Mas agora eu preciso dormir. Tou cansado, minha cabeça tá doendo... Desculpa se essa noite não foi como era suposto, maninha.
-Não tem de se desculpar. Agora dorme, descansa. Se precisar qualquer coisa eu tou aqui do seu lado, tá?
-Tá. Boa noite - segurou a minha mão e deixou um beijo nela, e eu retribui com um beijo no rosto dele. Ele fechou os olhos, mas eu não igualei seu gesto. Eu fiquei esperando até ver qui a respiração dele tinha pesado e ele tinha caído no sono. Ai me levantei com cuidado da cama e voltei a sair do quarto, dessa vez fui até ao quarto do meu irmão, fechando a porta atrás de mim e me sentei na cama, segurando o meu telefone. Ele tinha me pedido pra não ligar, mas eu tinha de saber, eu tinha de falar com ela. Mas dessa vez liguei pró telefone dela, qui após uns sete sinais de chamada, me atendeu.
-Mariana? - ouvi a voz do meu irmão e olhei na direção, no cimo das escadas, com cara de sono, e a tristeza tava lá também.
-Pode voltar a dormir, maninho.
-Qu'qui cê tá fazendo aqui? A quem qui você tava ligando? - perguntou, olhando pró telefone de casa, ainda na minha mão.
-Eu... Tava ligando pró Mauro, mas ele não tá atendendo... - menti.
-A essa hora? - perguntou, desconfiado e já desperto.
-É, eu ia falar pra ele qui amanhã a gente não ia tar junto... - Ele ficou me observando por uns segundos e depois franziu a sobrancelha.
-Você ia ligar prá Mónica, não ia? - deduziu perspicazmente.
-Tá Rodrigo, eu não consigo nem gosto de mentir pra você mesmo, por isso sim, eu ia ligar pra ela. Aliás, eu tentei ligar prá casa delas, mas ninguém tá atendendo.
-Porque é que você fez isso? Você não tem qui ligar! Se há alguém qui tem de ligar pra falar com ela sou eu, Mariana! E nesse momento eu não sei se eu quero falar, por isso não volta a repetir isso de novo, por favor! - me repreendeu, e eu senti o ligeiro sabor amargo e desgostoso que atravessava as suas palavras, e escondido no seu rosto.
-Tá - falei somente. - Agora vamo voltar prá cama e dormir os dois. Ele acenou, e seguimos de novo os dois pró meu quarto.
O sono tava custando a pegar a gente
-Rodrigo...?
-Diz.
-Porque é que você não quer falar com ela? - perguntei, meio inocentemente, pra tentar não magoar o meu irmão.
-Porque é qui cê acha?
-Cê tá com medo qui o qui o Rúben falou pra você seja mesmo verdade... - respondi.
-Muito, Mariana. Você sabe o quanto eu amo aquela garota, você sabe o qui é qui ela é pra mim, você sabe qui eu era capaz de fazer tudo por ela... Eu não quero me perder de novo, eu não quero perder a mulher da minha vida!
-Eu sei, maninho - falei carinhosamente, passando os dedos na face dele, deixando pequenas festas. - Você vai ver qui não vai perder ela, só tem de ter calma...
-Vou tentar... Mas agora eu preciso dormir. Tou cansado, minha cabeça tá doendo... Desculpa se essa noite não foi como era suposto, maninha.
-Não tem de se desculpar. Agora dorme, descansa. Se precisar qualquer coisa eu tou aqui do seu lado, tá?
-Tá. Boa noite - segurou a minha mão e deixou um beijo nela, e eu retribui com um beijo no rosto dele. Ele fechou os olhos, mas eu não igualei seu gesto. Eu fiquei esperando até ver qui a respiração dele tinha pesado e ele tinha caído no sono. Ai me levantei com cuidado da cama e voltei a sair do quarto, dessa vez fui até ao quarto do meu irmão, fechando a porta atrás de mim e me sentei na cama, segurando o meu telefone. Ele tinha me pedido pra não ligar, mas eu tinha de saber, eu tinha de falar com ela. Mas dessa vez liguei pró telefone dela, qui após uns sete sinais de chamada, me atendeu.
domingo, 14 de julho de 2013
Capitulo 28 (parte II)
Olá!
Bem, aqui vos deixo mais um capitulo! Sei que é muito pequenino, mas foi o que consegui! Espero que gostem e deixem a vossa opinião!
Beijinhos*
Mónica
Visão Rúben
Tentei brincar com a situação, porém aquela atitude da Mónica deixou-me algo intrigado. E preocupado também. Eu e a Andy continuámos a conversar enquanto a Mónica estava na cozinha ao telemóvel, mas pouco depois ela voltou ao nosso encontro, e vinha com um grande sorriso no rosto.
-O Zach vem cá jantar! - anunciou.
-Ai vem? - retorqui imediatamente, sem nem um sorriso ou réstia do mesmo mostrar.
-Sim. Também é só um jantar, Rúben! Descansa que ninguém te vai estragar o dia, muito menos a noite! - sorriu.
-Não vão não - afirmei, seriamente, porém tentei introduzir algo de divertimento ou um esgar de sorriso para que tal seriedade não fosse interpretada como o meu interior o fazia. - É a minha última noite aqui, com a minha menina, por isso ninguém me vai estragar a noite! Olha que depois a tua melhor amiga também fica mal se a noite for estragada!
-Ei, tanto dramatismo Rúben! - sorriu a Mónica. - O Zach só vem cá jantar, vocês conhecem-se, estamos um bocadinho com ele e ele depois vai-se embora!
-Espero bem que sim! E ele que não se vá embora tarde! Hoje quero ir deitar-me cedo!
-Sim, Senhor Comandante! - riu, fazendo uma rápida continência. Eu sorri. - Bem, é seguro entrar no quarto? - perguntou-nos.
-É. Só a minha cama é que está desfeita, não vais encontrar lá nenhuma revolução! - respondeu a minha namorada.
-Está bem, então eu vou deixar-vos aqui sossegadinhos e vou para o quarto! Até já!
Por volta das 19.30h tocaram à campainha. Deduzi logo quem fosse, o que se confirmou quando a Mónica desceu as escadas num passo mais apressado para ir abrir a porta.
