quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Capitulo 24 (parte II)


 Olá! :D
Bem, deixo-vos aqui mais um capitulo! Espero que gostem e deixem os vossos maravilhosos comentários! :D
 
Beijinhos*
Mónica

(Visão Mónica)

Acordei eram 9.00h. Não conseguia dormir mais. Já sentia uns nervos a assolarem-me a cabeça. Levantei-me, fui tomar banho, vesti-me e desci até à sala, para ver televisão. Pouco depois recebi uma mensagem do Rodrigo.

De : Amor:

Bom dia meu amor :D Tou saindo agora de casa e daqui a meia hora, quarenta e cinco minutos tou aí pra ti pegar. Beijo. Ti amo.

Guardei a mensagem e voltei a olhar para a televisão. Mudei para a MTV e fiquei entretida, até que recebi uma nova mensagem.

De : Amor:

Tou na sua porta.

Levantei-me do sofá e fui abrir-lhe a porta.

-Bom dia – sorri levemente.

-Bom dia! – mostrou-me um grande sorriso e em seguida abraçou-me e deu-me um beijo. Depois entrou e eu fechei a porta.

-Vieste cedo.

-Vim sim. Primeiro eu quero ir dar uma volta só com você, vamo tomar o café da manhã, passear um pouquinho. Vamo descontrair antes de a gente ir falar com o seu melhor amigo.

-Nem me fales nisso! – voltei a sentar-me e ele sentou-se ao meu lado. – Estou super nervosa!

-Calma, meu anjo. Isso não é o fim do mundo. Pode parecer, mas não é. Cê vai ver qui vai tudo correr bem.

-Espero bem que sim…

-Vai sim, vai ver só. Fica tranquila.

-Achas que estou a exagerar? – perguntei. Estava super nervosa.

-Não sou eu qui sei, meu amor. Ele é o seu melhor amigo, não sou eu qui conheço ele. Mas você vai ver qui esses nervos todos são exagerados – sorriu.

-Espero bem que tenhas razão…

-Vou ter sim. Bom, agora vamo embora qui eu tou morrendo de fome.

-Podemos comer aqui – ofereci.

-Não, hoje não. Vamo embora?

-Sim, vamos. Vou só lá acima deixar um bilhete para a Andy.

-Tá bom, eu ti espero.

-Eu não demoro nada – subi as escadas, escrevi o bilhete e voltei a descer. Ele desligou a televisão e saímos para o seu carro. Fomos tomar o pequeno-almoço a uma pastelaria em Lisboa e ficámos a passear um pouco pela cidade até que chegou a hora de irmos ao encontro do Zach. Na noite passada, depois de jantar, eu e o Rodrigo tínhamos conversado para combinarmos quando é que íamos falar com o Zach, e depois de o Rúben me ter levado e à Andy a casa, liguei-lhe para combinarmos o encontro. Às 12.00h eu e o Rodrigo chegámos ao Cais do Sodré, onde tínhamos combinado. O Zach já lá estava, mas estava de costas para nós.

-Está ali – disse eu, indicando o meu melhor amigo.

-Cê não me disse qui eu tinha tado a competir com um protótipo de príncipe encantado – riu.

-Parvo, pá! Para com isso! Até parece que houve alguma competição!

-Eu tava zoando com você! – riu, abraçando-me.

-Então vai zoar para outro lado! O assunto aqui é sério!

-Tá bom, me desculpa meu amor!

-Estás desculpado.

-Vamo ter com ele, então?

-Vamos – respirei fundo e começámos a andar na direção do Zach.

-Isso vai correr bem, tá? – encorajou-me. Acenei.

-Zach! – chamei. Ele virou-se e sorria, mas ao ver o Rodrigo a meu lado o sorriso tornou-se mais pequeno.
 
 –Hi! – sorri, cumprimentando-o.

-Hi – respondeu e em seguida olhou para o Rodrigo.

-Zach, this is Rodrigo. Rodrigo, this is Zach, my best friend. – Eles disseram ‘’Olá’’ um ao outro.

-You said you needed to talk to me… - disse o Zach, olhando para mim, no entanto voltou a lançar um olhar rápido sobre o Rodrigo e depois voltou a olhar para mim.

-Yeah, I need… na we seat somewhere?

-Course. Where do you want to go?

-Close from here there’s a great restaurant – sugeriu o Rodrigo. O Zach olhou para ele.

-Okay, it’s fine.

-Nice. Then let’s go – disse eu. Fomos todos em silêncio durante o caminho. Um silêncio muito incomodativo.

-It’s here – indicou o Rodrigo. Entrámos, escolhemos uma mesa e pouco depois fizemos os pedidos.

-So, now are you going to talk? – perguntou o Zach.

-First I need you to promise me that you’ll not be mad… - pedi.

-Why? It’s something so serious?

-Ah… - comecei, nervosa.

-We need to tell you something but first we need to say that we are not playing with your feelings. This wasn’t a competition and we don’t choose who to love – disse o Rodrigo, auxiliando-me.

-You’re dating – constatou o Zach.

