segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal! :D




Passei por aqui para vos desejar um Feliz Natal!
Espero que passem esta quadra tão importante junto da vossa familia e todos os que amam e que seja um dia maravilhoso! :D
Aproveito ainda para vos agradecer! Por todas as visitas, todos os comentários, por cada palavra de carinho e incentivo que me fazem continuar a escrever com ainda mais gosto e carinhos! Sem vocês, nada do que já tenho até hoje seria possivel! Muito, muito obrigada! :D
 
Beijinhos* e mais uma vez Feliz Natal para todos!
Mónica

domingo, 23 de dezembro de 2012

Capitulo 24 (parte III)

Olá! :D
Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo, espero que gostem e deixem os vossos comentários, pois vejo que as visualizações são em bom número no entanto não tive comentários no capitulo anterior :c
E já agora, aproveito para pedir desculpa à Mariana Mendes, da fic '' (Re)Encontros entre Amigos'', pela ansiosidade causada, mas estive, e ainda estou um pouco doente, e por isso só consegui terminar o capitulo agora! :)


Beijinhos*
Mónica


(Visão Mónica)

-Segue aquela placa – pedi.

-Praia da Conceição?

-Sim. Já cá vieste?

-Não, conheço só de nome.

-Então vais lá agora!

-Vou deixar aqui o carro e a gente segue a pé, pode ser?

-Claro.

Ele estacionou e saímos do carro. O Rodrigo trancou-o e veio abraçar-me para iniciarmos caminho até à praia.




-Cê costumava vir aqui muita vez?

-Não eram assim tantas vezes, mas sempre adorei vir aqui. Quando eu era mais pequena, eu e a minha mãe vínhamos todos os dias passear para Cascais e vínhamos aqui muitas vezes… Sinto-me calma quando venho aqui.

-Cê pensa muita vez nela? – perguntou cuidadosamente, com um travo carinhoso na voz.

-Muitas.

-Mas não vai ficar triste agora, vai? – voltou a perguntar no mesmo tom.

-Não, não vou! – sorri-lhe. Ele sorriu-me de volta e deu-me um abraço bem forte, que terminou com um beijo na cara. Fomos andando enquanto conversávamos até que avistei uma pessoa de costas que me parecia familiar. Depois de ouvir a voz dela não tive mais dúvidas. – Amor, espera aí um bocadinho – pedi ao Rodrigo, soltando-me do seu abraço. – Margarida? – chamei, ao chegar perto da minha prima. Ela virou-se e olhou-me, surpreendida.

-Amor! – exclamou, abraçando-me. – O que é que estás aqui a fazer?

-Vim passear. E tu, o que é andas aqui a fazer?

-Estou à espera da Sara.

-Ah. E o teu pai deixou-te vir?

-Deixou.

-A sério?

-Sim.

-Boa!

-E vieste sozinha?

-Não, vim com o Rodrigo – afirmei, olhando para trás, para o meu namorado, que agora estava a dar autógrafos a dois rapazes que o tinham reconhecido.

-Ah, pois é! Esqueci-me que agora vou ter de me habituar que namoras com ele e já não queres saber da Meggy para nada! – gozou.

-Não é nada disso, amor! É que estes dias têm sido complicados!

-Hm-hm. Chama-lhe complicados! – riu.

-A sério amor, não tenho parado…

-Está bem, está bem. Bem, mas olha, já que o rapazinho está aqui podias apresentar-mo. Eu sei que vocês namoram, mas ainda não o conheci!

-Sim, claro, vamos – concordei, segurando a sua mão e encaminhando-nos para junto do meu namorado. – Amor! – chamei pelo Rodrigo, que olhou de imediato para mim, depois de entregar mais um autógrafo. – Queria apresentar-te a minha prima Margarida – disse, apontando para a minha prima. – Amor, é o meu namorado, o Rodrigo – apresentei, olhando para a minha prima.

-Oi! – sorriu o meu namorado cumprimentando a minha prima com dois beijinhos.

-Olá – cumprimentou ela sorrindo.

-É impressão minha ou você chamou a sua prima de amor?

-Chamei, porquê?

-Porqui eu pensei qui só eu qui era o seu amor… - sorriu, mostrando-me um dos sorrisos que eu mais gostava dele. Mesmo assim, não tinha nada para que me convencesse. Não era uma questão de escolha, era simplesmente a verdade.

-Ah, desculpa amor, mas não és o único amor da minha vida! – sorri.

-Claro! Tu não vives sem mim! – riu a minha prima.

-E tu sem mim, oh!

-Eu não disse que vivia sem ti! – sorriu ela. Em seguida rimos as duas às gargalhadas, e o Rodrigo sorria ao ver aquelas cenas.