-Hey! - ouvi a voz dela à entrada, e sorrateiramente, passei, dirigindo-me das escadas à sala, e vi-a envolta num abraço que me pareceu muito apertado, com o tal melhor amigo dela.
-Hi angel! - disse ele, num tom carinhoso.
-C'mon in! Dinner is already done! - convidou ela. Depois de ouvir a porta fechar, vi-a surgir na sala com um rapaz loiro, alto, de olhos azuis, elegante, que ainda apoiava um braço nos ombros dela. - Well, this is Rúben, my best friend's boyfriend, and a big friend of mine - introduziu ela, olhando para mim logo em seguida. - Rúben, this is Zach, my best friend - apresentou-me.
-Hi! - disse o rapaz, educadamente, ao que eu correspondi na mesma palavra.
-Hi Zack! - cumprimentou a minha namorada, descendo as escadas, parando para dar dois beijinhos ao rapaz, antes de vir ter comigo.
-How are you? - perguntou ele à minha namorada.
-Good, thanks, and you?
-Great too!
-Good, then - sorriu ela.
-Well, I'm starving, so, can we start dinning? - interrompi.
-It will be strange if you someday don't be starved! - riu a Mónica, fazendo-me rir a mim e à Andy, e ao rapaz, porém um sorriso contido no caso do último.
Fomos jantar e até houve alguma conversa, mais puxada pela Mónica, mas durante a sobremesa eu perdi-me em pensamentos. Só despertei quando a Andreia me chamou, dando-me um pequeno toque no braço.
-Então amor, o que é que se passa? Estás tão calado.
-Desculpa princesa, estava a pensar... - Depois de olhar em volta reparei que só nós os dois é que estávamos na sala. - Onde é que eles estão?
-Na cozinha. Ficaram a lavar a loiça, mas eu acho que eles quiseram foi ficar lá a conversar! - riu.
-Hm. Bem eu, eu vou até á cozinha deixar a minha taça... Já venho amor.
-Está bem.
Levantei-me e segui caminho para a porta da cozinha, mas foi aí mesmo que fiquei parado.
-No, you're not! You're an awesome man, I know it and you should know it too! Why are you so insecure now? We've already talked about it! - ouvi a Mónica dizer.
-But...
-Don't Zach! If we never try we never know! Life is this, risk, try, lose and win. Sometimes we have to put a fit on somewhere unknown to be happy...
Não quis continuar a ouvir aquela conversa que me estava a deixar ainda pior, e por isso entrei de rompante na cozinha em direção ao lava-loiça. Eles assustaram-se com a minha entrada repentina. Estavam muito próximos. Cada vez me agradava menos.
-Então, não vêm para a sala para ao pé de nós? - perguntei, olhando diretamente para a Mónica.
-Vamos já Rúben - respondeu-me ela, sem sorrir como seria habitual.
-Não se demorem - disse eu, já a sair da cozinha.
-Então, eles demoram muito? - perguntou-me a Andreia assim que me voltei a sentar junto dela.
-Amor, tens a certeza que eles são só melhores amigos?
-Porquê essa pergunta, Rúben? - franziu a testa, confusa.
-São ou não são?
-Ai Rúben, que pergunta parva, claro que são só amigos! Não sabes que sim? São melhores amigos! - Eu não respondi, ficando-me apenas pelos meus pensamentos. - Rúben, tu estás estranho! E não estou a perceber estas perguntas acerca da Mónica e do Zach! O que é que se passa?
-Eu não gosto destas proximidades deles.
-Oh Rúben, é normal, eles são melhores amigos! Ou não te lembras como é que era connosco?
-Lembro, mas eu não gosto desta relação deles, já te disse. E se ela está a ponderar ficar com ele e deixar o Rodrigo? Ele morria se isso acontecesse!
-Rúben, estás a ficar paranoico! Isso não vai acontecer, com toda a certeza! Tu sabes o quanto eles os dois se amam!
-Ela estava a elogiá-lo, estavam a falar de relações, dos valores que alguém que o ame vai prestar atenção, e ela vê-os todos! - disse secamente, mencionando o pouco da conversa que tinha ouvido antes de entrar na cozinha.
-Não estavam a falar sobre eles os dois de certeza! É sobre o Zach, há uma colega dele da série que lhe tem pedido conselhos e ele não sabe muito bem o que dizer então a Mónica está a ajudá-lo! E essa colega gosta dele, supostamente, gosta dele. E sinceramente, com o que a Mónica me disse que ele lhe contou, acho que ele finalmente esqueceu a Mónica, acho que está a começar a gostar dessa tal colega. - Eu fiz cara feia, não me mostrando convencido. - Rúben, para com isso! Que paranoia pá! - disse ela, exasperada já com a conversa.
-Podes dizer o que quiseres, não gosto e pronto! - insisti vinculadamente. - Mas eu não me quero chatear contigo por causa disso amor, ainda por cima hoje! - tentei amenizar o ambiente.
-Então vamos parar com esta conversa! Para além de que eles devem estar a voltar! - Assim que ela terminou de falar eles surgiram de novo na sala. E vinham normalmente...
-We're back! - disse a Mónica, sorrindo.
-A sério? Olha que nós nem reparamos! - disse entre dentes.
-Deixa de ser bruto, Rúben! - sussurrou-me a Andreia. Depois virou-se para o loirinho. - But tell us Zach, how are the sets going? Much blood? - gargalharam, mas eu mantive-me sério, olhando atentamente para a Mónica e o amigo, que estavam sentados lado a lado, e percebi que ele, tentando despercebidamente suceder-se, agarrou a mão da Mónica, de forma suave. E ela deixou!
-Well, I've not seen too much, but certainly there will be much, as you can imagine! - riu ele. - And talking 'bout that, pretty, I want to show you something on my twitter. Can we go upstairs, to the computer? It's just a sec. - disse ele, olhando para a Mónica.
-It really has to be now Zach?
-It doesn't really have to, but I would like, 'cause in a few minues I gotta go! - Finalmente! , pensei para comigo.
-Well, okay then, if they don't mind - disse a Mónica, olhando para mim e para a minha namorada.