-Yes, we are. And I can ensure you that I’ll never hurt her.

-Actually I already understood that. The way you look at her and the care you show are enough. I can understand that she’s in good hands.

Eles estavam apenas os dois a conversar, com uma atitude muito adulta e civilizada. Conversam como se eu não estivesse ali, e pareciam estar a entender-se bem.

-You can be sure that she is. And I would like to say to you that I never competed with you. I’m not here to make you suffer, to show you that I’m better then you, because we can’t replace the place that each of us have in her life. We just wanted to be true with you and make you know about us, from us and not from other way.

-Yeah, I understand, If it was me I would do the same thing. I can’t say to you that I’m not sad, ‘cause I am. Of course I would like that she love me, but I can’t do anything about it and if she loves you I’ll respect it. I suppose I’m going to continue being her best friend and now that I see that her boyfriend really have good intentions I’m not worried.

-Thank you for the vote – sorriu o meu namorado.

-You’re welcome – sorriu o meu melhor amigo. – But, if someday she came to me complaining about you, then we will have to have a conversation – voltou a sorrir, tentando manter um ar protecionista.

-That will not happen. But I received the message – sorriu o Rodrigo.

-Well, I suppose that you have finished, so, what do you say if we ask the deserts? – sugeri. Os dois finalmente voltaram a olhar para mim e sorriram.

-I say it’s a great idea! – sorriu-me o meu melhor amigo. O Rodrigo chamou o empregado e pedimos as sobremesas. No final, saímos do restaurante e fomos a conversar até ao Cais do Sodré. Desta vez eu já falei mais.

-Well, I had a very great time with you, but I need to go. Candice is here too and she asked me to pass at the house I’m staying, to talk a little – informou o meu melhor amigo.

-Okay, we talk later, thenrespondi. – And have fun with her – sorri, recebendo um sorriso seu em resposta.

-Rodrigo, really liked to meet you, and take care of her, please – pediu, enquanto davam um aperto de mão.

-Course I’ll take – sorriu o meu namorado.

Dei um longo abraço ao Zach.

-Don’t worry about me ‘cause I’m fine. Just enjoy the happiness of this relationship, okay? – pediu-me.

-Thanks for being so comprehensive, Zach.

-You don’t need to thank me, it wouldn’t be other way – sorriu.

-Love you so much! – apertei mais o abraço.

-Love too, angel. – Deu-me um beijo na testa, sorriu e foi-se embora.

-Não foi assim tão difícil, pois não? - perguntou o Rodrigo enquanto sorria.

-Pois, mas também não fui eu que tive de falar. Vocês ficaram a conversar como se eu não lá estivesse…

-Desculpa, mas eu tinha qui falar tudo aquilo pra ele.

-Está bem. Pelo menos correu bem.

-Porquê? Cê tava esperando qui corresse mal?

-Não, mas não pensei que ele fosse ficar assim tão9 bem.

-Talvez ele já tivesse desconfiando qui havia outra pessoa na sua vida.

-Pois…

-Então, já tá mais tranquila?

-Muito mais.

-Então será qui já vai me poder dar um sorriso bem grande? – perguntou sorrindo.

-Claro! – sorri. Ele abraçou-me e deu-me um beijo demorado.

-Ti amo! – sorriu-me.

-Obrigada por teres vindo comigo.

-Acha mesmo qui eu ia deixar você vir sozinha? – Sorri e depois beijei-o. – Bom, vamo aproveitar a tarde pra passear?

-Onde?

-Não sei. Onde qui cê quer ir?

-Podemos ir até Cascais?

-Claro qui sim! Vamo pró carro, então. – Andamos um pouco até ao seu carro e seguimos até Cascais. – Quer ir pra algum sítio em especial?

-Sim. Quando estivermos perto eu digo-te.

-Tá bom.

 

(visão Andreia)

Acordei com a campainha ainda eram 9.20h. Olhei para o lado e a cama da Mónica já estava feita. Em cima da minha mesa-de-cabeceira estava  um bilhete para mim. Peguei nele e desci as escadas a correr para ir abrir a porta.

-Bom dia! – cumprimentou-me o Rúben com o seu enorme sorriso, dando-me um beijo na testa e entrando.

-Bom dia… O que é que estás aqui a fazer a estas horas? – perguntei, fechando a porta.

-Vim buscar-te, vamos passear.

-Ah, mas eu não..

-A Mónica não está cá. Não vais passar um dia bonito como este em casa!

Olhei para o bilhete que tinha na mão e abri-o. A Mónica tinha ido com o Rodrigo falar com o Zach e provavelmente não viria cedo.

-Bem…

-Vai vestir-te e assim que eu trato do pequeno-almoço.

-Está bem… - resignei-me. Mesmo que eu continuasse a dizer que não ele ia acabar por tirar-me de casa. Subi até ao quarto, tomei um duche rápido, vesti-me e voltei a descer. O Rúben estava sentado no sofá a ver televisão. Olhei para a mesa da cozinha. Estava posta, com muitas coisas por onde escolher. Estava bonita.