-Mas é óbvio que tu és o meu amor. Amo-te de maneira diferente da maneira que amo os outros – sorri para o Rodrigo, entrelaçando as minhas mãos nas suas. Ele ofereceu-me um enorme sorriso, o que me levou a sorrir ainda mais. – Então e o que é que tu e a Sara vieram fazer aqui? – perguntei à minha prima.

-Viemos passear um bocado e ela precisa de me contar umas coisas.

-Ah, está bem.

De repente apareceu mais um fã e o meu namorado teve de soltar as minhas mãos para dar o autógrafo.

-Olha, agora lembrei-me! O Rodrigo conhece o Ricky? – perguntou-me a minha prima num tom mais baixo para que  o meu namorado não ouvisse, no entanto acho que não resultou, pois reparei que ele esboçou um pequeno sorriso. Olhei para ele, lançando-lhe um olhar meio autoritário, para que escondesse o sorriso. Ele fê-lo. Voltei a olhar para a minha prima.

-Não sei. Mas posso perguntar-lhe. – Ela sorriu.

-Pergunta, pergunta! Por favor, por favor, por favor!

-Está bem, eu pergunto.

-Obrigada! – agradeceu, sorrindo-me e dando-me um abraço.

-De nada, amor.

Ela olhou para o telemóvel.

-A Sara está a chegar – informou.

-Ah. Queres que fiquemos contigo até ela chegar? – perguntei.

-Não, não é preciso. Podem ir-se embora.

-De certeza?

-Sim. E não te esqueças de falar com o Rodrigo sobre aquilo!

-Está bem, eu não me esqueço! – ri. – Amor – chamei o meu namorado. – Vamos andando. A amiga dela está a chegar.

-Tá bom.

-Então depois falamos, amor – disse eu à minha prima, dando-lhe um beijo na cara.

-Sim. Depois podíamos combinar qualquer coisa.

-Eu estava a pensar ir a casa da avó.

-Oh, mas vais a casa da avó…

-E também não posso ir à tua também, oh?

-Podes…

-Eu queria era que estivéssemos todos juntos. Vocês podiam ir lá a baixo à casa da avó para estarmos todos!

-Vais… - ironizou.

-Ai, oh Margarida! Eu vou lá estar!

-Não sei.

-Não fazias isso por mim?

-Vou pensar!

-Vais pensar?

-Sim.

-Amor, é por mim! Eu raramente estou cá, agora. E eu queria que estivéssemos todos juntos para apresentar o Rodrigo a todos ao mesmo tempo!

-Está bem, se calhar eu vou!

-Se calhar? Eu acho que essa parte está aí a mais!

-Chata!

-Mas tu gostas!

-Parva! Está bem, eu vou!

-Boa! Então depois eu combino com as tias e digo-te para estares lá também!

-Sim, depois combinamos.

-Então vá, adeus amor! – dei-lhe novamente um beijo no rosto e um abraço.

-Vem rápido, ouviste? – pediu ela.

-Enquanto eu não for vamos falando!

-Não é a mesma coisa!

-É melhor que nada, não é? – respondi, largando as suas mãos.

-É.

-Tchau, Margarida. Gostei de conhecer você! – despediu-se o Rodrigo, dando-lhe dois beijinhos.

-Eu também gostei de te conhecer! Afinal até és engraçadito! – riu a Margarida.

-Se isso era um elogio, obrigado.

Ela riu-se.

-Então vá, adeus amor! – disse eu.

-Adeus, sweetie! – mandou um beijo para o ar e depois separámo-nos.

-O qui é qui foi aquilo do ‘’engraçadito’’? – perguntou-me o Rodrigo, agarrando a minha mão.

-Ah, não é nada demais!

-Mas é o quê?

-Digamos que antes eu passava o tempo todo a falar de ti…

-Agora deixou de falar? – sorriu.

-Não tonto, óbvio que não! Mas antes eu era apenas uma fã e admiradora.

-Ah, claro! Você agora é a namorada perfeita!

-E tu és um exagerado do caraças!

-Tá bom, às vezes sou um pouquinho! Mas o qui é qui tem a ver você tar sempre falando em mim e a sua prima ter dito qui eu até sou ‘’engraçadito’’?

-Ela não te achava muita piada, mas agora deve ter visto que és melhor do que ela pensava!

-Assim parece qui ela tinha uma ideia muito má de mim!


-Não, não tinha, só não te achava tanta piada quanto eu!

-Hm, mas mesmo assim, acha qui esse tempinho deu pra passar a achar piada?

-Pelos vistos deu.

De repente começámos a rir. Que conversa mais parva!