-'Course we don't mind, it's just a sec, isn't it? - sorriu a Andy.
-Yeah! - disse imediatamente ele.
-Then go! - disse novamente a Andreia.
-Rúben, do you mind if we go? - perguntou-me a Mónica. Acho que ela já tinha reparado na minha cara.
-It's your choise to go or not, not my decision.
-Okay... We'll be right back - disse ela, meio que incomodada com a minha resposta. Por segundos pensei que tal incómodo se devesse ao facto de ela sentir algum tipo de culpa, e saber que eu já desconfiava de algo. Assim que eles subiram as escadas eu levantei-me do sofá.
-Onde é que vais, Rúben?
-À casa-de-banho.
-Tens a certeza?
-Tenho.
-Rúben, porque é que te estás a comportar assim agora? Eu já te disse que eles s~~ao só amigos!
-E eu já te disse que não gosto da maneira deles! Tu reparaste na maneira como ele segurou na mão dela e ela deixou! Se fosse com o Rodrigo eu até dizia para subirem já para o quarto, agora com este gajo? Santa paciência, Andreia! Ele até pode ser o gajo mais rico do mundo, mas eu não gosto, não concordo!
-Ai Rúben, eu juro que me estou a passar! Deixa isso! A Mónica sabe o que faz! Ela ama o Rodrigo!
-Será que é o mesmo tipo de amor que o Rodrigo sente por ela? Será que ela não confundiu com o amor de fã, o carinho, o orgulho para com o ídolo dela?
-Oh Rúben, ou tu calas a boca agora com esse assuno ou vais dormir no sofá esta noite!
-Eu vou à casa-de-banho! - respondi, virando costas para subir as escadas.
-Rúben Filipe, vê lá o que é que fazes! - Não retorqui, limitei-me apenas a chegar ao andar de cima.
E bem, na realidade eu não queria saber da casa-de-banho para nada, eu queria ver o que é que eles estavam a fazer mesmo. A porta do quarto estava meio encostada, pelo que consegui ficar a observá-los à porta.
-Was nice, wasn't it? - disse ele, debruçado sobre ela, sentada na cadeira da secretária, em frente ao computador.
-Yeah! You have to show me how did he did it! - riu a Mónica.
-When you want I take you there and he shows you!
-Okay! - ela levantou-se, saindo pelo lado que tinha espaço, e ele segurou o braço dela. E beijou-a! Eles beijaram-se! E ela nem força fez para pará-lo! Eu não esperei e entrei de rompante no quarto.
-Achas que o Rodrigo merece? - disse eu, friamente, interrompendo o beijo, notando-se surpresa nas suas expressões. - Diz-me lá, achas que o Rodrigo merece? Ele dava a vida por ti! E tu estás ai a beijar esse gajo que supostamente é o teu melhor amigo, mas afinal não é só isso! Estás a querer fazer o Rodrigo de parvo ou quê?!
-Rúben, nem... - ela tentou falar, mas eu não dei hipótese. Ninguém brinca com os meu amigos, principalmente aqueles que são como irmãos para mim.
-Não vais fazê-lo mais de parvo, te garanto! Eu não vou deixá-lo acreditar que a namorada tem um melhor amigo que gosta dela, e afinal estão os dois juntos nas costas dele! - dito isto virei costas e fui até à sala buscar o meu telemóvel.
-O que é que se passou Rúben? Eu ouvi-te quase a gritar? - perguntou a Andreia, preocupada. Eu não respondi, procurando o número de telemóvel do Rodrigo. - O que é que vais fazer, Rúben?!
-Vou ligar ao Rodrigo - respondi friamente. - Ele tem de saber que a namorada e o suposto melhor amigo dele andam aos beijos.
Bem, aqui vos deixo mais um capitulo! Sei que é muito pequenino, mas foi o que consegui! Espero que gostem e deixem a vossa opinião!
Beijinhos*
Mónica
Visão Rúben
Tentei brincar com a situação, porém aquela atitude da Mónica deixou-me algo intrigado. E preocupado também. Eu e a Andy continuámos a conversar enquanto a Mónica estava na cozinha ao telemóvel, mas pouco depois ela voltou ao nosso encontro, e vinha com um grande sorriso no rosto.
-O Zach vem cá jantar! - anunciou.
-Ai vem? - retorqui imediatamente, sem nem um sorriso ou réstia do mesmo mostrar.
-Sim. Também é só um jantar, Rúben! Descansa que ninguém te vai estragar o dia, muito menos a noite! - sorriu.
-Não vão não - afirmei, seriamente, porém tentei introduzir algo de divertimento ou um esgar de sorriso para que tal seriedade não fosse interpretada como o meu interior o fazia. - É a minha última noite aqui, com a minha menina, por isso ninguém me vai estragar a noite! Olha que depois a tua melhor amiga também fica mal se a noite for estragada!
-Ei, tanto dramatismo Rúben! - sorriu a Mónica. - O Zach só vem cá jantar, vocês conhecem-se, estamos um bocadinho com ele e ele depois vai-se embora!
-Espero bem que sim! E ele que não se vá embora tarde! Hoje quero ir deitar-me cedo!
-Sim, Senhor Comandante! - riu, fazendo uma rápida continência. Eu sorri. - Bem, é seguro entrar no quarto? - perguntou-nos.
-É. Só a minha cama é que está desfeita, não vais encontrar lá nenhuma revolução! - respondeu a minha namorada.
-Está bem, então eu vou deixar-vos aqui sossegadinhos e vou para o quarto! Até já!
Por volta das 19.30h tocaram à campainha. Deduzi logo quem fosse, o que se confirmou quando a Mónica desceu as escadas num passo mais apressado para ir abrir a porta.
-Hey! - ouvi a voz dela à entrada, e sorrateiramente, passei, dirigindo-me das escadas à sala, e vi-a envolta num abraço que me pareceu muito apertado, com o tal melhor amigo dela.
-Hi angel! - disse ele, num tom carinhoso.