-Tanta coisa para quê, Rúben? – perguntei, indo para junto da mesa.

-Porque é de manhã que temos de fazer a melhor refeição do dia.

-E não será também porque  tu estás cheio de fome?

-Também!

-Claro.

-Bem, mas vamos comer?

-Vamos, vamos – sentámo-nos e depois de termos comido e arrumado a cozinha preparámo-nos para sair. – Já sabes onde é que vamos? – perguntei, enquanto entravamos no seu carro.

-Ainda não sei bem.

-Vê lá para onde é que me levas!

-Está descansada que vou levar-te para um sítio que tu vais gostar!

-Hm…

A viagem foi um pouco longa, e só não foi menos porque eu não deixei o Rúben acelerar. Passámos novamente a viagem a conversar e a cantar. Sabia bem rir com ele desta maneira. Adorava a sua gargalhada. E cantar com ele metia piada, porque ele punha-se a gozar com as músicas, o que nos levava a rir ainda mais.

-Já estamos quase a chegar.

-Ah, já sabes onde é que vamos?

-Já.

-E quando é que decidiste isso?

-Há pouco tempo…

-Hm-hm, há pouco tempo… - respondi, não-convencida.

-Gostas de chocolate, não gostas? – perguntou de repente.

-O que é que viemos fazer a Óbidos? – perguntei, depois de passarmos pela placa com o nome.
– E sim, gosto de chocolate. Mas porquê? Que pergunta estúpida! – respondi, enquanto olhava pela janela.

-Sim, Óbidos, não costumamos vir para estes lados. É um sítio diferente. E não é uma pergunta estúpida! Já vais ver!

Na rua viam-se muitas pessoas e de repente o motivo de tanta agitação. Estávamos a chegar à Feira do Chocolate. Oh meu Deus, eu ia perder-me neste mundo! Estacionámos e saímos do carro.

-Já tinhas pensado nisto! – acusei.

Já, já tinha, mas tinha de ser surpresa!

-E foi! Uma surpresa boa! Obrigada, Rú! – agradeci com um enorme sorriso.

-De nada, linda – sorriu-me também. – Bem, vamos entrar?

-Vamos! Mas eu acho que me vou perder aqui no meio! – De repente ele agarrou na minha mão e ia começar a andar.
 
– Rúben? – larguei a minha mão da dele.

-O que foi?

-O que é que foi isso?

-Não disseste que te ias perder? Assim já não te perdes!

-Eu estou a falar a sério, Rúben!

-Eu também estou a falar a sério, Andy. Ou já não posso andar de mão dada com a minha melhor amiga?

-Podes, mas…

-Mas nada! – voltou a pegar-me na mão. – Vamos entrar?

-Vamos… - respondi meio envergonhada, olhando as nossas mãos, unidas. Aquele gesto, apesar de simples, deixava-me desconcertada. O seu toque baralhava-me.

-Por onde é que queres começar? – perguntou.

-Por um sítio qualquer. Vai tudo dar a chocolate! – rimos.

A Feira era gigante e a variedade era tanta que a manhã não chegou para vermos nem metade, por isso, depois de termos ido almoçar a um restaurante lá perto, fomos dar um passeio e depois voltámos à Feira para darmos a volta até ao fim.

Quando entrámos no carro já começava a anoitecer.

-Obrigada, Rú – agradeci. – Foi um dia espetacular! Diverti-me imenso!

-Eu também, linda! – sorriu – Ainda bem que gostaste e te divertiste, era essa a intenção – sorrimos. Permanecemos algum tempo caldos ouvindo apenas a música que passava na rádio. Pouco depois chegámos e o Rúben parou à porta de minha casa. Ia-mos os dois a falar ao mesmo tempo, o que nos levou a rir logo a seguir. Ele fez-me sinal para que falasse.

-Eu só ia agradecer-te, outra vez. E dizer-te que és um melhor amigo espetacular.

-Ok, obrigado. E eu só ia dizer para não comeres os chocolates todos que trouxemos, para a Mónica também provar. Mas já agora também te digo que és a melhor amiga que alguém alguma vez pode ter – sorriu.

-Primeiro, acho que agora não consigo comer mais chocolates. A super dose de hoje chegou! E segundo, estás a ser exagerado.

-Ahaha, podes crer! Acho que não vou conseguir comer chocolate durante algum tempo! E não, não estou a ser exagerado! Atéparece que não sabes aquilo que vales!

-Oh, também não sou perfeita!

-Eu não disse que eras! Mas para mim és a pequena imperfeição mais perfeita que entrou na minha vida – sorriu. Fiquei sem saber o que dizer.

-Bem, obrigada pelo elogio… - agradeci, meio envergonhada. – Ah, é melhor eu ir entrando, se não os chocolates derretem e aí é que não há chocolates para ninguém!

-Está bem, vai lá, então – sorriu. Eu abri a porta do carro. – Eh, então e o meu beijo, oh melhor amiga desnaturada!

-Oh. – Dei-lhe um beijo no rosto e ele deu-me um na testa.