-Vamo sentar um pouquinho? – sugeriu.

-Vamos.

Caminhámos pela praia e sentámo-nos à beira-mar. Encostei-me ao seu peito.

-Essa praia é mesmo agradável – comentou, abraçando-me.

-Eu disse-te.

-Você tá mesmo pensando em me levar pra conhecer o resto da sua família?

-Claro. O pior já tu fizeste!

-O quê, conquistar você? – sorriu.

-Oh, não. Conhecer o meu pai e a minha irmã.

-Ah tá…

-Já vais começar com a insegurança?

-Ah, não é insegurança, mas, quer dizer, eu vou conhecer as suas tias, a sua avó…

-Os meus primos…

-Isso. E todos eles são muito apegados em você e você neles.

-E então?

-E se eles não gostarem?

-De quê?

-De ver a gente junto. De mim.

-Eu gosto.

-Você eu sei, mas e eles?

-Ai Rodrigo, chega disso! – pedi, virando-me de frente para ele.

-Tá bom, pronto, chega. Vamo aproveitar!

-Isso mesmo!

-Tem alguma sugestão ou vamo ficar por aqui?

-Podíamos ficar por aqui… Mas tens alguma sugestão, é?

-Por acaso até tenho!

-Qual?

-Pra começar, você podia me dar um beijo. Já tou sentindo a falta – sorriu. Sorri também e juntei os meus lábios aos seus durante algum tempo.

-Sabe tão bem estar nesta praia contigo… - sorri, encostando-me novamente ao seu peito.

-É, eu também tou adorando tar aqui com você.

-A praia já era especial, e agora que tu está aqui comigo ainda mias especial se tornou.

-Ah, mas a gente não tá fazendo nada de especial pra ser mais especial.

-Não precisamos. Basta-me estar aqui, abraçada a ti. Os bons momentos fazem-se com coisas simples – sorri.

-É, fazem sim – sorriu. – E olha, desculpa tar estragando esse momento bom, mas eu tou ficando com fome.

Eu dei uma gargalhada.

-Não faz mal – ri. – Queres que te indique algum lugar ou contentas-te com qualquer coisa?

-Na verdade eu acho qui vi um sítio.

-Onde?

-Aquele edifício azul por onde a gente passou é um centro comercial, não é?

-Sim, é o Cascaisvilla. Estás a pensar lá ir?

-Tava pensando sim.

-Tens a certeza? Vais demorar a sair de lá, depois.

-Eu sei, mas eu não vou deixar de ir onde eu quero só porqui vou ser reconhecido. E você vai ter qui começar se acostumando.

-Eu sei, eu sei… Bem, vamos, Então? – perguntei, levantando-me e olhando para baixo, para ele, que permanecia sentado na areia.

-Vamos – respondeu, levantando-se. Eu permaneci a olhá-lo, recebendo um sorriso seu juntamente com um carinho na cara, segurando em seguida a minha mão. Regressámos até junto do seu carro, entrámos e ele conduziu até ao estacionamento do centro comercial. Pouco depois de termos entrado no Cascaisvilla voltaram a aparecer mais fãs. Desta vez foram mais discretos e em menor número. Subimos até ao terceiro andar, onde se encontravam os restaurantes e os locais de refeições e fmos lanchar. Ficámos a passear pelo centro comercial acabando depois por voltar para o carro seguindo para sua casa.

-Ah! Estou cansada! – exclamei, sentando-me no sofá depois de pousar o casaco e a mala junto do mesmo.

-A gente passeou o dia todo, e a praia dá moleza na gente – disse o Rodrigo, sentando-se ao meu lado.

-Pois dá.

-A gente é qui podia ficar dando mole agora… - sugeriu, abraçando-me.

-Está bem, mas não durante muito tempo. Daqui a pouco preciso que me leves a casa.

-Então a gente só ficava aqui mais meia hora? – perguntou, desanimado.

-Sim.

-Ah, não vai – pediu. – Fica comigo hoje – começou a dar-me pequenos beijos no pescoço.

-Hm…

-Por favor… - voltou a pedir.

-Está bem, pronto, eu fico – cedi.

-Boa! – sorriu.

-Mas então deixa-me ligar à Andy a avisar.

-Manda mensagem, é mais rápido.

-Custa-te assim tanto ouvir-me falar com ela ao telefone nem cinco minutos?

-Não, custa é ter de esperar pra beijar você de novo.

-Oh – sorri.

Tirei o meu telemóvel da mala e escrevi uma mensagem para a Andy a avisar que não ia dormir a casa e depois voltei a guardá-lo.

-Já posso? – perguntou ele.

-Já podes o quê?

-Ti dar um beijo.

-Não.