-C'mon in! Dinner is already done! - convidou ela. Depois de ouvir a porta fechar, vi-a surgir na sala com um rapaz loiro, alto, de olhos azuis, elegante, que ainda apoiava um braço nos ombros dela. - Well, this is Rúben, my best friend's boyfriend, and a big friend of mine - introduziu ela, olhando para mim logo em seguida. - Rúben, this is Zach, my best friend - apresentou-me.
-Hi! - disse o rapaz, educadamente, ao que eu correspondi na mesma palavra.
-Hi Zack! - cumprimentou a minha namorada, descendo as escadas, parando para dar dois beijinhos ao rapaz, antes de vir ter comigo.
-How are you? - perguntou ele à minha namorada.
-Good, thanks, and you?
-Great too!
-Good, then - sorriu ela.
-Well, I'm starving, so, can we start dinning? - interrompi.
-It will be strange if you someday don't be starved! - riu a Mónica, fazendo-me rir a mim e à Andy, e ao rapaz, porém um sorriso contido no caso do último.
Fomos jantar e até houve alguma conversa, mais puxada pela Mónica, mas durante a sobremesa eu perdi-me em pensamentos. Só despertei quando a Andreia me chamou, dando-me um pequeno toque no braço.
-Então amor, o que é que se passa? Estás tão calado.
-Desculpa princesa, estava a pensar... - Depois de olhar em volta reparei que só nós os dois é que estávamos na sala. - Onde é que eles estão?
-Na cozinha. Ficaram a lavar a loiça, mas eu acho que eles quiseram foi ficar lá a conversar! - riu.
-Hm. Bem eu, eu vou até á cozinha deixar a minha taça... Já venho amor.
-Está bem.
Levantei-me e segui caminho para a porta da cozinha, mas foi aí mesmo que fiquei parado.
-No, you're not! You're an awesome man, I know it and you should know it too! Why are you so insecure now? We've already talked about it! - ouvi a Mónica dizer.
-But...
-Don't Zach! If we never try we never know! Life is this, risk, try, lose and win. Sometimes we have to put a fit on somewhere unknown to be happy...
Não quis continuar a ouvir aquela conversa que me estava a deixar ainda pior, e por isso entrei de rompante na cozinha em direção ao lava-loiça. Eles assustaram-se com a minha entrada repentina. Estavam muito próximos. Cada vez me agradava menos.
-Então, não vêm para a sala para ao pé de nós? - perguntei, olhando diretamente para a Mónica.
-Vamos já Rúben - respondeu-me ela, sem sorrir como seria habitual.
-Não se demorem - disse eu, já a sair da cozinha.
-Então, eles demoram muito? - perguntou-me a Andreia assim que me voltei a sentar junto dela.
-Amor, tens a certeza que eles são só melhores amigos?
-Porquê essa pergunta, Rúben? - franziu a testa, confusa.
-São ou não são?
-Ai Rúben, que pergunta parva, claro que são só amigos! Não sabes que sim? São melhores amigos! - Eu não respondi, ficando-me apenas pelos meus pensamentos. - Rúben, tu estás estranho! E não estou a perceber estas perguntas acerca da Mónica e do Zach! O que é que se passa?
-Eu não gosto destas proximidades deles.
-Oh Rúben, é normal, eles são melhores amigos! Ou não te lembras como é que era connosco?
-Lembro, mas eu não gosto desta relação deles, já te disse. E se ela está a ponderar ficar com ele e deixar o Rodrigo? Ele morria se isso acontecesse!
-Rúben, estás a ficar paranoico! Isso não vai acontecer, com toda a certeza! Tu sabes o quanto eles os dois se amam!
-Ela estava a elogiá-lo, estavam a falar de relações, dos valores que alguém que o ame vai prestar atenção, e ela vê-os todos! - disse secamente, mencionando o pouco da conversa que tinha ouvido antes de entrar na cozinha.
-Não estavam a falar sobre eles os dois de certeza! É sobre o Zach, há uma colega dele da série que lhe tem pedido conselhos e ele não sabe muito bem o que dizer então a Mónica está a ajudá-lo! E essa colega gosta dele, supostamente, gosta dele. E sinceramente, com o que a Mónica me disse que ele lhe contou, acho que ele finalmente esqueceu a Mónica, acho que está a começar a gostar dessa tal colega. - Eu fiz cara feia, não me mostrando convencido. - Rúben, para com isso! Que paranoia pá! - disse ela, exasperada já com a conversa.
-Podes dizer o que quiseres, não gosto e pronto! - insisti vinculadamente. - Mas eu não me quero chatear contigo por causa disso amor, ainda por cima hoje! - tentei amenizar o ambiente.
-Então vamos parar com esta conversa! Para além de que eles devem estar a voltar! - Assim que ela terminou de falar eles surgiram de novo na sala. E vinham normalmente...
-We're back! - disse a Mónica, sorrindo.
-A sério? Olha que nós nem reparamos! - disse entre dentes.
-Deixa de ser bruto, Rúben! - sussurrou-me a Andreia. Depois virou-se para o loirinho. - But tell us Zach, how are the sets going? Much blood? - gargalharam, mas eu mantive-me sério, olhando atentamente para a Mónica e o amigo, que estavam sentados lado a lado, e percebi que ele, tentando despercebidamente suceder-se, agarrou a mão da Mónica, de forma suave. E ela deixou!
-Well, I've not seen too much, but certainly there will be much, as you can imagine! - riu ele. - And talking 'bout that, pretty, I want to show you something on my twitter. Can we go upstairs, to the computer? It's just a sec. - disse ele, olhando para a Mónica.
-It really has to be now Zach?
-It doesn't really have to, but I would like, 'cause in a few minues I gotta go! - Finalmente! , pensei para comigo.
-Well, okay then, if they don't mind - disse a Mónica, olhando para mim e para a minha namorada.
-'Course we don't mind, it's just a sec, isn't it? - sorriu a Andy.
-Yeah! - disse imediatamente ele.
-Then go! - disse novamente a Andreia.
-Rúben, do you mind if we go? - perguntou-me a Mónica. Acho que ela já tinha reparado na minha cara.
-It's your choise to go or not, not my decision.
-Okay... We'll be right back - disse ela, meio que incomodada com a minha resposta. Por segundos pensei que tal incómodo se devesse ao facto de ela sentir algum tipo de culpa, e saber que eu já desconfiava de algo. Assim que eles subiram as escadas eu levantei-me do sofá.