-Falamos amanhã? – perguntou.

-Claro!

-Ok, então até amanhã.

-Até amanhã.

Saí do carro, fechei a porta e entrei em casa.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Capitulo 24 (parte I)


Olá! :)
Bem, fica aqui mais um capitulo, espero que gostem e deixem os vossos comentários!
Obrigada pelas visitas e por todos os comentários até agora! Significam muito para mim! :D

Beijinhos*
Mónica

(Visão Rúben)

Acabámos por almoçar em casa delas e houveram algumas picardias entre mim e a Andy durante o almoço. Eu gozava com ela por ter de comer sopa e tentava fazer-lhe inveja com o que nós os três comíamos. Ela dizia que eu era um chato e essas ofensas não-ofensivas do costume. Já sentia saudades de andarmos sempre a desconversar. Mas só as desconversas boas, porque as más não deixam saudade a ninguém… Finalmente voltei a ter a minha Andy, e por isso ia aproveitar, mas o que ela admitiu nos delírios nunca iria esquecer, e na altura certa iria conversar com ela. Depois de almoço a Andy quase exigiu que fossemos passear pois não suportava mais estar em casa, então lembrei-me de dar-lhe um miminho, visto que ela me tinha dado esta oportunidade de voltar a ter assim a minha melhor amiga. Disse ao Rodrigo e à Mónica onde íamos quando a Andy subiu até ao quarto para ir buscar o casaco, e pedi-lhes que mantivessem sigilo, pois queria fazer uma surpresa à Andy. Depois de ela descer, saímos para os carros e ela veio comigo. Passámos a viagem a cantar e a conversar animadamente.

-Onde é que vamos, Rúben? – perguntou-me, faltavam apenas alguns quilómetros para chegarmos.

-Já vais ver.

-Oh Rúben, diz lá! – voltou a pedir, curiosa. Eu sorri, acenando negativamente com a cabeça. Finalmente chegámos. – Sintra? – disse ela deslumbrada. – A sério, Rúben? – virou-se para mim e sorriu, contente.

-Gostas, não gostas? – sorri.

-Adoro! – respondeu com um enorme sorriso.

-Eu sei que sim. – Ela olhou para mim, ainda a sorrir. – Bem, vamos sair do carro? Eles os dois também já chegaram – sugeri. Tirámos os cintos de segurança e saímos do carro. Tranquei-o.

-Esse sítio é mesmo lindo. Né Andreia? – comentou o Rodrigo, falando para a Andy com uma voz insinuosa, quando eles se juntaram a nós.

-É, é lindo… - respondeu ela, ainda absorta na beleza do local. Depois pareceu tomar sentido ao tom de voz. – Vocês sabiam que vínhamos para aqui?

-Sim – respondeu a Mónica.

-E não me disseram nada!

-Era para ser surpresa! Se te disséssemos não tinha piada!

-Claro! Perdia a piada toda! Queria que a minha surpresa corresse bem – sorri, reforçando que a surpresa tinha sido minha, apenas para me meter com a Mónica e com o Rodrigo.

-Esteja descansado que ninguém lhe vai tirar o mérito nem o protagonismo, Sr. Rúben! – Riu a Mónica, levando-nos a rir a todos.

-Bem, mas vamos passear ou viémos aqui só para gastar combustível? – sugeri.

-Essa foi seca, Rúben! – comentou o Rodrigo. Ri ironicamente.

-Mete-lhe água para ver se deixa de ser tão seca! – gozei. Todos rimos novamente. Depois começámos a andar.
 




 

Depois de termos andado bastante, arranjámos um sítiozinho no meio da Serra de Sintra para estendermos a toalha que tínhamos trazido para lancharmos, pois quando decidimos que íamos passear resolvemos preparar um lanche para levarmos, e enquanto agora o comíamos, conversávamos animadamente, sempre com muitas gargalhadas.





 Ficámos ali a conviver durante algum tempo e depois acabámos por arrumar as coisas e continuar o nosso passeio. Todos adorávamos aquele ambiente no meio da Serra e a companhia também era a melhor. Quando regressámos para os carros eu decidi oferecer o jantar a todos, em minha casa, e prometi à Andy que não lhe dava sopa para o jantar, mas teria de fazer alguma coisa especial para ela, pois ainda tinha de ter algum cuidado. Voltámos todos a encontrar-nos à porta de minha casa. Quando chegamos já eram quase horas de jantar, por isso eu e o Rodrigo fomos para a cozinha enquanto as meninas ficaram na sala, no entanto, pouco depois, foram para a cozinha fazer-nos companhia e conseguiram desconcentrar-nos. O Rodrigo perdia-se a olhar para a namorada, mas eu também olhava para a mulher que amava, e apesar de não poder demonstrar tal sentimento, como víamos a Mónica e o Rodrigo fazer, eu sentia-me feliz por voltar a poder ver o sorriso da minha melhor amiga e poder voltar àquele clima de brincadeira e desconversa divertida que sempre tivemos. Acabámos de fazer o jantar, fomos pôr a mesa e logo a seguir fomos sentar-nos à mesa, pois eu já estava a morrer de fome e o Rodrigo concordou que também já estava a ‘’ficar com fome’’, como se não estivesse assim com muita fome! Servimo-nos e começámos a comer, mas com a pressa queimei-me.