-Não? – perguntou, surpreendido.

-Não.

-Porquê? – voltou a questionar com a mesma confusão no rosto e na voz.

-Antes eu quero falar contigo sobre um assunto muito sério.


(Visão Andreia)

No entrar em casa pude constatar que a Mónica ainda não tinha chegado. Fui até à cozinha pôr os chocolates que tinha trazido no frigorífico e depois subi até ao quarto para deixar a minha mala e o casaco e entretanto recebi uma mensagem.

De: Mónica

Olá Andy J Desculpa só estar a avisar agora, mas vou passar a noite em casa do Rodrigo. Beijinhos. Até amanhã. Adoro-te :D


Para: Mónica:

Olá J Não faz mal, eu também só cheguei a casa agora. Então falamos amanhã. Beijos. Também te adoro.

Desci até à sala e fiquei a ver televisão. Não tinha fome para jantar e acabei por ir deitar-me cedo pois estava cansada.

Acordei eram 9.00h e depois de tomar banho, vesti-me e fui até à cozinha tomar o pequeno-almoço. Assim que abri o frigorífico para tirar o leite reparei na caixa de chocolates que tinha trazido no dia anterior. Pousei o pacote de leite na bancada e sentei-me numa das cadeiras da cozinha. O Rúben tinha mesmo adivinhado onde é que eu queria ir. Eu sempre tinha querido ir à Feira do Chocolate e o Rúben levou-me lá. Foi muito giro, e para além de estarmos rodeados de chocolate, o Rúben não parou de fazer palhaçadas. Passámos o dia a rir e foi fantástico voltar a divertir-me assim com o meu melhor amigo…

-Oi! – despertou-me a Mónica, estalando os dedos à minha frente. – Bom dia!

-Bom dia – respondi, levantando-me e indo buscar o leite que tinha tirado do frigorífico.

-Ainda estavas a dormir em pé, tu.

-Oh, não estava nada. Estava só a pensar…

-A pensar…?

-No dia de ontem.

-No dia de ontem? O que é que se passou no dia de ontem para ficares a pensar assim nele?

-Fui sair com o Rúben.

-Com o Rúben? – perguntou um pouco surpreendida.

-Sim, qual é que éo espanto? Ele é o meu melhor amigo.

-Hm, o teu melhor amigo, sei…

-Ai, oh M&M, não começes!

-É verdade Andy, tu sabes que o que sentes pelo Rú é amor!

Sentei-me para finalmente tomar o pequeno-almoço.

-Não, não é. O que eu sinto pelo Rúben é amizade, uma amizade muito grande, e é amor de irmã mais nova, mais nada.

-Não, não é Andreia. O que vocês sentem um pelo outro é amor, e é amor de verdade. Vocês estão apaixonados um pelo outro e toda a gente está cansada de saber disso! E tu admitiste-mo.

-Não estamos nada! – Ignorei a sua última frase. Nem queria lembrar-me de tal coisa. – O amor é…

-O amor é… Amorim!

-O quê?!

-O amor é Amorim. Para ti o amor é Amorim, Rúben Amorim E nemtentes contrariar-me porque sabes perfeitamente que é verdade!

De repente o David e o Rodrigo vieram ter connosco à cozinha.

-Qu’qui tem o manz? – perguntou o David, vindo até junto de mim, dando-me um beijo na testa e sentando-se à minha frente.

-Nada, o Rúben não tem nada – argumentei logo. – E já agora, o que é que vocês estão aqui a fazer? – perguntei ao David e ao Rodrigo.

-Eu vim entregar a Mónica e dizer um Oi pra você – respondeu o Rodrigo.

-E tu caramelo? – virei-me para o David.

-Aqui o caramelo veio ver como qui cê tava. Eu sei qui você já tá melhor porqui eles me disseram, mas você não me disse nada!

-Desculpa David! É que…

-Não precisa se explicar, o qui importa é qui  você já tá bem! E ainda bem qui você e o manz fizeram as pazes! Tava ficando difícil de aturar vocês dois de costas voltadas – riu ele.

-Pois, desculpem…

-Agora é difícil de aturar o Rúben falando a toda hora de você e dizendo qui tá super contente por voltar a tar numa boa com você! Mas isso até dá gosto de aturar! – voltou a rir.

De repente ele recebeu uma mensagem, e poucos segundo depois o Rodrigo também pegou no telemóvel. Depois de lerem as mensagem, olharam-se discretamente, no entanto eu e a Mónica captámos tal olhar.

-Eu preciso ir – começou o Rodrigo, enquanto colocava o telemóvel no bolso. – Amor eu depois ti ligo ou passo aqui por casa, Tá bom? – deu um beijo à Mónica.