-Onde é que vais, Rúben?
-À casa-de-banho.
-Tens a certeza?
-Tenho.
-Rúben, porque é que te estás a comportar assim agora? Eu já te disse que eles s~~ao só amigos!
-E eu já te disse que não gosto da maneira deles! Tu reparaste na maneira como ele segurou na mão dela e ela deixou! Se fosse com o Rodrigo eu até dizia para subirem já para o quarto, agora com este gajo? Santa paciência, Andreia! Ele até pode ser o gajo mais rico do mundo, mas eu não gosto, não concordo!
-Ai Rúben, eu juro que me estou a passar! Deixa isso! A Mónica sabe o que faz! Ela ama o Rodrigo!
-Será que é o mesmo tipo de amor que o Rodrigo sente por ela? Será que ela não confundiu com o amor de fã, o carinho, o orgulho para com o ídolo dela?
-Oh Rúben, ou tu calas a boca agora com esse assuno ou vais dormir no sofá esta noite!
-Eu vou à casa-de-banho! - respondi, virando costas para subir as escadas.
-Rúben Filipe, vê lá o que é que fazes! - Não retorqui, limitei-me apenas a chegar ao andar de cima.
E bem, na realidade eu não queria saber da casa-de-banho para nada, eu queria ver o que é que eles estavam a fazer mesmo. A porta do quarto estava meio encostada, pelo que consegui ficar a observá-los à porta.
-Was nice, wasn't it? - disse ele, debruçado sobre ela, sentada na cadeira da secretária, em frente ao computador.
-Yeah! You have to show me how did he did it! - riu a Mónica.
-When you want I take you there and he shows you!
-Okay! - ela levantou-se, saindo pelo lado que tinha espaço, e ele segurou o braço dela. E beijou-a! Eles beijaram-se! E ela nem força fez para pará-lo! Eu não esperei e entrei de rompante no quarto.
-Achas que o Rodrigo merece? - disse eu, friamente, interrompendo o beijo, notando-se surpresa nas suas expressões. - Diz-me lá, achas que o Rodrigo merece? Ele dava a vida por ti! E tu estás ai a beijar esse gajo que supostamente é o teu melhor amigo, mas afinal não é só isso! Estás a querer fazer o Rodrigo de parvo ou quê?!
-Rúben, nem... - ela tentou falar, mas eu não dei hipótese. Ninguém brinca com os meu amigos, principalmente aqueles que são como irmãos para mim.
-Não vais fazê-lo mais de parvo, te garanto! Eu não vou deixá-lo acreditar que a namorada tem um melhor amigo que gosta dela, e afinal estão os dois juntos nas costas dele! - dito isto virei costas e fui até à sala buscar o meu telemóvel.
-O que é que se passou Rúben? Eu ouvi-te quase a gritar? - perguntou a Andreia, preocupada. Eu não respondi, procurando o número de telemóvel do Rodrigo. - O que é que vais fazer, Rúben?!
-Vou ligar ao Rodrigo - respondi friamente. - Ele tem de saber que a namorada e o suposto melhor amigo dele andam aos beijos.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Capitulo 28 (parte I)
Olá! Bem, aqui vos deixo mais um capitulo, muito pequeno, mas foi o que consegui! :s
Espero que gostem e deixem a vossa opinião!
Beijinhos*
Mónica
Visão Andreia
Espero que gostem e deixem a vossa opinião!
Beijinhos*
Mónica
Visão Andreia
Voltámos a acordar já eram quase horas de almoço. Antes mesmo de abrir os olhos já tinha um sorriso estampado na cara só ao inalar aquele odor extremamente familiar bem ao meu lado.
-E lá vamos nós acordar outra vez para ir comer! - riu, ainda de olhos fechados. Ri também, sorrindo simultaneamente ao observar o seu sorriso.
-Se não fosse assim era de estranhar, Rúben! - ri novamente.
-Já sabes como é que é, princesa! - riu também. Acabámos por nos levantar da cama e dirigir-nos até às escadas para descermos até ao andar inferior.
- Só para saberem, eu já cheguei, por isso convém que estejam decentes! - ouvimos a voz da Mónica vinda da sala, parando então a meio das escadas.
-Bem, então eu tenho de ir vestir-me. A não ser que não te importes de me ver só de boxers, cunhadinha!
-Ela pode não se importar, mas eu importo, por isso vai vestir-te Rúben Filipe! - disse logo eu, fazendo-o gargalhar, para em seguida voltar ao quarto. Desci até à sala e fui cumprimentar a minha melhor amiga, mas desta vez fi-lo com um abraço algo forte.
-Então... - sorriu ela.
-Obrigada!
-Pelo quê?
-Ainda perguntas? - retorqui, olhando-a de forma meio repreendedora, mas com alegria no olhar. - Por tudo! Fizeste muito por mim, em relação ao Rúben, e se há alguém a quem devo alguma coisa por agora estar finalmente com ele é a ti! A ti e ao nosso grupo! - sentámo-nos no sofá.
-Tu não me deves nada! Apresentaste-me o homem da minha vida, tu e o Rúben, isso chega-me! E tu és a minha melhor amiga, por isso cala-te e conta-me tudo!
-És mesmo parva! - ri.
-Conta lá, antes que o meu cunhadinho decida aparecer!
-O teu cunhadinho já chegou, tarde demais! - disse o Rúben, chegando junto do sofá.
-Tu tens uma mania de chegar sempre na altura errada, sabias? Agora que ela me ia contar uma coisa! - reclamou ela.
-Eu não disse que ia contar! - sorri.
-Ah, o quê, tu queres saber como é que...? - interveio o Rúben, sentando-se do meu lado direito, encostando o seu peito, agora coberto pela sua camisola, às minhas costas, aconchegadas pelo tecido da minha camisa de dormir, assim como o seu abraço. - Ah, está bem, então foi...
-Rúben! - quase gritei, de modo a impedi-lo de contar à minha melhor amiga como é que tinha sido a nossa noite.
-Ei, calma princesa! - sorriu. - Pensando melhor, acho que não te vou contar! Podes ser a minha cunhadinha, mas quer dizer, há coisas que...