-Au!

-Sempre com a pressa, Rúben! O comer não vai fugir do prato! – riu a Any, assim como a Mónica e o Rodrigo.

-E vocês riem-se! Obrigado! – agradeci, ironicamente.

-Desculpa Rúben, mas teve piada! – disse a Mónica.

-É, a sua cara foi demais! – riu o Rodrigo.

Dei uma gargalhada irónica.

-Piada! Vamos mas é comer! – voltei a ironizar.

-Vê lá se não te queimas outra vez… - advertiu a minha melhor amiga, tentando não se rir.

-Se queimar vocês não vão saber que é para não ter de ouvir mais piadas! – respondi seriamente, no entanto não evitei sorrir em seguida.

O resto do jantar decorreu com as normais piadas e com muitas gargalhadas, obviamente. Depois de jantar ficámos à conversa até que o Rodrigo foi embora, então eu fui levá-las a casa. Após me despedir delas iniciei caminho de regresso a casa. A noite estava fria, mas o céu estava limpo e a lua bem visível. Enquanto andava, sorria. Sentia-me feliz. Voltar a ter a minha melhor amiga comigo era o que eu mais tinha pedido, para agora. E voltei a tê-la. Teimosa, respondona, mas sempre com um sorriso para me oferecer. Estava a pensar em várias coisas para fazer uma nova surpresa à minha melhor amiga, e finalmente ocorreu-me uma ideia fantástica. Sabia que ela ia adorar. Peguei no telemóvel e liguei ao Rodrigo.

-Olha, leva a tua namorada a passear amanhã logo cedo! – disse eu assim que ele atendeu.

-Hã? Qu’qui cê tá dizendo Rúben? – perguntou, confuso. Repeti. – Agora mais devagar qui eu não entendi nada.

-Fogo! Estava a pedir-te para levares a tua namorada a passear amanhã bem cedo.

-Porquê cê tá me pedindo isso?

-Porque eu preciso que a Andy esteja sozinha para me dizer que sim.

-Dizer qui sim ao quê?

-Quero fazer-lhe uma surpresa e preciso que ela não tenha ninguém com quem se desculpar para aceitar vir comigo.

-Ah, tá bom, não se preocupa. Eu e a Mónica já tínhamos falado e a gente precisa mesmo ir tratar de um assunto – respondeu seriamente.

-Ok, obrigado. Mas está tudo bem?

-Por enquanto sim. Vamo esperar é qui depois continue.

-Mas posso fazer alguma coisa para vos ajudar?

-Não. A gente trata disso.

-Mas é grave?

-A gente vai conversar com o melhor amigo dela.

-Com o melhor amigo dela? Mas passou-se alguma coisa?

-Digamos qui ele também se apaixonou por ela.

-Hâ?! E o que é que vocês vão fazer?

-A gente vai conversar com ele e contar qui a gente tá junto.

-Ah, sim, acho que é o mais sensato.

-É. Só espero qui ele não pense qui a gente vai contar pra ele porqui eu quero atirar na cara dele qui ela me escolheu a mim. Não é nada disso. A gente só quer qui ele fique sabendo pela gente e não por outras pessoas.

-Claro. Mas para isso é que vocês vão conversar com ele. Vão explicar-lhe que não estão a gozar com ele, vocês simplesmente se apaixonaram, e ele não pode fazer nada em relação a isso.

-É mas o cara vai ficar mal, né? Ele gosta dela.

-Claro. Amar e não ser correspondido custa, mas se ele gostar realmente dela, e visto que eles são melhores amigos, ele vai querer que ela seja feliz, mesmo sem ser com ele. E vais ver que agora quando vocês se conhecerem ele vai perceber que tu és um tipo porreiro e que não estás a brincar com os sentimentos de ninguém.

-Logo eu…

-Logo tu? Agora não percebi.

-Deixa pra lá, tava pensando alto.

-Ok… Bem, então amanhã tiras a Mónica de casa, não é?

-Sim.

-A que horas mais ou menos?

-Perto das 9.00h.

-Está bem. Obrigado.

-De nada.

-Bem, então vá, até amanhã. E tenham calma que vai correr tudo bem.

-Tá bom, até amanhã. E bom passeio. Mas olha, não puxa muito qui a Andreia ainda não tá totalmente bem.

-Eu sei, não te preocupes.

-Nas outras vezes cê disse o mesmo…

-Mas desta vez apanhei um susto que ajudou a abrandar o ritmo da maneira como faço as coisas. Mas o coração aumentou o ritmo… - sorri, lembrando as palavras que a Andy tinha dito na noite passada.

-Por causa do susto qui você fez ela pegar na gente.

Não era totalmente devido a isso, mas…

-Sim, assustei-me mesmo.

-Você e todo mundo.

-Eu sei. Bem, já cheguei a casa por isso, até amanhã.