-Ok, mas o que é que se passou para teres de ir embora assim tão de repente?

-Eu tenho de ir tratar de umas coisas, mas eu depois ti ligo – respondeu ele, vindo dar-me dois beijinhos de despedida.

-Ok… - respondeu-lhe a minha melhor amiga, desconfiada.

-É gente, eu também preciso ir. Tenho umas coisas pra tratar também – disse o David, levantando-se. – Eu vim mesmo só ver como qui cê tava – disse-me.

-Está bem… - respondi, num tom parecido com o que a minha melhor amiga tinha usado com o Rodrigo. Isto era esquisito e tinha alguma coisa, senão tudo, a ver com as mensagens que eles tinham recebido.

-Depois a gente se vê, então – veio até junto de mim e deu-me um beijo na testa. – Tchau pequinina – disse-me novamente o David. Deu um beijo na testa à Mónica. – Tchau. Tchau meninas! – sorriu.

-Adeus – dissemos nós as duas. Eles vir4arm-se e foram até à porta de entrada da casa. Assim que eles saíram a Mónica sentou-se onde o David tinha estado sentado.

-Isto foi esquisito – comentou.

-Se foi. Aquelas mensagens…

-Pois… Estou para ver o que é que eles foram fazer.

-E eles os dois foram para o mesmo sítio.

-Claro que foram, senão o Rodrigo não tinha esperado pelo David para sair. Despediu-se à pressa mas teve tempo para esperar pelo David…

-Eles devem é ter pensado que nós não percebemos.

-Enganaram-se. – Levantei-me para ir pôr a minha loiça no lava-loiça. – Então mas conta-me lá onde é que tu e o Rúben foram ontem. Ou não podes dizer?

-Não vais começar, pois não?

-Não, não vou. Só queria saber onde é que vocês foram.

-Fomos à Feira do Chocolate, em Óbidos.

-A sério?

-Sim. Foi espetacular! Ah, já me estava a esquecer! Trouxe-te uns chocolates.

-Hm, que bom.

Fui ao frigorifico e tirei os chocolates.

-Toma – estendi-lhos.

-Obrigada – abriu a caixa e tirou um. – Queres? – perguntou, estendo-me a caixa.

-Não. Depois de tanto chocolate ontem não consigo comer mais! Podes comê-los todos!

-Está bem – riu, colocando a caixa novamente no frigorífico e dirigindo-se para a sala. Eu fui com ela, mas subi até ao quarto. Fiz a minha cama e fui para o computador, onde encontrei a Ana, uma grande amiga minha online, pelo que resolvi meter conversa com ela e acabámos mesmo por combinar encontrar-nos para almoçar e passarmos a tarde juntas para matar as saudades e contar as novidades. Depois de desligar o computador, peguei no meu casaco e na minha mala e desci até à sala.

-Olha, vou almoçar com a Ana e passar a tarde com ela – avisei, enquanto vestia o casaco.

-Com a Ana? Qual delas?

-A Ana Filipa.

-Ah, está bem. Divirtam-se! E manda-lhe beijinhos.

-Está bem. Mas tu também podias vir.

-Não, deixa estar. Eu também tenho de tratar de umas coisas.

-Tu é que sabes. Então vá, até logo.

-Até logo. Olha, conto contigo para o jantar?

-Sim, eu não venho tarde.

-Está bem, até logo, então.

-Até logo – despedi-me e saí de casa.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Capitulo 24 (parte II)


 Olá! :D
Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo! Espero que gostem e deixem os vossos maravilhosos comentários! :D
 
Beijinhos*
Mónica

(Visão Mónica)

Acordei eram 9.00h. Não conseguia dormir mais. Já sentia uns nervos a assolarem-me a cabeça. Levantei-me, fui tomar banho, vesti-me e desci até à sala, para ver televisão. Pouco depois recebi uma mensagem do Rodrigo.

De : Amor:

Bom dia meu amor :D Tou saindo agora de casa e daqui a meia hora, quarenta e cinco minutos tou aí pra ti pegar. Beijo. Ti amo.

Guardei a mensagem e voltei a olhar para a televisão. Mudei para a MTV e fiquei entretida, até que recebi uma nova mensagem.

De : Amor:

Tou na sua porta.

Levantei-me do sofá e fui abrir-lhe a porta.

-Bom dia – sorri levemente.

-Bom dia! – mostrou-me um grande sorriso e em seguida abraçou-me e deu-me um beijo. Depois entrou e eu fechei a porta.

-Vieste cedo.

-Vim sim. Primeiro eu quero ir dar uma volta só com você, vamo tomar o café da manhã, passear um pouquinho. Vamo descontrair antes de a gente ir falar com o seu melhor amigo.