-Ai de ti que abrisses a boca, Rúben Filipe! - repreendi imediatamente.
-Esquece! Eu também não queria saber dos pormenores mórbidos e se fosses tu a falar disso, oh meu Deus, nem tapar os ouvidos era suficiente! - riu a Mónica
-Ai, olha a piada! É pá, tu desde que namoras com aquele brazuca que andas uma espertinha que vou-te contar! Andas a aprender o que não deves! - disse o meu namorado, metendo-se com ela.
-Olha, para lá de culpar o meu brasileiro porque contigo também se aprende, sabes oh português! - desdenhou ela, com um sorriso disfarçado.
-Ai é? Então diz-me lá o que é que aprendes comigo, hã? A fazer bebés não é de certeza, senão a esta hora já me tinhas dito que ia ser tio!
E desta vez o Rúben foi mais parvinho ainda e por isso a Mónica acentou-lhe uma chapada no braço, quer por sinal lhe causou uma ligeira dor.
-É pá, que parvo! Mas olha, não foi mesmo, não me contas nada!
-É pá, que não seja por isso! Oh amor, deixa-me lá contar à Mónica com...
-Não! - respondi, ainda a rir com aquela conversa parva.
-Oh amor, vá lá, não vês que assim não somos tios? E ela está interessada, não vês?
-Oh Rúben1 - continuei a tentar a repreensão, sem conter o riso.
-O outro menino não deve saber fazer como deve ser! - continuou o Rúben.
-Oh Rúben, cala a boca! - voltei a repreender.
-Deixa! - riu a Mónica. - Não me afetas Rúben! O outro menino sabe muito bem o que faz.
-Hm-hm - voltou ele a desdenhar. - Não tenho bem a certeza.
-Acho que comprovar se faz ou não já não fazes, por isso...
-Ih, credo, não! Fica lá tu com ele!
-Vocês importam-se de parar esta conversa? Está a ficar cada vez mais parva e estranha! - pedi, ainda a rir. De repente o telemóvel da Mónica tocou.
-Ai olha, vamos para mesmo, já chega! - concordou ela. - O Zach está a ligar-me, por isso, cala-te Rúben!
-Rúben? Pronto, é sempre o Rúben! - gozou ele.
-É sempre o Rúben, sim! - gozou ela também. - Agora deixa-me atender! - Ela levantou-se e foi para a cozinha atender.
-Então, não podia atender aqui? Quer dizer, primeiro manda-me calar e depois vai atender para a cozinha! - brincou o Rúben, porém notei-lhe um esgar de seriedade no olhar.
-Oh, deixa-a Rúben, é o melhor amigo dela! - respondi-lhe, no entanto fiquei brevemente ocupada em tentar decifrar aquele olhar perante a situação.
-E lá vamos nós acordar outra vez para ir comer! - riu, ainda de olhos fechados. Ri também, sorrindo simultaneamente ao observar o seu sorriso.
-Se não fosse assim era de estranhar, Rúben! - ri novamente.
-Já sabes como é que é, princesa! - riu também. Acabámos por nos levantar da cama e dirigir-nos até às escadas para descermos até ao andar inferior.
- Só para saberem, eu já cheguei, por isso convém que estejam decentes! - ouvimos a voz da Mónica vinda da sala, parando então a meio das escadas.
-Bem, então eu tenho de ir vestir-me. A não ser que não te importes de me ver só de boxers, cunhadinha!
-Ela pode não se importar, mas eu importo, por isso vai vestir-te Rúben Filipe! - disse logo eu, fazendo-o gargalhar, para em seguida voltar ao quarto. Desci até à sala e fui cumprimentar a minha melhor amiga, mas desta vez fi-lo com um abraço algo forte.
-Então... - sorriu ela.
-Obrigada!
-Pelo quê?
-Ainda perguntas? - retorqui, olhando-a de forma meio repreendedora, mas com alegria no olhar. - Por tudo! Fizeste muito por mim, em relação ao Rúben, e se há alguém a quem devo alguma coisa por agora estar finalmente com ele é a ti! A ti e ao nosso grupo! - sentámo-nos no sofá.
-Tu não me deves nada! Apresentaste-me o homem da minha vida, tu e o Rúben, isso chega-me! E tu és a minha melhor amiga, por isso cala-te e conta-me tudo!
-És mesmo parva! - ri.
-Conta lá, antes que o meu cunhadinho decida aparecer!
-O teu cunhadinho já chegou, tarde demais! - disse o Rúben, chegando junto do sofá.
-Tu tens uma mania de chegar sempre na altura errada, sabias? Agora que ela me ia contar uma coisa! - reclamou ela.
-Eu não disse que ia contar! - sorri.
-Ah, o quê, tu queres saber como é que...? - interveio o Rúben, sentando-se do meu lado direito, encostando o seu peito, agora coberto pela sua camisola, às minhas costas, aconchegadas pelo tecido da minha camisa de dormir, assim como o seu abraço. - Ah, está bem, então foi...
-Rúben! - quase gritei, de modo a impedi-lo de contar à minha melhor amiga como é que tinha sido a nossa noite.
-Ei, calma princesa! - sorriu. - Pensando melhor, acho que não te vou contar! Podes ser a minha cunhadinha, mas quer dizer, há coisas que...
-Ai de ti que abrisses a boca, Rúben Filipe! - repreendi imediatamente.
-Esquece! Eu também não queria saber dos pormenores mórbidos e se fosses tu a falar disso, oh meu Deus, nem tapar os ouvidos era suficiente! - riu a Mónica
-Ai, olha a piada! É pá, tu desde que namoras com aquele brazuca que andas uma espertinha que vou-te contar! Andas a aprender o que não deves! - disse o meu namorado, metendo-se com ela.
-Olha, para lá de culpar o meu brasileiro porque contigo também se aprende, sabes oh português! - desdenhou ela, com um sorriso disfarçado.
-Ai é? Então diz-me lá o que é que aprendes comigo, hã? A fazer bebés não é de certeza, senão a esta hora já me tinhas dito que ia ser tio!