-Tchau.

Desliguei. Entrei em casa, subi até ao quarto, vesti o pijama e fi dormir. Tinha de recarregar as baterias para o longo dia que iria ter.

Qual será a surpresa do Rúben para a Andreia? E a conversa com o melhor amigo da Mónica, como correrá?

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capitulo 23 (parte II)


Olá! :)
Bem deixo-vos aqui um novo capitulo!
Espero gostem e que deixem a vossa opinião :)
E queria pedir-vos que divulguem a página do Facebook da página, por favor: https://www.facebook.com/MomentosBemVividosNaoDeixamEspacosEmBranco?ref=hl
Obrigada :)
Beijinhos*
Mónica

(visão Rúben)

-Rúben! – Acordei sobressaltado. A Andy olhava-me, estupefacta. Tinha-se levantado da cama, onde agora só eu permanecia. Ainda fiquei a esfregar os olhos, com sono.

-Hã? – perguntei.

-O que é que estás aqui a fazer?! Na minha cama?! Comigo… - perguntou, falando tão rápido que quase não percebi.

-Eh, calma! Fogo, acabei de acordar…

-Fogo não, Rúben Filipe Marques Amorim! O que é que estás a fazer na minha cama? – Fiquei a sorrir ao notar que por trás daquela irritação estava um nervosismo que me sabia bem sentir-lhe. – Responde-me, pá!  - pediu, mandando-me a almofada que segurava, contra o braço.

-Eh, calma lá menina! Podes ficar descansada que não te fiz nada! – respondi, levantando-me da cama.

-Não sei se não tenho que ficar preocupada. Estavas a dormir comigo, na minha cama… Quer dizer, porque é que te deitaste na minha cama comigo lá? Eu não te disse que podias!

-Eu estive a cuidar de ti, sua tonta –sorri.

-Mas porquê tu? Porque é que tu estavas  a cuidar de mim?

-Olha, talvez porque eu sabia o que fazer.

-Sabias o que fazer? – perguntou, começando a sentir-se embaraçada. – A Mónica?

-Foi dormir a casa do Rodrigo.

-Porquê?

-Talvez porque queriam estar sozinhos… Está descansada que só ficaste mesmo sozinha comigo durante a noite.

- durante a noite…

-Ai, oh Andy. Até parece que eu ia fazer alguma coisa. Um coisa é quando tu estás acordada e podes argumentar, outra é quando passas o dia a dormir – respondi, sorrindo interiormente ao recordar as palavras dela, que apesar de serem consequências dos seus delírios, eram a verdade do seu coração, eram a razão que ela encobria e tentava disfarçar com a consciência enquanto estava acordada.

-A Mónica deve estar a chegar, por isso podes ir-te embora.

-Não, espera, tenho de ver como é que está a tua temperatura, então – avancei para ela para colocar a minha mão na sua testa. Ela recuou, atrapalhada.

-Não precisas de ver nada! Eu já estou bem. E a Mónica deve estar a chegar, por isso – apontou para a porta do quarto, à espera que eu saísse. Sentei-me novamente na cama.

-Agora não saio! – disse eu, cruzando os braços à frente do peito.

-Oh Rúben, não me faças passar! Eu não te estava a pedir para sair, eu estava a dizer que tu vais sair do meu quarto!

-Não saio! Se quiseres tira-me tu daqui! – respondi.

-Rúben Filipe, não me faças passar, caramba! – reclamou, num tom mais elevado, junto da porta do quarto.

-Oh gente! Que gritaria é esta? – perguntou a Mónica, entrando no qarto com o Rodrigo.

-É ele que não se vai embora! – respondeu a Andy.

-É ela que não deia de ser teimosa! – respondi.

-Ok. Agora umas respostas decentes, por favor – pediu a Mónica.

-Para além de eu ainda não ter percebido porque é que ele dormiu aqui, ele não se quer ir embora – disse a Andy, olhando para a Mónica com um olhar acusador e desviando depois o mesmo olhar para mim.

-Mas ela ainda não percebeu que eu tenho de ver como é que ela está para saber se vai ficar bem ou não.

-Sim, claro, o Sr. Doutor Engenheiro sabe tudo! – bufou a Andy, cruzando os braços à frente do peito.

-Não sou Sr. Doutor Engenheiro, mas devias agradecer-me porque fui eu que cuidei de ti e fiz com que voltasses a ser a melhor amiga mais teimosa que conheço! – respondi, sorrindo no final.

-Parvo! – sorriu.

-Aqui o Sr. Parvo cuidou de ti! – voltei a sorrir-lhe. Ela devolveu-me o sorriso.

-Já está? Já gritaram tudo o que tinham para gritar? – perguntou a Mónica.

-A gente ouvia os vossos berros lá na sala! – comentou o Rodrigo.

Eu olhei para a Andy e ela olhou para mim, sorrindo.

-Podem ficar descansados que os vossos ouvidos vão ter descanso dos nossos berros – sorri, assumindo o sorriso da Andy como o símbolo de tréguas, depois de tudo o tinha acontecido.