-Nem me fales nisso! – voltei a sentar-me e ele sentou-se ao meu lado. – Estou super nervosa!

-Calma, meu anjo. Isso não é o fim do mundo. Pode parecer, mas não é. Cê vai ver qui vai tudo correr bem.

-Espero bem que sim…

-Vai sim, vai ver só. Fica tranquila.

-Achas que estou a exagerar? – perguntei. Estava super nervosa.

-Não sou eu qui sei, meu amor. Ele é o seu melhor amigo, não sou eu qui conheço ele. Mas você vai ver qui esses nervos todos são exagerados – sorriu.

-Espero bem que tenhas razão…

-Vou ter sim. Bom, agora vamo embora qui eu tou morrendo de fome.

-Podemos comer aqui – ofereci.

-Não, hoje não. Vamo embora?

-Sim, vamos. Vou só lá acima deixar um bilhete para a Andy.

-Tá bom, eu ti espero.

-Eu não demoro nada – subi as escadas, escrevi o bilhete e voltei a descer. Ele desligou a televisão e saímos para o seu carro. Fomos tomar o pequeno-almoço a uma pastelaria em Lisboa e ficámos a passear um pouco pela cidade até que chegou a hora de irmos ao encontro do Zach. Na noite passada, depois de jantar, eu e o Rodrigo tínhamos conversado para combinarmos quando é que íamos falar com o Zach, e depois de o Rúben me ter levado e à Andy a casa, liguei-lhe para combinarmos o encontro. Às 12.00h eu e o Rodrigo chegámos ao Cais do Sodré, onde tínhamos combinado. O Zach já lá estava, mas estava de costas para nós.

-Está ali – disse eu, indicando o meu melhor amigo.

-Cê não me disse qui eu tinha tado a competir com um protótipo de príncipe encantado – riu.

-Parvo, pá! Para com isso! Até parece que houve alguma competição!

-Eu tava zoando com você! – riu, abraçando-me.

-Então vai zoar para outro lado! O assunto aqui é sério!

-Tá bom, me desculpa meu amor!

-Estás desculpado.

-Vamo ter com ele, então?

-Vamos – respirei fundo e começámos a andar na direção do Zach.

-Isso vai correr bem, tá? – encorajou-me. Acenei.

-Zach! – chamei. Ele virou-se e sorria, mas ao ver o Rodrigo a meu lado o sorriso tornou-se mais pequeno.
 
 –Hi! – sorri, cumprimentando-o.

-Hi – respondeu e em seguida olhou para o Rodrigo.

-Zach, this is Rodrigo. Rodrigo, this is Zach, my best friend. – Eles disseram ‘’Olá’’ um ao outro.

-You said you needed to talk to me… - disse o Zach, olhando para mim, no entanto voltou a lançar um olhar rápido sobre o Rodrigo e depois voltou a olhar para mim.

-Yeah, I need… na we seat somewhere?

-Course. Where do you want to go?

-Close from here there’s a great restaurant – sugeriu o Rodrigo. O Zach olhou para ele.

-Okay, it’s fine.

-Nice. Then let’s go – disse eu. Fomos todos em silêncio durante o caminho. Um silêncio muito incomodativo.

-It’s here – indicou o Rodrigo. Entrámos, escolhemos uma mesa e pouco depois fizemos os pedidos.

-So, now are you going to talk? – perguntou o Zach.

-First I need you to promise me that you’ll not be mad… - pedi.

-Why? It’s something so serious?

-Ah… - comecei, nervosa.

-We need to tell you something but first we need to say that we are not playing with your feelings. This wasn’t a competition and we don’t choose who to love – disse o Rodrigo, auxiliando-me.

-You’re dating – constatou o Zach.

-Yes, we are. And I can ensure you that I’ll never hurt her.

-Actually I already understood that. The way you look at her and the care you show are enough. I can understand that she’s in good hands.

Eles estavam apenas os dois a conversar, com uma atitude muito adulta e civilizada. Conversam como se eu não estivesse ali, e pareciam estar a entender-se bem.

-You can be sure that she is. And I would like to say to you that I never competed with you. I’m not here to make you suffer, to show you that I’m better then you, because we can’t replace the place that each of us have in her life. We just wanted to be true with you and make you know about us, from us and not from other way.

-Yeah, I understand, If it was me I would do the same thing. I can’t say to you that I’m not sad, ‘cause I am. Of course I would like that she love me, but I can’t do anything about it and if she loves you I’ll respect it. I suppose I’m going to continue being her best friend and now that I see that her boyfriend really have good intentions I’m not worried.

-Thank you for the vote – sorriu o meu namorado.