E desta vez o Rúben foi mais parvinho ainda e por isso a Mónica acentou-lhe uma chapada no braço, quer por sinal lhe causou uma ligeira dor.
-É pá, que parvo! Mas olha, não foi mesmo, não me contas nada!
-É pá, que não seja por isso! Oh amor, deixa-me lá contar à Mónica com...
-Não! - respondi, ainda a rir com aquela conversa parva.
-Oh amor, vá lá, não vês que assim não somos tios? E ela está interessada, não vês?
-Oh Rúben1 - continuei a tentar a repreensão, sem conter o riso.
-O outro menino não deve saber fazer como deve ser! - continuou o Rúben.
-Oh Rúben, cala a boca! - voltei a repreender.
-Deixa! - riu a Mónica. - Não me afetas Rúben! O outro menino sabe muito bem o que faz.
-Hm-hm - voltou ele a desdenhar. - Não tenho bem a certeza.
-Acho que comprovar se faz ou não já não fazes, por isso...
-Ih, credo, não! Fica lá tu com ele!
-Vocês importam-se de parar esta conversa? Está a ficar cada vez mais parva e estranha! - pedi, ainda a rir. De repente o telemóvel da Mónica tocou.
-Ai olha, vamos para mesmo, já chega! - concordou ela. - O Zach está a ligar-me, por isso, cala-te Rúben!
-Rúben? Pronto, é sempre o Rúben! - gozou ele.
-É sempre o Rúben, sim! - gozou ela também. - Agora deixa-me atender! - Ela levantou-se e foi para a cozinha atender.
-Então, não podia atender aqui? Quer dizer, primeiro manda-me calar e depois vai atender para a cozinha! - brincou o Rúben, porém notei-lhe um esgar de seriedade no olhar.
-Oh, deixa-a Rúben, é o melhor amigo dela! - respondi-lhe, no entanto fiquei brevemente ocupada em tentar decifrar aquele olhar perante a situação.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Mais divulgações
Bem, e aqui estou eu novamente para divulgar três fic's!
Duas da Dulce Vieira:
Duas da Dulce Vieira:
E mais uma, da Carolina Araújo:
Leiam que vale a pena, são lindaas *-*
Beijinhos*
Mónica
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Divulgação
Olá! :D
Bem, o que me traz agora aqui é a divulgação de uma fic, que está no principio. É da Sofia Martins, e é com o Enzo Pérez: http://meperdientusonrisa-enzo.blogspot.pt/! Vejam, sigam, leiam, e maravilhem-se com a história!
Relativamente ao meu próximo capitulo, não sei quando conseguirei voltar a postar, mas tentarei ser o mais breve possível!
Beijinhos*
Mónica
Bem, o que me traz agora aqui é a divulgação de uma fic, que está no principio. É da Sofia Martins, e é com o Enzo Pérez: http://meperdientusonrisa-enzo.blogspot.pt/! Vejam, sigam, leiam, e maravilhem-se com a história!
Relativamente ao meu próximo capitulo, não sei quando conseguirei voltar a postar, mas tentarei ser o mais breve possível!
Beijinhos*
Mónica
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Capitulo 27 (parte IV)
Olá!
Bem, finalmente vos deixo aqui mais um capitulo! Peço imensas desculpas por demorar tanto, mas agora estou a trabalhar e o tempo é ainda menos! Mas prometo ir escrevendo, aos poucos, para sempre que puder vos deixar novos capítulos!
Bem, finalmente vos deixo aqui mais um capitulo! Peço imensas desculpas por demorar tanto, mas agora estou a trabalhar e o tempo é ainda menos! Mas prometo ir escrevendo, aos poucos, para sempre que puder vos deixar novos capítulos!
Espero que gostem e deixem os vossos
comentários, por favor!
Beijinhos*
Beijinhos*
Mónica
Visão
Rodrigo
Como a gente
tinha combinado, voltei a ligar prá minha namorada mais tarde. Só de ouvir a
voz dela e não poder olhar no seu rosto me dava saudade ainda maior! Sentia a
minha casa com um vazio de todo tamanho, e um silêncio incomum nesses últimos
tempos naquela casa. Decidi subir e ir até ao quarto da minha irmã, buscando um
pouco da sua companhia, visto qui ela tinha passado o dia com o Mauro, curtindo
o inicio do namoro deles. Bati na porta do quarto esperando a permissão dela.
-Entra!
-Posso? –
perguntei, abrindo a porta e espreitando pra dentro do quarto.
-Claro qui
pode! – Entrei e me sentei na sua cama, enquanto ela arrumava umas roupas no
armário. – Precisando de alguma coisa?
-De
companhia, de distração.
-Oin, o meu
minino tá morrendo de saudade da namorada! – sorriu-
-Morrendo
mesmo! Tá tudo tão vazio sem ela!
-Principalmente
o seu coração, né? – sorriu, me olhando docemente, enquanto fechava as portas
do armário e se sentava do meu lado.
-É.
-Eu sei qui
custa pra caramba, mas fica calmo! Cê vai ver, logo logo ela já voltou aqui pra
junto da gente!
-Tomara qui
sim!
Bom, mas
enquanto a Mónica não volta pra fazer companhia pr’agente, eu tenho uma
proposta pra fazer pra você!
-Uma
proposta? Qu’qui vem daí!
-Fica
descansado qui não é nada de ruim!
-Então fala,
o qui é?
-Eu quiria
pedir pra você se eu posso ficar aqui na sua casa.
-Ficar aqui?
Mas, eu não tou entendendo onde qui você quer chegar. Você já tá aqui.
-É, eu ia
ficar aqui até dia 10, mas, eu tou falando até depois disso. Tipo ficar morando
com você.
-Morar aqui?
Pode, é claro qui pode! Mas, e a Faculdade? Cê já tinha pensado em tudo.
-É, mas eu
já pensei em tudo de novo, pra cá. Você sabe qui eu amo Portugal, e você mora
aqui, e agora eu tenho o Mauro também…
-Você já
falou com o papai e com a mamãe?
-Mais ou
menos. Eu dei a entender qui eu gostava de vir pra cá, mas ainda não falei nada
com eles não.