-De certeza? – perguntou a Mónica, olhando para a nossa melhor amiga.

-Sim – sorriu. – Mas agora eu queria pedir-vos, por favor, para saírem do quarto. Eu quero tirar este pijama e sair desta casa e deste quarto! Quero ir passear!

-Está bem – acedeu a Mónica, que saiu com o Rodrigo.

-Mas primeiro deixa-me ver se estás melhor – fui até junto dela e encostando o meu queixo à sua testa, sentindo a temperatura. Depois afastei-me e dei-lhe um beijo na testa.
 
 – Estás bem, mas mesmo assim tens de ter cuidado, tens de te agasalhar bem – afirmei, dirigindo-me à porta do quarto.

-Está bem, Sr. Doutor Engenheiro, eu vou agasalhar-me até às orelhas! – sorriu.

-Acho bem – ri. Ela fechou a porta e eu desci até à sala, de encontro à Mónica e ao Rodrgo.

 

(visão Mónica)

Depois de passar a tarde inteira na sala com o Rodrigo, enquanto o Rúben estava no quarto a cuidar da Andy, ele finalmente desceu e veio jantar comigo e com o Rodrigo. A febre da Andy já tinha baixado bastante, o que era bom sinal e o resultado do bom ‘’trabalho’’ do Rúben. Depois de jantar e de termos arrumado a cozinha fomos os três para a sala ver televisão e conversar mais um bocado. Eu estava preocupada com a minha melhor amiga, aliás, todos estávamos, mas também queria ficar sozinha com o meu namorado.

-Rú, vais precisar de nós? – perguntei.

 Ele olhou para mim e para o Rodrigo e respondeu que não. Disse para nos irmos embora, e pela maneira como falou e pelas suas palavras ele já tinha percebido que queríamos estar sozinhos. Pegámos nas nossas coisas e saímos em direção ao carro do Rodrigo. Durante a viagem até à casa dele conversámos sobre a Andy e sobre este rebuliço todo entre ela e o Rúben. Quando chegámos a casa dele ele estacionou o carro na garagem e entrámos em casa.

-Mas bom, ela tá em boas mãos e o Rúben sabe o qui faz!

-Sim, claro. Se eu não confiasse totalmente no Rúben não teria vindo agora contigo.

-Ah, então ainda bem qui a gente pode confiar totalmente nele. Assim você veio comigo – sorriu, dando-me um pequeno beijo. Pousámos as coisas à entrada e fomos para o sofá, sem ligar a televisão, apenas o candeeiro a sala é que dava alguma iluminação àquela divisão da casa.

-Vamos ficar por aqui? – perguntei, sentando-me ao seu colo.

-Vamo sim. Tou morrendo de saudade de você e não quero ir deitar já – respondeu, colocando os braços à minha volta.

-Eu também tenho saudades tuas – sorri – mas podemos ir para o quarto na mesma. Ficamos a namorar até o sono vir – sorri.

-Cê tem razão. Vamo subir, então – levantámo-nos, subimos até ao andar de cima e depois de termos vestido os pijamas e feito tudo o que tínhamos a fazer, deitámo-nos. Encostei-me a ele.

-Estás quentinho – comentei, abraçando-o.

-Claro qui sim, meu amor, você tá aqui do meu lado!

-Oh, tonto.

-É verdade, amor. Você mi aquece a alma, o coração e o corpo.

-Oh pá, para com isso! – disse envergonhada.

-Tá ficando envergonhada? Meu amor, não precisa. Você sabe qui o qui eu falei é verdade, não sabe?

-Sim, só que assim deixas-me envergonhada… - respondi, escondendo a cabeça no seu peito.

-E eu adoro ver você assim, sabia? – sorriu, elevando o meu rosto e beijando-me. Foi um beijo muito calmo, mas muito detalhado. Todos os movimentos eram perfeitos, fazendo deste beijo um momento fantástico.
 
 Este momento repetiu-se, mas acabámos por parar.

-Amor, desculpa, mas eu acho que vou dormir.

-Tá pedindo desculpa porquê?

-Ah, porque íamos ficar a namorar um bocadinho…

-Até o sono chegar. Se o sono chegou, a gente vai dormir.

-E tu estás com sono?

~-Não muito, mas se eu ficar prestando atenção no movimento da sua respiração vou cair no sono logo, logo – sorriu.

-Está bem – elevei-me um pouco para lhe dar um pequeno beijo nos lábios e depois acomodei-me, colocando a cabeça no seu peito, bem junto do coração. Dei-lhe um pequeno beijo no peito e fechei os olhos. Ele fez-me uma pequena festa na cara e depois pousou  a mão no meu braço. O sono foi-me envolvendo cada vez mais enquanto ouvia e sentia as batidas calmas do coração do meu amor, até que acabei por adormecer.