-You’re welcome – sorriu o meu melhor amigo. – But, if someday she came to me complaining about you, then we will have to have a conversation – voltou a sorrir, tentando manter um ar protecionista.

-That will not happen. But I received the message – sorriu o Rodrigo.

-Well, I suppose that you have finished, so, what do you say if we ask the deserts? – sugeri. Os dois finalmente voltaram a olhar para mim e sorriram.

-I say it’s a great idea! – sorriu-me o meu melhor amigo. O Rodrigo chamou o empregado e pedimos as sobremesas. No final, saímos do restaurante e fomos a conversar até ao Cais do Sodré. Desta vez eu já falei mais.

-Well, I had a very great time with you, but I need to go. Candice is here too and she asked me to pass at the house I’m staying, to talk a little – informou o meu melhor amigo.

-Okay, we talk later, then – respondi. – And have fun with her – sorri, recebendo um sorriso seu em resposta.

-Rodrigo, really liked to meet you, and take care of her, please – pediu, enquanto davam um aperto de mão.

-Course I’ll take – sorriu o meu namorado.

Dei um longo abraço ao Zach.

-Don’t worry about me ‘cause I’m fine. Just enjoy the happiness of this relationship, okay? – pediu-me.

-Thanks for being so comprehensive, Zach.

-You don’t need to thank me, it wouldn’t be other way – sorriu.

-Love you so much! – apertei mais o abraço.

-Love too, angel. – Deu-me um beijo na testa, sorriu e foi-se embora.

-Não foi assim tão difícil, pois não? - perguntou o Rodrigo enquanto sorria.

-Pois, mas também não fui eu que tive de falar. Vocês ficaram a conversar como se eu não lá estivesse…

-Desculpa, mas eu tinha qui falar tudo aquilo pra ele.

-Está bem. Pelo menos correu bem.

-Porquê? Cê tava esperando qui corresse mal?

-Não, mas não pensei que ele fosse ficar assim tão9 bem.

-Talvez ele já tivesse desconfiando qui havia outra pessoa na sua vida.

-Pois…

-Então, já tá mais tranquila?

-Muito mais.

-Então será qui já vai me poder dar um sorriso bem grande? – perguntou sorrindo.

-Claro! – sorri. Ele abraçou-me e deu-me um beijo demorado.

-Ti amo! – sorriu-me.

-Obrigada por teres vindo comigo.

-Acha mesmo qui eu ia deixar você vir sozinha? – Sorri e depois beijei-o. – Bom, vamo aproveitar a tarde pra passear?

-Onde?

-Não sei. Onde qui cê quer ir?

-Podemos ir até Cascais?

-Claro qui sim! Vamo pró carro, então. – Andamos um pouco até ao seu carro e seguimos até Cascais. – Quer ir pra algum sítio em especial?

-Sim. Quando estivermos perto eu digo-te.

-Tá bom.

 

(visão Andreia)

Acordei com a campainha ainda eram 9.20h. Olhei para o lado e a cama da Mónica já estava feita. Em cima da minha mesa-de-cabeceira estava  um bilhete para mim. Peguei nele e desci as escadas a correr para ir abrir a porta.

-Bom dia! – cumprimentou-me o Rúben com o seu enorme sorriso, dando-me um beijo na testa e entrando.

-Bom dia… O que é que estás aqui a fazer a estas horas? – perguntei, fechando a porta.

-Vim buscar-te, vamos passear.

-Ah, mas eu não..

-A Mónica não está cá. Não vais passar um dia bonito como este em casa!

Olhei para o bilhete que tinha na mão e abri-o. A Mónica tinha ido com o Rodrigo falar com o Zach e provavelmente não viria cedo.

-Bem…

-Vai vestir-te e assim que eu trato do pequeno-almoço.

-Está bem… - resignei-me. Mesmo que eu continuasse a dizer que não ele ia acabar por tirar-me de casa. Subi até ao quarto, tomei um duche rápido, vesti-me e voltei a descer. O Rúben estava sentado no sofá a ver televisão. Olhei para a mesa da cozinha. Estava posta, com muitas coisas por onde escolher. Estava bonita.

-Tanta coisa para quê, Rúben? – perguntei, indo para junto da mesa.

-Porque é de manhã que temos de fazer a melhor refeição do dia.

-E não será também porque  tu estás cheio de fome?

-Também!

-Claro.

-Bem, mas vamos comer?

-Vamos, vamos – sentámo-nos e depois de termos comido e arrumado a cozinha preparámo-nos para sair. – Já sabes onde é que vamos? – perguntei, enquanto entravamos no seu carro.

-Ainda não sei bem.

-Vê lá para onde é que me levas!