-Tá, então
você trata das coisas prá Faculdade cá qui eu depois ti ajudo a falar com eles!
-Brigada,
coração! – abriu um enorme sorriso e se pendurou no meu pescoço, me dando um
beijo no rosto.
-Ui, me
chamou de coração! – zoei.
-Ah, você
sabe qui eu ti amo, maninho!
-Eu também
te amo muito, minha pequinininha!
-Ae,
pequinininha mas linda, tá!
-A mais
linda, maninha!
-Então e já
ligou pra ela hoje? – perguntou, se referindo à Mónica.
-Umas três
vezes! Me deixou ainda com mais saudade!
-É, eu
compreendo você. Mas bom, agora qui eu vou ficar aqui com você já não vai se
sentir tão sozinho!
-É, espero
qui não! Agora qui você e o Mauro tão juntos você só quer saber do namoradinho,
né? – zoei.
-Ah, não
fica assim! Hoje eu não tive com você, mas eu vou compensar! E eu vou fazer
companhia pra você quase todos os dias!
-Espero qui
sim, viu? Tô contando com isso, pelo menos enquanto a Mónica não tá cá pra
ocupar os meus dias!
-Prometido
maninho!
-Tá… -
sorrri. – Bom, eu vou pró meu quarto, vou deixar você à vontade! – falei, me
levantando da cama.
-Rodrigo –
olhei pra ela.
-Fala.
-Quer dormir
aqui comigo hoje? Assim a gente fica conversando e fazendo companhia um pró
outro.
Acabei
aceitando e a gente ficou conversando até adormecer. Já fazia algum tempo qui
eu não passava um tempinho assim com a minha irmã e esse tempinho pr’além de
saber bem ajudou a me distrair e não pensar tanto na saudade qui tava sentindo
da minha namorada.
Visão Mónica
Vimos uns
dois episódios da série, mas depois acabámos por despender apenas uns vinte
minutos de conversa, para depois nos irmos deitar. Notei completamente a
diferença entre dormir envolta no abraço do Rodrigo e aconchegada no seu peito,
e agora apenas estar envolta nos lençóis e cobertores e a cabeça pousada na
almofada. Ao pensar neste último mês da minha vida, nem parecia verdade. De
repente, tinha sonhos concretizados. Tinha encontrado a perfeição numa pessoa
que me amava tanto quanto eu o amava a ele, que me fazia viver momentos que
nunca tinha pensado concretizar… E amar… Amar parecia uma palavra tão forte…
Sempre dissera que queria se amada, e amar em igual medida, mas nunca tomara
consciência do real peso de tal sentimento. Mas agora eu já havia cruzado a
minha vida com tamanho sentimento. E se outrora pensara que era grande, agora
tinha a certeza da sua gigantesa. Amor. Uma palavra tão pequena com um
significado enorme, porém, um significado que varia de pessoa para pessoa, mas
que mesmo assim nunca é apresentado na sua totalidade. Mas agora a minha
definição já cá estava. Definia-se através de apenas três palavras: Rodrigo
Moreno Machado. Num mês apenas tinha descoberto um sentimento que nunca havia
sido despoletado no meu interior, e isso devia-se a este homem. O homem que em
tão pouco tempo me havia tornado na rapariga mais feliz e concretizada do
mundo, o homem que me fazia sonhar ainda mais alto, me fazia acreditar que não
existiam impossíveis, apenas fases mais difíceis. E era o homem com quem sempre
havia sonhado, e que agora se revelava ainda melhor pessoa do que já costumava
aparentar. Definitivamente, a minha vida tinha dado uma grande volta, e essa
volta tinha trazido consigo uma felicidade de todo tamanho, uma felicidade que
há muito pedia e que agora via concretizada.
Acordei eram
9.10h. Assim que abri os olhos, todos os pensamentos que me tinha atravessado a
mente na noite anterior voltaram a inundar o meu pensamento, e eu sorri
automaticamente. E em seguida o meu rosto voltou a reforçar-se de um sorriso,
ao recordar que na manhã anterior tinha deixado a Andy e o Rúben em nossa casa,
a conversar, e o facto de não receber nenhuma chamada de teor alarmante tinha
mais probabilidades de significar um entendimento entre ambos. Vesti-me e desci
até à sala, onde o Zach já se encontrava.
-Good
morning! How did you sleeped?
-Could be
better, but good, anyway.
-Was cold, the bed? – meteu-se comigo, piscando-me o
olho.
-Yeah, so cold,
but now it’s going to be like this for a long time, so…
-Hm. Well, I
was waiting for you to have the breakfast, so, let’s eat?
-Yeah, I’m starving! – concordei, levantando-me de
imediato do sofá.
A manhã
passou entre muita conversa, e o Zach ainda tentou convencer-me a lá almoçar,
mas eu recusei, pois agora a curiosidade acerca dos últimos acontecimentos
entre a Andy e o Rúben estava a aumentar. Pedi ao Zach que me levasse a casa e
ele acedeu ao meu pedido.
Coloquei a chave na porta com cuidado e tentei
fazer o menor barulho possível, de modo a não fazer notar a minha presença.
Pousei as minhas coisas no sofá da sala e fui verificar o piso inferior.
Ninguém. Decidi então subir ao andar de cima. Não se fazia sentir barulho
algum. Ainda que com algum receio, coloquei a mão no puxador da porta do meu
quarto e da Andy e abri a porta, cuidadosamente, espreitando para o seu
interior. E aí vi o cenário que há muito tempo toda a gente ansiava ver
concretizado. Finalmente a Andreia e o Rúben haviam encontrado a harmonia
através da junção dos seus sentimentos. Finalmente ela havia libertado o seu
coração, havia entregue os seus sentimentos àquele que lhe despojava o coração
incansavelmente. Estavam os dois a dormir, abraçados, na cama dela, e ambos
exibiam um ténue sorriso. A felicidade e o amor haviam envolto as suas vidas,
agora em paz. Voltei a fechar a porta calmamente, com um sorriso enorme no
rosto por ver que finalmente aquelas duas alminhas estavam juntas. Desci até à
sala e sentei-me no sofá, radiante, pegando em seguida no telemóvel para ligar
ao meu namorado a contar a novidade.
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