Na manhã seguinte acordei virada de costas para o Rodrigo, no entanto sentia o seu corpo, quente, bem perto de mim. Espreguicei-me e levantei-me, devagar para não o acordar. Fui à casa-de-banho e depois desci até à cozinha. Preparei uma taça de cereais e fui para o sofá da sala ver televisão, enrolada numa manta. Terminei de comer e deixei a taça ao pé de mim, no sofá, para não deixar no chão.

-Bom dia, meu amor! – disse o Rodrigo, chegando de repente atrás do sofá e abraçando-me. Deu-me um beijo na cara.

-Bom dia, amor – respondi, virando-me para ele.

-Acordou há muito tempo?

-Não.

-Hm. Vou na cozinha pegar alguma coisa pra comer. Quer?

-Não, eu já lá fui.

-Tá bom, eu volto já então.

-Está bem. Olha, leva isto lá para dentro, por favor – pedi, estendendo-lhe a taça que estava ao meu lado. Ele aceitou a taça e foi até à cozinha. Algum tempo depois ele regressou à sala com um tabuleiro cheio. – Bem, estás cheio de fome! – Ele sentou-se do meu lado direito.

-Sempre! – Fiquei a observá-lo a comer e não consegui evitar rir-me – Tá rindo de quê?  Perguntou-me com um sorriso meio confuso.

-De ti!

-De mim porquê?

-Fazes umas caras quando estás a comer…

-Ah, eu tava comendo!

-Eu estava a brincar, amor! – ri. – Até ficas engrançado.

-É…

-A sério, eu estava a brincar!

-Não sei…

-Amor…

-Tá bom, mas tem qui mi dar um beijo. Ainda não ganhei nenhum hoje! – disse ele, pousando o tabuleiro ao lado do sofá,  no chão e virando-se para mim.

-Claro que dou! – sorri, avancei para ele e beijei-o.

-Assim tá melhor! – sorriu. – Qui horas qui cê quer voltar pra casa?

-Daqui a pouco. Vamos arranjar-nos e depois podemos ir.

-Tá bom, então eu vou levar isso na cozinha e a gente já sobe.

-Ok.

Ele foi à cozinha enquanto eu desliguei a televisão e voltei a dobrar a manta. Depois subimos até ao quarto, tomámos um duche rápido, vestimo-nos e saímos para o carro para regressarmos a minha casa.

-Só espero que a Andy já esteja melhor – disse eu, assim que saímos do carro.

-Com o Rúben do lado dela, tá de certeza!

Pus as chaves na porta. Assim que entrámos na sala, ouvimos os berros da Andy provenientes do quarto.

-Pelos vistos já está mesmo bem! – ri. Subimos até ao quarto. – Oh gente! Que gritaria é esta? – perguntei, assim que eu e o Rodrigo chegámos à porta.

-É ele que não se vai embora! – respondeu a Andy.

-É ela que não deia de ser teimosa! – respondeu o Rúben logo em seguida.

-Ok. Agora umas respostas decentes, por favor – pedi. Eles pareciam duas crianças a discutir por um brinquedo.

-Para além de eu ainda não ter percebido porque é que ele dormiu aqui, ele não se quer ir embora – disse a Andy, olhando-me com um olhar acusador e transferindo esse mesmo olhar para encarar o Rúben.

-Mas ela ainda não percebeu que eu tenho de ver como é que ela está para saber se vai ficar bem ou não – disse o Rúben.

-Sim, claro, o Sr. Doutor Engenheiro sabe tudo! – refilou ela, cruzando os braços à frente do peito. Meu Deus, parecia mesmo uma birra de crianças!

-Não sou Sr. Doutor Engenheiro, mas devias agradecer-me porque fui eu que cuidei de ti e fiz com que voltasses a ser a melhor amiga mais teimosa que conheço! – sorriu o Rúben. Estava disposto a terminar aquela discussãozinha.

-Parvo! – com esta resposta e sorriso que a acompanhou finalmente ela cedeu e parecia que tempos de paz entre aqueles os dois iriam chegar.

-Aqui o Sr. Parvo cuidou de ti! – Eles voltaram a sorrir um para o outro.

-Já está? Já gritaram tudo o que tinham para gritar? – perguntei na mesma. A Andy e o Rú voltaram a trocar um sorriso.

-Podem ficar descansados que os vossos ouvidos vão ter descanso dos nossos berros – respondeu o Rúben.

-De certeza? – voltei a perguntar, olhando para a minha melhor amiga, como que para ter a garantia.

-Sim – sorriu. Depois pediu, por favor, que saíssemos pois ela queria trocar de roupa e sair daquele  quarto, queria ir passear. Eu e o Rodrigo saímos do quarto, mas o Rúben ficou para trás. Descemos até à sala e pouco depois o Rúben juntou-se a nós. Estava a sorrir. Ainda bem. Era bom ver aqueles sorrisos nos seus rostos. Era sinal que tudo estava a encaminhar-se bem.

Depois de almoço, que foi lá em casa, a Andy disse que tinha de sair de casa, e o Rúben teve uma ideia. Disse-me apenas a mim e ao Rodrigo, e saímos. A Andy foi no carro com o Rúben, sem suspeitar para onde íamos, pois ele fez questão de manter segredo.