-Está descansada que vou levar-te para um sítio que tu vais gostar!

-Hm…

A viagem foi um pouco longa, e só não foi menos porque eu não deixei o Rúben acelerar. Passámos novamente a viagem a conversar e a cantar. Sabia bem rir com ele desta maneira. Adorava a sua gargalhada. E cantar com ele metia piada, porque ele punha-se a gozar com as músicas, o que nos levava a rir ainda mais.

-Já estamos quase a chegar.

-Ah, já sabes onde é que vamos?

-Já.

-E quando é que decidiste isso?

-Há pouco tempo…

-Hm-hm, há pouco tempo… - respondi, não-convencida.

-Gostas de chocolate, não gostas? – perguntou de repente.

-O que é que viemos fazer a Óbidos? – perguntei, depois de passarmos pela placa com o nome.
– E sim, gosto de chocolate. Mas porquê? Que pergunta estúpida! – respondi, enquanto olhava pela janela.

-Sim, Óbidos, não costumamos vir para estes lados. É um sítio diferente. E não é uma pergunta estúpida! Já vais ver!

Na rua viam-se muitas pessoas e de repente o motivo de tanta agitação. Estávamos a chegar à Feira do Chocolate. Oh meu Deus, eu ia perder-me neste mundo! Estacionámos e saímos do carro.

-Já tinhas pensado nisto! – acusei.

Já, já tinha, mas tinha de ser surpresa!

-E foi! Uma surpresa boa! Obrigada, Rú! – agradeci com um enorme sorriso.

-De nada, linda – sorriu-me também. – Bem, vamos entrar?

-Vamos! Mas eu acho que me vou perder aqui no meio! – De repente ele agarrou na minha mão e ia começar a andar.
 
– Rúben? – larguei a minha mão da dele.

-O que foi?

-O que é que foi isso?

-Não disseste que te ias perder? Assim já não te perdes!

-Eu estou a falar a sério, Rúben!

-Eu também estou a falar a sério, Andy. Ou já não posso andar de mão dada com a minha melhor amiga?

-Podes, mas…

-Mas nada! – voltou a pegar-me na mão. – Vamos entrar?

-Vamos… - respondi meio envergonhada, olhando as nossas mãos, unidas. Aquele gesto, apesar de simples, deixava-me desconcertada. O seu toque baralhava-me.

-Por onde é que queres começar? – perguntou.

-Por um sítio qualquer. Vai tudo dar a chocolate! – rimos.

A Feira era gigante e a variedade era tanta que a manhã não chegou para vermos nem metade, por isso, depois de termos ido almoçar a um restaurante lá perto, fomos dar um passeio e depois voltámos à Feira para darmos a volta até ao fim.

Quando entrámos no carro já começava a anoitecer.

-Obrigada, Rú – agradeci. – Foi um dia espetacular! Diverti-me imenso!

-Eu também, linda! – sorriu – Ainda bem que gostaste e te divertiste, era essa a intenção – sorrimos. Permanecemos algum tempo caldos ouvindo apenas a música que passava na rádio. Pouco depois chegámos e o Rúben parou à porta de minha casa. Ia-mos os dois a falar ao mesmo tempo, o que nos levou a rir logo a seguir. Ele fez-me sinal para que falasse.

-Eu só ia agradecer-te, outra vez. E dizer-te que és um melhor amigo espetacular.

-Ok, obrigado. E eu só ia dizer para não comeres os chocolates todos que trouxemos, para a Mónica também provar. Mas já agora também te digo que és a melhor amiga que alguém alguma vez pode ter – sorriu.

-Primeiro, acho que agora não consigo comer mais chocolates. A super dose de hoje chegou! E segundo, estás a ser exagerado.

-Ahaha, podes crer! Acho que não vou conseguir comer chocolate durante algum tempo! E não, não estou a ser exagerado! Atéparece que não sabes aquilo que vales!

-Oh, também não sou perfeita!

-Eu não disse que eras! Mas para mim és a pequena imperfeição mais perfeita que entrou na minha vida – sorriu. Fiquei sem saber o que dizer.

-Bem, obrigada pelo elogio… - agradeci, meio envergonhada. – Ah, é melhor eu ir entrando, se não os chocolates derretem e aí é que não há chocolates para ninguém!

-Está bem, vai lá, então – sorriu. Eu abri a porta do carro. – Eh, então e o meu beijo, oh melhor amiga desnaturada!

-Oh. – Dei-lhe um beijo no rosto e ele deu-me um na testa.

-Falamos amanhã? – perguntou.

-Claro!

-Ok, então até amanhã.

-Até amanhã.

Saí do carro, fechei a porta e entrei em casa.